sexta-feira, março 28, 2008

Olhar para o lado II

...mas com esta conversa toda esqueci-me do que queria dizer.
Por continuar a usar a comunicação social portuguesa para saber o que se passa no mundo, de vez em quando (não raras vezes), apanho a chamada "camada de nervos", com as notícias internas.
A última dava conta de um exótico projecto de lei que visava a proibição de piercings (já não me lembro se era zó nas zonas genitais, mas é irrelevante para o caso). Segundo a notícia, a fiscalização (uma nova ASAE mais vocacionada para o genital) também está prevista. Já estou a ver aqueles putos todos furados de cuecas na mão no metro enquanto os senhores do bigode averiguam.
Que um deputado (PS) tenha esta alucinação, eu ainda compreendo. Que uma bancada inteira (ainda por cima a que sustenta o governo) ache normal, é que já me parece um pouco mais surreal. Vão trabalhar camaradas.
Com tantas coisas importantes que o governo tem para decidir nos próximos tempos, estão a criar trabalho extra com uma lei que até faria os irmão polacos corarem de vergonha?
Zé...veste o fato-de-treino e vai dar umas 20 voltas ao Terreiro do Paço pá.
Vais ver que depois de oxigenares o cérebro percebes o rídiculo da questão.
Ahh...e não te esqueças da ponte sff.

Olhar para o lado




Já aqui cheguei há 2 anos.

O tempo passa a correr quando estamos a gelar o sim-senhor.

Continuo, como não podia deixar ser muitíssimo ligado a Portugal. E quando digo ligado não me refiro às saudades do peixe grelhado, dos jogos na catedral, da t-shirt 10 meses por ano, dos amigos, da família ou de pastéis de nata. Refiro-me, isso sim, ao facto de continuar a usar os mesmos utensílios de informação e até a manter hábitos que vêem daí.

Seria de esperar que usasse, por exemplo, os media locais para saber o que se passa no mundo. Contudo, continuo a acompanhar quase diariamente as notícias de Portugal e a usar os jornais portugueses para saber o que se passa no mundo. Não sei porque o faço sinceramente.

Uma das razões será a impressão de "24 horas" que os jornais locais me causam. As capas têm sempre facada ou mexerico...

A outra será, provavelmente, o facto de dividir o meu dia por 3 línguas das quais só uma me sai sem pensar. Quando chega a altura de receber mais informação, a preguiça vence e quero que ela chegue da forma mais directa possível. Farto de ouvir a Whitney Houston nas rádios locais comecei a sintonizar o programa da manhã na Comercial. Depois de assistir ao vivo a uma espécie de luta greco-romana a que eles chamam hoquéi no gelo, resolvi procurar piratas e descobrir sites onde pudesse ver o Benfica. Também é doloroso, mas não tanto.

As futeboladas semanais deixaram de ter caras de muitos anos e passaram a ser feitas com paquistaneses, iranianos, chilenos, ganeses, etíopes, franceses, italianos, chineses e claro, suecos.

No fundo, faço o possível por me integrar mas arrasto um pouco da minha vida anterior comigo. As partes que me interessam claro !

Acho que é natural...

A verdade é que por muito que me custe ver o rumo de Portugal, não passa um dia em que não pense no rectângulo e não consigo deixar de ter esta vida dupla.

Sinto-me bem aqui, mas tenho pena de não estar lá.

Será isto possível?

É.

Num mundo perfeito, trabalhava aqui e quando saísse (às 16.30h obviamente) lanchava em Belém (mas no meu sonho ia para lá de bicicleta e chegava vivo), via um filme no King e adormecia perto do Sado.

No fim-de-semana acordava na figueirinha, almoçava um salmonete e lá pelo jantar fazia um grelhado junto a um dos inúmeros lagos de Gotemburgo.

O que me dava jeito era que o Bill Gates investisse num portal do tempo, à la star trek, ou numa perspectiva mais "realista", que o Sócrates fizesse uma ponte (inaugurada com feijoada de salmão) entre Lisboa e Gotemburgo.

Discute-se agora a terceira travessia do Tejo e parece-me incrível que ninguém tenha ainda atirado este proposta para a mesa. Lisboa-Barreiro com portagens em Gotemburgo e Paris, que parece que também há lá dois ou três gajos.

Estou certo que há fundos naquele saco azul chamado UE. Depois de 30 auto-estradas ninguém vai achar estranho.

Vá Zé...pensa lá nisso que eu estou a salivar por um "sááái um nata e um galão!!!"

quarta-feira, março 26, 2008

Quo vadis?

Luis, Luis, Luis...
Se me telefonares e disseres: "Tjiago, eu quíria ter meismo, meismo, meismo a cérteza qui não léváva meia dúzia dji bábáca párá ú Europeu e por isso fíz úmas expérimentacões "
Eu pergunto: "Mas ó Luis, depois de não ganhar à Finlândia, Sérvia, Polónia e Itália, não era altura de se criar um fio de jogo para dar ânimo aos nossos fashion boys ? "
"Fio dje...?"
"Jogo Luis, jogo pá! Passa, desmarca, chuta, essas coisas!"
"Banco é caixa e ..."
"Não Luis, assim não vamos lá..."
"Tive pouco tempo para treinar ús mininú e ..."
"Não, com essa também não. Que eu saiba os gregos não se juntaram no mês passado. Aquele larga fruta do meio campo ainda há 3 dias estava em Lisboa a comer pastéis!"
"Pingulim é matraquilho e ..."
"Bom, vamos lá a isto que eu ajudo. Fazemos como no Fêcêpê. Na véspera de cada jogo o Sousa Tavares explica a estratégia no jornal e o pepsodent copia linha por linha. Como tu não lês o MST porque ele te chama nomes, puxa aí da caneta..."
"Cardasso é atacadô"
"Caneta Luis que eu tenho que me ir deitar...nem todos trabalhamos 1 dia por mês."
"Manda aí cára!!"
"Dizes ao Deco para parar de comer tapas cheias de azeite para ver se perde aquela bocha..."
"Tapa?? Para defendê ú mininú??"
"Não pá!! Daquelas para mastigar!! O gajo está gordo e não pode com o croissant!!"
"Ah...legáu!"
"Esqueces os seguintes nomes: Caneira, Ricardo Falsete, Carlos Martins, R. Meireles (mas quem é que se chama Meireles??) e P. Ferreira.
Decoras estes: Petit, Bosingwa, Nani e Maniche."
"E é só cárá??"
"Não. Alinhas estes 11: Quim, Miguel, Bosingwa, R. Carvalho, B. Alves, Petit, Moutinho (ou Deco se ele estiver sem bocha), Quaresma, Nani, Ronaldo e H. Almeida"
"Não tem Ricardo Falsétxe???"
"Não. Pelo menos contra equipas que jogam com extremos e fazem cruzamentos para a área."
"Máis, máis...téin time qui joga sem álás???"
"Não. Não é maravilhoso?"
"E dipóis?"
"Depois dizes ao Bruno Alves para limitar o número de ossos partidos para uma tíbia por jogo e ao Ronaldo para não passar a bola a ninguém. É preferível que ele centre para a sua própria cabeca. Os pontapés de baliza podem ser marcados por outro gajo...mas não o B. Alves que ainda parte uma perna.
E é isto...
Tomaste notas?"
" Isso cára...isso...olha...comú sí ixcréve Fálsetxe?"

A pontaria

Na aula de sueco a professora distribui uns jornais...
"Escolham um artigo para falarem sobre ele", diz.
Procuro em 3 jornais e vejo um que me parece interessante.
Estou pronto.
"Muito bem, agora facam grupos de 3 e apresentem o vosso tema."
Há 2 brasileiros, 1 ucraniana, 1 grego, 1 inglesa, 1 alemão e 1 italiano.
Sou sempre separado dos brasileiros para evitar que Camões se meta quando o viking emperra.
O grego fica com a ucraniana e com a inglesa.
Acabo no grupo do italiano e do alemão.
O primeiro fala sobre a tecnologia VoIP (voice over IP para os filósofos).
O segundo discute um artigo que descreve uma ilha sueca.
"E tu Tiago? Que artigo escolheste para falar?", perguntam em coro.
"Este aqui da Gestapo".

A galheta

Depois de ler esta notícia do Expresso e ver o vídeo fico na dúvida sobre o que me choca mais.
A gritante falta de educacão da miúda em questão, a passividade dos demais enquanto assistem à cena ou a exclusiva preocupacão em que ninguém atrapalhasse o momento cinematográfico por parte do atrasado mental que filma a "paródia".
É em casa que se educa e não raras vezes, os miúdos são o espelho dos pais.
Há ali algumas criancas (nomeadamente a protagonista e o "realizador") que não têm a mínima nocão do que é o respeito pelo próximo ou o que significa viver em sociedade.
É quando vejo animaizinhos destes, que me lembro sempre de uma frase repetida por quem viveu outras eras: "Sacudir o pó de vez em quando não faz mal e educa."
Ahhh...o poder milagroso do clássico par de estalos.
Aposto que os papás desta nova estrela, até acham que a professora não tinha nada que mexer no telemóvel da menina.
Sindicatos coca-saco do costume: facam o favor de fingir que ainda têm principios a defender e levantem a voz.
Este é que é um assunto que afecta (e prejudica) os professores.

quinta-feira, março 20, 2008

Öland, com aquele Ö dificil de dizer



No que toca à religião os suecos são muito esclarecidos: luteranos na forma encontrada para falar com Jesus All Mighty e católicos quando toca a papar feriados.

Eu, que estou para a religião como o Menezes está para as ideias, gosto ainda assim de um bom feriado.

"Rumo a Este", dizemos olhando para o mapa (sim, daqueles de papel, como antigamente...não queriam que num carro com 20 anos estivesse um tom-tom pois não???).

3f há mais.

Ate lá, forca nos chocolates e toca a engordar.

Boa páscoa.

Ou como aprendi ontem: Glad Påsk!

quarta-feira, março 19, 2008

Um pequeno arrepio

Nunca gostei de fado.
Não sei bem porquê...
Nunca esteve presente na minha educacão. Nos sítios por onde fui passando (depois da dezena acho que já se pode dizer assim)nunca a banda sonora incluiu tais sonoridades. Tenho ainda uma particular embirracão pela chamada "cancão nacional". O fado, na minha opinião, revela aqueles tracos de carácter que não promovem o nosso melhor lado.
O que nos sobra em orgulho Luso, falta-nos em alegria, motivacão, confianca e coragem.
Não concordamos mas não lutamos. Dizemos que sim com a cabeca e encolhemos os ombros. Somos tristes. O fado representa para mim essa imagem. Não gosto dela.
Contudo, desde que a Mariza passou a fazer parte do contexto, confesso que passei a olhar para a "cancão nacional" de outra forma. Continuo a identificá-la com a tristeza mas ouco-a. Ouco-a especialmente naqueles dias em que a saudade, o aperto ou o que lhe quiserem chamar, aparece e se entranha com o frio.
Não fico mais feliz, mas sinto-me mais próximo.

terça-feira, março 18, 2008

E bastou falar em Corn Flakes ali atrás



Estado: Kansas

Cidade: Wichita

Rua: Kellogg Avenue

Professores II

Ainda a propósito do debate sobre a avaliacão dos professores, acho que vale a pena ler este texto do Henrique Monteiro do Expresso.
Os dados referidos podem ser consultados aqui.



Estamos habituados a falar da educação, da paixão sobre a educação como se Portugal fosse um país que investe pouco nesse sector. No actual debate em curso talvez seja altura de dizer com todas as letras que é mentira!
Não interessa o Governo, nem o ministro. Entre 1995 e 2004 (dados do último relatório da OCDE, disponível "online") Portugal gastou mais em serviços de Educação, e em relação ao seu PIB (portanto em percentagem da riqueza que cria), do que a Holanda, a Suíça, a República Checa, o Reino Unido, o Luxemburgo, o Canadá, a Grécia, a Espanha, os EUA, o Japão, a Estónia, a Irlanda ou a Eslováquia, por exemplo. Claramente acima de Portugal, só a Suécia e a Dinamarca.
Se alguns destes países têm PIB monstruosos, outros, como a República Checa, a Grécia ou a Eslováquia são comparáveis. E apesar de gastarem menos têm resultados claramente melhores. Qual é o problema?
O problema pode não ser público, mas privado. Constituir uma escola privada em Portugal deve ser mais difícil do que constituir um banco ou uma companhia de seguros. Na verdade, em Portugal, quase todo o investimento nas escolas é público. Só seis países dos 35 da OCDE (Islândia, Nova Zelândia, Israel, Suécia, Noruega e Dinamarca) gastam mais dinheiro público em instituições escolares. Mas se ao público somarmos o privado, Portugal passa para 17º lugar. Atrás do Chile, por exemplo, mas mesmo assim ainda à frente da Holanda e da República Checa.
Quer isto dizer que investimos de acordo com a média dos países desenvolvidos, mas que quase todo o esforço é público. Apesar de tudo, as melhores escolas, veja-se os "rankings", são privadas. Os resultados na educação são péssimos e não é por falta de dinheiro. Será por falta de condições de quem ensina? Passemos aos salários dos professores para ver o que se passa.
Os professores, em Portugal, após 15 anos de experiência (número-padrão utilizado pela OCDE), ganham 1,62 do PIB "per capita". A média dos 19 países da Europa contabilizados na OCDE é de 1,41; a média de toda a OCDE (já com os EUA, a Rússia, o Japão, a Austrália, etc.) é de 1,36. Não estamos mal.
Melhor só na Alemanha, Holanda, Suíça e Turquia.
Estes são os números, os resultados são péssimos e a OCDE tem mais um terrível - Portugal é o país onde mais se depende do estrato social para chegar ao fim do secundário.
Depois de anos de "eduquês" e discursos sobre a igualdade, é tempo de mudar. Não há discursos ou ideologias que resistam a factos, a menos que queiramos todos continuar na lua.

Baseado em factos verídicos e com Silva no meio para disfarcar


O jovem aí ao lado chama-se Eliot Spitzer e nos intervalos do golfe é governador do estado de Nova Iorque. Ao que parece é competente e não se encolhe muito perante lobbys.
Num destes dias, depois de uma derrota dos Knicks no imponente Madison Square Garden, dispensou o motorista e resolveu caminhar sozinho para casa, afogando as mágoas em pensamentos remotos.
Estava frio e sentia-se desolado. "Como é que perderam os ressaltos todos?" dizia olhando para uns sapatos italianos.
Alguns blocos à frente, já em Little Italy procurou um restaurante com bolonhesa e chianti para descontrair. Não se safou. Era tarde.
Pensou em deslizar até Chinatown, mas o óleo do Chop-Suey dava-lhe cabo do colestrol.
Aborrecido ligou para Silva, o seu motorista.
Silva lia a ABola e comentava com os seus botões: "Ó Vieira e se fosses mas era ...." quando atendeu o telefone da limousine num transmontano "Yéx"?
"Silva, take me to the airport..." ouviu.
Sem perder tempo o valoroso motorista cumpriu.
Lá chegado procurou o último low cost da noite. Washington estava em promocão. Ofereciam uma cola de litro a bordo.
Não resitiu e foi desanuviar para DC.
"Take care sir...", disse Silva com um ar paternalista.
Em Washington, Eliot não sabia o que fazer. Era a primeira vez que saía da "Grande Macã".
Sentia-se só.
Entrou no primeiro sítio que viu com luzes.
Perguntou: "Têm bolonhesa??"
"Ói??", foi a resposta.
"Chama a qui fála ingléis!!" disse Lucineide a Marinela.
Eis quando chega uma jovem universitária que juntava algum para as propinas.
Eliot esqueceu por uns momentos os Knicks, trocou a bolonhesa por um repasto de malte on the rocks e filosofou sobre o mundo.
De manhã, acordou numa penthouse e percebeu que scotch em jejum é uma chatice.
Ao regressar a Nova Iorque, o chefe chamou-o para lhe dizer que iria ser despedido.
"Despedido? Mas se fui eleito pelo povo? Como? Como? "
Questionava um surpreso Eliot.
"A sociedade perfeita e de elevado padrão moral em que vivemos não permite que um funcionário público coma bolonhesa fora de casa"... alertava o chefe de Eliot.
"Mas o que importa aos demais o que faco com a minha vida privada? Como é que isso interfere nas responsabilidades para as quais fui eleito?" continuava um insatisfeito Eliot.
"Conta Eliot, conta. Pouco importa se és competente e sério na tua profissão. Se comes bolonhesa, estás acabado. A bolonhesa é que molda a opinião pública..."
"Mas chefe, e aquele gajo que já matou 4500 americanos em apenas duas decisões erradas?"
"Ah...esse foi reeleito. Mas repara Eliot...não comeu bolonhesa."

segunda-feira, março 17, 2008

Subir na vida

1980 - 1990 Corn-Flakes.
1990 - 1998 Cerelac.
1998 -1999 Nestum light.
1999 - 2000 Nestum versão levanta paredes.
2000 - 2001 Massa carbonara
2001 - 2002 Bife com ovo a cavalo
2002 - 2003 Portugália
2003 - 2004 Mandarim sem acucar.
2004 - 2005 Mandarim com acucar.
2005 - 2006 Boca doce simples com gorgulhos.
2006 - 2007 Boca doce 3 camadas sem gorgulhos.
2007 - 2008 Tiramisu
2008 - 2009 Esticar massa e decorá-la com tomate, queijo, camarão, cogumelos e banana, patenteando assim aquela que é modestamente conhecida como " a melhor pizza de todo o mundo, moita e alijó"

sexta-feira, março 14, 2008

Ken lee, if lee is without you

Ahhh...sexta-feira!
Time to lee.

ehhh...épá...não sei como comecar...ehhh...que se lixe...É ASSIM:

Tenho seguido com algum interesse a guerilha instalada entre os professores e a ministra.
Confesso alguma dificuldade em entender o desagrado de quem ensina. Ser avaliado é a coisa mais normal do mundo em qualquer profissão (pelo menos no sector privado).
Sim as avaliacões são subjectivas e claro que há a possibilidade de se cometerem injusticas. Tal como no resto do mundo...
De uma forma geral, as avaliacões protegem os mais competentes e/ou esforcados e reduzem um pouco o campo de accão dos tradicionais pára-quedistas. Claro que todos sabemos do caso A, B ou C em que isto não funcionou. Não é um sistema perfeito, mas é melhor do que não ter nenhum.
Um professor meu costumava dizer, em resposta a quem se queixava de que sabia tudo durante as aulas mas nos testes bloqueava (a famosa "branca"), que não conhecia outra forma de avaliar alguém sem ser com um teste.
Isso é exactamente o que acontece no nosso dia-a-dia, só que os testes são constantes e não têm data marcada. Algures no tempo (1 ou 2 vezes por ano) os resultados desses testes são discutidos e a avaliacão significa dinheiro. Senso comum na lógica de productividade.
Porque querem os professores ficar de fora de uma práctica comum no mundo profissional? Tenho dificuldades em perceber.
Passo para as justificacões dos mesmos.
Não querem ser avaliados por outros professores? Terão alguma vantagem numa avaliacão externa feita por pessoas que nunca acompanharem o seu trabalho? Não creio.
Não querem avaliacão só porque isso representa uma mudanca? Porque têm que entrar na corrida como os demais mortais? Qual é afinal o problema?
Ouco um professor da sempre gloriosa Emídio Navarro (Almada) dizer que: "Ninguém nos deu formacão para avaliar outros professores!"
Formacão?
Sobre como avaliar?
A um professor?
Algo não bate certo. E desculpem lá...desta vez não é a ministra.
Continuo a achar que a profissão de professor é a mais importante de todas porque, em teoria, educa as demais, mas a defesa da classe já está a raspar na lama.



Ps - A propósito, há alguma possibilidade de se introduzir no código penal 3 dias de trabalho comunitário a limpar calcada portuguesa, para cada pessoa que comecar uma frase com "É assim:" ?

Momento bacalhau com todos da manhã

Acenar, como se tivéssemos feito a primária juntos, para um condutor dentro de um camião TIR.
Razões: "Transportes Braga Gomes" escrito no atrelado e aquele "P" saudoso na matrícula.

quinta-feira, março 13, 2008

Na cama com...Parkerings Stadt AB (EMEL)



Concordo com parquímetros dentro de cidades.
Zás, trás, pás.
Assim sem mais nem menos.
Acho bem que se usem todos os estratagemas possíveis para retirar carros do centro da cidade.
Num mundo civilizado, as pessoas que (ainda assim) levassem o carro para o centro pagariam o bilhete e ponto final. Limpinho.
Não existe tal mundo e companhias como a EMEL justificam a sua existência com a tendência humana para contornar as regras.
Que seja...
Contudo, e apesar de compreender a necessidade de fiscalizacão, não consigo respeitar um funcionário da EMEL.
Para mim são pessoas cuja carteira profissional diz: "bufo das 9h às 17h".
Preferia virar hamburgueres no McPato o dia todo a ter que pensar que pagava as minhas contas com o entalanco alheio.
Ontem, perdi uns minutos para olhar para um funcionário da EMEL enquanto ele fiscalizava os vidros dos carros. Tinha cara de doente.
E parecia comprometido com o que fazia.
Notava-se que não entalava o próximo com descontraccão.
Porque é que não arranjas um emprego pá?
"Nhanhanha...não tens bilhete, não tens bilhete...vou-te entalar, vou-te entalar!!"
Isso é vida rapaziada?
E porque é que estou ressabiado?
Porque me calhou um brinde, claro está.
Ligo para o número que está na multa e preparo a minha melhor coleccão de discos pedidos.





EMEL: Bom dia, em que posso ajudar?
Eu: Olá como está? O meu nome é Tiago, nasci lá, filho dele e dela e...
EMEL: Em que posso ajudar?
Eu: Pois, eu estou a ligar porque tinha uma multa no vidro e...
EMEL: Pois.
Eu: O que se passa é que o parque onde estacionei não tinha parquímetro.
EMEL: De certeza?
Eu: Sim. Já é a terceira vez que lá estaciono e nunca paguei. Calculei que fosse grátis.
EMEL: E não achou estranho estacionar no único parque grátis da cidade?
Eu: Não. Para achar estranho tinha que os conhecer todos.
EMEL: E não conhece?
Eu: Não. Ainda estou a memorizar as paragens de autocarro.
EMEL: Onde fica o parque?
Eu: Na Praca do Jan.
EMEL: Um minuto. Tlec, tlec, tlec (som de teclado).
Eu: Tou safo, tou safo!! (pensamento)
EMEL: Pois...já percebi a questão. O parque não tem parquímetro porque você precisa de uma autorizacão para lá estar.
Eu: Ahhhh....e onde estava isso escrito?
EMEL: Na placa da entrada.
Eu: Ahhhh...aquela de 10x5 cm. Bolas, como é que não a vi naquele parque de 1Km2?
EMEL: Acontece...
Eu: Cheguei a dizer-lhe que estacionei ali para ir à aula de sueco? Quem sabe da próxima consigo ler, ahn?
EMEL: Pois...
Eu: Repare que faco um esforco para aprender a língua e conseguir assim interpretar avisos de parques de estacionamento, integrar-me na vossa sociedade para além da contribuicão fiscal e quem sabe, dar um empurrãozinho na paz mundial.
EMEL: Bom...o que tem que fazer é...
Eu: Tive oportunidade de lhe contar que os meus 11 irmãos na Suazilândia ainda não receberam os pacotes de arroz este mês?
EMEL: ...
Eu: Certo, certo, não lhe quero ocupar mais tempo. Há mais entalados em linha de espera, eu sei.
EMEL: Então...
Eu: Isso, isso, ficamos assim. Não sabia, mas agora já sei. Até decorei a placa. Obrigadíssimo. Então bom dia.
EMEL: Calma, calma, calma...
Eu: Pensava que tínhamos terminado?
EMEL: Não, ainda não.
Eu: Esqueci-me de algo?
EMEL: Sim, de passar 600 dele para cá.

quarta-feira, março 12, 2008

Na aula de viking...

Professora: Quem venceu as eleicões em Espanha. A esquerda ou a direita?
Camarada do povo irmão: O que é a esquerda?
Professora: Comunistas, Socialistas...malta dessa.
Camarada do povo irmão: Humm..não sigo muito e...
Voz ao lado a sussurrar: Foi o Zapatero pá!
Camarada do povo irmão: Isso...isso...foi o sapateiro professora.

Via Arrastão

Para quem não viu "Guerra" do Joaquim Furtado, download da 1a série aqui.

Voar com os pés no chão

Aqui.

Os espartanos

Um simpático pirata espanhol faz-me o favor (ou não) de transmitir para o mundo o embate de titãs com o colosso Getafe.
Outro nuestro hermano relata o jogo com uma emocão nunca antes vista.
Compara o jogo à batalha dos 300.
Juro que ainda não percebi quem é que faz de persa...