quinta-feira, agosto 24, 2006

Tecnologia no séc.XXI

O dia começa com a notícia do estado actual da Mariana. Tem neste momento 1,730 Kg e "perna longa". Prevê-se que nasça com 50 -51 cm e 3,3 -3,4 Kg.
(...)
A tecnologia do séc.XXI não pára de me supreender...fabuloso!
Só falta perceberem pela ecografia se a miúda gosta de jaquinzinhos ou prefere pastéis de bacalhau...
Bom dia.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Mais um(a)

. história mal explicada. Carlos de Sousa chegou a Setúbal com uma reputação imaculada, depois da autarquia ter sido totalmente delapidada pelo executivo de Mata Cáceres (PS). Sai no meio de uma confusão que ninguém percebe e onde o PCP mostra uma atitude que sinceramente não compreendo. Sem mais informação e visto aqui de longe, parece que a cidade fica a perder.

. tupolev que se despenhou. Não será altura de tecnicamente se verificar as falhas mais do que óbvias destes aviões? (Para o tempo de vida de uma aeronave, era relativamente novo - 1992)

. pergunta sem resposta...mas eu arriscava a Kim Basinger (embora o "Never Say Never" não pertença à lista oficial da saga 007).

O Safar


Sim, eu sei que os outros gajos eram uns coxos, mas não consigo disfarçar a minha alegria...
Não sou taxista, bombeiro, nem camionista, mas o que fazer? Também vibro com o Glorioso...já foi pior, caminho tranquilamente para a redenção :)
Ganharam, estão lá e o nosso "maestro" fez pela vida. Óptimo!
Apenas uma pequena nota de rodapé. Quando vi que o guarda-redes austríaco se chamava Safar, imaginei os trocadilhos idiotas que no dia seguinte fariam caso o Benfica ganhasse.
Como é óbvio, não me enganei. Digam-me: para ser jornalista desportivo é mesmo necessário ser tão básico?

A mochila



Acordei.
Meio pastelão e com os olhos fechados dirigi-me para a casa de banho. Encostei-me na parede antes de ir para o duche. Nessa mesma parede estava o suporte eléctrico das toalhas. Estava ligado (a Sofia tinha-me avisado 1h antes..). Queimei-me. O "processo" de acordar estava concluído...
Porque me encostei? Para ganhar balanço? A casa não é propriamente o palácio de Queluz....maldita mania de me encostar.
Banho tomado e "roll-on" colocado, só para meter inveja ao Banji. Olhei para o céu e estava com cara de "sim-não-está-a-chover-mas-aquele-negro-no-céu-espera-apenas-que-te-sentes-na-bicicleta-para-largar-um-dilúvio". Arrisquei. Peguei na pasteleira mais bonita de Trollhättan, deixei os cestinhos em casa por causa do atrito ao vento e pedalei o mais rápido que pude. Sempre naquele limite antes do "pinguinho-de-suor-começar-a-escorrer-no-meio-das-costas", pedalei contente, devidamente embalado pelas "músicas da manhã". O "saiu para a rua" é sempre uma excelente escolha para a primeira pedalada, sempre.
Cheguei aqui antes de tudo. Antes que a chuva me apanhasse, antes que o suor pensasse sequer invadir o espaço do "roll-on", antes que a música terminasse. Perfeito. O início que eu queria!
Pelo caminho um sueca perguntou-me onde ficava a escola "xpto", o que me leva a concluir que já sou "local" :) Quando passei no parque de campismo, vi-o quase deserto. Sim, o verão acabou por estes lados. Já vim de botas e casaco, mas mesmo assim, ao passar na rua principal encostei-me ao lado esquerdo e passei de bicicleta pelas montras das agências. Nos 0,5 segundos dessa passagem não consegui ler a habitual folha dos "sista minuten" (last minute), mas consegui ver imagens de malta de fato de banho a chapinhar na água, entre grandes sorrisos. É sempre revigorante :)
Esta sequência levou-me a pensar na melhor compra dos últimos 4 dias e meio. Um autêntico IKEA para colocar nas costas, em promoção por estarmos em fim de época. Traz espaço térmico, talheres para 4 pessoas, copos de pé alto que permitem estar num pasto rodeado de vacas a beber um tinto com uma classe ímpar, uma tábua para cortar o pão, um saca-rolhas, pratos e uma "gentil" oferta de um "termo". "Termo" este que aguenta um chá quente por 24 h, o que me deixou francamente admirado! Meus amigos, isto é o sonho de qualquer amante da natureza, que acha piada ao aproveitamento de espaços.
Aposto que o meu pai está a olhar para a fotografia e a pensar: "bolas, ainda não tenho uma destas!!"
Se o sol deixar, esta mochila vai ser usada até à exaustão. Se não deixar, uso-a em casa...gosto mesmo de abrir aquilo e ver tudo arrumadinho, pronto a usar.
Que tal um piquenique?
Adoro uma boa compra!

Ontem


Nós em Vanersborg, foto de "temporizador, esse fiel amigo"




As emoções foram mais do que muitas.
O coração encheu-se, as lágrimas correram, os sentimentos misturaram-se. É bom lavar a alma, de uma forma ou de outra aprende-se sempre e crescemos um pouco mais.
Foi estranho este acordar...parece que falta algo, parece que não está cá tudo. Mas eu encontro. Eu procuro e encontro. Encontro sempre.
Um início calmo e um dia tranquilo, é o que quero.
Bom dia.

terça-feira, agosto 22, 2006

Olá Mariana


Será que daqui a uns anos estas palavras estarão por aqui? Quando tu souberes ler e interpretar estas frases, não existirá algo mais avançado, começado por GWW (Galaxy Wide Web) que impossibilite a tua visita a este espaço? Será nessa altura a Internet uma coisa dos "cotas"? E os cotas, chamar-se-ão "cotas"? Já muitos tentaram e poucos conseguiram, transportar para o espaço visual aquilo que nós imaginamos ser o futuro. Não me atrevo a tentar. Sempre me ensinaram que o melhor da festa é esperar por ela. Sei no entanto que tu chegarás nesse futuro, não muito longínquo segundo os entendidos da medicina. Ainda não nos conhecemos. Já me prometeram umas fotografias a preto e branco, mas ainda não chegaram.
É sempre bom começar as apresentações pelo nome. É educado e evita confusões. O meu é Tiago e alguém te dirá que sou o teu "tio". Tu Mariana, serás o primeiro bébé a nascer de um núcleo familiar muito peculiar, que como estou certo, perceberás. Alguém te explicará também, que o teu nome em tempos mais distantes, tinha uma entoação diferente vinda do outro lado do Atlântico. Mas nessa altura, a tua mãe a braços com a Barbie Diamantes não fazia ideia do quão próximo poderia ser aquele nome no futuro.
Sinto alguma ansiedade. Quero ver como sorris, como andas, como falas...quero que venhas "cá para fora" percebes?
Como serás? Com os olhos do Tiago e as bochechas da Carolina? Com o cabelo da Carolina e o nariz do Tiago? Será que também vais raspar os dentes durante a noite? Será que também vais escrever cada pensamento num "post-it"?
O teu nome, é tudo o que sei e já gosto tanto de ti. Talvez seja um reflexo do que a tua mãe representou para mim ao longo da minha vida. A tua mãe...repara, ainda há uns dias brincávamos no mar naquele velho colchão da Mobil, com o verde a compor o cenário na ilha do sol e agora é...a tua mãe.
Não consigo articular as letras na ordem certa e descrever-te como é bom este sentimento que fazes crescer em mim. Consigo sentir, mas como explicá-lo? Não faço ideia...
Pela memória passam-me ideias, desejos e vontades que gostava de partilhar contigo. Teremos tempo, teremos muito tempo...
Para já, importa que estejas saudável e bem aconchegada no quentinho. Não tenhas pressa, que isto "cá fora" é uma selva :) (este era o símbolo que se usava para imitar um sorriso, como que a dizer que a pessoa sorria enquanto escrevia a frase...era o chamado "espírito jovem").
Sabes Mariana? Estou realmente feliz com a tua vinda. Espero ter a possibilidade de to dizer mal resolvas aparecer.
Em todo o caso, estarão à tua espera pessoas absolutamente fantásticas, como estou certo, concordarás.
Eu também te quero ver, quero muito.

Um beijinho Mariana

Tiago

Baptista Bastos, "O Parlamento e o mal-estar"

Por me rever inteiramente nestas palavras, não resisti a publicá-las...


"
Deputados de todos os partidos deram mil e novecentas faltas, durante o primeiro ano da X Legislatura. «Mas justificadas», alegaram, apressuradamente, os faltosos.
As «justificações» baseiam-se em desculpas mais ou menos hilariantes, mais ou menos aceitáveis. Revelam, porém, um panorama de laxismo que não deixa indiferente a massa pública, e cava um fosso cada vez mais acentuado, entre o português comum, e aqueles, «escolhidos» e «eleitos», cuja maioria de nomes e de acções é totalmente desconhecida por todos nós.
O Parlamento surge, a nossos olhos vulgares, como um emprego (não um trabalho: um emprego), habitualmente atribuído como benesse a quem se portou bem e foi lisonjeiramente obediente ao partido e, sobretudo, ao chefe. A sinecura é de tal ordem que há quem se ofereça, desavergonhadamente, para deputado, baseando a oferta na «importância» do seu nome, ou da «mediatização» pessoal. Embora, o resultado tenha sido decepcionante, a verdade é que, nesta feira do «oferece-se» e «aceita-se», a falta de pudor converteu-se em «normalidade».
A realidade que existe tem sido substituída pela realidade que o sujeito imagina ou fantasia. Entramos nos domínios do delírio. E o delírio é um problema que transcende, inclusive, os limites da psicopatologia e da psiquiatria e invade aqueles que consideramos normais. Estamos, portanto, num terreno ambíguo. No entanto, no caso dos deputados da nação, a perda do sentido da realidade é parcial. Quanto se trata dos proventos, das ajudas de custo, das «missões» pagas, das prebendas, eles manifestam uma solicitude sem faltas.
Nem sempre as coisas foram assim. Mas a festa durou pouco tempo. Os aparelhos partidários abençoaram este e aquele e amaldiçoaram outros tantos. O nível decaiu assustadoramente. Ou não assustadoramente. A seguir, será pior.
O respeito devido à instituição foi rapidamente sovado. Confundiu-se veemência e agressividade vocabular com ordinarice, grosseria, insulto e injúria. Sob a capa da impunidade o que, amiúde, se ouve no Parlamento, é de fazer corar um eguariço. Além do que os espancamentos ao idioma chegam a atingir as raias dos tratos de polé. Diz-se: o Parlamento é a imagem desdobrada do País. Não é. Apesar de escabroso e funesto e ignorante, Portugal ainda é habitado por quem salva a honra do convento. Estamos mal. O Parlamento está pior.
Os problemas da pátria não são discutidos, exactamente porque a esmagadora maioria dos deputados não os conhece ou os ignora absolutamente. Na opinião dos portugueses, eles estão lá para governar a vidinha, adormecem um pouco após lautos almoços, intrigam levemente, bocejam e bradam: «Apoiado!», quando alguém, da sua bancada, afirmou algo de imponderável e, as mais das vezes, incompreensível. De vez em quando, alguns deles largam umas bojardas nas televisões, assinam o ponto e vão celeremente embora para os seus empregos bem remunerados e obtidos através da rede de conhecimentos proporcionada pela funçanata.
Este assunto das mil e novecentas faltas é um incidente no áspero acidente da «nomeação» dos «eleitos». Durante anos, fui contra os círculos uninominais. Entendia que esse método propiciava a ascensão do caciquismo mais sórdido. A verdade é que, no sistema actual, o caciquismo também existe, embora mascarado. Chamam-lhes os «dinossauros», estimável enunciação destinada a encobrir a manutenção no poder, sabendo-se que todo o poder corrompe e que o poder prolongado corrompe absolutamente.
Nos círculos uninominais, e no exercício de funções com prazos circunscritos, a vigilância será, eventualmente, muito mais acentuada e eficaz. Haverá, de certeza, outros berbicachos a surgir; todavia, a prática democrática implica o correr de riscos.
Os deputados, cheios se compaixão por eles mesmos, afirmam-se mal pagos. E audazes comentadores sublinham que as elites fogem a sete pés, não só do Parlamento como das empresas públicas. No privado auferem proventos maiores. Mas foi através do Parlamento e de cargos exercidos em empresas públicas que eles conseguiram lugares «privados» muito bem remunerados. O Parlamento, os ministérios, a «gestão» pública forneceram uma legião de pessoas (homens e mulheres) a companhias particulares, com os benefícios que se conhecem. Esta gente não está, não esteve, nunca estará interessada em resolver, ou ajudar a resolver, os dilemáticos problemas com que a sociedade portuguesa se defronta, especialmente aqueles mais indefesos, mais pobres, mais sem segurança.
Seria bom que o «jornalismo de investigação» se debruçasse sobre este indecoro moral. Digo «moral» porque tudo é feito no estrito respeito pelas leis? por eles próprios organizadas e estatuídas. O mal-estar em que vive a esmagadora maioria dos nossos concidadãos deve-se a essa repugnante indiferença dos que (quase todos) se declaram «eivados do espírito de missão», e somente se preocupam com as suas vidas miseráveis e repulsivas. O «jornalismo de investigação» prestaria assinalável serviço acaso revelasse para onde foram, onde estiveram e onde estão, desde há trinta anos, os que fizeram carreira em São Bento, plataforma giratória para se devotarem a outros santos.
Os escândalos morais sucedem-se. Como sou dos portugueses que pagam os impostos (também não sei como fazê-lo!), sou dos portugueses que pagam as reformas sumptuosas, o descalabro das acumulações, a vida airada desta gente sem grandeza nem qualidade. Não se importam connosco, não se preocupam com o País, não gostam de nós. Podemos gostar desta gente? "

Será isto bom?

" Você é "Take On Me" dos A-Ha (1985): O seu lema é o de nunca perder a sua pose sempre muito cool. Gosta de impor respeito naqueles que o rodeiam e é capaz daqueles olhares que congelam (no bom ou no mau sentido) o seu alvo. De espírito prático mas por vezes demasiado durão "

(...)

eu sabia que aquela da sombrinha de chocolate da Regina me ia tramar...

Na minha nuvem



Chove. Chove copiosamente como se não existisse amanhã. Estes gigantes louros que avisto da minha cadeira indicam-me que não estou na Costa Rica e que esta violência na janela não é o "El Nino", mas apenas o "fim do verão", segundo eles. Em tom de brincadeira dizem que fui eu que trouxe o mau tempo...nunca por aqui tinha chovido tanto nesta altura. Como??Eu?? Nem expliquei que no meu país estão mais de 30 graus e que a única coisa que eu podia trazer seria calor, muito.
O vidro balança com o vento e com o som dos relâmpagos. A minha barriga tenta imitá-lo e faz-me contorcer com dores. Maldito Sérvio...porque é que comi tanta salada com vinagre?? Nunca mais aprendo...
Não consigo ver o céu, tudo é cinzento, escuro e molhado.
Estes dias deprimem-me, não consigo evitá-lo. Quero ouvir música e levitar, soltar a imaginação e descobrir-me em paragens que o meu quotidiano teima em esconder. Não sei se existem, nem sequer sei onde ficam. Consigo senti-las e isso chega para me aquecer.
Envolto nestes pensamentos fui a uma agência de viagens, ver o que me reservava o "last minute". Tenho esta mania. Passo por uma agência de viagens e tenho que "decorar" a montra toda. Tenho que ver os preços, os destinos, as opções e imaginar-me em cada um desses sítios, colocando a mim próprio os prós e contras de cada escolha. Vejo as cidades onde fui e que gostava de rever, penso nas que não conheço e estabeleço uma prioridade para a descoberta. Normalmente para o fim da lista ficam aquelas onde habitualmente há atentados. Eu sei que isso pode acontecer em qualquer sítio, mas se há sítios onde DE CERTEZA acontecem, acabo por evitar. Gosto de fazer os cálculos e imaginar quanto custaria aquele "pequeno sonho", ou "aquele" ou ainda "o outro". Durante estes segundos a minha mente gira em torno de novas culturas, novas visões, novas sensações, novas aprendizagens.
Em regra, as viagens para destinos de praia nunca me seduziram. Para um português, com 800Km de costa e praia quase todo o ano, sempre me pareceu extremamente redutor ir para um "resort" e estar lá 1 semana a torrar ao sol. Sempre vi o viajar como uma hipótese de aprender, ver e falar com as gentes locais, enfim, ter experiências novas. Misturar água e cidade, sempre me pareceu por isso a melhor opção. No entanto, sempre quis ir a um desses "sítios de postal", onde tudo parece talhado pela natureza e as águas calmas e cristalinas. Ficará para um dia, estou certo.
Desta vez, passei a fase da montra e fui perguntar umas informações. Deve ser deseperante apanhar com um chato como eu, que faz 30000 perguntas, leva panfletos, preços de hotéis e tenta 5000 combinações possíveis de viagem e no fim diz: "Já tenho o que preciso para pensar. Adeus e muito obrigado." Nem uma toalha de praia me conseguem vender...
A senhora muito pacientemente explicou-me que na opção "last minute" o cliente compra um lugar no avião e um hotel para uma (ou duas) semana(s), mas apenas no aeroporto sabe qual é a "palhota" onde vai dormir. Um exemplo: num "last minute" para o Algarve, sabemos que aterramos em Faro e dormimos algures entre Sagres e Vila Real de Sto.António...Não me agrada muito confesso. Sou um bocado comichoso com o hotel. Não tenho dinheiro, mas tenho vícios (ninguém é perfeito!) e se dormir num sítio contra a minha vontade, já não é a mesma coisa...
A mesma funcionária, deu-me a entender que os preços variavam com o tempo (clima). Se chove é mais caro sair do país, se faz sol é mais barato. Tudo bem, eu espero...
Em todo o caso, com ou sem opção "last minute", constatei que é possível nesta altura do ano e por aproximadamente 40 contos ir para destinos tão variados como Turquia, Chipre, Espanha, Portugal, Croácia, Montenegro, Bulgária, Grécia, Tunísia, entre outros...claro que este pessoal procura essencialmente destinos de praia e sol, pois não há muito disso por aqui (pelo menos, não na forma a que nós europeus do sul estamos habituados), mas entre esses destinos, há alguns que deixam misturar o mar com a boa e velha cultura europeia. O que me agrada!
Se não é isto é aquilo, se não é aquilo é o outro. Sonhar, sonhar sem limite. Aí está algo para que tenho jeito!

Pergunta para queijo


Segundo esta notícia, um canal de tv americano deixou no ecrã durante 10 minutos a seguinte interrogação: "Bush é estúpido?"
(...)
Consta que 99,9% da população mundial (parece que a mãe ainda está indecisa) respondeu em 3 segundos, sem pestanejar e sem a ajuda dos 50:50...

segunda-feira, agosto 21, 2006

A matemática



Tal como o algodão, também a matemática não engana. É uma ciência exacta, dizem os estudiosos. Pois bem, quem sou eu para duvidar?

Os "0,1" ficam como oferta, que eu hoje estou um mãos largas!

Até amanhã :)

Pizza ou palha, eis a questão...

Já passaram 5 horas. O relógio bate as 11 da manhã e já tenho o dia quase feito. Bom!!
Expliquei umas coisas ao Banji, fiz mais um metro de código e como dizia um ex-colega "já ganhei o almoço". Aqui começa verdadeiramente o problema.
Normalmente iria ao refeitório comer qualquer tipo de palha com molho, mas esta manhã, o meu colega Boliviano (há de tudo por estes lados) pediu-me para devolver um dos carros da empresa onde trabalhamos, que fica muito próximo de minha casa. "Tudo bem", disse-lhe. Esta inesperada "chave-na-mão" deu-me outras ideias. Se abrir a minha carteira, encontro um papelinho mágico que indica o consumo de 11 pizzas no
Sérvio. Ora, isto significa que a próxima é uma "gentil oferta" dele...huuuummmm....por um lado tenho a palha, que é saudável e custa 1000 paus, por outro tenho a pizza que faz mal e é de borla....
Bolas...porque é que o Boliviano me entregou a chave??
(...)
Ahh...que se lixe...vou à pizza!!! Logo faço 5Km para compensar!!!

Amanhã...

Lago em Lilla Edet, Suécia


...começam as aulas de sueco. Espera-nos por isso uma nova e mais difícil pescaria. O objectivo é conseguir "produzir" alguns destes sons bárbaros e dizer algo como "Txaraan" quando chegamos e "Heidoooo" quando partimos. Chamar-me-ei "Tióóógue" e passarei a trabalhar na "Sóóóób". Quando for a Portugal, poderei misturar algumas palavras, confirmando assim o meu estatuto de emigrante. Nunca poderei na praia gritar enquanto despejo o tinto : "Jean Pierreeee!!Jean Pierreeeee!! Vien ici imediatamente mon petit estupor!!" ou pedir no restaurante: "beer, big one...but bem fresquinha!!", mas tentarei não defraudar as tradições que durante anos se espalharam pelas aldeias e areais portugueses. Quero ver se não me esqueço do azulejo com a santa para meter na entrada da vivenda "meu sonho" e o mercedes com a matrícula estrangeira já está encomendado. Para não ser confundido com qualquer taxista, evitarei o uso daqueles óculos escuros estilo "Cobra" e do bigode. Chamarei aos meus filhos Gustafsson e Ericsson e pintarei o cabelo de louro.

Bom, acho que estou pronto para as aulas!!

Ps - O neo-zelandês acabou de chegar. Está a chover e ele veio de bicicleta. Fiquei preocupado, não fosse ele ficar doente ou com falta de energias. Entretatanto e para me descansar, gentilmente arrotou duas vezes como que me dizendo nesses momentos de poesia: "Está tudo bem pá!! Comi que nem um alarve e estava só há espera de te ver, para demonstrar o quão reforçado e abundante foi o meu pequeno-almoço!!" Óptimo, assim fico bem mais descansado. Sempre gostei da partilha de experiências e culturas.

Notícias do dia

No DN, vejo esta notícia e deduzo que os trabalhadores da Opel (Azambuja) e respectivas comissões sindicais ainda não tenham percebido qual é o conceito de economia para os americanos. Infelizmente o nosso governo não tem qualquer peso nestas ocasiões...
No mesmo jornal, confirmo que a trégua no médio oriente é tão real como o interesse dos americanos em "ajudar os povos". Com cobertura dos EUA e sem que as NU tenham capacidade (bélica entenda-se) para fazer seja o que for, Israel pode decidir o que fazer, como se não fosse um dos peões do tabuleiro. Na luta contra o terrorismo leio algo que me assusta e me faz pensar onde estaremos seguros?
Nas artes, registo para o novo livro de Saramago (As pequenas memórias) e para a "defesa" de Grass por parte do Nobel português.

As bagas (III)


Uma luz acendeu-se no meu destino e afinal pode ser que o tempo seja o mestre. Passada a fase do boca-doce e do mandarim e já com razoável sucesso no Tiramissú, eis a nova aventura. Depois da apanha das bagas descrita aqui, os anfitriões desse momento devolveram-nos a visita. Preparámos um piquenique ao detalhe. Até comprámos umas daquelas malas que trazem os pratos, talheres e copos todos bonitos...o nosso amigo sueco ficou particularmente encantado com a elegância dos copos (sim, porque eram de plástico mas tinham pé alto!!) e aquela mala "sport billy" foi um sucesso. O chouriço "pata negra" que a Teresa, Ana e Sónia nos trouxeram e o tinto alentejano com as cervejolas "Abadia" que o meu Pai&Anabela por cá deixaram, fizeram o resto. A "cereja no topo" foi a tarte que tentámos fazer com as bagas. Quando saiu do forno, confesso, o aspecto não era o melhor, mas estava absolutamente deliciosa. O creme de baunilha, também feito por nós, ajudou a dar o "toque sueco".
Na imagem está a última fatia, de uma tarte que durou apenas algumas horas.
Depois do Tiramissú, foi a minha segunda obra de arte. Claro que não fiz tudo sozinho...foi uma "joint-venture" com a Sofia :) Mas eu é que eu espalhei a massa na base e aí reside todoooooo o segredo da coisa!!!

O Rui



Quando era pequeno tentei explicar ao meu pai, por todas as formas e feitios, que não tirava as mãos dos bolsos não por preguiça ou comodidade. Fazia-o apenas para evitar males maiores. A minha falta de jeito manual é algo que nunca conseguirei entender. Atinge o limite do impossível. Já consegui fazer um boca-doce intragável (algo que é só juntar leite e pó!!!), já consegui fazer pudim mandarim e não meter açucar, é normal ficar com o "anel" na mão sempre que abro uma lata (e a lata fica fechada), enfim, podia agora gastar mais 1000 linhas a enumerar outros tantos exemplos, mas não é esse o tema de hoje. Não resisto porém a dizer que no sábado montei um candeeiro e consegui partir a cabeça de um parafuso. Ora, quantas vezes na vida é que ficamos com a cabeça de um parafuso na mão??? Bom, depois de partir tudo o que consegui, lá montei o candeeiro. Eu até tenho boa vontade, jeito é que nenhum e deve ser por isso que recorria aos "préstimos" do meu pai para me safar dos trabalhos manuais na escola. Terei certamente outras qualidades (todos temos), mas meus amigos, com as mãos sou uma desgraça.

Esta introdução (longaaaa) vem a propósito do Rui. Conheci-o algures no início de 2005. A ocasião era a "ajuda" para pintar a casa de Setúbal. O Rui é o pai da Sofia e como é óbvio nestas situações eu queria causar boa impressão, ou pelo menos, não causar muito má...Enquanto eu e a Sofia fomos trabalhar, o Rui foi adiantando "serviço" e começou por forrar o chão da casa toda para evitar os pingos no chão e afins. Eu, como saía mais cedo do que a Sofia (vantagens de trabalhar na Autoeuropa :)) fui andando para casa para "ajudar". Mal cheguei e sempre tentando causar boa impressão, fui forrar os rodapés. Escusado será dizer que ficou tudo mal..."estava nervoso, as mãos tremiam", pensei. Depois, já de trincha e rolo na mão, fui salpicando as paredes todas e deixando tinta a escorrer por todo o lado. Num quadro impressionista teria sido um sucesso, mas naquelas paredes não era o pretendido...O Rui, sempre paciente e simpático lá ia "tapando os buracos" e sempre com um sorriso sincero, não me deixava sentir tão mal. No entanto e apesar do Rui provavelmente pensar "como é que é possível??", eu ainda tinha reservado a minha "master piece" para o fim. Entre um sobe e desce de escadote, tropecei na ÚNICA lata que estava em todo o chão da casa. Uma, apenas uma lata estava naquele chão e eu consegui dar-lhe um pontapé, vertendo os 20L de tinta que lá estavam...O Rui tinha forrado o chão para o proteger de pingos e eu acabara de entornar LITROS de tinta. "Já está!!!", pensei...."Isto sim, é deixar uma marca..", acrescentei. Qualquer pessoa ficaria com os nervos à flor da pele, com tanta asneira. Mas o Rui não...ajudou a limpar, sempre com paciência e sem nunca perder a boa disposição. Passado este episódio, digo com agrado que tenho conhecido o Rui ao longo destes quase 2 anos e que tem sido para mim um infindável prazer. Simpático e paciente, parece nunca perder o sorriso, além de cozinhar como poucos.

O Rui hoje faz 58 anos e esta é a minha forma de o homenagear. Achei que a Elis Regina e o Tom Jobim me podiam ajudar a compor o momento, afinal, festa é festa :)

Muitos parabéns.

1 abraço

Tiago

sexta-feira, agosto 18, 2006

Estou cansado

O meu pai costumava dizer-me: "nasceste cansado" dada a minha natural facilidade e até perícia para me sentar, arrastar os pés, encostar a qualquer parede e nunca tirar as mãos dos bolsos.
Embora isso seja verdade e engonhar se tenha tornado entretanto uma forma de arte, tenho-me sentido mais cansado do que é normal. "É da idade...já não tenho vida para isto", penso.
Trabalho desde os 24, tenho 29...pergunto-me se não estará na altura da reforma? Ou então, quem sabe se o Zé (Sócrates) não me arranja um tacho na Assembleia da República? Em termos de actividade seria mais descontraído do que uma reforma e ainda podia dormir calmamente como o resto da malta naqueles cadeirões, que pelo menos na tv parecem bastante confortáveis. Claro que em casa poderia desligar a tv quando as baboseiras ditas ultrapassassem as 10 por minuto, já "in loco" tudo seria diferente, uma vez que não tenho a opção "off" instalada nos ouvidos. Assim, sabendo eu de antemão que o Pedro (o Santana) resolveu voltar para o parlamento (para um tal PPD/PSD...), a probabilidade da minha doce reforma se transformar numa profissão de desgaste rápido tornar-se-ia real, pelo que não será essa a melhor escolha.
E autarca?? Eu acho que daria um bom autarca...podia ficar com o pelouro dos andaimes na câmara de Lisboa. Desde que nasci que os vejo aos milhares pela cidade, portanto deve, na minha opinião, existir alguém que se responsabilize por eles. Só pelos andaimes, nada mais! Não queria tratar das obras e afins, não, nada disso! Isso era coisa para dar muito trabalho! Tinha que escolher de que construtor civil queria receber luvas, tinha que receber uma casa em zona protegida, tinha que estar sempre a ouvir aquele gajo dos óculos da Quercus, tinha que discutir por tudo e por nada com o Sá Fernandes...não, isso também não era para mim!
Autarca talvez não seja a resposta. Reforma ou esperar por ela de uma forma descansada...é isso que eu quero!
Então e se fosse para "sombra de político" ? Isso é um cargo interessante...bastava vestir um fato azul com gravata amarela e usar aquele cabelo "acabei-de-sair-do-seminário-mas-acho-super-bem-esta-franjinha-em-cima-dos-olhos-igual-a-todos-os-meus-amigos-fofos". Depois era só aparecer atrás de um Paulo Portas numa conferência de imprensa e abanar a cabeça em sinal de aprovação (sempre a sorrir, esta parte é muito importante), sempre que ele respirar. Isto sim era tacho para estar descansado...mas por outro lado tinha que estar a 1m do P.Portas, o que me provoca arrepios só de imaginar. Depois o meu cabelo tem muitos caracóis para o referido penteado...bolas, também não dá!!
E comentador de bola??Epá...isso é que era!!! Eu gosto do desporto-rei, dificilmente seria imparcial (não quero ser original!!!) e acho que também consigo dizer: "Aí está Liedson, 26 anos, 1 metro e meio, 40Kg, nado e criado em terras de Vera Cruz, fã de Robert de Niro e de bóbó de camarão, ex-empacotador do Pão de Açucar...pára na coxa e cola na grama. Sente uma brisa e cai...penalty, sem margem para dúvida!!"...mas calma, depois teria que falar com os "expert" da bola como o Mozer e ouvi-lo dizer "simão sábõrósa", aguentar o Vitor Manuel e aquela voz de bagaço, ou aturar o Toni depois de 1L de rosé...huuummm...talvez não seja bem o que procuro...
Bom, não chego a nenhuma conclusão...
Reparo agora que são 3 da tarde, o que significa que a minha semana está feita. O Banji hoje não cheirava mal, o Neo-Zelandês não comeu a maçã e só arrotou de boca aberta duas vezes, pelo que foi um dia porreiro.
Como não me surgiu qualquer ideia para a reforma, voltarei 2f...até lá, bom fim-de-semana para todos.

Tiago

E porque hoje é 6f...

Lisboa, Terreiro do Paço














...e o sofá não quer companhia para o fim-de-semana, aqui ficam algumas sugestões.
Para quem já não tem férias e quer dar uma "escapadela" no fim de semana a Tap está com uma promoção para Barcelona (69 eur s/ taxas - Lisboa) e para Estocolmo (149 eur - Porto e Faro).
A Tagus está com um pacote para Roma (avião+4 noites) por 400 eur e uma promoção para Bilbao (46 eur - só avião). Para quem quer ver a exposição de pintores Russos patente no Guggenheim (muito boa segundo reza a "crítica"), é uma excelente oportunidade.
Deixando o avião na garagem, há Flamenco hoje no Porto com entrada gratuita (21.30h nos jardins da Casa da Bonjóia ). Em Portimão, hoje e amanhã, sobe ao palco do auditório municipal a ópera Madame Butterfly (10 eur).
No cinema destaque para a estreia de "Sonhar com Xangai" e claro, para a "obrigação" da geração de 70 ir ver o "Regresso". Não interessa se é bom ou mau...é o homem-bala e ponto final. As memórias de outros tempos obrigam-nos a ir.
Para quem gosta de artesanato, turismo e patuscadas, começa hoje mais uma edição da Fatacil em Lagoa (os Xutos tocam lá amanhã :)).
Um fim de semana passado numa Pousada de Portugal aproveitando os descontos de última hora, também me parece uma boa escolha para o fim de semana.
Nas praias, a sempre fantástica e tranquila costa alentejana, nomeadamente a Comporta e o Malhão (entre V. N. de Mil Fontes e Porto Côvo).
Se nada disto agradar e se o sofá for mesmo o fiel amigo, então porque não convidar o "Fiel Jardineiro" em DVD para se juntar à festa?

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...simplesmente brilhante :)
E se tiverem um alemão por perto, dá sempre jeito...

Passando os olhos pelo DN...


...concluo que não suporto mesmo esta mulher e toda aquela pose de "que saudades do Estado Novo, da nobreza e do sangue azul, isto da plebe a correr de um lado para o outro é uma chatice!!". Vejo que o Isaltino até se pode entalar, o que seria algo inédito em Portugal e por isso me deixa feliz. Algo me diz que se ele tivesse (ainda) o apoio do PSD, seria mais um Valentim, mas veremos...só acredito depois de ver.
"Lá fora" tudo na mesma. Na Palestina a confusão perdura e no Líbano tenta-se que o exército libanês desarme o Hezbollah. Tendo em conta que o Hezbollah é o único dos dois com real capacidade militar, quase que se adivinha o passo seguinte (bravo ONU !!).
No Kosovo os 90% de Albaneses tentam negociar a independência (apesar da brutalidade dos Sérvios no conflito que durou até 99, se o Kosovo for independente vai abrir um precedente grave para futuras vagas de emigração).
Na secção "boa vida" (que eu nunca perco :)) descubro uma das 10 melhores praias do mundo, algurem em Ko Samui, uma ilha no Golfo da Tailândia.