segunda-feira, janeiro 08, 2007

Para o ano o mundo será redondo

A culpa é óbviamente minha.
Leio porque quero. Ninguém me obriga e portanto não me posso queixar...
Mas o blog é meu e por isso digo o que me apetece! Vou-me queixar!
Queixo-me essencialmente de mim, mas queixo-me..."tenho língua é para falar", como diz o poeta de Pias, Mestre Zé.
Voltei a ler o Luis Delgado e voltei a ficar chateado pelos 5 minutos perdidos. É muito tempo.
Podia beber um café, ler a crónica do Ruben de Carvalho, cantar o último hit dos Europe (aqui ainda vendem DVDs), ver um piscar de olho num filme do M. de Oliveira ou trabalhar para espantar o frio.
O que não podia de forma alguma era ler este mono. Mas está feito. Resta-me dissecar...
Uma página cheia com as "antevisões" políticas para 2007. Todos os jornais o fizeram usando os seus analistas, o DN teve que usar o Delgado.
Se ele tivesse escrito na sua "análise"...

- No Iraque continuarão a rebentar bombas
- Os Iranianos continuarão a não gostar dos Israelitas
- Portugal vai estar em crise
- Se chover vai molhar

...a profundidade ideológica seria a mesma.
Gosto particularmente destes parágrafos:

"Com optimismo exagerado ou não, o facto é que 2007 terá de ser um ano de clarificação, e de resultados, como pediu o Presidente da República, na sua mensagem de Ano Novo, e só isso ajudará à motivação nacional.
O Governo tem de começar a mostrar obra, e daquela que se vê e não contesta, e será obrigado, sob pena de não ter mais tempo, a fazer a mais profunda e difícil das reformas, na administração pública. Será igualmente o período em que as pessoas serão afectadas directamente por tudo o que foi decidido, ou não, no ano passado, a todos os níveis.
Uma coisa é certa, o Iraque está obrigado a encontrar uma saída política urgente, se não quer acabar numa guerra civil de alta intensidade, onde apenas dominará o fanatismo e o caos.
Com o Irão está tudo por resolver, e acertar, com Israel a ficar cada vez mais impaciente, e o mesmo se coloca em relação à Coreia do Norte, onde domina a imprevisibilidade dos seus dirigentes. Um perigo que passa de ano para ano.

Para o bem e para o mal, 2007 será um ano interessante, que merece ser visto e vivido.
"

Delgado, o que se espera de um analista não é que diga que o Governo deve reformar a administração pública ou apresentar resultados. Isso é o que qualquer gajo diz no café. Tu, com esse aspecto de quem sabe do que fala, devias era explicar com que passos se faria a reforma e como ela afectaria os trabalhadores (e não uses essa do "a todos os níveis" pá...). Explicar que obra deve ser apresentada e quais são os resultados esperados.
Um analista é um "conselheiro não-oficial" do Governo.. O Sócrates tira boas dicas todos os Sábados na coluna do Sousa Tavares :)
"O Iraque tem que encontrar uma solução", "Com o Irão está tudo por resolver", "um perigo que passa de ano para ano"...bolas Delgado, onde é que foste buscar tamanha inspiração? Às tuas crónicas anteriores??
Se algum dia fores ao Google e escreveres LUIS DELGADO pode ser que venhas parar a este texto e nesse caso explica-me uma coisa: Como é que alguém como tu consegue mascarar-se tantos anos como analista político, ir a telejornais "opinar" e escrever em jornais como o DN? Qual é a tua cunha?
Desta é que é. Desta é que não leio mais nenhuma.

4 comentários:

Florença disse...

ehheeh. A palavra cunha inventou-se para ser usada (e não apenas nos sapatos) :)

nana disse...

não lerei!

iva disse...

Cunha tem vários sinónimos...mas gosto especialmente do tacho :) Gostei do post!!!

marília disse...

não sei como ainda tens pachorra para esse cretino...lá em casa, sempre que vislumbro a sua tromba na TV, activa-se em mim um estranho mecanismo de zapping ultra-rápido, e marcha qualquer coisa em alternativa! Irra, que homem parvo!