sábado, janeiro 30, 2010

Cold & Play

Ouco por aqui que este é o inverno mais bonito dos últimos anos.
A definicão de "bonito" varia de boca para boca. Para mim um inverno bonito é aquele em que uso t-shirt. Para os habitantes da costa oeste, mais precisamente Gotemburgo, bonito é um inverno sem chuva e com temperaturas negativas que permitam a chegada da neve.
O prato favorito da cidade é mesmo chuva e vento, pelo que, a ausência destes torna tudo mais harmonioso.
Até sou capaz de concordar. Detesto chuva. E diga-se em abono da verdade que zero graus, chuva e vento aborrecem mais do que os discursos do Chavez nas manhãs de domingo.
Mas...vamos lá a ver uma coisa, não é necessária tanta "beleza".
Estão -13 graus lá fora. À noite a coisa aperta até aos -20. Um pouco abaixo de zero já é bonito qb, assim, mal meto os pés na rua já estou a chorar por um duche quente.
A pele rasga-se com o frio, os ossos congelam e o cérebro roda em torno da mesma mensagem "quero ir para casa, quero ir para casa, quero ir para casa!".
Decididamente é beleza a mais para mim.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Debate na AR sobre o OE

Morno, muito morno.
Um Sócrates visivelmente cansado que ainda assim chegou para as encomendas.
Um cafuné à direita para Portas por viabilizar o OE. Este, como tem feito nos últimos 15 dias, cobriu-se de elogios pelo servico prestado à Nacão. Não realcou o papel do CDS entenda-se, foi mesmo ele, Paulo Portas, o Robin dos Bosques.
Manuela ao seu nível. Péssima a debater e a dar tiros nos pés em cada 2 frases.
Loucã e Jerónimo, infelizmente, usaram a mesma táctica e desviaram do orcamento para falar dos enfermeiros que estavam na rua aos gritos. Continuam a tirar aproveitamento político de toda e qualquer luta corporativa. É pena. Não me parece a melhor maneira de fazer oposicão e muito menos de se constituirem como alternativa. Ganha Portas que perante a nulidade reinante comanda a oposicão com o clássico "em terra de cegos quem tem um olho é rei".
E isso sim, é mais preocupante.
Nota positiva: a intencão do governo de comecar a reduzir o défice.
Veremos.

A marselhesa



A Argélia perdeu o acesso à final da taca das nacões africanas depois de uma derrota por 4-0 com o Egipto.
O jogo aconteceu em Angola.
Em Marselha, noutro Continente, uns quantos argelinos, chateados com o resultado, resolveram partir e incendiar tudo por onde passaram.
Pergunto-me: qual será a reaccão do comum francês, habitante em Marselha, ao ver tamanho caos? Porque que raio tem ele que sofrer as consequências de um protesto violento sobre algo que aconteceu a milhares de quilómetros de sua casa?
E isto claro, se esquecermos entretanto que um jogo de futebol não pode servir de desculpa para a destruicão. Aqui ou na China.
Quererá esse francês receber mais Argelinos em Marselha?
Quererá receber mais Africanos em Marselha?
Quererá receber imigrantes de qualquer paragem?
Eu acho que não.
E mesmo sabendo que os franceses são conhecidos pela sua xenofobia, quem é que os pode criticar ao ver a destruicão que os imigrantes, nomeadamente do Magreb, causam todos os anos?
Honestamente, se tivesse no lugar de um habitante de Marselha, depois de ver esta confusão desejaria com todos os átomos que a polícia os metesse no barco de regresso.
Au revoir.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

I just call to say I hate you

Se fosse eu a ditar as regras do mundo, a indústria do papel só existia para o fabrico de "papel de embrulho em todas as suas variantes.
Já folhas A4, contratos, impressos e coisas do género não existiam.
Reparticões, secretarias e todos os sítios onde se preenchem e guardam papéis figuravam apenas como um futuro distante nos filmes do Star Wars. Mais de metade da funcão pública trabalhava na agricultura, pescas, indústria, turismo, etc.
E isto porquê? Porque eu detesto reparticões e tudo o que mete papelada. A palavra deveria servir como verdade absoluta, está dito, está dito, não é preciso meter num papel que nunca mais vou encontrar.
Aqui há uns meses levei uma multa por ter pago o estacionamento. Como parti do princípio que se tinham enganado ou que o emel em questão tinha trissomia 21, telefonei para a polícia.
Atendeu-me uma máquina (não há um servico publico na Suécia onde uma pessoa responda a um telefone) que me explicou que para falar com a polícia só por carta ou então tinha um servico central, o único onde se falava com um ser vivo, que ficava lá em cima no circulo Ártico.
Muito bem. Liguei e expliquei o caso. A resposta foi simples: "Primeiro pagas, depois escreves a carta com a reclamacão e depois logo se vê".
Entretanto passaram 3 meses e hoje quando acordei lembrei-me disso. Podia ter pensado em cérelac, no Arco do Triunfo ou neste gelo que me rasga a pele. Mas não, pensei na multa.
Liguei para o Ártico novamente (Kiruna) e perguntei: "Pode dizer-me como está o caso?"
Ela: "Não sei, não tenho esses dados."
Eu: "Então quem tem?"
Ela: "A polícia de Gotemburgo. Tem que falar com eles."
Eu: "Com a máquina?"
Ela: "Não. Eles têm um servico de atendimento ao público que funciona das 9 às 11"
Eu: "Da noite?"
Ela: "Não, da manhã"
Eu: "Têm uma pessoa que se senta ao lado do telefone 2h por dia?"
Ela: "Sim"
Eu: "Muito bem, vou ligar nesse intervalo de tempo. Estou um bocado aborrecido com isto...sempre são 50 eur e já espero há 3 meses"
Ela: "E pode esperar mais uns 2 meses! Eles estão cheio de trabalho!"
Eu: "Como é que sabe? Não disse que não tinha informacão de Gotemburgo?"
Ela: "Piiiiiiiiiiiiiii"

Depois, como estava com a mão quente liguei para as financas.
Eu: "Bom dia, estou a ligar por causa do nome do meu filho...ele já nasceu há 10 meses e continua com o nome errado"
Ele: "Pois, é porque eu não tenho aqui o documento que prova a nacionalidade do bébé"
Eu: "Ahh....eu digo-lhe, é português"
Ele: "Pois, mas tem que enviar uma cópia do passaporte"
Eu: "Ele não tem passaporte, tem BI português"
Ele: "O que é isso?"
Eu: "É uma identificacão usada em Portugal e aceite na UE onde por acaso está a Suécia"
Ele: "Bom...mande uma cópia, um papel assinado por duas testemunhas que comprovam que ele é ele, cópias dos passaportes das pessoas e depois eu vejo se esse documento é aceite ou não"
Eu: "Espere lá...primeiro reviro o mundo e depois você vê se serve?"
Ele: "Pronto, pronto...mande lá a cópia do BI e fazemos isso. Mas tenho que ver se a lei sueca aceita este nome e...."
Eu: "Se aceita o nome?"
Ele: "Sim...ele tem dois nomes próprios e..."
Eu: "Não tem não. Um nome próprio e dois de famíla, mãe e pai"
Ele: "Humm...estou a ver. Mande lá o papel então."
Eu: "Assim que o receber despacha isto rápido não é? Uma semanita e..."
Ele: "Um mês pelo menos, tenho muito trabalho."
Eu: "Um mês para escrever um nome numa base de dados? Vai gravar na pedra como os Romanos?"
Ele: "Piiiiiiiiiiii"

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Life is old there, older than the trees, younger than the mountains, growing like a breeze



Depois de ver a quantidade de estrelas que hoje pisaram o relvado da Luz, sinto uma ligeira (ligeirinha vá) vontade de dizer que:
- O Valdo continua com uns pés de ouro, o Schwarz ainda desenrascava o lado esquerdo melhor que o Peixoto, o Veloso continua a aviar fruta como gente grande e o Magnusson anda a comer, assim por alto, 2kg de salmão em cada refeicão.
Deliciei-me a ver aquela malta de vermelho...que saudades.
Uma palavra para o público que compareceu em massa (mais de 50.000...) e assim contribuiu para a ajuda ao povo haitiano.

Talk to Zézé

O Wall Street Institute resolveu usar o maior cromo do barlavento algarvio como imagem de marca. O Zézé.
Já me tinha esquecido que esta espécie de vergonha nacional existia. Pergunto-me quem será o génio publicitário que nos bastidores idealizou esta campanha.
Qual é a mensagem?
"Venha falar inglês como o ZéZé Camarinha" ou "Até ao Zézé Camarinha conseguimos ensinar inglês!" ??
Seja como for parece-me infeliz. Para ser simpático.
Para o Zézé, personagem que vive do que vai pingando, isto é como um bilhete premiado da lotaria. Pouco importa o ridículo...desde que caia algum. Já ao Wall Street, nomeadamente ao rapazito que se lembrou disto, uns valentes acoites com cinto de couro serviriam de massagem terapêutica.

Deixem passar esta linda brincadeira

Mais uma coisinha que me esqueci ali atrás.
Aquele grupo de gigantones que o Alberto João controla na AR, 4 se não me engano, está a fazer barulho para ver se uma lei, bem jeitosa por sinal, é aprovada no parlamento.
E o que diz esta lei? Que a região autónoma da Madeira deve receber uma verba maior do governo central.
Como? Importam-se de repetir?
Nem quero saber os detalhes.
Mais dinheiro para a Madeira?
Está tudo doido ou não há limite para a cara-de-pau?
Sinceramente...oferecam a Madeira aos espanhóis e mandem o Alberto João num embrulho bonito.

"Não deixo o meu país sem orçamento"

O Paulo Portas é a prova viva de que não há memória na política portuguesa. Tudo, mas rigorosamente tudo, é permitido a esta classe. A nossa indiferenca enquanto povo e a suprema lata destes camaradas criam a simbiose perfeita para que o artista em questão, do alto da sua nova dentadura, diga a frase que está ali em cima, com ar de D. Sebastião e de político responsável e preocupado. Curiosamente, o mesmo personagem que, enquanto ministro da defesa, comprou 2 submarinos cuja utilidade ninguém percebe, num negócio (mais um) ruinoso para o Estado e, pérola das pérolas, num esquema de pagamento que até ver tem 24 milhões sem paradeiro. Mas isto...é como tudo na vida, mais milhão menos milhão, amanhã é sempre um novo dia e já ninguém sabe o que é que jantou ontem.
Vejo uma fogueira enorme. Todos os dias alguém lá mete um "tarolo" novo.
Oxalá me engane.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Bowling head


Ai os choques culturais.
Que bons momentos me proporcionam estas diferencas.
Que bom é aprender assim.
Entro no cabeleireiro e avanco convicto: "É para rapar com pente 4 sff!"
Ela: "4?? Olhe que faz muito frio! Você vai congelar!"
"Pente 4 em Portugal não é assim tão curto...", pensei eu.
E insisti: "Não há problema...estou habituado a pente 4!"
"Bem...você é que sabe...", disse ela.
Sentei-me, ela puxa da máquina e mete a lâmina.
Mal me dá as duas primeiras machadadas diz:" É que estão -5 graus lá fora...4mm de cabelo não é quase nada...espero que não chore no fim."
"4 mm?? O que é que quer dizer com 4 mm??", perguntei já agarrado aos bracos da cadeira.
"Então...pente 4 é isso mesmo...4 mm."
Olhei para o espelho e já tinha duas auto-estradas na mona.
Nada a fazer.
Limpou-me o couro cabeludo como quem apara um campo de golfe.
No fim, enquanto olhava para o espelho e via um reflexo de um gajo acabado de sair da quimioterapia ela perguntava: "Então? Gosta?"
Abanei para baixo e para cima. Sem piar.
O Diogo olhou assim um pouco de lado. Se soubesse falar acho que diria: "Quem és tu pá?"
Meti o gorro na cabeca e fui para casa.
Voltei a olhar para o espelho.
A coisa é grave.
O gorro, esse fiel companheiro, ficará agarrado à minha cabeca pelo menos até Marco.
Faca chuva ou faca sol.

Eu gosto muito de circo...

...mas espectáculo a valer, daquele que merece camarote e porto de 74 (dizem que foi um bom ano), são estes diálogos ricos em variantes da gramática portuguesa.
A não perder:
- este, este, este, este, este, olha já agora este, e porque não este antes de terminar em beleza com este.

Mas o que é que realmente importa aqui? O que se diz? Não. O que importa é que por qualquer buraco idiota da lei nada disto vale em tribunal.
Espero ainda ouvir o senhor que não controla a flatulência dizer que aquela voz não é dele e que se trata de um imitador.
Será possível este gajo bater a bota sem antes acariciar os costados no resort do Linhó?

Receba as flores que lhe dou e em cada flor um beijo meu


Desde que o poeta Alegre perdeu a eleicão para o papa-bolos de Boliqueime que ouvimos, de 15 em 15 dias que "o Manuel alegre tem 1 milhão de votos".
Mas tem onde?
Guardados em casa num armário de mogno? A rechear o colchão da colunex? Empilhados na arrecadacão?
Onde estão esses votos?
Ele teve esses votos numa eleicão passada. É verdade. Mas quem é que garante que os eleitores mantêm a intencão de voto?
Alegre passou todo o mandato do Cavaco a preparar esta candidatura. Aproximou-se do Bloco com a intencão de "unir as esquerdas", contrariou em tudo o que conseguiu a sua bancada no parlamento para se distanciar um pouco do PS e do governo, andou a pisar o risco meses a fio com a hipótese de sair do PS.
Enfim...no fim lá optou por sair da AR mas continuar no PS. É poeta mas sabe fazer contas.
Cavaco será em principio apoiado pela direita e centro (embora aqui seja de esperar uma divisão).
Alegre tem o Bloco a apoiar, alguns movimentos de cidadãos e pouco mais. O PCP até é capaz de desistir de um candidato próprio em favor de Alegre mas sem o PS, o senhor Silva não sai de Belém. A matemática é simples e foi por isso que Alegre passou os últimos anos a malhar com a esquerda no PS e a fazer cafuné com a direita. Convém passar a ideia de independente e revolucionário, mas claro, na hora da verdade são necessários os votos do PS.
Confesso que gostava mais de Alegre antes de ver as cambalhotas que deu para se apresentar a esta eleicão.
Ficará tudo na mão de Sócrates. Pode até ser que o Alegre tenha o vento a favor...o sr. Silva já teve melhores dias com o José, por outro lado, Cavaco poderá pagar um preco alto pela sua intromissão nas legislativas em favor de PSD.
Confesso que não vejo em Alegre o perfil para PR. Mas quem é que poderia ser uma alternativa melhor?
O Toneca? Anda ocupado com os esfomeados.
O Vitorino? É muito baixo e não larga a mama dos bastidores por nada.
O Carvalho da Silva? É muito fresco e está muito ligado ao PCP.
O Jaime Gama? Elogiou a democracia na Madeira pelo que não está apto para o cargo.
O Almeida Santos? Está cansado.
O Mário Soares? Epá...deixem o homem em paz.
O Freitas? Anda ocupado a dar pareceres pagos a peso de ouro. Mas...tem perfil e estatuto. E até já virou um pouco à esquerda...huumm...podia ser.
Se a esquerda toda se juntar à volta de Manuel Alegre ele terá sérias hipóteses. Nesse cenário o meu voto é claramente dele.
Se a esquerda se dividir, então, há que contar espingardas e ver quem são os outros camaradas.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Os deuses devem estar loucos

"Destacados serviços prestados ao País no exercício das funções dos cargos que exprimam a actividade dos órgãos de soberania ou na Administração Pública, em geral, e na magistratura e diplomacia, em particular."


O que é isto perguntam vocês?
É a justificacão oficial para que Santana Lopes possa ser condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
Pouco importa se todos os ex-PMs foram condecorados e se isto é mais ou menos chapa 5.
Que servico prestou Santana Lopes ao país?
Assim de repente só me lembro do destacado servico e favor que ele faz ao país de cada vez que embarca na Portela com destino a outro continente.
Mas para uma cruz ainda por cima grã, parece-me pouco.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

O organizado

Nunca foi o meu forte.
Confusão sim, aí estou em casa.
Agora organizacão...não é a minha praia.
Contudo, no que toca a este conjunto de palavras que gosto de juntar e imaginar que fazem sentido, a música é outra.
Cada tema no seu quintal.
Assim, quando me quiser armar em Luis Freitas Lobo, escreverei aqui, por outro lado quando me sentir um Goncalo Cadilhe colocarei umas letras aqui.
No Albarcuel, e como me parece óbvio, continuarei a falar de culinária.
Agora, importante e urgente, era que alguém me explicasse como é que um puto de nove meses consegue encher 5 fraldas antes das 3 da tarde.
São rosas senhor, são rosas...

sábado, janeiro 16, 2010

Can you hear the drums Fernando?

Cheguei a tempo de apanhar a última meia-hora do debate quinzenal que aconteceu esta semana no parlamento. Estou certo que perdi umas quantas pérolas mas ainda apanhei algumas gemas.
Discutia-se o ensino superior e a necessidade de ter mais portugueses nas universidades. O governo apresentava uma proposta que, se bem percebi, era mais ou menos isto:
o interessado em ir para a universidade pode a partir de agora (se a lei for aprovada) junto da banca contrair um empréstimo para financiar os seus estudos. Deixa de ser necessária a assinatura dos pais porque o Estado funciona como garantia.
Há inúmeras formas de criar uma lei destas. Se bem conheco a banca portuguesa não devem entrar nisto por caridade...
Mas, duas coisas passam a ficar garantidas, a saber:
1 - Qualquer português por muito pobre que seja consegue estudar no ensino superior, se for essa a sua vontade
2 - Responsabilizacão do indivíduo já que, a partir desse momento passa a usufruir de uma certa independência económica e quanto mais tempo demorar no curso, mais terá que pagar.
Há um conjunto de dúvidas que o debate não esclareceu, pelo menos para mim.
Qual será a taxa de juro? Um aluno que faca um empréstimo destes pode ainda assim ter uma bolsa da accão social? Há alguma fatia do empréstimo a fundo perdido (ou seja, paga pelo Estado)?Como é que o indivíduo paga ao banco se depois do curso não arranjar emprego?
Enfim, há uma série de questões que devem ser discutidas, mas, como tentativa de abrir o ensino superior a qualquer bolsa, parece-me uma boa iniciativa.
Não é propriamente a descoberta da pólvora. Na Escandinávia já se faz isto desde que os Vikings se converteram aos Cristianismo. Mais semana, menos semana.
Qualquer miúdo na Suécia é independente dos pais aos 18 anos. Recebe uma bolsa do Estado (e aqui não sei se é só dinheiro dos impostos, mas acho que sim) e assim que comeca a trabalhar vai devolvendo parte desse dinheiro (uma fatia é a fundo perdido) em prestacões suaves. Como aquelas que a Singer fazia há uns anos.
De uma bancada da oposicão (PSD se não me engano) saltou logo o grito "é meter uma corda ao pescoco!". Ora...eu já não sei o que é pior, o Sócrates com as estradas ou a oposicão inexistente. Não há nada, rigorosamente nada que o governo apresente que não seja criticado pela oposicão. Na legislatura anterior faziam o mesmo mas agora têm poder negocial e esse, num país como o nosso, é que é o perigo.
Se o estado conseguir que a banca não explore muito esta lei (ou seja, se apertar com eles nas taxas de juro), então teremos que reconhecer que as portas da universidade passam a estar abertas a qualquer um que queira estudar e não se importe de investir na sua formacão.
Mas não é só o aluno a beneficiar. Os pais podem ter uma situacão financeira mais confortável numa idade menos avancada. Apoiar financeiramente até aos 18 é uma coisa, até aos 30 é outra. O sol quando nasce é para todos. E por favor...poupem-me a moralismos de "quando se gosta de um filho não nos importamos de o sustentar até aos 50 anos".
Gostar de um filho é fazer tudo ao nosso alcance para que, quando o momento chegar, ele esteja preparado para o mundo real e olhe para ele sem medo.
A minha geracão e a actual, são aquelas que mais tarde saiem de casa dos pais. Uns por comodismo, outros porque o salário não chega. Uma pessoa que escolha um curso com saída e peca este empréstimo, terá a sua independência muito antes dos já usuais 30 anos.
Parece-me por isso uma medida bastante positiva.
De todas as intervencões, foi a de Francisco Loucã, personagem com quem até simpatizo, que mais me enervou.
O governo apresenta uma medida nacional, para cobrir da melhor maneira possível as carências existentes no apoio financeiro aos mais necessitados.
O que faz Loucã? O costume.
Esquece a floresta em discussão e vai buscar uma árvore marreca para tentar tapar o cenário todo. Desta vez, um aluno qualquer de uma universidade atrás do sol posto, estava aflito porque esperava há 5 meses por uma decisão da accão social referente a uma bolsa.
Sim senhor, é uma situacão chata. Mas o que quer Loucã? Que o Sócrates vá à secretaria da dita universidade perguntar qual das senhoras que lá trabalha anda a dormir?
Por favor...são estes os contributos que a oposicão dá? Com alguma sorte até aparecem no resumo do telejornal a dizer estas patacoadas.
Enfim...se a banca não for chupista, espero que esta medida seja aprovada.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Haiti

As imagens e relatos que vão chegando do Haiti são dramáticas.
Populares que tentam remover placas de cimento com as mãos. Fome, sede. O desespero que cada rosto ostenta. Corpos espalhados pelo chão. Edifícios destruídos como castelos de cartas.
Mais de 100 000 mortos. Um impacto semelhante a 30 bombas atómicas.
Catástrofe aqui é uma alcunha. Nunca se viu nada assim em pelo menos 2 séculos.
As imagens são aterradoras. Vê-las no conforto do lar deixa um sentimento amargo.
Era no meio daquela miséria que devíamos estar. A remover escombros.
Ainda por cima no Haiti...o país mais pobre do mundo, com uma enorme instabilidade política e sem condicões para responder às necessidades do momento.
A violência e as pilhagens devem estar por horas.
Deus não existe. Parece-me evidente.
É quando a natureza se chateia que percebemos verdadeiramente quem nós somos neste planeta.
Insignificantes, pequenos e impotentes.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Porque é que eu acho que o Benfica não vai ser campeão?


Porque, e para ser breve na resposta, tem tudo aquilo que em teoria se exige a um campeão.
Tem o melhor plantel, o melhor treinador (sapo engolido), joga melhor do que os seus adversários e é apoiado por uma massa adepta que faz corar de vergonha as demais.
Ora...e isso chega?
Em Espanha e Ingaterra sim.
Em Itália parece que não.
Em Portugal certamente que não.
A primeira volta do campeonato foi fértil em provas e não é preciso entrar em grandes teorias da conspiracão à la Octávio Machado. Basta andar com os olhos abertos e ser ligeiramente mais esperto do que um orangotango, Bruno Alves e outros primatas.
O Benfica foi a equipa que melhor jogou na primeira volta, acho que isso é mais ou menos aceite por todos. Pinto da Costa andou calado e deixou os lacaios do costume à solta. O jogo contra o Olhanense ou Porto B, foi elucidativo. Os jogadores da casa (principalmente os emprestados) distribuiram pancada como se não existisse amanhã. Notava-se perfeitamente na forma como jogavam que o interesse era provocar confusão, lesões e castigos. Foi um caldinho encomendado. Se dúvidas existissem bastaria seguir os restantes desafios do Olhanense para limpar qualquer dúvida.
Esclarecedor também foram os embates contra os outros dois candidatos, Braga e Porto.
Em Braga um golo limpo foi anulado e na Luz, uma escandalosa mão de Rodriguez passou em claro. Qualquer um dos erros grosseiro q.b. para se acreditar que foi um acaso.
O túnel de Braga também foi uma encomenda...e das boas. Sem qualquer pudor nem vergonha, arranjaram forma de expulsar o melhor marcador do campeonato, ele que por coincidência, foi um dos mais agredidos nessa noite.
Mas, como parece que a qualidade de jogo da equipa não abana muito e o Benfica não descola da lideranca, Pinto da Costa entrou em campo, já em desespero e recorrendo à old school.
Comecou a pressionar os árbitros, o David Luiz, a exigir um apito encarnado e a fazer promessas a mortos com a vitória no campeonato.
Ora isto é perigoso... como as escutas provam, se há gajo em Portugal que sabe o resultado antes do jogo comecar, é exactamente Pinto da Costa.
Ainda em relacão às escutas, gosto de ver o orgulho nas suas palavras quando se refere ao arquivamento dos processos. O que nunca o ouvi dizer, e deduzo que tenha que esperar sentado, é que as palavras proferidas naquelas escutas não são suas.
Sinceramente...só num país como o nosso, minado por corrupcão, é que um barco destes navega sem se afundar.
O Porto meteu a carne toda no assador e agora é só esperar pelos resultados. Há 20 anos que resulta, porque não agora?
A arbitragem contra a União de Leiria mostrou que quem sabe nunca esquece.
Há árbitros comprados, há adversários comprados, há observadores comprados.
É tudo por demais evidente.
Pode o Benfica ser campeão no meio deste lamacal ?
Pode, claro que pode.
Mas não basta ser melhor.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Hammer time

As imagens do assalto à ouriversaria em Almeirim, pela extraordinária violência que comportam, deveriam estar interditas ao grande público, seja no youtube ou num qualquer noticiário.
As agressões com um martelo são de uma realidade que jamais pensei existir em Portugal.
Fiquei chocado e apreensivo.
Para onde estamos a caminhar?
Inocentes agredidos no seu local de trabalho a martelo?
Mas está tudo doido?
Espero que a polícia apanhe esta gente e os mande para férias prolongadas no Linhó. Quanto ao agressor do martelo em particular, desejo ardentemente que, uma vez preso, seja sempre o último a sair do duche.

For your eyes only


A Grécia apresenta neste momento a pior economia da zona euro. Pelo que percebi o termo técnico é "estão com as cuecas na mão".
O FMI já está no país a tirar as medidas do caixão para encomendar as fatias de pinho.
Agora adivinhem lá quem é o próximo freguês.

domingo, janeiro 10, 2010

O 31 que não resolve

Acho que é uma estreia no Albarcuel, mas o beca-beca ali de baixo puxou-me o pé para o chinelo.

Silêncio que vem aí um faduncho.

O fado do 31



Resumo do fim-de-semana: comboio entalado na neve + atraso de duas horas = perdi o barco e lá se foi Riga.


Chateado? Não.

Haja Cartuxa e qualquer tasco parece o chapitô.

Mas adiante, virando o flanco ao jogo para coisas realmente importantes.

Aquele Saviolaaaaaaaaaaaa....não, não, coisas que realmente contam.

No blog do caramarada Ribeiro reparei nesta chamada de atencão para um artigo do Público sobre a geracão que entra agora no mercado de trabalho.

Há por lá vários links sobre o tema (precariedade) e sinceramente vale a pena passar os olhos.

Mais não seja para pensar.

Isto se formos capazes de parar com a lenga-lenga de culpar o governo pelo desemprego e coisas que tal.

Reparo que maior parte das queixas desta geracão, mais coisa menos coisa, são iguais às que saltitavam de boca em boca há 10 anos atrás, quando a minha geracão resolveu pegar na enxada.

Há uma frase que de tão repetida me vai causando náuseas: "Para quê estudar se não há empregos para licenciados?"

Ora...isto é uma aberracão. Há empregos, claro que há. Mas quem dita as necessidades profissionais do país, ao contrário do que parecem julgar, não é o Zé, é a nossa economia.

Pergunta: um gajo que tire uma licenciatura ligada a recursos hídricos e que viva no Dubai, onde cada gota de água é importada, poderá queixar-se da falta de sorte na busca de um emprego?

Poderá dizer que andou a estudar e que agora o Xá lá do sítio não lhe arranja nada?

Pode. Pode muito bem queixar-se. Mas é de ser estúpido.

Em Portugal não é muito diferente. Desde os anos 80 que comecou uma certa corrida às universidades com o objectivo único de ser doutor. Adoro esta ideia de qualquer licenciado em dobradicas de 3 furos ir a correr espetar um Dr. nos cheques. Daqui a umas décadas alguém explicará que Doutor é um grau académico diferente de licenciado (ou mestre segundo bolonha). Vá lá, vá lá que estamos um passo à frente do Brasil onde todo o gajo que meta uma gravata passa a ser doutor.

Avancando.

Universidade nasceram como cogumelos, apresentando cursos que ninguém percebia para que serviam e passámos a ter licenciados em áreas sem qualquer aplicacão na realidade nacional.
Claro está que o facto de se ter um grau académico e garantia de emprego passaram a figurar no prontuário nacional.

Nada contra quem quer seguir uma vocacão ou um sonho, mas convém perceber se o mercado tem espaco ou não antes de seguir para a praxe. Se o sonho for "designer de interiores de Iglús" não se podem queixar que queimaram pestanas a estudar materiais que não resistem ao frio e que agora estão a distribuir douradinhos. Haja bom senso.

O nosso país é dos poucos na UE que anda para trás. É dos poucos onde as condicões de vida (salários, custo, qualidade, etc) não melhoram nem à lei da bala. A classe média vai desaparecendo. Alguns passam a ricos, muitos passam a pobres. No entanto, e mesmo com salários por vezes vergonhosos, há profissões que têm sempre saída. Sempre.

Eu sei que um país não é feito apenas com economistas e médicos, mas convenhamos, as regras são claras e só vai às escuras quem quer.

Não há desculpa para a falta de informacão. Menos facebook e mais jornais e está lá tudo.

As regras são simples...se tirarem medicina, economia, engenharia civil e coisas do género, não precisam de ser os melhores e mais brilhantes do curso. Há lugar para todos. Claro que os melhores terão sempre melhores cargos, melhores salários...é a seleccão natural (excepto para a Fenprof), mas todos têm um espaco. Agora, se quiserem ir para áreas com muito poucas vagas no mercado (acho que todos sabem quais são, não quero ferir susceptibilidades) então têm que ter consciência que só os 3 melhores é que se safam (se não houver cunhas claro...).

A decisão de entrar nesta ou naquela universidade tem que ser tomada em consciência.

Claro que todo este blá-blá não apaga as más decisões dos sucessivos governos, as apostas nas áreas erradas, a corrupcão que mina qualquer hipótese de desenvolvimento, a mentalidade dos empresários que continuam a procurar o lucro através do salário baixo, a falta de aposta em quadros técnicos intermédios, etc. É certo que o nosso crónico e ao que parece, irremediável atraso, não ajuda a que todas as profissões tenham uma oferta que satisfaca a procura.

Mas se já sabemos isso, porque é que nos pomos a jeito?

Se alguém só se consegue imaginar feliz a trabalhar como bailarina...então tem que estar naquela pequena elite que se safa em Portugal ou então fazer as malas e ir para mercados maiores.

Eu respeito toda e qualquer profissão e acho que devemos lutar pelos nossos sonhos. Com unhas e dentes.

O que não consigo perceber é porque é que culpamos os demais pelo nosso fracasso ou porque nos achamos no direito de ter um emprego só porque pagámos propinas ao ministério da educacão?


quarta-feira, janeiro 06, 2010

Ó gente da minha terra


Faltavam pouco mais do que 15 minutos para entrar em licenca de paternidade quando me foi atribuída uma nova tarefa. O meu novo chefe perguntou-me "podes dar uma ajuda?".
Comeca sempre tudo com esta da ajuda...
Mas enfim. 'Não' continua a não ser parte das opcões por estes lados.
O rapaz comecou a desfiar o novelo e lá me explicou que estamos a concorrer a um novo projecto dentro da minha área de conhecimento e que por isso, dava jeito uma mãozinha.
Uma mãozinha aqui significa ler centenas de folhas com especificacões técnicas, imaginar como transformar todas essas especificacões em software, calcular o tempo de implementacão para cada uma dessas especificacão, o tempo necessário para validar o SW, o equipamento necessário, o número de pessoas e os conhecimentos que devem ter, enfim, o como e com quem necessários para a realizacão do projecto. No fundo, no fundo, um caderno de encargos.
Ele queria receber toda a informacão detalhada numa folha de cálculo (aka excel!!) para depois enviar o preco para o cliente.
A primeira pergunta que fiz foi "qual é a tua parte?" ao que ele respondeu "assim que tiver os teus dados, multiplico o tempo pelo custo por hora e calculo o custo total do projecto".
Ou seja, o gajo faz uma multiplicacão. É esta a parte dele. O resto é a "mãozinha".
Ainda se fizesse a conta de multiplicar à mão e com 5 casas decimais, mas nem isso.
Bom...explicada que estava a ajuda, restou-me fazer e não bufar.
Quem me conhece sabe que nasci para trabalhar com papel. É algo que me fascina. O tipo de folha, a forma como se cola às mãos, os relatórios, as tabelinhas com cores em excel, os power points...é todo um mundo de cor e alegria. E sempre muito organizado. Também aí sou um mimo. O power point como ferramenta de todos os sonhos daria uma tese de mestrado.
Há quem acredite que escrever uma série de generalidades num power point é um grande contributo para a sociedade. Normalmente, qualquer semelhanca entre o que se escreve no power point e a realidade, é apenas pura coincidência. Talvez por isso, ou também por isso, acabo sempre por cair no lado dos cépticos. Menos conversa e mais accão. A paciência já não abunda.
Mas...adiante.
Comecei a descascar a coisa e ao longo da semana tive sempre uma sensacão de familiaridade com tudo o que lia. Já mais para o fim, com quase todos os cálculos feitos e lembrando-me que a equipa onde trabalho tinha sido arrasada, resolvi perguntar: "olha lá, se conseguirmos ganhar este projecto, quem é que o vai fazer?"
O camarada olhou para mim e disse "pois, essa era outra coisa que eu queria falar contigo...".
Não há forma de uma frase destas ter um final feliz.
Simplesmente não há.
"Tínhamos pensado em ti, mas como estás em licenca tivémos que falar com outro colega menos experiente e assim sendo, dava jeito que trabalhasses pelo menos um dia por semana para dares algum apoio. É possivel?"
Ora...a minha intencão era desligar totalmente e esperar que com alguma sorte aquilo pegasse fogo.
O que disse eu?
"Claro, não há problema!"
Então e o preco para o cliente? Está despachado?
Estava, por acaso estava. Mas lembrei-me agora que me esqueci de uns zeros.
Pelo menos três.

terça-feira, janeiro 05, 2010

A recordacão...

Não sei se o fenómeno acontece aí nesse espaco entalado entre o Atlântico e Badajoz, mas por aqui, 20 anos depois, os Kaoma (ou a Ivete Maria) voltaram em forca para as noites suecas.

Imagino que seja só por aqui...

Bem, também foi por aqui que descobri, aí há uma semana, que ao contrário do que eu pensava, os Europe não acabaram um ano depois do "Final Countdown". Ainda mexem e já vão no oitavo álbum. Atentai no single que passa nas rádios locais. Em comum com os idos de 86 parece-me que só as calcinhas "ai que não respiro".

Mas voltando à lambada que vai fazendo vibrar os vidros locais. A música, como tudo na vida, rege-se por ciclos. Alguém dizia que já não se inventa nada e não me parece longe da verdade. Não sei se acontece o mesmo por aí, imagino que não, mas por estes lados, ouvir a lambada entre centenas de suecos proporciona um espectáculo grandioso. Mexem-se com a graciosidade de um hipopótamo no "Lago dos Cisnes" ou de um gigantone no sambódromo.

Só por isso, já vale a pena recordar os Kaoma.

Levantou poeira

Não tenho andado a seguir as notícias.
Não sei se o Paulo Portas fez um novo branqueamento do corta-palha, se o Sócrates se lembrou de mais uma auto-estrada "fundamental" para ligar Elvas a Estremoz ou se o Santana já apareceu para trabalhar na C.M.L.
Comecei a ler as gordas e parei na fotografia deste camarada. Pensei que fosse um arrumador de carros a quem tinha saído a lotaria. Alguns segundos depois percebi que era mais um brasileiro a caminho da Luz. Bom...não é assim tão diferente.
Com um nome tão sonante resolvi ir ao youtube para perceber quem é o rapaz. O vídeo tem todo o aspecto de ter sido martelado pelo empresário...mas é mauzito. Até assusta.
Enfim, pode ser só impressão.
O maestro percebe muito mais disto do que eu.

If i could turn back time



O mundo evolui a uma velocidade espantosa.

A tecnologia é cada vez mais complexa e nem com manual lá vamos.

Os computadores dominam o globo e tudo está escritos em bits e bytes.

No fim da primeira década do século XXI estamos muito próximos do mundo do master Yoda.

Sendo assim, a minha pergunta, que resulta de um conjunto de experiências altamente sofisticadas é:

- porque razão, desde que apareceu o primeiro computador que era um pouco mais pequeno que o Titanic, é que 90% dos problemas com a "tecnologia de ponta" se resolvem com um desliga/liga ?


Já mandamos vir uma bifana pela net, falamos uns com os outros em qualquer parte do mundo e até conseguimos ver um gajo a bater uma sorna debaixo de um coqueiro em Tuvalu, mas não encontramos nada mais avancado para resolver os problemas do que o "já tentou reiniciar a sua máquina?"