segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Diogo, o miúdo que já foi um bebé



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Eu já tinha esta teoria antes de ser pai e confirmo-a, empiricamente, todos os meses. Um filho não nos limita a vida ou prende os passos. Não temos que ficar em casa, deixar de viajar, fazer desporto ou ir ao cinema. Troca-se o James Bond pelos pinguins de Madagascar, as pistas vermelhas pelas verdes, o deserto por uma vila simpática junto ao mar, a mochila grande por duas mais pequenas. É só isso.
Um filho é um companheiro, uma companhia. A melhor, se não nos enganarmos em nada ao longo do percurso.
São as pequenas conquistas e os medos ultrapassados que reforcam esse elo. Um e um só, unidos na confianca que a rede de seguranca está ali e que, aconteca o que acontecer, nunca estaremos sós ou desamparados. Ele sente-se seguro, eu sei que sim. Ainda bem que sim.
Com a certeza que há um mundo para descobrir e tanto, tanto para compreender. Para os dois, que ninguém nasce com a receita para ser filho ou pai. Faz-se o caminho e criam-se cumplicidades. Aprende-se. Aprendemos.
O dia comecou com medo. Não conseguia mais do que uns segundos em pé. Queria desisitir.
As horas seguintes foram passadas a descer nos meus bracos. Ganhou confianca e, no fim do dia já nem esperava por mim e deu uso ao capacete, caindo e levantando-se como gente grande.
Na neve a deslizar, na água a nadar, na relva atrás de uma bola ou numa folha com as 28 letras dos dois abecedários que formam a vida dele. Juntos, no nosso passo, a quebrar barreiras e a dar uma forma ao que nos rodeia. A desvendar os eternos porquês que o perseguirão para sempre.
A construir memórias e a dar, pelo menos a mim, uma razão para nunca desistir.
Não se explica. Sente-se. Amo-te.

2 comentários:

snowgaze disse...

Parabéns ao Diogo! :)

Tiago Franco disse...

O Diogo agradece e eu tb :)

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