quinta-feira, janeiro 17, 2008

Sócrates o discípulo de Platão...ou seria ao contrário?



Todos temos um objecto preferido.
Na minha idade esse objecto devia ser a playstation acompanhada do fiel amigo Pro Evolution Soccer. Reconheco-o.
Mas não é.
Isto não significa que não tenha treinado Tiago (no verão, no verão...).
Para mim, o objecto mais espectacular e que mais gosto de contemplar é o mapa mundo.
Um folha de papel com algumas cores, nomes de cidades e fronteiras faz-me pensar horas a fio.
Ver as velhas fronteiras europeias, as sempre em mudanca e rectilínias fronteiras africanas, a imensidão da Sibéria e as incontáveis ilhas do pacífico.
O sonho comanda a vida e se há talento que eu tenho é o de sonhar. Acordar é que é mais dificil.
Ver este sítio, perceber como vive aquele povo, conhecer a evolucão do mundo como um só espaco e concluir onde e como nos encaixamos nele.
Olho para o mapa.
Penso nos sítios onde decididamente não quero ir. São poucos, muito poucos. Os dedos das mãos chegam para contar.
Volto a olhar.
E os que quero conhecer?
Bolas…ainda por cima só vou viver 120 anos. Não dá tempo de ir a todo o lado.
Proridades.
Sydney ou Vancouver?
Andes ou Himalaias?
Pacífico ou Índico?
Phi-Phi ou Bora-Bora?
Moscovo ou Pequim?

Não consigo.
Podia ficar aqui mais 3 dias a escrever locais por onde quero passar.
Será estranha a sede de conhecer e de aprender?
Acho que não. Estranho é recusar o conhecimento ao ponto de não perceber onde é o que meu quintal se situa.
Exemplo:
Alguém que passe na Amazónia tem a possibilidade de ver paisagens maravilhosas e de observar um dos últimos recantos verdes do planeta.
Além da beleza natural, há ainda a hipótese de ver como vivem as populacões indígenas. A experiência, serve não só para revelar novos credos e culturas, mas explica também (em parte) os dramas da ocupacão portuguesa.
Há sempre algo a aprender sobre nós e sobre quem nos rodeia em cada curva.
Se eu fosse dentista ou um gajo desses que tem um consultório com uma sala de espera, enchia as paredes e mesas de mapas.
É uma alternativa à clássica Maria e TvGuia que normalmente saltitam nesses espacos.
Os pacientes perderiam a hipótese de relacionar gravidez com escova de dentes, mas perceberiam que a Eslováquia não é a outra metade da Eslovénia.
Há algo de mágico ao olhar para um mapa.
A Oceânia é já ali. Basta-me desviar um pouco o olhar. Mais um salto e passo nos Urais. Estico um dedo e toco no Sahara. O google earth é particularmente cruel neste ponto. Cada m2 do planeta está lá. Um simples click e estou em sítios do meu imaginário com fotografias reais.
É impossivel ver sem sonhar.
Como é que há gente que não tem curiosidade de ver o que nos rodeia?
Este é que é para mim o grande mistério.
Isso e o tempo para a reforma.

3 comentários:

Beta disse...

Revejo-me em cada palavra do que escreves! eu também sou assim! adoro geografia. Embora nao tenha enveredado pelo estudo da mesma na faculdade, virei-me mais para a agronomia (hoje ja acho que devo ter caido e batido com a cabeça no momento de preencher o formulario de acesso ao ensino superior..... adoro a área mas neste pais nao se vai longe!)
Passo horas a viajar no google earth....viajo, sonho , sonho muito!....

pocaontas disse...

e sonhar é tao bom, e quando os sonhos e a sede de conhecer se concretizam,ainda é melhor!

tiago disse...

é verdade.....o mapa é imenso, os destinos sedutores mas o tempo parece ser curto! ou então a sede de conhecer demasiado grande! Resta sonhaaaar....

NOTA: não tenho treinado nada, não tenho teeeemmmpppoooo! :)