sexta-feira, setembro 28, 2007

Outro planeta

Desde os meus tempos de gaiato….
Sempre quis comecar uma frase assim.
Mas não sei como a continuar.
Fica o registo para mais tarde ler e pensar "porque escrevi isto?".
Mudo então o flanco ao jogo e recomeco.
O intercâmbio cultural enriquece-nos. Um dos aliciantes de viver fora do nosso espaco é perceber o que é que para os outros é comum.
Qual é a sardinha dos outros povos? Onde é que meia branca dá estilo? Será que cuspir para o chão é normal? O palito deve seguir o café?
E por aí fora.
Há também a razão que leva cada um a sair do seu país. Normalmente não desperta tantos sorrisos mas ilustra o que nos separa para além das fronteiras. Aprende-se mais numa conversa do que em 7 livros.
O meu novo colega veio há mais de 15 anos da Eritreia. Quer dizer, quando ele de lá saiu o país chamava-se Etiópia. Já a Suécia lhe tinha aberto as portas quando o nome mudou para Eritreia.
Histórias de chacinas, fugas pelo deserto, noites ao relento com temperaturas negativas, perdas de familiares e mais uma série de horrores que normalmente nos chegam documentados em livros e filmes. Contado na primeira pessoa e com uma naturalidade de quem sabe que aquilo não existe apenas nos filmes.
Fiquei calado e quieto a ouvir.
Perguntou-me então porque tinha eu emigrado? Que queixas tinha eu do meu país natal?
O bom senso mandou-me estar calado e continuar a ouvir.

quarta-feira, setembro 26, 2007

O Quim


Em 1994, a Lusoponte assinou com o governo de Cavaco, um contrato de exclusividade para qualquer travessia sobre o Tejo a juzante de Vila Franca de Xira.
Em termos de qualidade de servicos não há nada pior do que um monopólio, mas isso deve ter passado ao economista de Boliqueime.
Agora, em 2007 e reagindo às noticias da construcão de uma terceira travessia sobre o Tejo, a Lusoponte resolveu calcar os saltos altos e dizer que terá que ser indemnizada por cada carro que não passar pela 25 de Abril ou Vasco da Gama.
Em 1994 o ministro das obras públicas que assinou este contrato único no nosso país chamava-se Joaquim Ferreira "corta fitas" do Amaral.
O presidente do conselho de administracão que agora reclama chama-se apenas Joaquim Ferreira do Amaral.
Melhor do que isto só se o Cardozo bater o pontapé de baliza, parar de peito no meio campo e meter no extremo, correr na linha e cruzar, para depois num último esforco aparecer a cabecear no centro da área.
Vou ser obrigado a usar um chavão de paragem de autocarro:
"Eles não governam, governam-se !"

Stand Up Comedy

Ou ele queria mesmo vender discos?

terça-feira, setembro 25, 2007

Salvador II

Já que falam no Salvador...ahn? Não falaram? Bom, mas poderiam ter falado.
Há já algum tempo que quero dizer duas ou três coisitas sobre a malta do "atira melão", mas, por coincidência do destino dei hoje no DN com um artigo escrito pelo João Miguel Tavares, que ou muito me engano, ou foi ditado por mim.
É tão chapa 5 do que penso que não resisto a fazer um post "Luis Delgado".
Ora aqui vai: Ctrl+C e sem tirar os dedos Ctrl+V


"Mais uma palavra elogiosa sobre a selecção portuguesa de râguebi e a sua paixão pela pátria e o seu amadorismo tão profissional e o seu extraordinário esforço e como devemos estar todos tão orgulhosos e como eles são um exemplo para nós - e eu regurgito. A sério. Se os elogios parvos tivessem açúcar estávamos todos diabéticos. Agradecia que os admiradores do râguebi não me imaginassem já a ser violentamente placado contra um muro de cimento. Juro por todos os santinhos que nada tenho contra a modalidade. Gosto muito de ver os jogos e quase me comovo com a haka neozelandesa. Mas para tudo existe uma medida certa. Sim, os rapazes portugueses são esforçados. Têm o seu mérito. Parecem simpáticos na televisão. Não são dados a peneiras como os tipos do futebol. E cantam o hino nacional com um tal entusiasmo que se Louis Pasteur fosse vivo ainda os vacinava. Mas daí a transformá-los nos maiores heróis da Nação só porque andam num campeonato do mundo a perder os jogos todos (e por muitos) é capaz - digo eu - de ser um bocadinho exagerado. Dir-me-ão: "Ah, e tal, são amadores, passaram muitos anos a lavar as suas próprias camisolas, e veja onde eles chegaram." Até pode ser. Embora, tendo em conta os estratos sociais de onde vem a maior parte daquela rapaziada, seja bem mais provável que tenha sido a dona Mariazinha ou a menina Svetlana a lavar-lhes a camisola. Mas passemos ao lado das questões de classe, ainda que elas expliquem muita coisa. O certo é que, mesmo tendo em conta os objectivos (modestos) anunciados, a selecção ainda não cumpriu nenhum. Contra a equipa da Escócia os portugueses queriam perder por menos de 30 e encaixaram 56-10. Contra a Nova Zelândia queriam que os All Blacks não chegassem aos 100 pontos e perderam por 108-13. Contra a Itália nem percebi qual era o objectivo e levaram 31-5. Mas o mais extraordinário é que, percam por quantos perderem, os "lobos" têm sempre garantidas umas festas na cabeça por parte da comunicação social. Título do Público após o 31-5: "Ficou a sensação que era possível derrotar a Itália." Ficou a sensação, ficou. Eu às vezes também tenho a sensação que podia jogar melhor à bola que o Messi. Que podia ser mais esperto que o Bill Gates. E que a Nicole Kidman podia perfeitamente sussurrar-me ao ouvido: "Ao pé de ti, o Tom Cruise é um badameco." São sensações. Não costumo é puxá-las para título de jornal. Mas, de quando em quando, a Pátria dá nisto: elege os seus heróis, fecha as cortinas do pensamento, e chora muito a ouvir o hino nacional. É esquisito. Mas é assim. "

O Salvador


Marcava o relógio umas bonitas 16:40h quando no regresso da labuta, já a entrar na rua onde vivo, troco olhares com aquela esfera armilar tão familiar.
Num pólo da Universidade de Gotemburgo, mesmo, mesmo, mesmo aqui na rua, estava a bandeira portuguesa a sorrir para mim.
O que faria a nossa bandeira ali? Não sei, mas apeteceu-me berrar na praca que vínhamos do mesmo sítio. E daí...aposto que ela vem da China...adiante...
Emocão. A verdadeira emocão na chegada a casa.
Tivessem os meus pais optado pelo bonito nome Salvador e tivesse o meu avô perdido algum tempo a explicar-me que aquele melão que tão atenciosamente descascava poderia servir para segurar entre bracos enquanto fugia de meninos gordos, e hoje, teria certamente de mão no peito (pormenor importante), cantado o hino a plenos pulmões aqui na rua, enquanto largava uma, duas ou até três lágrimas.

A grua


Há que dizer que não sou o emigrante normal.
O meu carro é muito mais velho e barato do que aquele que tinha em Portugal, não existe um sítio a que possa chamar a minha aldeia, não vivo num minúsculo caixote para poupar dinheiro, não penso construir uma vivenda no futuro e se algum dia tal me passar pela cabeca, os azulejos ficarão na loja. Quando me perguntam o que faco não recorro à palavra "chefe" para qualquer descricão.
Contudo, tal como qualquer emigrante que se preze, gosto muito do meu país. Não vejo flores onde elas não existem, mas adoro o nosso cantinho à beira-mar plantado.
Talvez seja por gostar tanto de Portugal que a cada regresso fico deprimido com coisas que outrora não me diziam nada.
Mal saio da Portela a primeira coisa que faco é contemplar o azul do céu. Não há luz como a de Lisboa.
Assim que baixo um pouco a cabeca comeco a contar gruas. Facam esse exercício. Estejam onde estiverem, digam-me se conseguem olhar à volta e não ver uma única grua. Deve ser difícil.
A zona da expo é um bom exemplo. Perto do rio, com alguns espacos verdes e zonas de passeio, era no início um bom projecto. Há 10 anos que as gruas não abandonam aquela área e por esta altura há expo até sacavém. Os caos urbanístico reina totalmente. Não há qualquer limite para a construcão.
Telheiras também é outro caso engracado de analisar. Um arquitecto holandês de renome já classificou a zona como um caos. Para nós é apenas uma das zonas mais caras da cidade, onde estar na sombra de prédios e entalado entre vias rápidas, pode ser de alguma forma um luxo.
Dentro de Lisboa há prédios a cair em ruas históricas e construcões novas um pouco por todo o lado. Recuperacão do parque habitacional existente não é nula, mas anda perto.
Fora de Lisboa a situacão ainda piora. Escolham uma auto-estrada de acesso à cidade. Qualquer uma. A paisagem é igual. Quilómetros e quilómetros sem nada e de repente um amontoado de prédios alinhados em todas as direccões da rosa dos ventos, velhos, sujos e feios. Há medida que estes morros de cimento vão envelhecendo, opta-se pela política de "deixa cair" e contrói-se um novo morro um pouco mais longe de Lisboa. Esta estratégia (ou falta dela) serve apenas para encher os bolsos aos contrutores civis e não melhora em nada a situacão dos habitantes. Ninguém quer viver numa casa velha, ninguém quer comprar uma casa velha.
Uma casa nova hoje, deixa de o ser ao fim de duas décadas sem cuidados. Não é preciso ser muito esperto para compreender que este ciclo vicioso destrói a imagem do país (sim, porque não se resume à grande Lisboa), incentiva os pedidos de crédito e alimenta construtores que sem estes atentados ao PDM já teriam há muito fechado portas.
Detesto a conversa do "lá fora é que é", mas a verdade é que a comparacão ajuda-nos pelo menos a perceber a nossa realidade.
O prédio onde vivo em Gotemburgo tem mais de 70 anos e não é dos mais velhos. Não vejo uma grua na cidade e as pessoas vivem em casas que podem ter até 200 anos! Não estão a cair de podre. São recuperadas e conservadas ao longo dos anos.
Com isto preserva-se o estilo da cidade e optimiza-se a ocupacão das casas. Não há apartamentos vazios! Não há cimento a engolir cada canteiro.
A contrucão é permitida em zonas muito específicas e em quantidade reduzida. Não se destrói nada e não se alteram PDM's consoante as luvas ou financiamentos a partidos de construtoras.
Lisboa é uma cidade lindíssima, é verdade. Só não sei até quando.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Diz que sim, mas afinal parece que não

Frankfurt-Lisboa às 13.15h no papel

Para quem sabe que nasceu sem asas, andar de avião é sempre um conjunto de rezas muito próprias. Nunca aprendi o pai-nosso-que-estás-no-céu-santificado-seja-o-vosso-nome-assim-bem-como-a-nós-amén pelo que recorro a técnicas mais "Amélie Poulain". "Se não abanar mais do que 3 vezes prometo que nunca mais falo mal da tap! Se desta me safar prometo fazer a barba todas as semanas!" e por aí fora.
Sinto que estou só. Há minha volta todos nasceram com asas e acham que 11 km na horizontal ou na vertical têm o mesmo impacto. Com essa não me apanham.
Neste momento estou a bordo de um avião da Lufthansa. Daqueles com dois motorecos a pedal colados na cauda. Iguais aos da Portugália para quem costuma ir passear para os lados de Figo Maduro. Não me agradam. Um amigo meu entendido destas coisas já me explicou que em caso de azar até aterram com um motor, mas acho que estes a corda não estão incluídos nesse pack.
Escrever ao som de U2 faz-me esquecer por momentos que o chão está longe. Por outro lado dá-me aquele ar muito Clara Ferreira Alves "nos aeroportos do mundo", se bem que Gotemburgo nunca terá a projeccão de um Rajiquistão.
O vôo para a Alemanha foi num Airbus da Tap e confirmei uma teoria que há muito defendo. Os pilotos da nossa transportadora conhecem atalhos no ar. Nunca abana, nunca mexe, nada. As bagagens desaparecem, o check-in não é feito até ao destino, o site não funciona, as mangas são uma miragem, conseguem atrasar um vôo em qualquer aeroporto do globo...tudo muito bem....mas naquelas 3h no ar parece que deslizam A2! Para malta sem asas é o que conta.
Esta é para mim a grande dificuldade de estar longe. O ter que voar para ver as pessoas de que mais gosto.
Que raio Zé! Para quando um TGV da Raketgatan até à Luisa Todi pá??
Semana compacta mas com direito a tudo...peixe grelhado, praia, sorrisos e abracos. Volto de alma cheia. O meu avô, acabadinho de festejar os seus 80 anos, está novamente a resmungar e a dar ordens. Prova inequívoca de que está em forma.
Reparo agora que estou de calcões. Assim que aterrei na Portela vesti o traje nacional e deixei a pele apanhar ar durante uma semana. Talvez não seja tão bem pensado no momento em que Gotemburgo aparece na janela, mas vamos a isso. Como é que eu sei que Gotemburgo está mesmo ali? Porque nas últimas 4h vi o céu de 4 países (Pt, Espanha, Franca e Alemanha) e o azul dominava. De repente surge uma cama de nuvens que não engana. Ali por baixo está Gotemburgo. Ou então Londres. Mas algo me diz que é Gotemburgo...
O natal está quase.

quinta-feira, setembro 13, 2007

O caminho da fé


Em busca de inspiracão divina e quem sabe de um ou dois raios de sol, resolvi ir em peregrinacão para lá das costas de Cristo.
Mais km menos km.
O Senhor não tem mail e por isso a internet ficará na porta do paraíso.
Para a semana há mais.
Agora é tempo de "sai um nata e um sumol laranjaaaaa".
Então até já.

quarta-feira, setembro 12, 2007

O azar, o árbitro e os meninos maus. A culpa é deles. Só deles.

Aqui só para nós que ninguém nos ouve, duas ou três proezas da argumentacão:

- viagens muito longas e cansativas para o extremo da europa (como se fossem a pé com o saco às costas), onde meninos maus correm muito e os campos são batatais apenas para os nossos jogadores

- empates fora e "vitórias" em casa chegam

- substituir pela cartilha seja lá qual for a situacão de jogo e insistir em colocar o melhor jogador do momento (Quaresma) nos 20 min finais.

- insistir no ricardo que ao fim de 30 anos a jogar à bola ainda não percebeu o que fazer num cruzamento além de rezar


Qual a nova desculpa para passar 180 min a jogar em casa, com estádios cheios, sem a mínima vontade de correr e a poupar esforcos assim que se coloca a vencer por um golo de diferenca?
Ah...já sei! O árbitro que não viu o fora de jogo.

É que não sei se fui o único a reparar no facto, mas ao fim de 9 jogos ainda conseguimos a proeza de estar atrás da Finlândia.
Da Finlândia meus amigos...

Facam-me um favor e ganhem os próximos jogos por 15-0.
E deixem-se de mariquices.

O mundo encantado de Maria

O relógio marca 00.20h.
Aqui. Apenas aqui.
Aí, onde a história acontece o dia 11 de Setembro ainda não acabou.
E hoje, desde há um tempo a esta parte, é o teu dia.
Há um tempo que te pode parecer muito, mas que para mim comecou ontem.
Não é que nos tenhamos conhecido ontem. Não, nada disso. Mas os dias correm depressa quando se está em boa companhia. Depressa demais se perguntares a minha opinião.
Todos crescemos com heróis por perto. De papel, de plástico, de carne e osso. Os meus partiam do imaginário e eram construídos com pedacos do dia, frases soltas e atitudes. Numa palavra: reais.
Na minha primeira nocão de espaco, o mundo comecava naquela escola primária do portão verde, das gémeas e da árvore grande e acabava 20m abaixo na escadaria da Academia. Aí tu representavas o meu porto de abrigo. A minha primeira forma de conforto.
A porta da carrinha abria e eu saia com aquela bata azul aos quadrados. Do chão da carrinha para o teu colo. Do teu colo para casa. Tu estavas lá. Sempre.
Em dias de sorte com um boneco vestido de vermelho com uma perna no ar e uma bola colada. Os verdes e azuis deixavas a decorar um "parabéns" alheio. Bem hajas pela escolha.
Com ou sem boneco, sentia uma alegria enorme mal a carrinha subia em direccão à Capitão Leitão. Eu sabia que depois da curva à direita tu estarias lá. E isso para mim era o que contava.
Era. E é.
Eu sei que já não me levas ao colo. É mais ao contrário.
Mas toca a todos.
A forma como olhas o mundo pode não ser a mesma todos os dias.
A forma como eu olho para ti, essa não muda, continua feita de sorrisos.
És a minha vóvó. A melhor avó do mundo (mesmo daquele que ultrapassa a Capitão Leitão!).
E hoje fazes 80 aninhos.
A 2 dias de te abracar deixo-te um beijinho.
Muitos parabéns!

Tiago


ps - Quem é esse galã da boina?? Saídinho da casca...













segunda-feira, setembro 10, 2007

Cérebro sem uso para a troca

Gosto de passar por este blog.
Raras vezes me identifico com o que por lá se escreve e as ideologias vincadamente de direita (daquela bem ao canto) também me dizem pouco.
Blogues com escribas de 3 nomes deixam-me sempre apreensivo...nunca veio nada de jeito da boca (ou teclado) de um Tomás Barnabé de Vasconcelos, ainda assim, alguém escreveu que é a pluralidade no debate que nos enriquece.
Nem sempre. Nem sempre.
Alturas há em que a liberdade conquistada permite blasfémias a mais.
Sobre comemorar o Avante escrevem:
"Não seria muito diferente celebrar a peste negra, o holocausto, o último tsunami ou a SIDA"
A estupidez tem limites. Mesmo para estes gajos.

domingo, setembro 09, 2007

Vocês que percebem de bola...

...digam-me aqui uma coisa:
no grupo de Portugal são apuradas directamente 1 ou 2 equipas?


...é que se são duas, vou já baixar o ritmo cardíaco e ver um 007 !

Os amigos de Scolari

Epá...não me lixem!
Vozinha de falsete mãos de manteiga...ahh!!

(Se 4f o Quim e o Quaresma não forem titulares é porque o "feijão com arroz" não percebe nada disto)

quinta-feira, setembro 06, 2007

Suspiro


Para o caso de me esquecer que 3000km são um pouco mais do que a ponte sobre o Tejo.
Para o ano não escapas.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Posso Sff Partir ?

O dia comeca com a noticia de uma agressão da PSP.
Tenho sempre alguma dificuldade em digerir estas notícias porque acho que em Portugal não deve ser fácil ser polícia (tirando os GNR...do Algarve. Não os do Iraque). O apoio não aparece de lado nenhum. Nem nas ruas, nem por parte de quem os tutela.
No entanto, é frequente aqui e ali saber-se de um ou outro que se esticou para além do cacetete (isto escreve-se assim?).
Normalmente o próprio corpo policial abafa estas questões. Se há coisa que não convém é que a populacão desconfie de uma instituicão porque meia dúzia de saloios vestem um fato azul e passam a pensar que são gente. É compreensível.
Gente que não interessa há um pouco por todo o lado e azares acontecem. Mesmo com cacetete.
Já não acho tão normal que um comissário quando confrontado com o vídeo aponte armas para fora com pérolas destas:
"Nem sempre o que parece é "
" Não temos a certeza que sejam polícias
"

Claro que pode ser um bando de malta que em Janeiro se mascarou de PSP e na falta de música arranjou um gajo para fazer de tambor.
Mas mesmo admitindo este cenário, altamente provável, é melhor passar para a opinião pública a imagem de que se vai tentar arrumar a casa em vez de defender o indefensável.
Ou não?

Som prá Carola

Hoje, como estou um mãos largas no que a dicas de índole cultural diz respeito, salto do queque de cenoura para algo ainda mais típico da Suécia.
A Carola.
A Carola, pelo que percebi já ganhou a Eurovisão e ganha ano sim, ano não o festival da cancão local.
É noticia quando prova um vestido novo, quando tropeca, quando perde peso no lábio superior e quando prescinde de acucar no café. É uma verdadeira star local. Convém também dizer que a imprensa cor-de-rosa Sueca faz a Caras parecer o suplemento cultural do Expresso.
Portugal teria a sua Carola caso Iei Or não fosse sopinha de massa. Ninguém me convence do contrário. "... fui até Timor, já fui um conquistador!!" fez a sua parte. Foi Iei Or que sucumbiu ao sopismo e nos arredou da glória vocal.
Carola essa, sem papas na língua, vai de cancão em cancão até ao triunfo final.
Tem uma nova batida. E não é nada má.
Tenho impressão que o próximo festival também já lá canta.