terça-feira, outubro 24, 2006

O Mini Me

Se algum dia na vossa vida experimentaram esta combinação de situações:

- Estar em casa com uma perna partida em frente à TV
- O comando distar mais de 5m e o chão se apresentar repleto de vidros partidos
- À distância de um braço terem apenas o Correio da Manhã
- A TVI estar a passar a amiga Olga e o seu famoso: "A Chááábe ou ú dinhéirúúúú???"
- As dores não deixarem dormir

Entao, existe a hipótese (não garantida, porque com algum espírito de sacrifício podiam rastejar por cima dos vidros e mudar o canal ou simplesmente ver os classificados do CM) de terem alguma desculpa ao admitirem que viram o Austin Power e desperdiçaram duas preciosas horas no planeta terra.
Se isto vos aconteceu, então sabem quem é o Mini Me. Se não sabem, podem ver aqui.
Feita esta pequena introdução, chego onde realmente quero e sem mais legendas digo: ontem fui entrevistado pelo Mini Me.
Depois de todos os passos intermédios: nasci aqui, fui para ali, sou simpático e dou-me bem com toda a gente, gosto de pescar em mar alto e no chinquilho ninguém me apanha, etc, o Mini Me apresentou a companhia e mandou-me para casa para pensar se gostava da empresa e se era mesmo aquilo que queria. Seguiu-se a fase "tira-teimas" com as perguntas técnicas: "Sim senhor...huumm...huumm...estou a ver. Estiveste na Lua, lutaste contra os Romanos, inventaste o Donut de chocolate e tal, mas...e o nosso Benfica? E o Fanã? Também tens explicação para isso?"
Aí é que o Mini Me me entalou....fiquei um bocado atrapalhado, mas deu para passar.
Seguiram-se as chamadas para as minhas referências que confirmaram tudo e ainda acrescentaram aquela epopeia na Sierra Maestra com o Che. Hoje vamo-nos encontrar pela 3ª vez para os finalmentes.
De todas as vezes que o vi, enquanto discutíamos questões técnicas ou sociais, a palavra "Mini Me" toldava-me a mente e atrapalhava-me a concentração. Por muito maravilhoso que o mundo seja, como é que posso respeitar um chefe que sentado, fica com os pés a 20 cm do chão e veste fatos das zara cintados feitos de encomenta para o Ken? Ainda por cima a voz foge-lhe para aquele tom-Ricardo-frangueiro-do-Montijo e quando se ri, é o fim da picada. Quando olha para mim fá-lo em 3 direcções diferentes e com os olhos cruzados. Tenho que sorrir para a esquerda e levantar os braços para a direita, tentando assim cobrir todas as hipóteses de visibilidade que ele me proporciona. Saio de lá de rastos...nem quero imaginar uma reunião de 3h com um gajo destes. Seria como trabalhar como "Follow Me" com aqueles sinais laranja num aeroporto de tráfego intenso. Com todos estes azares, ainda teve tempo para arranjar um alfaiate incompetente que nem uns ajustes nas medidas do Ken faz, quando recebe os fatos da Concentra Mattel. Na perna fica-se pelo joelho e na cabeça as orelhas são o limite. Espero com alguma ansiedade pelo encontro de hoje para perceber se o Mini Me afinal tem pescoço ou não.
Tenho conhecido tanta gente esquisita que das duas uma: ou me apresentam o Capitão América e concluo que estou num filme, ou então sou obrigado a admitir que a minha mente procura a futilidade do detalhe.
De uma forma ou de outra, hoje quando entrar na sala de reuniões vou ajudar o Mini Me a subir para a cadeira. Será a minha boa acção do dia!

4 comentários:

Et disse...

Se só a ler eu parti-me a rir, nem imagino como será difícil manter a psotura diante do Mini Me :)
Mas acho que se o ajudares a subir para a cadeira, pode ser que ganhes uns pontos... ou mais uns contos... ;)

Anónimo disse...

melhor pausa do dia Taigo, thank you! muito bom! :)

nana disse...

lol

é esse o espírito! ;o)

Sandrinha disse...

Maravilhoso!!

Já tinha saudades de rir contigo!