Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Faz aí um reset sff!!


Para quem gosta de datas e "ses" da história, o dia de hoje é de algum interesse.
Passam exactamente 34 anos sobre o 25 de Novembro de 75, dia em que se "decidiu" que tipo de "democracia" Portugal iria seguir.
Existem factos, alguns, e especulacão, muita.
Consoante a pessoa que conta a história temos moderados contra radicais, ou fascistas contra socialistas.
De um lado os partidos que hoje estão na AR, excepto o BE que nessa altura andava de G3 nas mãos e do outro lado o PCP com alguns militares mais "devotos".
A teoria diz que PS, PSD e CDS queria um "Portugal democrático e livre" e que o PCP queria criar um satélite russo à imagem de Cuba e dos restante países da Cortina de Ferro. Diz que. Esta parte é importante.
Que eu saiba nunca Cunhal o disse, mas posso estar enganado. Tito seguiu o modelo socialista e afastou-se de Estaline, criando a sua própria linha (depois de seguir a dos chineses). Olhando para as antigas repúblicas da Jugoslávia hoje, tirando a Eslovénia, não me parece que a separacão tenha favorecido muito aquele pessoal. Veja-se a Bósnia partida em 3, a guerra na década de 90, a maioria albanesa do Kosovo e por aí fora.
Ou seja, Cunhal poderia seguir a sua visão do socialismo. Claro que, se tivermos em conta que o PCP nunca condenou a Primavera de Praga, podemos aceitar que o socialismo do Cunhal era como aqueles "calquitos" (suave recordacão!) mas com o Estaline por baixo. Aceito que sim.
Parece que os russos não estavam para grandes salganhadas na Iberia e os cubanos andavam entretidos com Angola.
E assim venceu a malta que queria um Portugal livre. Óptimo. Somos livres, democratas e mais uma série de coisas giras.
Mas somos mesmo? Foi o 25 de Novembro uma grande vitória? Acredito que sim. Provavelmente o outro modelo teria sido bem pior, mas, tudo o que sei do outro são alguns "ses", umas quantas analogias e vastas especulacões.
Agora da faccão que venceu em 75 já sei tudo.
A ideia seria boa, os principios também, mas tudo o que ali se defendia, ou que eu julgo que se defendia, falhou.
Somos um povo livre? Realmente andamos por onde queremos, dizemos o que nos apetece e não temos muros em Elvas. Mas, temos a liberdade de ir onde queremos? De comer o que nos apetece? De viver onde gostaríamos?
Temos a liberdade que a nossa carteira permite num mercado aberto e concorrencial. E essa liberdade é, para ser simpático, limitada. Qual é o nosso crescimento económico? Qual é a melhoria da qualidade de vida de um português médio? Podemos hoje gozar a nossa liberdade? Só se for a crédito…
Para metade das familias portuguesas o filme do dia "acordar-fila de transito-trabalhar-fila de transito-dormir" repete-se durante uma vida. É isto que esperam que um povo livre faca? Quando o salário apenas chega para pagar contas e comer massa com salsichas? Isto para mim é uma espécie de prisão.
E democratas? Somos democratas?
Bem…decidimos tudo pelo voto, é um facto. E até podemos votar em vários partidos. Mas esse voto conta? Com uma classe política que concorre a duas eleicões ao mesmo tempo ou que abdica dos cargos para os quais são eleitos antes do primeiro dia de trabalho, podemos dizer que o voto é respeitado?
E o estado de direito? Existe? E o progresso? Chegou?
Temos um dos maiores (senão o maior) índices de corrupcão da UE. Temos instituicões, autarquias e ministérios minados de arranjos, cunhas e esquemas para sacar dinheiro dos impostos, temos pessoas que entram na política com um par de cuecas no corpo e passados 10 anos são magnatas, temos empresas privadas a pagarem luvas para conseguirem obras públicas, temos o terceiro pior nível de escolaridade da OCDE (que tem um total de 53 países se não me engano), estamos há 20 anos a receber subsídios da UE e quando já devíamos estar entre os países pagadores continuamos a estar entre os mais miseráveis, temos casos que se arrastam nos tribunais sem qualquer condenacão, somos roubados diariamente nos nossos impostos, temos as nossas cidades destruidas pelos patos-bravos do cimento…é isto um país evoluído? É isto um estado de direito?
Sinceramente não me parece.
Tenho pena de o dizer mas hoje não há nada para comemorar. Concordo que a vitória da outra faccão poderia ter criado problemas ainda maiores mas, o que eu realmente sei, é que estes 34 anos de "democracia" e "liberdade" foram um rotundo falhanco.
Poderíamos comecar de novo e não perderíamos nada. Talvez umas auto-estradas.

O meu filho


Apetece-me falar do Diogo.
Aliás…o que me apetecia mesmo era falar com o Diogo. Mas por enquanto isso não é possivel. Não é que ele não esteja a dominar a língua de Camões, nada disso. Já diz o clássico ma-ma como quem enche uma fralda. Primeiríssima sílaba. O já mais rebuscado pa-pa só saiu uma vez ainda e por sorte, estava lá e ouvi. Foi há poucos dias.
E porque é que me apetece falar do Diogo? Porque de alguma forma ele mudou a minha vida. O mundo não parou porque nasceu um bébé, mas a minha vida, a minha existência, ganhou outro calor, uma nova alma e outros olhos para o dia-a-dia. Há mais uma peca do puzzle que se encaixa.
O tempo passa a correr. Depressa demais. Ainda ontem o estava a agarrar na maternidade e 8 meses passaram desde então. Sem tempo para olhar para trás.
Todos os dias aprendo algo. Todos os dias aquele miúdo tem algo para me ensinar. A comecar por uma nova forma de sentir, uma nova forma de amar.
Há realmente um sentimento único que nasce no momento em que nasce um filho. Não o consigo descrever. É um calor que nos percorre cada veia e traz conforto, bem-estar, alegria e uma nova lista de prioridades. Lembro-me de ouvir a minha mãe dizer, quando eu a censurava por ser muito protectora do meu irmão, que "quando tiveres um teu, logo falamos".
Bom…não é preciso. Está falado. Está compreendido.
O Diogo é, sem qualquer espécie de dúvida, aquela luz que brilha nos meus olhos, aquele sorriso que segue a cada sorriso dele. E são muitos. Como ri aquele miudo.
Em menos de uma semana passou de deitado a rebolar para deitado a arrastar-se. Assim tipo rambo por baixo do arame farpado. Alguns dias depois comecou a gatinhar. Meio trambolho, mas a chegar a todo o lado. Fios, tomadas e por aí fora.
Não há brinquedo mais interessante que um bom fio eléctrico. E eu ali. Sentado. A ver tudo a acontecer com o coracão cheio e os olhos brilhantes. Aperto-o. Aperto-o muito. Encho aquelas bochechas de beijos até ele fazer cara má por causa da barba.
E o pensamento? É constante. Outras coisas aparecem…detalhes de trabalho, conversas de amigos, problemas do quotidiano…mas o Diogo está sempre presente, normalmente sob a forma do último sorriso que a minha memória guardou.
Dentro de 1,5 meses comeco a licenca de paternidade. Há 6 meses que conto os dias. Está quase. Sinto orgulho. Um orgulho enorme. Não sou o gajo mais jeitoso do mundo e normalmente as minhas obras saiem assim para o torto…é um facto, mas, se algures nas linhas da vida fiz algo bem feito, tenho para mim que foram aqueles 69cm de gente.
Recentemente descobri uns álbuns de fotografias da guerra de 14, feitos pelo meu pai numa altura em que não havia fotografia digital. Está lá tudo, do primeiro mês até à semana passada. Mais coisa menos coisa.
Foi uma descoberta interessante por duas razões, primeiro fiquei a saber o balofo que era em miudo, o que é sempre um mimo, depois porque com auxílio dessas fotografias vou vendo o crescimento do Diogo em avanco. Até eu fico impressionado.
Há fotos a preto e branco que poderiam perfeitamente ser do Diogo em 79…cara chapada. Verdade, dá-me um certo gozo ver que o meu filho é igual a mim. Não o nego. É humano.
Por outro lado sei exactamente como é que ele vai ser daqui a 10 anos.
Bem vistas as coisas, estou a viver o argumento daquele filme do M.J.Fox e do gajo despenteado na máquina do tempo.
E por mim tudo bem.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Talvez seja a segunda-feira ou a taca...pode ser isso sim.

Li um texto aqui há atrasado (expressão permitida apenas a moradores a norte do Mondego) que me fez pensar.
Falava da justica portuguesa. Ou da falta dela.
Recordava vários casos e, analisando a coisa, nota-se um denominador comum: a inexistência de decisão.
Olhando para o caso do momento, a "face oculta", verifica-se o mesmo argumento, o mesmo filme tantas vezes repetido.
No início são as primeiras páginas, aberturas de telejornais e "repórteres em directo do local".
O país acorda, respira, vive e adormece com o caso.
O tempo passa e o processo vai-se enrolando. Complicacões daqui, escutas não válidas dali, um arquivamento a pedido e sempre, mas sempre, com pessoas com peso e responsabilidade na Justica a debitarem asneiras que deviam estar no segredo dos deuses.
Seguimos tudo online...a versão moderna do Roque Santeiro (lá está, há revivalismo no ar) sem Sinhôzinho Malta.
Esta sequência de acontecimentos foi o padrão para o caso da Casa Pia, submarinos, padre Frederico, Felgueiras live at Copacabana, moderna, independente, Maddie, BPN, BPP, Vale e Azevedo no bairro do Abramovich sem pagar renda e a fugir à polícia e agora "Face Oculta".
Alguém sabe há quanto tempo comecou o julgamento da Casa Pia?
Alguém conhece um condenado, uma decisão um encerramento diferente de "processo arquivado"?
Há impunidade em Portugal para políticos e figuras públicas? Funciona a justica por cunhas? Não são os tribunais independentes? Como pode o estado de direito funcionar quando a aplicacão de justica é inexistente? Seremos assim, enquanto país, tão atrasados e corruptos que não conseguimos que o pilar da democracia funcione? Seremos nós, enquanto povo, tão desinteressados do nosso país que nos permitimos ver, ler e ouvir a corrupcão em cada esquina sem fazer ou exigir nada?
Será possível ver toda a europa comunitária a crescer, a evoluir e a avancar sem ter um pingo de vergonha?
Há dias em que sinto orgulho em ser Português. Felizmente muitos.
Mas sinceramente há outros, como o de hoje por exemplo, em que me sinto revoltado com o nosso crónico atraso. Sinto vergonha por ter nascido num país onde a corrupcão e a xico-espertice ditam regras (D. Ana, também não te custava nada ter andado mais uns kms para comprar caramelos e como quem não quer a coisa fazias o "agoraaa...forcaaaaa..." em Badajoz).
É assim tão dificil encontrar gente honesta para meter à frente das autarquias, ministérios, sindicatos, associacões, institutos, tribunais e clubes desportivos? Deve ser. Certamente que é.

Domingo, Novembro 22, 2009

O Sr 15 milhões

O Benfica perdeu por culpa própria.
O Guimarães jogou bem, não trouxe o autocarro mas esteve longe de ser a melhor equipa em campo.
Muitas jogadas de ataque criadas e falta de jeito na hora de atirar a contar.
Apostar no Keirrison (ou continuar a apostar...) de cada vez que o Cardozo não está disponível roca a burrice. É dar um central extra ao adversário.
Weldon em 5 minutos fez mais que essa nódoa em 75.
Demorar 25 minutos a ver que Ramires do lado esquerdo não contava, também não caíu bem para quem é "o rei da táctica".
Tenho pena porque gostava de ver esta equipa no Jamor. Paciência. Para o ano há mais.
Menos do que 3 aos lagartos é derrota.
Por outro lado...duas derrotas seguidas deixarão Jesus com o fantasma do Natal em cima.

E voces, conseguem encher um balao?



Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Os suspeitos do costume

A FIFA mudou as regras a meio da qualificacão e arranjou esta novidade dos cabecas de série para o playoff. Deu jeito a Portugal mas quem a FIFA queria levar a todo o custo ao mundial era a Franca. O país de Platini não podia ficar a chuchar no dedo...deve ser a seleccão mais ajudada do planeta. Pelo menos, sempre que joga com Portugal lá sai o penalty da ordem.
Hoje, a forma como garantiu a qualificacão roca o escândalo. O Henry agarrou a bola como se fosse um jogador de andebol. E passou, claro que passou.
Os irlandeses devem estar em brasa e a beber guiness como se não existisse amanhã.
Não posso com os croissants!

O milagre

Num relvado que parecia um batatal a nossa seleccão mostrou classe.
Não percebo como é que a FIFA permite a utilizacão de um campo destes, mas enfim. Imagino que a estratégia da Bósnia fosse meter artistas a jogar na areia de chuto para a frente.
Correu mal.
Portugal calcou as galochas e mostrou que quem sabe, joga até de pantufas.
A Bósnia não jogou nada e não confirmou a amostra deixada no Estádio da Luz.
Os jogadores mostraram que queriam estar no mundial.
Felizmente, tiveram a atitude e coragem que Queiroz nunca mostrou.
O Meireles devia passar os próximos 6 meses a treinar remates à baliza. Três oportunidades a 3 metros do GR pá!! Vá lá que entrou uma...
A qualificacão deve-se aos jogadores, ou pelo menos a alguns deles. Ponto final.
Não facam agora do Queiroz um herói porque ele ainda não sabe como é que se safou.
O verão será mais quente.

Vê lá se o papão não está debaixo da cama?


Tenho, para o jogo desta noite, a confianca de uma galinha que se prepara para atravessar o Sudão.
Não pelo adversário mas pela falta de confianca que transparece de cada vez que o Queiroz abre a boca.
Oxalá os jogadores não o oucam...
A nossa seleccão é um molho de bróculos transformada em equipa. Erros em cima de erros que com uma sorte enorme no jogo Dinamarca - Suécia e com a bencão dos postes do Estádio da Luz, nos permitem ainda sonhar.
Sofro com a seleccão. E a valer.
Ver o Queiroz, o maior perdedor que alguma vez comandou a equipa das quinas (94 com aquela equipa de luxo prova-o), sentado no banco causa-me arrepios na espinha.
Como se não bastasse a falta de jeito para o lugar ainda temos que levar com mais um fantoche do Pintinho.
Quim, o titular da equipa que melhor joga em Portugal nem aquece o banco enquanto o suplente do Porto, que praticamente não joga no seu clube é presenca assídua.
Nas laterais, Duda não acerta um passe há 4 jogos. Tem sido penoso vê-lo. Nada. O Miguel Veloso em boa forma e careca de fazer o lugar. Nada.
Do lado direito qualquer Ruben Amorim desenrasca a coisa mas não…P. Ferreira que em Londres tira só os cafés é que vai para lá. Miguel que é titular no Valência fica sentadinho.
Meireles, que ensaia 75 remates por jogo e acerta 2 na baliza, é presenca assídua nem que ande de muletas.
Enfim…estão todos a olhar para a Bósnia com um medo incrível.
É o campo que tem buracos, os adeptos que gritam muito, os bósnios que se vão atirar "que nem lobos esfomeados" and so on…
Vamos a ter calma. A Bósnia até pode ir ao mundial - a nossa equipa é hoje em dia um caco daquela que esteve no euro 2004 ou no mundial 2006 - mas não passa de uma equipa banal com dois avancados que jogam em clubes de segunda linha na alemanha (sim, o Wolfsbourg mesmo campeão é uma equipa de segunda linha) e que quando rematam acertam naquele espaco de 9 metros. É só isto.
A Bósnia é a equipa mais fácil do play-off. A nossa sorte (que fizémos por merecer apenas nos jogos contra a Dinamarca) comecou no golo que derrotou a Suécia e ainda não parou. Até o sorteio nos ajudou.
Portanto…deixem de se portar como marias-amélias e facam a vossa obrigacão.
Quanto a ti Queiroz, está sossegado e deixa o Simão fazer a equipa. Ou até o roupeiro. Qualquer um menos tu.
Não tenham medo de ganhar!

O George sem W



Acho uma certa piada à gripe A.
Aliás…acho uma certa piada a todas as doencas que, de tempos a tempos, vão varrer a espécie humana.
Foram as vacas loucas, as aves e mais não sei quantas que eu não tenho jeito para doencas.
Agora a gripe A.
De todas as vezes lá aparece aquele desgracado do SNS (F. George) nos telejornais com um caderno cheio de estatísticas.
Pelas minhas contas, desde as aves até hoje, já 97% da populacão portuguesa devia ter desaparecido do mapa. Ou seja, por esta altura do campeonato devia andar por cá eu, que sou imune a qualquer doenca, o Pinto da Costa e o Alberto João que não morrem nem à lei da bala e o Manuel Oliveira com 150 anos para filmar o fim do mundo. Mais meia-dúzia para pagar impostos e era isto.
Mas parece que não.
Estamos cá todos e morrem muitos mais anualmente com a gripe do costume do que com a gripe A. Mas, ao contrário das doencas anteriores, a gripe A vem com uma excelente novidade: a vacina.
Particularmente não me agrada. Retira um pouco aquele clima de catástrofe.
Mas, lembro-me antes do verão de ouvir falar em 3 milhões de vacinas encomendadas, listas de prioritários para receber a pica e por aí fora.
Na altura pensei que mal a vacina passasse Badajoz seria uma corrida feroz a fazer lembrar a entrada de um camião de arroz no Haiti.
Mas também não.
Comeco a acertar tanto nas previsões como o Marcelo. Quem sabe um dia não terei 5 minutos também com a M. Flor Pedroso.
O pessoal da linha de saúde não está para aí virado e todos os dias aparecem médicos a dizer que "Vacina? Passo, obrigado." Hoje são os de Braga.
Bem vistas as coisas, sobrou o disponível George para apanhar a pica em directo na TV. Nunca mais ninguém o viu depois disso mas parece que está em casa a descansar com um fato-de-treino igual ao do Fidel.
Em que ficamos?
A vacina serve para alguma coisa ou os laboratórios misturaram CK One com sumo de laranja e estão a vender como remédio?
Ainda não vi o debate nacional sobre o assunto (que é como quem diz o Prós e Contras) mas confesso que prefiro deixar a batalha para os meus anti-corpos, que como é sabido, descendem dos Espartanos.
Se os médicos desconfiam, quem sou eu para me armar em esperto?
Para isso está cá o George.

A farsa dos pinguins



Percebo muito pouco de economia.
Estarei talvez ao nível de um Guterres mas com a tabuada na ponta da língua.
Sim, porque eu ainda sou do tempo em que se cantava a tabuada na sala de aula e falhar siginificava reguada com uma molin de 50cm. Grossinha, grossinha.
Agora apetecia-me divagar e perguntar porque razão os putos vão hoje em dia para a escola com uma máquina de calcular? A geracão de hoje puxa do telemóvel para fazer 24 + 76.
Estamos a criar um conjunto de monos que sem um teclado não consegue dar um passo, mas adiante. Estou a ficar velho.
Economia…
Comeco a ver à minha volta alguma euforia com a entrada de capitais chineses na Volvo.
Passo a citar:" É bom para a Volvo, para Gotemburgo e para a Suécia".
Discordo.
A única coisa que podia ser boa em simultâneo para estas 3 entidades era mais do que 7 dias por ano com calor. E aqui calor significa que o mercúrio passa dos 25...
Para mim, a lógica da coisa está no custo.
Os chineses fazem carros com a qualidade de um tupperware (é sempre um ponto alto de qualquer post quando se escreve 'tupperware'). Mas fazem-nos aos pontapés e com baixo custo.
O dinheiro, segundo me explicou um amigo economista, é finito e é a sua circulacão que define o ritmo da economia. Ou seja, se existe uma quantidade X de dinheiro e se neste momento há pouco aqui terá obrigatoriamente de haver mais algures. Se percebi a explicacão é mais ou menos isto. Ora, o algures neste momento fica na Índia e na China.
O facto de o governo do Zimbabwe imprimir notas por dá cá aquela palha (outra expressão que aprecio) não encaixa nesta definicão do dinheiro finito. Mas como disse ali na primeira linha, pouco percebo da poda.
Voltando aos chineses….
Na minha opinião eles vão seguir o modelo do costume. Injectam dinheiro e comecam a dar ordens. Enchem os corredores de Liu Pengs que aprenderão com os engenheiros suecos. Com o conhecimento técnico adquirido passarão então a producão para a China, construindo assim (em teoria) Volvos com a mesma qualidade mas com um custo muito mais baixo.
As empresas europeias estão a mudar as suas producões para a China. A Airbus por exemplo já faz aviões em terras de Mao (a ver se descubro qual é o modelo para não entrar nele). Há N exemplos de empresas que vão atrás do lucro através dos baixos salários dos empregados e, por alguma razão que me escapa, alguns dos meus colegas parecem acreditar que os chineses comprarão a Volvo para manter tudo aqui e ter um custo por cabeca 100 vezes maior em cada carro.
Ora…vocês que percebem de macro e micro dir-me-ão que isto não faz sentido. Eu também acho que não.
É certo que este modelo tem mais 2 ou 3 décadas e depois fica esgotado. Mas também é certo que essas 3 décadas são as que me restam de trabalho portanto, há que ir a jogo.
China e Índia são os low cost do momento. Quando o crescimento trouxer melhores salários passam tudo para África e quando já nem África der lucro pelos baixos salários, criam um novo continente, bem miserável de preferência ou passam tudo para a Antártida e ensinam os pinguins a apertar parafusos.
Eu apostava nos pinguins. Meio-quilo de chicharro e não chateiam.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Ai se o Visconde vos vê....

É nestas alturas que eu percebo porque razão os sócio do Zbordem (sim, todos os 37) o intitulam de "clube diferente".

Diferente aqui é um elogio.

via Tertulia

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Aposto que nunca viram uma fotografia de Mogadouro


Confesso que tenho uma péssima impressão de Armando Vara. Acho que ele também não me tem em muito boa conta. Mas isso é porque não me conhece.
Ele nasceu nas bercas e eu em Lisboa. Ele comecou a carreira a descontar cheques e eu nunca tive um cheque com o meu nome impresso. As nossas universidades distavam 500m mas a minha ainda existe e não tem aulas ao domingo.
Os nossos percursos não se cruzaram. O que foi uma pena porque eu gostava de lhe perguntar como é que se enriquece sem trabalhar.
Parece que estou a ver. Jantar no Vírgula, ali perto do Cais do Sodré, malta de fato espalhada pelas mesas e eu, de ténis e calcas de ganga, bebericando um bom tinto de Estremoz com um guardanapo de pano em cima da perna direita.
"Diz-me cá Armando. Como é que se chega a vice de um banco privado sem distinguir o PIB do NIB ?"
Estou certo que seria uma conversa cheia de bons ensinamentos. Para mim claro. O Vara já leu o livro todo.
Se o caso Face Oculta vai resultar em algo? Claro que não.
Mas já nem é isso que me preocupa o que também revela a confianca que tenho na justica. Roubam, recebem luvas, metem ao bolso…nada acontece. E uma pessoa diz "é normal". Batemos no fundo.
Mas, dizia eu, o que me preocupa é o conteúdo das conversas com Joselito.
Até aqui sempre considerei que Sócrates foi mais vítima do que agressor. Sempre o achei alvo de todo o tipo de ataques como a nossa democracia ainda não tinha visto. Desta vez não estou tão certo. Se se confirmarem conteúdos que já circulam na net terei que reconhecer que Sócrates é uma desilusão e "mais um" do grupo que usa o Estado para proveito próprio.
A ver o que aí virá.
Seja qual for o conteúdo das escutas, a bem da tão fragilizada justica, espero que o processo seja rápido e eficar.
Ahh…e ao contrário do que também já li por aí, espero que não se repita a história do Pinto da Costa, onde as escutas provaram que existia corrupcão (aliás, nunca foram negadas pelo próprio) e toda a investigacão se centrou no facto de as escutas serem ou não válidas em tribunal.
Outra pergunta de La Palice é, se as escutas não servem de prova em tribunal, porque é que as fazem?
Pelo menos poupem o erário público em chamadas telefónicas...

Domingo, Novembro 15, 2009

Welcome to the jungle

Não vi o jogo da seleccão mas já percebi, pelos resumos disponíveis, que poupei um enfarte.
Uma equipa com jogadores de topo mundial andou com o credo na boca nos últimos minutos frente a uma Bósnia com dois gajos que sabem rematar.
Aquela jogada das duas bolas no ferro ficará para a história no capítulo do incrível.
Interessante também foi ver onde estava P. Ferreira nessa jogada. Sabemos que não estava a cobrir ninguém porque o Bósnio cabeceou sozinho...mas escusava de estar plantado ao lado do poste do lado de fora do campo!
Também deu para perceber que as laterais serviram de passadores...Duda e P. Ferreira contaram como +2 para a Bósnia.
Só vejo uma forma de passarmos estes camaradas...é meter o Quim na baliza da Bósnia. Talvez assim Etíope acerte...
Ou muito me engano ou a viagem a Sarajevo vai ser um deus nos acuda.
Por outro lado...e vendo a fotografia toda, o que fará no mundial uma seleccão que não consegue vencer Dinamarca, Suécia e que treme como varas verdes frente à Bósnia, a seleccão mais fácil do play-off??
Boa coisa não será.