sábado, outubro 31, 2009

John Três Voltas

Ninguém duvida que em Portugal existem esquemas entre políticos e o sector privado. Acho eu que ninguém duvida.
Não é que se consiga provar alguma coisa, mas lá que eles enriquecem sem se perceber como, isso enriquecem. O esquema típico é este: uns aninhos como secretário de estado ou ministro a dar um jeitinho à empresa A, B ou C. Uma luva aqui, um favor para cobrar ali. Uma vez fora do governo anunciam "vou dedicar-me à minha profissão", que, coincidentemente cabe sempre na administracão da empresa A, B ou C.
Isto, é o que todos sabemos. E isto, é o que nunca se consegue provar. Porquê? Porque os partidos do centro + os amigos do largo do Caldas são entalados à vez, por isso, tu cocas as minhas e eu coco as tuas e como diria Ezequiel Valadas, todos mamam.
Honra seja feita ao PCP...não admitem que a primavera de Praga existiu, mas não se conhece um nome envolvido em suspeitas.
Armando Vara, que agora voltou a ser falado no processo "face oculta", é um daqueles cromos que sai mais vezes. É como aquela coleccão do Itália90 em que só faltava o Baresi para terminar, mas saía sempre o klinsmann. De 3 em 3 casos, lá aparece Vara no forró. Procurando pela net dá para ver que tem mimos espalhados por todo o lado. Confesso que só me lembrava daquela promocão ao escalão máximo da CGD um quarto de hora depois de lá ser encaixado. É o mal dos processos serem sempre arquivados, uma pessoa esquece-se.
Armando Vara deve ser dos políticos com mais suspeitas em cima, o que no entanto, não o impede de continuar na sua senda de altos cargos de encaixe político, reformas várias, prémios anuais e uma riqueza acumulada com que nunca sonhou quando descontava cheques em Mogadouro. É assim mesmo. A vida é curta e há que preparar um pé-de-meia para a doenca.
Os inimigos de Sócrates, entretanto enfraquecido, aproveitarão para dizer que fundou uma empresa em 19oo e troca o passo com Vara.
Este caso, chamado "face oculta", tem tudo para ser bom. Há uma mala com dinheiro, há tráfico de influências e até há uma empresa que trata do lixo. É certo que ninguém será preso e que mais cedo ou mais tarde arquivarão o caso, mas o enredo para nova série dos Sopranos está garantido.
Camorra, tremei!


...entretanto apetece-me cantar:




Well, you can tell by the way I use my walk,
I'm a woman's man: no time to talk.
Music loud and women warm, I've been kicked around
since I was born.
And now it's all right. It's OK.
And you may look the other way.
We can try to understand
the New York Times' effect on man.

Whether you're a brother or whether you're a mother,
you're stayin' alive, stayin' alive.
Feel the city breakin' and everybody shakin',
and we're stayin' alive, stayin' alive.
Ah, ha, ha, ha, stayin' alive, stayin' alive.
Ah, ha, ha, ha, stayin' alive.

Well now, I get low and I get high,
and if I can't get either, I really try.
Got the wings of heaven on my shoes.
I'm a dancin' man and I just can't lose.
You know it's all right. It's OK.
I'll live to see another day.
We can try to understand the New York Times' effect on man.

Whether you're a brother or whether you're a mother,
you're stayin' alive, stayin' alive.
Feel the city breakin' and everybody shakin',
and we're stayin' alive, stayin' alive.
Ah, ha, ha, ha, stayin' alive, stayin' alive.
Ah, ha, ha, ha, stayin' alive.

Life goin' nowhere. Somebody help me.
Somebody help me, yeah.
Life goin' nowhere. Somebody help me. Somebody help me, yeah.
I'm Stayin' alive.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Jesus Christ Superstar



A este propósito gostava de dizer o seguinte.
Estou encantado com estas tareias de meia-noite. A última vez que me lembro de vibrar tanto com uma equipa do Glorioso ainda João Pinto e Rui Costa jogavam juntos, os betinhos usavam Redleys sem atacadores, a Amarras existia e dava cartas, os Red Hot cantavam qualquer coisa sem a palavra "California" e "aBola" era a preto e branco com umas folhas tamanho lencol.
Mas isso não me impede de ser crítico.
Jesus percebe da poda, é um facto. Sabe conduzir homens, também é um facto. Mas é um labrego e por muitas goleadas que acontecam, nunca ficarei feliz com um espectáculo triste como aquele que ele deu no banco, esta segunda-feira.
Ele vibrou com o jogo e percebeu-se que se soltou totalmente quando a vitória ficou garantida. Lá para o quarto golo, pareceu-me. As picardias antigas que tinha com Manuel Machado vieram claramente ao de cima. Aquela desculpa (na conferência de imprensa) de que os 4 dedos eram uma mensagem para a defesa foi mais imaginativa do que as explicacões do Major acerca das escutas. Foi uma provocacão para o treinador do Nacional, ponto final. Como também foi intencional o grito que deu junto ao quarto árbitro na altura do segundo golo. É verdade que a arbitragem foi suja, é verdade que em cada jornada jogamos contra 14 mas nada, rigorosamente nada, dá o direito ao treinador do Benfica de se comportar como se estivesse na feira ou como se tivesse sido criado numa barraca. Espera-se elegância e acima de tudo, educacão. O Benfica não é o Beira-Mar, o Tirsense ou o Famalicão. É o maior clube português e lá por não ter na sangue azul na sua origem (como os Calimeros do Lumiar), não tem que ser gerido de mão na anca. Popular sim, saloio é que não.
Percebo por isso, perfeitamente, as declaracões de Machado no fim do jogo. "Há coisas que nunca mudam, nem que se pintem de amarelo, azul, vermelho ou que se encham páginas de jornais. Para mim na vida um vintém, é um vintém e um cretino, é um cretino."
Ouvi, encaixei e honestamente, tive vergonha.
Gosto dos resultados (quem não gosta?) mas não consigo ficar fã do estilo.

Para bandeirada não está mal

O julgamento de António Preto comecou (e foi adiado) ontem.
Gostei da confianca com que falou aos jornalistas. Gostei de o ver dizer que "quem não deve não teme", ou algo do género.
Agora, o que eu gostei mesmo, foi de ver o advogado defender a tese de que a mala com 150 000 euro que Preto recebeu, eram pagamentos ou adiantamentos de honorários devidos pelo seu trabalho enquanto advogado.
Espero bem não voltar a ouvir alguém dizer que advogado é uma profissão sem futuro em Portugal.

O Santana será vereador em Lisboa...

...se a distrital lhe fizer a vontade.
Não facam pá! Vejam lá isso.

terça-feira, outubro 27, 2009

Que perfeito coracão


O ritual é sempre o mesmo.
Levanto-me da cama puxado por uma grua. Bato nas paredes a caminho do duche. Como e leio as primeiras notícias.
Despeco-me do Diogo e ele, quem diria, brinda-me com sorrisos. Logo pela fresquinha.
Estou atrasado. Errado. Estou atrasadíssimo.
No elevador olho para o espelho e vejo como o cabelo está no sítio. Grande ideia esta de o rapar. Está sempre penteado. Menos trabalho = óptimo.
Abro a porta do prédio e vejo o céu. O céu?? O céu. Azul com um sol a encher a rua de brilho. Entro no carro bem disposto. Faco o caminho para a volvo com a alegria de quem vai para uma praia de águas claras. No caminho escolho a música certa. Sol, céu azul, pede algo nosso. Algo que traga Portugal e o sente ali ao lado. Vai a gaivota e um arrepio. Canto pelo caminho enquanto contemplo este fantástico dia. Uma claridade imensa logo às 8 da manhã….ok, 9 da manhã. Entre refrões lembro-me da meia-dúzia de ontem. A alma está cheia. Há quem diga, economistas presumo eu, que uma vitória do Glorioso corresponde a um aumento do PIB porque as pessoas, alegres, produzem mais. Talvez seja um bocado exagerado. Um bocadinho só. Mas lá que anima a malta, isso anima. E como sabem, pela voz do poeta, é só isso que fazia falta.
Estaciono em 4a fila, num lugar que se não me engano dizia "cu de judas", a tapar 2 ou 3 carros, enquanto me lembro daquele mail que circulava quando eu trabalhava em Portugal e que dizia, que os suecos que chegavam cedo ao trabalho, estacionavam bem longe do portão para deixar os lugares da frente para os colegas que vinham atrasados. Que bons são os mitos. Sem eles percebemos que a selva é igual em todo o lado. Sonhemos pois.
Venham eles. Os fornecedores, os bugs de SW, as especificacões, os procedimentos, as reuniões intermináveis.
O dia é de céu azul.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Picadora 1,2,3

Já não sei o que dizer.
Esta malta não brinca em serviço.
Para quem se escudava no argumento do calendário fácil até aqui, chegou a hora de fazer contas à vida. 11 golos divididos por Everton e Nacional já valem qualquer coisa.
Eu estou rendido.
Não à equipa. A esses estou rendido desde sempre. Basta dizer que eu tinha fé em equipas com Pringle, Tavares, Nelo, King e tantos outros vindos do Tirsense. Com a equipa actual e estas tareias de meia-noite parece que estamos nas nuvens. Rendo-me ao Jorge Jesus. É tempo de dizer que foi uma aposta acertada.
Os jogos com o Braga e com o Porto vão mostrar se, entre os 14, alguém consegue parar o Benfica.
Duas notas ainda.
Se o árbitro não tivesse anulado 2 golos limpos, o Nacional tinha saído da Luz com 8 encaixados. Ou 7 vá...que o penaltie foi cavado.
As declarações do Ruben Micael (nome giro) no fim do jogo são um mimo. Quando lhe perguntaram o que tinha achado do jogo, disse: "A primeira parte foi boa, a segunda foi o que vocês viram." O jornalista insistiu e perguntou sobre a confusão no túnel. Ruben Micael acrescentou: "Há cameras no estádio. Vocês são jornalistas, vocês que vejem. Há muitos programas aqui em Portugal para falar destes assuntos, vocês que vejem o que se passou ".
Resta desejar-lhe uma boa viagem de regresso ao Funchal. Espero que não se tenha esquecido do passaporte.
Na fronteira costumam ser implacáveis.

Ao intervalo na Catedral

Este árbitro, criticado durante a semana por estar envolvido num processo de corrupção (com julgamento marcado para janeiro se não me engano) e sobre o qual recaíam suspeitas de "encomendas" para esta noite, tem sido até aqui (45 min) o artista que se esperava.
Validou um golo ao Nacional marcado em fora-de-jogo e anulou outro ao Benfica, perfeitamente regular.
No primeiro caso o jogador do Nacional estava 1m à frente da defesa e o árbitro não teve dúvidas. Validou. No caso do Saviola, em linha, também não teve dúvidas e anulou.
Ver isto, depois de ver na véspera o FóCuPorto ganhar ao último classificado com um golo em fora-de-jogo, cheira-me, no mínimo, a esturro.
Podem ser coincidências ou azares, mas tendo em conta a corrupção provada, já não consigo ver esta salganhada com outros olhos.
O gamanço da primeira parte, em épocas recentes deitaria a equipa ao chão mas por enquanto, e para surpresa minha confesso, a fé dos de vermelho parece inquebrável.
Mas que jogamos contra 14, lá isso jogamos.
Entretanto...e enquanto acabo de escrever a segunda parte já decorre.
O Aimar acaba de cavar um penaltie. O árbitro foi enrolado (embora eu só tenha percebido o mergulho na repetição) e o Nacional prejudicado.
O seu a seu dono.
O que não invalida o servicinho da primeira parte.

Sunday bloody sunday



De cada vez que o domingo à noite se aproxima comeco a fazer contas de cabeca.
Vejo se tenho alguma perna partida, febre altíssima, um braco ao peito ou uma súbita dor intestinal. Nada. Rigorosamente nada. Estou para as doencas como o Sócrates está para os professores, não lhes ligo.
Raramente estou doente, nunca fui operado e 90% das vezes que entrei num hospital estava a acompanhar alguém. É óbvio para mim que morrerei saudável.
Estes cálculos num domingo à noite significam que, se nada de mal me acontecer durante a madrugada, na 2f de manhã terei que ir trabalhar.
E é aqui que tudo se encrava. Nada contra a labuta honesta, nada disso. Gosto de contribuir com a minha parte para uma sociedade produtiva e gosto de ser útil. O problema é quando cada uma, das oito horas, é um sacrifício.
Eu sei que estamos em crise, eu sei que 1000 colegas meus já estão a cantar no metro, eu sei que esta cidade tem milhares de pessoas como eu no desemprego e também sei que temos que fazer qualquer coisa, sem olhar a nomes. Mas, aqui entre nós que conseguimos ler dialecto de Camões, já estou com esta m**** pelos cabelos.
Já não vejo carros, ECUs, especificacões ou fornecedores à frente. O chefe do meu departamento tem que enviar todas as 6fs um mail com a informacão da companhia, novos projectos, etc. Desde janeiro que o mail é o mesmo com datas diferentes. Não corre uma pequena brisa de ar. É ver o barco afundar na incompetência de quem o comanda e constatar isso semana após semana. Algures neste processo de saturacão decidi mudar de vida. Quero trabalhar com coisas diferentes e de preferência, sem jantes. Quando a minha licenca de paternidade terminar, lá para o verão de 2010, farei o que estiver ao meu alcance para sair desta àrea. Até já decidi para que lado me quero virar (aeronáutica ou telecomunicacões). Não sei se conseguirei mas prefiro ir virar frangos do que voltar a ver um carro despido (especialmente americano) à frente.
Também não percebo por que raio gostaria de trabalhar com aviões se fujo deles como diabo da cruz. Deve ser pelo fascínio tecnológico que encerram. De qualquer forma, calculo que se trabalhe com o pássaro no chão, por isso…
A dica para a airbus seria: "que tal um estaminé em Gotemburgo ou Lisboa?"
Espero, se não for pedir muito, que 2010 dê uma ajudinha e leve esta crise para a Papua Nova Guiné que eles bem precisam.
Por agora é cerrar os dentes mais um bocadinho. Dezembro está mesmo aí.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Agora é fechar os olhos e bola p'ra frente!

Sobre o novo governo umas notas soltas:
- A prudência aconselhava Sócrates a correr com Santos Silva em vez de o mudar de pasta.
- Boa a decisão de manter Mariano Gago e Ana Jorge, nomes pacíficos em todas as bancadas.
- Excelente aposta numa sindicalista para Ministra do Trabalho. É como meter um mágico a fazer truques para outro.
- Inevitável a substituicão da Ministra da Educacão. Na minha opinião uma boa ministra mas queimada politicamente até ao tutano.
- Compreensível a substituicão do Ministro da Agricultura. Foi aquele em que o PP mais malhou e um governo de minoria tem que se sujeitar aos acordos que aí virão.
- Oportunidade perdida para correr com Luís Amado, um dos mais inúteis ministros do anterior governo. Sempre que me lembro da forma como geriu o assunto do Kosovo, até me arrepio.
- Boa sorte para a Ministra de Educacão. Em Portugal será sempre um cargo de desgaste, seja qual for o nome. Mário Nogueira já disse o que espera desta Ministra: ruptura roral com o passado e suspensão do modelo de avaliacão. Ou seja, tudo o que seja diferente de "fazer nada", vai levar os seguidores da Fenprof para a rua novamente. A piada fácil da "Uma aventura no ministério" já corre.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Hi-5

Não sou um dos devotos de Jesus. De nenhum deles mas neste caso refiro-me ao que faz o mundo mexer, aquele que treina o Benfica.
Escrevi-o várias vezes e mantenho a mesma opinião. Não é o tipo de pessoa que eu gostava de ver a comandar a equipa.
Dito isto...
Um homem não é de ferro! Esta de aviar chapa 5 em tudo o que mexe comeca-me a seduzir.
Os proximos dias trarão jogos complicados com o Nacional, Everton e Braga. Se JJ passar esta fase com sucesso, não terei outra hipótese senão enfiar a viola no saco.
Por mim tudo bem.


Ps - Uma vénia para quem teve paciência para esperar que o trapalhão que chegou há 3 épocas à Luz, Di Maria, se transformasse neste foguete com pernas. Foi esta noite o homem do jogo, sem ter marcado nenhum dos 5 golos.

quarta-feira, outubro 21, 2009

The king is back



Santa Luzia de Angra

Não sei se isto é uma montagem.
Parece-me muita fruta mesmo tendo em conta que se trata de uma autarquia portuguesa.
Mas se é verdade...ah valentes! Se é para endrominar, que seja à grande!

terça-feira, outubro 20, 2009

Dear John, dear John, by the time you read these lines, I'll be gone



Fiquei desconfiado quando vi João de Deus Pinheiro nas listas para o parlamento português. No caso dele era claramente um passo atrás. Não pelos seus méritos ou competências mas sim pelo enorme tacho que tinha em Estrasburgo. João de Deus Pinheiro conseguiu ganhar o título de segundo deputado com mais faltas no parlamento europeu. Acho que o primeiro classificado foi um belga que morreu a meio da legislatura.
Tinha uma vida de luxo com ajudas de custo e horário de trabalho imbatível. Segundas e tercas de molho, quartas no parlamento, quintas no spa e sextas só até às 11h para apanhar o avião para a Portela.
Então para quê voltar ao rengo-rengo do parlamento nacional?
A resposta é simples. Deus Pinheiro apostou na vitória de Ferreira Leite e num lugar de ministro.
Perdeu a aposta. E o que fez? Respeitou o voto dos milhões que tiveram confianca na lista do PSD? Não.
Abdicou do cargo 30 minutos depois de entrar na assembleia. Seria caso para rir se não fosse sério. Isto é quase um caso de polícia. Não há respeito pelo lugar de deputado e muito menos pelos eleitores. Há que sorrir em campanha e tentar arranjar o melhor tacho possível depois da contagem dos votos.
Para um partido que não se calou com a seriedade e com a política de verdade, esta é, a juntar aos deputados arguidos, a machadada final. É dificil apelar ao voto e reduzir a abstencão com tamanho desinteresse que os próprios eleitos revelam da causa pública. Quanto a Deus Pinheiro espero que os portugueses não tenham memória curta na próxima vez que aquela barbicha aparecer num boletim de voto.

Black is black, I want my baby back

Gosto sempre de imaginar uma sonoridade no título.
De regresso à realidade debato-me com uma dificuldade, básica diga-se, porém importante para conseguir trabalhar chamada "abrir os olhos".
A jornada de Praga está completa e será dissecada na Estacão Central mal eu consiga articular o pensamento com os olhos, olhos com os dedos, os dedos com o teclado.
Afastado por uns dias das notícias leio com alguma surpresa que nenhum partido aceitou o convite de Sócrates. Esperava sinceramente um golpe de asa do Jerónimo. Presumo pois que a estratégia comum da oposicão seja derrubar Sócrates em 2 anos. Mostram também de que fibra são feitos. Antes 2 anos de confusão do que uma contribuicão para a estabilidade. Como diria Fidel: "a história os julgará".
Leio também que Queiroz continua em maré de sorte e saiu-lhe na rifa a seleccão mais fácil. Em teoria claro…quando a dupla de avancados da Bósnia comecar a rematar pode ser que ele perceba onde se meteu.

Uma última nota para dizer o seguinte. Eu escrevo nesta página porque gosto de escrever e porque considero que essa é a mais bela das formas de expressão. Escrevo acima de tudo para me divertir e não para me chatear. Sei que estou exposto neste espaco, já que assumo a minha imagem, o meu nome, as minhas conviccões, as minhas tristezas e as minhas alegrias. Vivo bem com isso mesmo sabendo que quem lê forma sempre um juízo de valor a meu respeito. São essas as regras e fui eu que as escolhi.
Comeco no entanto a concluir que o que aqui escrevo de índole mais pessoal, seja um sonho, um objectivo, um gosto ou uma viagem, tem servido como rampa de lancamentos para críticas e consideracões sobre a minha personalidade. Chego mesmo a ficar condicionado na escrita porque sei que A, B ou C vão pensar isto ou assumir aquilo.
Esse é um sentimento que, decerto compreenderão, não me agrada. Aceito que estranhos facam isso. Acho até natural e inevitável. Eu faco o mesmo quando leio desconhecidos. Já não compreendo que quem me conhece e ou me viu crescer o faca. Para esses fica a mensagem via este espaco que lêem com tanta atencão. Antes que transformem este blogue num espaco privado, facam o favor de me perguntar o que quiserem, que eu responderei, antes de tomarem como verdade absoluta produtos da vossa imaginacão.
Uma linha escrita com alegria pode, ainda assim, esconder um estado de alma de tristeza. Antes da crítica fácil, facam como o Sócrates (o filósofo) e assumam que nada sabem. Ficarão vocês certamente mais próximos da verdade e eu, com toda a certeza, ligeiramente menos irritado.
Ahh...e já agora, antes que interpretem mal o título, é só uma cancão está bem? O Diogo estava junto dos meus bracos quando acordei.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Com a Wizz Air


Desde que me mudei para a Suécia que um grupo de amigos me faz o especial favor de se meter numa companhia low cost e voar para um destino algures entre Portugal e o Pólo Norte, para que nos possamos reunir.
Desde 2007 que é assim e constato, entre outras coisas, que o tempo está a passar muito depressa. Parece que foi ontem o primeiro encontro e já estamos no terceiro de uma série que esperamos que termine daqui a umas décadas largas.
A matemática é sempre simples. Há que perceber onde é que as partidas de Lisboa e Gotemburgo se cruzam o que nos leva, quase sempre, a concluir que a Ryan Air e a Easy Jet são a chave da equacão.
Não há programa, não há planeamento, não há nada. É chegar lá e viver. Ver caras conhecidas de há quase 15 anos, partilhar gargalhadas e boa disposicão durante dois ou três dias. Decidir o destino do ano seguinte e depois, regresso ao frio para mim, ao calor para eles.
Este ano, por decisão das rotas, o encontro será em Praga. Bendita low cost já que é uma das cidades que há muito quero conhecer.
O estaminé fecha por isso para uma pequena pausa, não maior do que aquela do kit kat, prometendo um regresso Kafkiano para a semana.
Piadinha fácil eu sei…Kafka e Praga e coiso e tal, mas não resisti.
Bom fim-de-semana e aproveitem esses inacreditáveis 30 graus em Outubro.

segunda-feira, outubro 12, 2009

E agora algo novo: o TGV


Por mero acaso este desenho veio parar-me à mão. É um mapa com as principais ligacões de comboio na europa. Lá estava a nossa ligacão a Madrid (cliquem para aumentar) e as suas famosas 10 horas de esfrega.
Por curiosidade, e para matar tempo no autocarro, comecei a fazer contas.
A ligacão Madrid-Barcelona, cuja distância é practicamente igual à Madrid-Lisboa é feita em menos de metade do tempo.
Levantei os olhos e comecei a procurar distâncias maiores. É possível atravessar Itália e Finlândia de norte a sul num tempo menor. Atravessam-se 3 países na ligacão Berlim-Budapeste (com passagem em Praga e Viena) praticamente no mesmo tempo que se vai de Lisboa a Madrid. Para os mais cépticos e repetentes no argumento de "os nórdicos são desenvolvidos e ricos não têm TGV" gostava que reparassem na rota que liga a capital sueca à capital dinamarquesa. É feita em 5 horas, metade do Lisboa-Madrid para uma distância igual. O mesmo é válido para a ligacão Estocolmo-Oslo.
Mas não existem linhas piores do que a nossa? Existem pois. Aquelas com partida de Bucareste e Sófia. Roménia e Bulgária, não sei se estão a ver. Nós estamos há 20 anos na UE, eles estão lá há 2 anos. Fresquinhos e atrasados.
Sim, não vale a pena ter uma ligacão decente a Madrid...deixa assim que está bom.

O Jakob



Eu sei que ainda estás em choque por teres ultrapassado a Suécia sem saber ler nem escrever. Também sei que tentaste fazer asneiras suficientes para engatar tudo com a Hungria (aquela de comecar a defender o 1-0 aos 50 minutos foi de génio…valeu que eles não te ouviram). Imagino que ainda não tenhas percebido que a seleccão que hoje se arrasta sem crenca era a 5a do mundo quando o Madaíl teve a infeliz ideia de te contratar. Mas, caro Queiroz, assim que fechares a boca de espanto, pedia-te a delicadeza de enviares uma garrafinha de vinho do porto ao camarada Jakob. Alguém te dirá que foi este rapazinho, e a sua decisão de encher o pé, que evitou mais uma linha negra no teu CV de crónico perdedor.
E não sejas forreta. Manda uma boa colheita, a de 94 por exemplo. Dizem os especialistas que foi um dos melhores anos para o vinho do Porto. Não estou a embirrar, é o que vem no google. Sim, eu sei que para ti foi um ano negro. O ano de um mundial que com uma seleccão com Rui Costa, Paulo Sousa, Couto, Baia, Jorge Costa, Domingos e João Pinto entre outros, tu conseguiste falhar. Foi a primeira de muitas linhas negras, é verdade.
Mas que diabo Queiroz…se quiseres fazer coincidir uma boa colheita de porto com um ano de sucesso teu, mais vale a pena mandares uma ginja do rossio que há 100 anos, "com ou sem", tem o mesmo sabor.

E agora pausa para um pouco de arte


Nada retira o sorriso a este miudo. Nem o frio.

domingo, outubro 11, 2009

Autárquicas 2009

Algumas notas:

1 - Em Felgueiras e Marco de Canavezes, ao que parece, as pessoas comecaram a ler jornais.

2 - Em Gondomar os locais continuam sem receber notícias do exterior.

3 - Em Oeiras, os eleitores maravilhados com o betão que Isaltino levantou, mostraram que ser condenado por um tribunal é apenas um detalhe sem importância. Pouco lhes importa o dinheiro na Suica, a corrupcão, as luvas dos construtores. "Fez obra", é o que dizem. A lembrar o famoso autarca brasileiro e o seu eterno cartaz "roubo, mas faco!". Na imprensa referem-se constantemente a Oeiras como o concelho com mais licenciados do país para justificar a interrogacão "mas como é que pessoas educadas e supostamente informadas, votam neste gajo?". Verifiquem lá se essas licenciaturas não são em eng. civil.

4 - O PS parece subir no número de câmaras e pode ser um dos vencedores da noite.

5 - PS e PSD trocam algumas autarquias, CDU e PS também. Há mais alternância do que se esperava.

6 - Em Lisboa, os eleitores seguiram a máxima do Toni (o do bigode) depois de ser despedido: "perdoo mas não esqueco". A memória está fresca e Santana foi derrotado. É uma excelente notícia para Lisboa e para os lisboetas. A CDU parece subir e pisca o olho ao PS para uma coligacão de maioria. Claramente os eleitores disseram: "qualquer coisa menos o Santana".
Imperou o bom senso.

7 - Elisa Ferreira foi cilindrada no Porto como se esperava e como merecia, depois da vergonha de concorrer a dois tachos. Nesta câmara há uma derrota pessoal para Sócrates que foi teimoso na escolha.

8 - O PP (a solo) e o BE continuam a ser irrelevantes no mapa autárquico português. O BE é aliás um dos derrotados da noite já que não consegue aumentar o número de vereadores. Sinceramente, depois de ver os debates para Lisboa e Porto, fiquei com a sensacão que os respectivos candidatos do BE olhavam para as autarquias como Loucã olha para o parlamento, ser do contra, custe o que custar. Fico contente com a sua não-eleicão. O PP como de costume, disfarcará a sua irrelevância com os mandatos que ganha em coligacão.

9 - Luis Filipe Menezes e Passos Coelho, nas suas declaracões de vitória, conseguiram extrapolar para o plano nacional e para a estratégia que o PSD deve seguir. Já estão a afiar as facas.

10 - A CDU arrasa em Setúbal com uma candidata que tem um escritório no prédio onde vivo. A diferenca entre nós é que eu pago o condomínio de boa vontade e ela nem com o tribunal a pedir. Espero que lhe aumentem o salário para ele fazer face às dificuldades. Se o Jerónimo não estiver para aí virado também não há problema. Eu ofereco-me para ajudar esta camaranda e pago o condomínio a troco de uma qualquer cargo de vereador sem pelouro.

sábado, outubro 10, 2009

Queres ver que isto ainda vai ter um final feliz?

Confirma-se: o Queiroz é o gajo mais sortudo do mundo.
Algumas notas:
1. O Duda é uma nulidade. Acertou um passe no jogo todo. Mal por mal, antes o Peixoto.
2. O 4-4-3 contra uma selecção que não tenha tantos coxos vai dar asneira.
3. A naturalização do Liedson, feita de encomenda e em desespero, safou o Queiroz (juntamente com os vikings do sul).
4. O Deco tem um pés de ouro e um cu de chumbo.
5. Se não apanharmos a França ou a Grécia no playoff (sobra Eslovénia, Bósnia, Rússia, Ucrânia e Irlanda ) temos boas hipóteses de chegar a África do Sul.
6. Só falta agora naturalizar o David Luiz para conseguirmos um golo de 3 em 3 cantos.

O gajo mais sortudo do mundo

A suécia, depois de um golo de ressalto nos descontos em Budapeste e um auto-golo em Malta, viu hoje a sorte terminar. Os dinamarqueses fizeram o favor ao Queiroz de limpar os suecos duas vezes. Vi o jogo e sinceramente, não consigo perceber como é que conseguimos estar atrás destas equipas. Os dinamarqueses ainda dão 3 toques na bola antes de mandar um charuto, já os suecos é charuto directo e esperar que o Ibrahimovic faça qualquer coisa. Foi doloroso aguentar aqueles 90 minutos.
O resultado caíu que nem uma luva, mas, ainda assim o que faz o Queiroz para colaborar? Asneira. Só isso.
Portugal joga bem em 4-4-2? É esse o sistema que usámos nos treinos? Muito bem. 4-4-3 no jogo e o Liedson a apanhar bonés.
Vale (escrevo ao intervalo) a defesa húngara que é de rir e chorar por mais.
Venham mais 45.

Ah...

...e já agora, no meio das emocões que a noite futebolística nos reserva, não se esquecam do dia de reflexão.
Em Lisboa parece-me que há pouco para reflectir. É meter a cruz no Costa ou no Ruben e evitar que o Santana vá brincar aos políticos mais 4 anos.
Antes deixá-lo a "andar por aí" (sim, porque trabalhar...tá quieto!) do que vê-lo com a mão no orcamento da C.M.L.

Hoje sou...

...desde pequenino.

sexta-feira, outubro 09, 2009

O Obama

Sou um admirador confesso do Obama, mas, esta do prémio Nobel da Paz é uma valente argolada. O homem ainda não teve tempo de conhecer todos os urinóis da casa branca e já está a receber um prémio Nobel. Não se estarão a precipitar? O que é que o Obama fez pela paz no curto espaco de tempo que leva como presidente? Não digo que não venha a fazer, aliás, espero bem que contribua o máximo possível mas quer dizer...isto chega a rocar o ridículo!

quinta-feira, outubro 08, 2009

Batido de atum para toda a gente!

Em relacão ao corte de cabecas, parece que me safei outra vez....schhiiiuuuu.
Estou na final do big brother.

O circo Chen

Apesar do sono, vi com alguma atencao o debate desta noite com os candidatos à C.M.Lisboa. Porque é que não agendam os debates para mais cedo? Têm que passar novelas? Não sabem que aqui é GMT+1 e de manhã é que são elas?
Bom...
Comecando pelo formato: é mau. Compreendo que em democracia todos os partidos devem ter voz, mas, tendo em conta o tempo para debater, assistimos a uma reducão efectiva dos minutos atribuídos àqueles que farão parte do elenco camarário e a quem interessa realmente ouvir.
Quem é que quer saber que ideias têm o nazis para Lisboa?
Constato que Pinto Coelho traz para o debate autárquico a mesma ladaínha com que nos presenteou nas legislativas. É aliás a única ideia que move o PNR: a imigracão.
Assustador é pensar que estes nazis têm mais do que 3 votos. Razão tinha Churchill quando apontava as imperfeicões da democracia.
O destaque da noite vai para o artolas do MMS. Era claramente aquele que apresentava maiores dificuldades na exposicão do seu pensamento, e isto é realmente mau quando o Pinto Coelho está na mesma mesa, e conseguiu ser notado quando se retirou da sala. Tendo em conta a total incapacidade de atrair pelo discurso apostou no marketing de choque. Fez bem.
Os representantes do PTP, MEP, MRPP e BE não envergonharam mas também não acrescentaram nada. Ruben de Carvalho da CDU esteve na minha opinião muito bem. É vereador há muito tempo, conhece os problemas da cidade e teve a capacidade de explicar, sem margem para dúvida, as suas posicões em cada tema lancado pela Fátima C. Ferreira. Gostei de o ouvir e de confirmar que o meu voto em Lisboa está há muito tempo bem entregue.
Também gostei de ver a forma como António Costa se defendeu dos ataques que vieram de todo o lado. Parece-me claramente uma pessoa que, como alguém dizia, sabe onde está e para onde quer ir. Tenho algumas dúvidas na trapalhada da Liscont mas fico mais descansado sabendo que o movimento liderado por Miguel Sousa Tavares está a ser ouvido nas negociacões.
Quem me surpreendeu foi o Santana. Apareceu melhor preparado do que eu pensava e não cometeu qualquer gaffe comprometedora. Aliás, o formato do debate beneficiou-o e muito, já que o pouco tempo para cada candidato serviu que nem uma luva para a nova técnica do Santana. Simples mas terrivelmente eficaz. Lanca suspeicões, boatos e difamacões contra António Costa. Este pouco tempo tem para responder e durante esse tempo vê Santana a interromper com breves exclamacões do tipo "Por amor de deus! Agora pede ajuda ao Ruben de Carvalho!" ou "Você segue o governo!". A mensagem do Costa é cortada (várias vezes ele teve que acabar intervencões dizendo "está completamente enganado" mas sem poder explicar porquê) e o Santana fica com aquele ar de virgem ofendida defensor dos pobres e oprimidos. Temo que para os mais desatentos isto possa ser o suficiente para dar mais uns votos ao discípulo do Sá Carneiro. Para quem prestou atencão, há dois momentos no debate que separam as águas e que tiram a máscara ao menino guerreiro. O primeiro aconteceu quando ele teve a suprema lata de perguntar a António Costa: "mas afinal o que é que andou a fazer nestes dois anos?" ao que Costa respondeu com a única saída possível: "olhe...andei a pagar dívidas." Só por aqui se vê que Santana não tem um pingo de vergonha na cara. O segundo momento foi a mensagem final. Costa falou nas pequenas coisas...os arruamentos, o prédios devolutos, os planos aprovados. Falou das pequenas obras, dos pequenos detalhes, bairro a bairro, que de facto influenciam a vida das pessoas. E fala assim porque sabe que não está em condicões de prometer mundos e fundos, sob pena de voltar a meter a C.M.L num buraco financeiro. Já Santana não se poupou. Prédios devolutos, terreiro do paco, novo túnel, contentores, portela, frente ribeirinha, jardins, ruas limpas, bairros camarários reabilitados, etc. No fundo, prometeu transformar Lisboa em Zurique. E tudo num mandato.
Santana desta vez estudou os temas. Reconheco-o. Mas mesmo assim continua a não saber o que diz. Num debate a dois seria arrasado, assim, no meio da confusão, talvez tenha ganho alguns indecisos.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Se és tu que mandas...democracia é democracia!

Hoje numa inauguracão na Madeira, depois de mais algumas agressões e enquanto Alberto João incentivava os seus apoiantes:

"Fazem o favor de abrir os cartazes. Abram que eu estou mandando. Se os fascistas (referindo-se ao PND) podem ter cartazes vocês também podem. Senhor guarda (dirigindo-se ao policia que tentava controlar a cena) esteja quieto e não chateie ninguém. Sou eu que estou mandando."

Já só há um latino no edifício. Lembrem-se da diversidade!

Há pouco mais de um mês, os Einsteins que dirigem esta empresa, decidiram que em vez de um quarto despedimento mandariam mais umas centenas para casa, desta vez, com 70% do salário. Foi por todos, arraia miuda entenda-se, considerada como uma boa solucão uma vez que, apesar da reducão de vencimento, foram assegurados os postos de trabalho.
Na altura não fiquei muito confiante com a solucão. Claro que fiquei contente por saber que muitos colegas aguentaram o emprego mas sinceramente pareceu-me sol de pouca dura. A razão para a minha desconfianca era simples. 90% dos chefes do meu departamento passam o dia sentados no escritório em vez de correrem atrás de clientes e projectos. Não é preciso ser um primo afastado do Newton para compreender que assim, só por milagre aparecerão novos postos de trabalho e como consequência disso os despedimentos voltarão.
Infelizmente não me enganei e hoje, em comunicado para o departamento, fomos avisados que se iniciou a 4a vaga de despedimentos.
Não há volta a dar e já não se pode culpar a crise. Empresas concorrentes crescem em empregados e número de projectos, enquanto por aqui se procede à chacina. O nosso mal está identificado e entre nós poucas dúvidas restam: são as chefias que, apesar de não fazerem nada e de verem o departamento reduzido em 70%, conseguem escapar a todos os despedimentos. Chegámos ao cúmulo de passar de 160 engenheiros para pouco mais de 40 mantendo o número de gestores (10). Não há economia que resista...
Registo também o facto de o chefe do departamento (o mais inútil dos 10) ter ido de férias esta semana, deixando a comunicacão para um dos choninhas que o assiste. Também por aqui se vê de que massa é feita este labrego.
Rezar está fora de questão. Não sei e não vejo necessidade de intervencão divina. Bastava um pouco de....como é que se chama...uhhmmm...competência, é isso, e não estaríamos a viver este ano de 2009 com a espada na cabeca.
Resta-me aguardar pelos nomes e esperar que pela 4a vez, nenhum seja latino.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Estacão Central

Tenho andado a pensar porque mantenho este blogue.
Porque continuo a escrever aqui ao fim de 3 anos?
A resposta é sempre a mesma: porque gosto de escrever.
Não existe qualquer outra razão. Gosto de escrever.
Olhando para trás reparo que o blogue é essencialmente um espelho do meu olhar pela realidade. Seja a actualidade política, os golos do Glorioso, o sorriso do Diogo ou a minha aventura em terras suecas. É no fundo um pouco do meu pensamento dividido por letras e temas, que objectivamente me dizem algo. Constato no entanto que, por falta de oportunidade ou qualquer outra razão, aquele que é o meu tema de lazer preferido raramente aparece. Refiro-me a viajar e conhecer novas culturas.
Há quem tenha o sonho de ir à Lua, há quem queira chegar ao fundo do Oceano, há quem queira ser presidente da República e há quem queira dar a volta ao mundo. No que ao lazer diz respeito é este o meu sonho: dar a volta ao mundo. Não sei como nem quando, mas aposto que em mais de 80 dias. Quero ver sítios remotos, conhecer novas culturas, passar por cidades onde tudo acontece, mergulhar em todos os oceanos, dormir em alto-mar, subir a muitas montanhas e misturar-me na multidão que percorre cada rua deste globo que partilhamos. Cada um tem o seu sonho, o meu, no que a lazer e tempos livres diz respeito, é este. Podia ser pior. Ou como dizia a minha mãe: "desde que não te metas na droga, tudo bem."
Imagino eu que esta viagem, que comecou em 1984 quando entrei pela primeira vez num avião, termine lá para 2060. Nessa altura seria interessante, para mim claro, ter um pequeno diário de bordo, com relatos e fotografias. Com esse intuito, lembrei-me de criar um novo blogue onde farei o relato de cada uma das etapas passadas e futuras, nesta volta que se prevê longa.
Surge assim o Estacão Central.
Porquê o nome? Porque "expresso do oriente" estava ocupado e porque afinal, toda a viagem comeca na estacão central. Por enquanto é apenas uma página vazia que comecerá a ganhar vida quando eu estiver para aí virado.
Escrever sobre um destino será talvez a forma de escrita que mais prazer me dá, pelo que, tem que ser feita com calma e sem pressões de actualizacão.
Afinal, até 2060, tempo é o que não faltará.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Disseste esquerda ou direita? Vá, carrega lá no botão!!


Acontece rapaziada, acontece.
Mais casa menos casa, ninguém nota. Pasto é o que não falta para se construir outra.
Vá lá, vá lá que o dono tinha saído para comprar almôndegas no IKEA.
Foi azar, agora...essa de se apelidarem de "elite" é que destoa um bocadinho aqui na fotografia.

quinta-feira, outubro 01, 2009

A equipa do Manduca

Um jogo a fazer lembrar o passado.
Falta de atitude na primeira parte e alguns fogachos na segunda parte.
O AEK tinha o avancado mais trapalhão que vi nos últimos tempos e como se isso não bastasse, o Manduca jogou os 90 minutos. Foi como perder contra o marítimo.
Estes gregos são fraquinhos, muito fraquinhos. Algumas oportunidades desperdicadas na segunda parte também ajudaram ao desaire. Parece que tirando o Cardozo ninguém sabe rematar à baliza. São mais de 9 metros...irra.
Valeu para os gregos o golo daquele bósnio naturalizado sueco (é moda por aqui...em vez de brasileiros usam bósnios). Em resumo, o AEK não joga nada, o Benfica hoje conseguiu jogar menos.
Lavem a cara e toca a triturar o pacos de ferreira na próxima jornada.
Ah...e o César Peixoto é menos um.

Facam o favor de provar que estou enganado


Normalmente as visitas a Atenas trazem alguns dissabores.
Gosto sempre de ler os relatos jornalísticos sobre os "fanáticos adeptos gregos", como se estes conseguissem desviar a bola à lei do grito.
O estado de graca de Jesus pode ser hoje interrompido. Este é o primeiro teste a sério esta época e embora o AEK seja, dos 3 grandes gregos, o mais fraco, eu não acredito num grande resultado.
Não sou propriamente um adepto de Jesus (de qualquer um deles...) mas duvido que a vergonha do ano passado se repita. É dificil alguém enfiar 5 bolas na baliza do Quim neste momento. A equipa joga bem, a moral está em alta, os adeptos vivem o Glorioso dos tempos anteriores à chegada do poeta Artur Jorge. Ainda assim, não estou particularmente confiante numa vitória.
Pode ser que me engane. Pode ser.