sexta-feira, fevereiro 09, 2007

A solução é...votar SIM!


Sentado no eléctrico a caminho do trabalho, enquanto pensava no meu jogo de bola gamado, tentava (tentava repito!) ler o "Metro" local. Parei no título: "Portugiser röstar om legalisering av aborter" que me cheirou ao referendo de Domingo. Pelo pouco que percebi, parece que o "Sim" está com alguma vantagem segundo as estatísticas. Depois, mostravam 20 estados membros onde a interrupção não era penalizada e referenciavam Malta como a excepção. Como não estavam lá todos, resolvi investigar um pouco. Além do caso conhecido português reparei que em praticamente toda a Europa a interrupção é permitida a pedido da mulher (maioria - verde escuro), por razões sociais e económicas (verde claro) e depois a laranja e vermelho os países que apenas permitem o aborto por, respectivamente, razões de saúde e risco de vida para a mulher. Polónia, Chipre e Irlanda...quem diria?
Ou seja, em praticamente todos os países europeus (em que "Deus" circula sem ditar leis) já perceberam que a interrupção voluntária da gravidez, por muito complexa que seja a sua discussão (e isto parece-me óbvio!), é uma decisão que afecta sobretudo um ser individual, pelo que a ele compete escolher.
Ouvi na rádio um tempo de antena de um movimento pelo NÃO cujo nome não me lembro (também não é importante, 2f já não existem...). Uma senhora que mal conseguia articular 2 frases seguidas defendia que a solução não era "matar" mas sim ter apoios do estado para criar empregos, gerar riqueza, melhorar as condições de vida e permitir assim aos portugueses criar condignamente mais "vidas". Fantástico!
Esta mulher consegue em 30 seg criar um cenário que 33 anos de democracia ainda não conseguiram. Resolver um problema invocando uma utopia fica sempre bem, principalmente em tempo de campanha.
Haja seriedade e alguma consciência social.
Façamos um esforço enquanto povo para abdicar do nosso clássico terceiro-mundismo em relação aos nossos parceiros europeus.
Segunda-feira quero exibir o "Metro" com orgulho.

2 comentários:

Semolina disse...

Pois é. Bom bom é trazer a miudagem ao mundo depois pô-los a trabalhar ou a viver na rua. Falar é fácil. Agora lembraram-se de dizer que votam não, mas que não contra a criminalização da mulher, que se ela cumprir um trabalho comunitário que já chega para eles. Enfim...

Susana Guerreiro disse...

Concordo inteiramente!!!
Estou confiante que amanhã o SIM ganhe de uma vez por todas...