sábado, agosto 16, 2008
sexta-feira, agosto 15, 2008
Sweet Home Alabama

Sabendo de antemão que José, the special one, não domina o idioma de Camões, os jornalistas portugueses perguntarão: "Mistã Môôurinhôô, after 2 potatoes from Cardozo, what do you have to say to your players ?"
"Nostro giocatore erano addormentato" responderá Mourinho, que entretanto deixou de dominar português do Allgarve.
Nesse exacto momento, guiado pelas luzes da Catedral, um avião cheio de holandeses sobrevoará os prédios da Av. de Roma (naquela razia clássica) para segundos depois aterrar na Portela.
Adivinhem quem vem lá dentro?
Comeco a fazer contas.
Cada semana passada em portugal representa um mínimo de 2Kg extra. E não é na bagagem.
Huummm…pelo menos 6Kg desta vez.
Só para ganhar motivacão para o jogging de inverno.
Os convívios são sempre feitos com uma mesa no meio.
Acho que é o "ser latino".
Jantarada é uma palavra que ganha todo um novo sentido a cada regresso. Ainda bem.
Talvez pudesse sugerir aqueles sítios onde servem um talo de couve com raspas de cenoura, mas depois chamavam-me nomes.
Férias.
Já me babava por elas.
Grelhados, Sol e o Oceano.
E vocês.
Sim, os do costume.
Que saudades de casa.
Até já.
Ps - Escusado será dizer que na areia da praia não há tomadas!
Ps1 - Depois do Avante há mais.
Ps2 - Cantem lá comigo...
Ps1 - Depois do Avante há mais.
Ps2 - Cantem lá comigo...
segunda-feira, agosto 11, 2008
A normalidade assumida

O fado do desgracado.
Outra vez.
Nunca me habituarei ao hábito de convivermos alegremente com a derrota.
Enquanto os demais cerram os dentes nós comecamos a pensar nas desculpas que justicam a desilusão.
O engracado, é que fazemos isto antes sequer de comecar a competir.
Claro que me refiro aos jogos olímpicos.
Telma Monteiro, uma das "possíveis medalhas" espalhou-se ao comprido. E aqui acho que o termo espalhar fica bem.
Nada a dizer e muito menos a criticar. Estou certo que a Telma Monteiro queria ganhar e é daquelas atletas que normalmente não se encolhem. Dá gosto ver, mesmo sendo o judo um desporto….epá…chato…para ser simpático. É claro que se esperava mais, para quem aparece no tapete como campeã da europa e vice-mundial. De qualquer forma, dias maus todos temos, por isso há que esperar pela próxima oportunidade.
Queixar-se dos árbitros e coisa e tal é que já não ficou tão bem. É a costela lusa a gritar.
Mas, o que me aborreceu mesmo foi ouvir o jornalista de servico a criar o ambiente para justificar todas as derrotas vindouras. Segundo ele, depois da derrota com a chinesa, Telma estava perturbada e por isso perdia o combate com uma espanhola (muito menos cotada!) que poderia levá-la até à medalha de bronze. Cream of the cream, segundo o mesmo, era perceber até que ponto esta derrota poderia afectar a restante comitiva. Ou seja, se os atletas com as melhores marcas do ano (N.Évora e N.Gomes) não chegarem a uma meldalha é porque a Telma Monteiro não se safou no ippon. Se a V. Fernandes que pulveriza os adversários há alguns anos a esta parte não chegar a uma medalha é porque a Telma não sei quê, não sei quantos. Perder, mesmo para os melhores é algo que se comeca a justificar antes deles calcarem os ténis. É a mentalidade reinante na nacão. Podíamos destes isolados exemplos extrair mais uns quantos do nosso quotidiano e em diversas áreas. A derrota é sempre assumida como natural, a vitória fica para os outros. Em português correcto: deixem-se de merdas pá!
Se o Pedro Álvares Cabral tivesse essa mentalidade, sempre queria ver como é que hoje iam para Fortaleza com tudo incluído por 100 cts (sim, para mim "o conto" é que é a moeda!).
Há mesmo atletas que nem chegam a justificar o duche que tomam em Pequim. Uma miúda do badminton, cujo nome não me lembro, entrou em competicão na manhã do primeiro dia. 20 minutos depois estava despachada para voltar para Lisboa. Tudo muito bem que se perca e tal, epá, mas vai a pequim levar uma tareia de 2 sets em 20 minutos?? Diziam ao Vicente Moura para vestir um calcão e ir atrás da pena e ficava tudo na mesma. Quem sabe até aguentava 25 minutos e ainda poupavam um bilhete de avião. Sim, que Pequim ainda fica um pouco depois de Huelva.
Perder e ganhar faz parte do desporto e enobrece o sempre presente espirito olímpico. Só perder não entra em lado nenhum!
Toca a dar corda aos sapatos que eu quero ouvir o hino!
terça-feira, agosto 05, 2008
ދިވެހިރާއްޖޭގެ ޖުމުހޫރިއްޔ

Enquanto a agência de viagens "Backpack & toothbrush" não vê a luz do dia, vou aproveitando as raras hipótese de viagem que a profissão permite.
Não quero ser mal agradecido (calma patrão, calma!), afinal, até me oferecem um lugar na Ryan Air e tudo. Não sei qual é e isso aumenta a expectativa. A decisão comeca no momento em que abrem a porta e todos corremos arrastando as malas para apanhar aquela vaga da janela.
É aventura, divertimento e porque não, dignidade na labuta.
Ne pas d'argent dizem eles.
Adivinho promocões no Feira-Nova: "Na compra de 1 six-pack Sagres, leve um Volvo".
Deveríamos ir em magote.
Para um daqueles aeroportos com prédios e vida por perto.
Vou só eu.
Para um pasto no meio de nenhures.
E de Ryan Air.
Finalmente consegui usar a expressão magote.
Encaixou como uma luva.
Mas tudo bem.
Passeata é passeata e eu não olho a nomes.
O grande problema mesmo é a profissão.
Não há nada a fazer. Segundo um estudo (eu no google), não há fabricantes ou fornecedores da indústria automóvel num sítio bonito. E isso, lixa-me as passeatas pá.
Já sei, já sei...trabalho é trabalho, conhaque é conhaque.
Tudo muito bem.
Mas se depois do suor, se proporcionar um jantar com vista para o canal, não dizemos que não, certo?
Para ter uma profissão de sofrimento constante teria escolhido a de ciclista, mesmo com o handicap de não ter sotaque de Viseu.
As "cidades automóveis" são para lá de feias. Tipicamente, é um subúrbio, onde a vista predominante é uma chaminé Chernobyl e toda a "cidade" vive e trabalha no mesmo sítio. Nada fora daquelas paredes existe.
É feio.
Muito.
De certa forma, é como viajar para Lisboa e passar 1 semana na Póvoa de Sto. Adrião.
Desde que vim para a Volvo, o destino é sempre um subúrbio de Estugarda. Feio, que dói.
Desta vez, a bem do olhos, ficarei na cidade. Pelo menos janto sem vista para a chaminé.
A pergunta que se impõe: quando é que a malta da panela de escape se decide a abrir um estaminé (com filtros para poluir pouco!!) nos Alpes, em Roma, Paris ou NY ?
Ou então nas Maldivas.
Esquecam lá essa história da mão de obra barata do Leste. O bom gestor é aquele que aposta nas Maldivas.
Pensem comigo.
Dentro de umas décadas, a subida do nível do mar fará estragos e estas ilhas do Índico desaparecerão. Passaremos a ter vários resorts Atlântida e o pacote da agência incluirá avião+escafandro+hotel. Pequenos ajustes apenas.
Mas agora...agora é que surge a oportunidade caros gestores.
Sabendo que a terra deixará de ser seca, os locais têm que aproveitar os terrenos enquanto estes não se transformam em papa. A especulacão imobiliária funciona ao contrário e o m2 é mais barato do que em Fortaleza. Sim, isso é possível.
O que esperam?
Uma producão de carros com respectivos fornecedores num canto de uma ilha.
Só para não incomodar as pessoas.
Se chatearem muito escolhe-se uma desabitada.
Não deve ser dificil. Existem 993.
Vá, pensem lá nisso.
Ps - Volto para a semana.
Ps1 - O Glorioso conseguiu finalmente ganhar um jogo contra marrecos. Marcaram 1 golo e ganharam 2-1. Valentes.
Ps2 - O título é "republica das maldivas" em xiribiri local. Foi dificl de escrever só com as teclas dos acentos e aspas mas safei-me.
segunda-feira, agosto 04, 2008
Técnicas de cálculo

Passo os olhos pelo Expresso para saber o que se passa desse lado.
Vejo uma fotografia onde pessoas meio-despidas se refrescam numa fonte do Parque das Nacões.
Olho pela janela e vejo um dilúvio inacreditável.
Fecho de imediato o Expresso e contemplo o fim do verão.
Parece que nem comecou, para ser sincero.
Umas semanas de calor entre Maio e Junho e está a festa feita.
Esta falta de Sol afecta-me mais do que alguma vez poderia imaginar. Quem diria que algo a que nunca liguei poderia ser tão decisivo?
O ano passado, mais ou menos por esta altura, no meu regresso de férias deparei-me com igual cenário. Chuva abundante, daquela que até morde. Umas bananeiras em pano de fundo e estaríamos na Costa Rica.
Na altura, a minha reaccão "natural" foi comecar a procurar emprego em Itália. Chega de chuva pensei eu!
A falta de Sol dá a volta ao miolo e favorece atitudes impensadas. Acho que também faz parte do processo de integracão. Olhar todos os dias para o boletim metereológico na expectativa de um dia quente. Um perfeito sueco, diria.
Este ano, já aceito este dilúvio de forma mais ponderada. Repare-se que nem entrei no Google com as palavras mágicas "lavoro in italia". Há portanto um progresso.
Limito-me a olhar para o calendário e contar os dias.
Ora 1, 2, 3, noves fora nada, 10 e 11.
11 míseros dias e também eu estarei debaixo do vosso Sol.
Não quero saber se levam o frango frito, o garrafão de tinto e 4 chapéus de sol para montar um estaminé anti-vento.
Tem que haver um espacinho para mim.
Não é preciso ser muito grande que eu tenho bebido chá verde.
Basta que seja com vista mar e orientacão SOL.
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