terça-feira, dezembro 18, 2007

O jingle e o bell


Quem quer quentes e boas?
Quentinhas.
Cantarolei nos recantos da alma esta parte da cancão algumas vezes durante o fim-de-semana.
Porquê?
Porque deslizei o corpo pelas ruas de Estocolmo com a temperatura a chegar aos -8 graus e não menos importante do que isso, porque não sei o resto da letra.
Apesar do frio (para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente) atingir aquele limite do "quero ir a correr para casa arrancar a pele num duche a escaldar" fiquei novamente com a sensacão de que Estocolmo foi retirada de um quadro idílico.
Olhando numa volta completa (agora é que são os 360 Futre) respira-se beleza arquitectónica sem interrupcões.
Porque é que não fazem cidades destas na Costa Rica ou em países quentes sem furacões?
A dúvida que ensombra a Humanidade (sim João Pinto, leva "H").
De regresso ao plateau da labuta deparo com fotografias e mais fotografias. Na festa de natal da empresa os meus colegas fizeram o favor de se portarem como japoneses. Há um desencanto natural nas máquinas digitais.
Em tempo idos, outrora para os mais versados, o momento kodak era escolhido a dedo. O rolo de 24 ou 36 era poupado para "aquelas fotografias que valiam mesmo a pena e coiso e tal". Agora, como os cartões de 64874849 Gb possibilitam 263849404038202 fotografias, o momento kodak foi substituido pelo dia kodak.
Cada movimento é gravado. O sorriso branco, o sorriso com espargos nos caninos, o sorriso com restos de massa nos lábios, o sorriso com café nos molares e o sorriso digestivo com discussão filosófica.
Não há qualquer hipóteses da memória arquivar as suas próprias recordacões e construir o seu imaginário.
Está lá tudo.
Para mais tarde recordar.
Em 12637485 fotografias daquelas 3 horas.
Retira um pouco de encanto à coisa.
Além do mais, cada um dos vikings bebeu alguns 10 copos de schnapps (uma espécie de aguardente que vem numas garrafinhas miniatura). O que é que estes gajos querem recordar?
"Vamos a uma bagaceira Tiago!" diziam eles.
Não, não e não.
Com essa não me enganais ó jovem Viking.
Quero uma daquelas com cores e sabor a sumo.
A mim ninguém me engana.
E posso provar.
Em fotografia.
Ps - Alguém sabe porque é que não houve bola este fim-de-semana?
Ps1 - Sim, a palavra kodak foi utilizada algumas vezes, mas isso acontece por causa do contracto de publicidade que substitui o 13 mês que não recebo aqui.
Ps2 - Pumba. Mais uma!

6 comentários:

Teri disse...

NICE Blog :)

Inês disse...

Houve bola Tiago.... Houve bola... Mas é melhor que isso te passe ao lado...

catarina disse...

nós também cantarolamos, lá no dragoum... "a todooooos um Bom Nataaaaaaaaaleeeeeee, a todooooos um Bom Nataaaaaaaale! deseeeeeejo um Bom Nataaaaaaaleeeeeeee para tooooooodooooos bóóóóóóóóóóóóós!"

PS: repara, eu nem ia dizer nada... tu é que provocaste, ao tornar pública essa tua fase de negação:)

PS2: aí em estocolmo até que está quentinho... diz que lá para os lados de lisboa faz 10 graus negativos...

PS3: MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

fogacho disse...

além das... hic hic... louraças que te rodeiam... hic hic... aprecio o senhor que contempla a braguilha... hic hic

tf disse...

fogacho,
a banda tocava Nirvana no momento e ele claramente estava a sentir a música.
Mesmo lá no fundo :)

Pia disse...

que lindo que tu ficas de gorro de Pai Natal na cabeça!!!!
LOL