segunda-feira, março 05, 2007

O maior, depois do Wally


Vejo que não só o António está entre os 10 maiores portugueses de sempre, como se discute também a possibilidade de construir um museu sobre o estado novo na sua Santa Comba natal.
"O dinheiro é da terra..." diz alguém ao DN.
Não minha senhora, o dinheiro não é da terra. O dinheiro é nosso. De todos os que pagam impostos para que o governo possa alimentar as "terras" e respectivas autarquias.
Um museu que explique o que foram o estado novo e Salazar na nossa história, tudo muito bem, mas não me parece que seja esse o intuito da coisa.
Algo me diz que este museu não terá fotografias do Tarrafal...

4 comentários:

nana disse...

que nojo

:o(((((((((((

Ana disse...

Pois já sabes o que penso sobre o dito cujo. No entanto , se o Museu tiver como finalidade dar a conhecer o trabalho do "maior filho da p... que governou a nação " , até me parece bem , pois quer queiramos , quer não , são 40 anos da nossa história do séc. XX e não podemos ignorá-la. É até bom recordá-la , pois a memória do povo é curta. É claro que se o intuito é outro , a coisa pia mais fino. Se o Museu existir só para mostrar , por exemplo , a grande obra dos arquitectos do Novo Estado , isso é tapar o sol com a peneira.
Mas uma coisa que tive pena quando visitei Praga em Dezembro , foi o facto deles terem derrubado há cerca de 10 anos , uma estátua brutal do Lenine , representativa do regime comunista , pois esta é uma realidade que os Checos não podem ignorar e manter ali a estátua seria manter viva a memória de tantos homens e mulheres vitimas de tal regime.
Acho importante sabermos viver com os nossos fantasmas. É uma forma de lhes tirar a força.

João Franco disse...

Durante quarenta anos, António de Oliveira Salazar governou Portugal a ferro e fogo. Através de um regime de partido único e com a ajuda de uma polícia política, reprimiu os portugueses, despolitizou-os e desmobilizou a participação cívica no país, criando uma imagem internacional que em Portugal não havia conflitos, problemas, miséria ou dificuldades, seguindo o procípio de "o que parece é".Mas os homens e mulheres desses tempos tinham fome, viviam amordaçados pelo lápis azul da censura, viam a sua correspondência ser violada, eram intimidados pelois "bufos" que estavam em todo o lado.Foram atormentados pela PIDE com turturas da estátua e do sono, julgados por tribunais fantoches onde a liberdade ficava à porta, e onde os próprios advogados passavam a réus. O Tarrafal existiu e ainda há gente viva que por lá passou. Já existe em Lisboa o Museu da Resistência que conta as atrocidades que foram feitas pelo regime do "botas". Um museu ao Salazar para o glorificar é uma afronta a todos aqueles que pagaram com a vida a conquista da liberdade.

Rui Silva disse...

Salazar não me parece esse monstro que o pintam. Venha o museu.