quinta-feira, dezembro 31, 2009

O tempo tem mais olhos que barriga

Pelo que vejo ali no canto inferior direito deste monitor, o ano de 2009 acaba daqui a umas horas.
Por alguma razão que me escapa apetece-me fazer um balanco.
Não é algo em que seja propriamente talentoso. A minha capacidade de síntese é tão eficaz como rodas quadradas numa charrete.
Mas tentemos.
O sono não chega e escrever faz sempre bem. Pode até ser que me ajude a não aderir ao famoso português de imigrante.
Farei um esforco.
A fotografia que está ali foi tirada durante em finais de 80. O buraco não tem nada de especial, o muro é que é famoso. É o de Berlim.
Um grupo de miudos jogava ao disco no lado Oeste e este acabou por voar para o outro lado. Os guardas da parte Este devolveram o disco usando uma brecha feita no muro. A fotografia ficou famosa porque captou um momento em que os dois lados de Berlim puderam estabelecer contacto pela primeira vez. É pelo menos a minha interpretacão. E isto é como a outra coisa, cada um tem a sua.
Não fui que tirei esta fotografia. Por esta altura do campeonato nem a Badajoz tinha ido mastigar caramelos. Foi um gajo famoso com um nome recheado de h's e provavelmente k's e a fotografia está hoje em dia exposta no museu do comunismo em Berlim.
Mas, parece-me consensual que a fotografia representa a mudanca.
Era aqui que eu queria chegar. Eu avisei que resumos não eram a especialidade da casa...
Mudanca era o que me dava jeito em 2010. Acho que é esse o meu desejo.
Pelas minhas contas, e tendo em conta que não me lembro dos primeiros 4 anos de vida, direi que 2009 foi de longe o pior ano dos 28 que tenho na memória.
Acaba agora e sinceramente, já acaba tarde.
Este foi o ano em que tudo o que podia correr mal, correu.
Foi o ano em que a Lei de Murphy esteve presente em cada semana.
Foi o ano em que uma maldita crise criada pela ganância e pela especulacão varreu a minha vida de uma forma que eu não imaginava ser possível.
Foi o ano em que a luta por um emprego durou 365 dias, levou pele e promete não dar tréguas tão cedo.
Foi o ano em que muitas das minhas referências desapareceram.
Foi o ano em que a bússula perdeu o Norte.
Foi o ano em que certezas passaram a dúvidas e dúvidas passaram a certezas.
Foi o ano em que descobri novos limites, fisicos e psicológicos.
Foi um ano que só não será apagado do meu mapa porque a 23 de Marco nasceu o Diogo. E esse dia, no pior ano da minha vida, é o dia mais importante de toda a minha existência.
Esse oásis que foi o nascimento do meu filho foi o descobrir de um novo Sol, de uma nova fonte de sorrisos, de novos referenciais, de novas prioridades, de novas formas de amar.
Tudo o resto deixou de contar.
O Diogo será a única razão pela qual recordarei este ano.
Felizmente estás cá miudo. Felizmente.
Venha 2010 e rápido. Nem vale a pena desejar nada. Pior do que 2009 a minha imaginacão não alcanca.
Um brinde a quem que nos faz sorrir.
Com um Cartuxa se possível.
Bom ano para todos.

sábado, dezembro 26, 2009

sexta-feira, dezembro 25, 2009

London bridge is falling down....ya,ya, ô



Pergunto-me que tipo de água andarão estes italianos a beber.

"Estes romanos são doidos" já dizia esse poeta sem margem de nome Obélix.

Vá lá, vá lá que ela não tinha uma miniatura do vaticano a jeito.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

A todos um bom natal

Paz no mundo, bacalhau na mesa, menos emissões poluentes, marroquinos fora do Sahara e mais uma série de coisas giras que se dizem nesta altura mas que nunca acontecem.
Tirando o bacalhau que resiste a tudo.
O bacalhau e o coro Sto. Amaro de Oeiras.
Encaixam naquele pequeno espaco a que gosto de chamar eternidade.
Forca nesse cartão de crédito. Em janeiro logo se vê.
Feliz natal.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Jingle bell rock

Aposto que estão em passo largo, nos corredores do Colombo, entre umas centenas de cabecas suadas a comprar tudo que daqui a dois dias custa metade do preco.

Acertei?

domingo, dezembro 20, 2009

We are the champions


O fantástico desta noite não foi a arte mas sim a garra.
As camisolas saíram molhadas...e não me refiro à agua da chuva.
O fócuporto foi dominado 90 minutos. Vitória limpa e sem espinhas.
Ganhar sem Aimar, Di Maria, Coentrão, R. Amorim e com Ramires preso por arames, já é uma vergonha considerável.
Perder com este artista em campo...meu deus...valeu por uma goleada.
Tiro também a bóina a uns quantos milhares de malucos que gritaram durante 90 minutos, sem parar, debaixo de uma chuva que não deu tréguas.
Ah inferno!

Stairway to heaven



Ao intervalo convém dizer o seguinte: "é um braco torcido para a mesa do fundo sff!!"

Confesso que não tinha a minha expectativa para o jogo de hoje. Meia-equipa no estaleiro, as últimas exibicões assim a fugir para o ranhoso e o FóCuPorto em claro ascendente de forma.

Mas...independentemente do que acontecerá na sua metade, estes primeiros 45 minutos foram uma tareia das antigas. O FóCuPorto mal passou o meio-campo e os dois jokers, Martins e Urreta, estão em grande. Saviola está ao nível do costume: brilhante.

Assim já dá mais gosto.

Se calhar...ainda vou abrir uma cervejola.

Depende do ínicio da segunda parte. Massacre, jola, defender o golo, vou-me já embora.

Não vou nada.

Não consigo.

Mas fica sempre bem dizer.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

What a wonderful world



Quando o calor aperta e a sede desperta, raramente me lembro de sumol. Quando o apertão atinge aquele nível do oxigénio ficar à porta e das órbitas quererem viajar para o outro lado dos olhos, também não me viro para o sumol.

Há quem grite.

Há quem chore.

Há quem diga a plenos pulmões "vão todos para a puta que vos pariu".

Eu nem tanto.

Faco sempre o mesmo.

Desligo o cérebro e transpiro litros a correr atrás duma bola.

Vejo uma imagem do Diogo enquanto afino o centro do mundo.

E ouco musica. De preferência boa.

Este camarada, como quem não quer a coisa, aparece sempre para um alô.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Neva sobre a marginal

Andei por Mercurio nos últimos dias. Em servico.
Gente simpática, praias óptimas e boa gastronomia.
Fazem um bom bacalhau lascado.
Clima um pouco quente e seco para o meu gosto.
Mas não há sitios perfeitos, todos sabemos disso.
E o que acontece quando volto?
O Glorioso já perde pontos, a justica portuguesa não anunciou qualquer sentenca e o Berlusconi tem menos dois dentes na placa.
Já era sem tempo. A placa, não o Glorioso. E logo com um souvenir de Milão. Uma réplica não sei de quê. Há espectáculo, mas também há requinte.
Ah, e eu levei outra multa por ter parado 2 minutos enquanto fui comprar um papo-seco. Sempre gostei desta palavra.
Papo-seco. É assim que se escreve? Não me apetece verificar.
Mas porque será que se chama papo-seco? Porque ficamos com a goela seca depois de o comer? Porque absorve os restos que estão espalhados no papo e o deixa seco? É contudo uma palavra fascinante que me transporta para a minha infância e para aquelas sandes de manteiga com acucar regadas com ovomaltine. Bochechas bem cheias e aquele bolo alimentar aos saltos como quem mistura cimento. A mim nunca me enganaram com essa do mastigar e só depois beber. Como é que fazia a acorda cá dentro sem esse ritual?
Mas hoje em dia já é diferente. Primeiro o papo-seco, depois o guardanapo na beicola e só depois o café. Impecável nas extremidades do copo. É praticamente uma tese sobre a evolucão humana que poderia desenrolar por mais umas dezenas largas de linhas.
Mas já chega de cultura.
Falemos de aterragens. Esse tema que cativa milhões e inspira poetas pelo mundo fora. Ponto de partida: o sistema de navegacão é a maior invencão do séc.XX. À frente, ainda que por pouco, da lavagem sem água e um pouco mais distante da coca-cola fervida para desentupir canos.
Quando um avião aterra numa pista que dista 10cm das nuvens, eu dou gracas aos céus pelo gajo que se lembrou de fazer triangulacão de satélites (google it) para localizar anti-aéreas russas.
Deus te pague. A ti e aos russos por esconderam tudo tão bem.
E já que falamos em russos há que dizer o seguinte. Sabiam vossas excelências que o Estaline alterou a história em momentos chave? Por exemplo, durante a revolucão bolchevique ele aparece (na literatura e nos filmes) ao lado de Lenine numa posicão de destaque. Na verdade ele nem sequer estava em Moscovo nessa altura.
Já sabia que ele tinha sido um talhante, agora, estas alteracões grosseiras já me parecem um pouco mais saloias.
Vi há pouco tempo um documentário sobre a vida deste carniceiro (insónias de novo...) e por lá descobri algumas coisas inacreditáveis. Por exemplo, o medo de perder o poder era tanto que num determinado congresso do comité central, depois de ser eleito com alguns votos contra dos delegados e não sabendo quem tinha votado contra, optou por os matar a todos e acabar com a dúvida. É por estas e por outras que não acredito que Cunhal, ele próprio vítima dos "Gulags" portugueses, quisesse impor um regime estalinista. Mas é apenas uma conviccão. Provas não existem.
Mas uma coisa é certa, tenho que arranjar qualquer coisa para adormecer que não faca referência aos esfomeados da Ucrânia ou aos fuzilamentos.
Claramente a vida já foi mais complicada…
Seguindo o raciocínio que me trouxe aqui, ou seja, dizer coisas sem sentido, vou mudar o tema novamente.
Algo mais alegre.
Prendas de natal.
Estivesse no concurso miss universo e diria que este natal queria paz no mundo e arroz em África. Mas como não estou para utopias lembrei-me de uma prenda que há muito procuro. Um livro de receitas típicas portuguesas. Nada de fusões, nada de nouvelle cuisine, nada de saladas com rúcula, nada que ocupe pouco espaco no prato e traga uma fruta cortada em forma de rosa. Clássicos. O bacalhau, as massadas, as acordas, o cabrito, o peixe assado….coisas que enchem a barriga e que gritam por um tinto de Pias.
Agora digam-me lá…onde é que encontro tal preciosidade? Na Fnac? Bertrand?
E pronto. Já não me apetece falar convosco.
Divagam muito.
Irra.

terça-feira, dezembro 15, 2009

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Mama i'm going home


Ha duas coisas que me fascinam no aeroporto de Copenhaga: o casaco vermelho bolchevique das hospedeiras da Tap e o facto do gajo do raio-x nunca descobrir a lamina de barbear que invariavelmente carrego. Oxala tenha os olhos abertos quando passarem os paquistaneses com as bombas no gel de banho.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Um craveiro numa água furtada


Alertas daqui, alertas dali.
São as sarjetas que não escoam, a chuva que não pára.
É isto e mais aquilo. Proteccão civil e coiso.
Deixem-se de mariquices e toca a colocar tudo como estava quando apanhei o avião para o iglu.
O céu azul. O sol a brilhar. A noite estrelada.
É assim que me lembro do cenário.
Nada de nuvens feias, nada de vento ou trovoada. Água, só se for do Luso. E num copo, não no lombo.
E nem me falem em frio. Já deito casacos pelos olhos.
Visita relâmpago com tempo para nada.
Sendo que nada leva sempre ovo a cavalo. Pelo menos isso.
Ainda assim, vemo-nos desse lado.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

quinta-feira, dezembro 03, 2009

The usual suspects

Eu sei que não vão acreditar.
Hoje cheguei ao carro e tinha uma multa no vidro.
Parece incrível mas aconteceu-me mesmo.
Levei uma multa.
Então e o carro onde estava?
A tapar uma garagem?
Em cima de uma passadeira ?
Em segunda fila?
No meio de uma passagem para alces?
Não. Nada disso.
Estava estacionado no parque da Volvo. Meu local de trabalho.
Eu apanhei uma multa no parque de estacionamento do sítio onde trabalhoooooooooooooooo!!!
Estou um pouco aborrecido. Mas é coisa ligeira.
O parque tem linhas brancas desenhadas no chão a marcar os lugares. Há mais carros do que linhas brancas. Quem vem mais atrasado (acontece-me uma vez ou outra) já não tem linhas brancas.
Segue então uma de duas opcões. Vai para casa e falta ao trabalho ou mete o carro num canto que não chateie ninguém. Por norma sigo a segunda. É estranho, eu sei.
Ou seja, há uma animal qualquer, que se mete num carro, conduz até ao pasto onde está a Volvo rodeada apenas de árvores, alces e musgo para o presépio e vai verificar se os carros dos funcionários estão dentro das linhas brancas.
Gente que por acaso está a trabalhar e a quem não é permitido levar o carro para dentro do escritório.
É como jogar à cadeira romana. Há sempre alguém que fica de fora. Mas aqui, o ficar de fora significa um canto do pasto, incomodando apenas, com alguma pena do Greenpeace, as lesmas que são obrigadas a contornar os pneus.
Civismo, regras e educacão tudo bem. Estamos lá. Mas o estacionamento e respectiva caca à multa estão para estes gajos como uma bifana está para um etíope.
Não fosse este um blogue visitado por menores e diria p*** que os pariu.
Mas é melhor não.

Ora dá cá um e a seguir dá outro


E nao é que funciona?

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Eyes wide shut


Além do já referido talento para apanhar multas, tenho outro, mais mundano, mas também interessante.
É o talento para me entalar sozinho. E não me refiro a portas.
Dezembro é tipicamente o mês em que acabam os projectos ou pelo menos, altura em que terminam os contratos.
É o caso do meu. Algures em Dezembro acaba.
Como é do interesse da companhia que o cliente renove o contrato, e aproveitando o espírito natalício, dão-se algumas borlas. E aqui borla traduzido para português significa trabalho. E feito por mim o que é logo uma chatice.
Tudo o que estava no contrato, preto no branco, foi concluído em Outubro…dois meses antes do prazo.
Perguntei se podia ir para as Seychelles com pensão completa e 2 massagens por dia, mas parece que não.
Alto. Parem as rotativas. Estava aqui numa toada séria e coiso, mas tenho que partilhar novo pensamento que me acaba de surgir. A mente divaga e o dedo acompanha. Não há nada a fazer.
Foi Vasco da Gama que descobriu as Seychelles, porque razão não é aquilo o nosso algarve hoje em dia? Ora reparem, todas as antigas potências largaram as suas colónias em África e nas Américas. Os ingleses largaram o Zimbabwe, os franceses a Argélia (também, quem é que quer aquilo?), os portugueses Angola, os espanhóis aqueles índios que o Escobar chateava e por aí fora. Agora…vejam lá se não aguentaram uns quantos poisos para férias? Os ingleses e os americanos têm ilhas virgens espalhadas por todo o lado. Os franceses abarbatam-se com as Mauricias, Bora-Bora, Martinica, Reunião and so on. Até os holandeses que ganhavam a vida a gamar com piratas perna-de-pau meteram a mão no caribe com Aruba, etc.
E nós o que fizémos? Zanzibar? Seychelles? Não obrigado…tem muita areia branca. Vamos embora. Queremos mesmo é a Madeira e o Alberto João. O destino é amargo para a Nacão desde os tempos da outra senhora...
Mas, voltando ao assunto que nos trouxe a este espaco de convívio...
Assim sendo e já que tinha que amargar até ao fim, ofereci os meus préstimos para lá do que estava escrito, na esperanca que isso agrade os alemães e quem sabe, leve a uma renovacão do contrato.
Os tempos estão dificieis e o natal não é só quando um homem quer.
Desde Outubro que continuo o projecto muito para lá do estipulado. Agora, nas últimas duas semanas, sempre em regime de bónus, os alemães pediram um teste que é o equivalente a dar três voltas a Marte em cima de uma tartaruga coxa.
O que é que eu disse? Claro! Não há problema!
E faco ideia de como é que se processa a coisa?
Tenho pelo menos uma pista?
Huuummm…epá…nem por isso.
Então como é que me vou desenrascar? Isso também eu queria saber.
Esta é uma daquelas alturas em que se fosse sueco punha baixa, ou fazia um spa ou falava com um psiquiatra porque estava debaixo de uma pressão enorme e um stress desgastante.
Sendo português vou seguir a receita nacional do joelho, também conhecida como "desenmerdez vouz".
Pego nas várias pecas, atiro tudo ao ar, digo as palavras mágicas, fecho os olhos e espero que, com mais ou menos cambalhotas, aquilo aterre montado e a funcionar.
Agora, que já me calava com esta coisa dos bónus, também me parece ser uma ideia com pernas para andar.

Shadow of a doubt



Tenho andado afastado do mundo. Sem tempo, vontade e interesse para saber para que lado estamos a rodar.
Nem a escrita que é normalmente um refúgio tem sido porto seguro.
De qualquer forma, vou sempre ouvindo qualquer coisa e lendo as gordas.
Os últimos tempos criaram em mim duas dúvidas novas, a juntar às 3762 que já tinha.
Os jornais falam de como Portugal mudou a história ao ver aprovado o tratado de Lisboa. Se bem me recordo esse tratado foi aceite a martelo. Primeiro com os irlandeses e com os referendos necessários até que o "sim" ganhasse e depois com os checos e suas exigências.
Cavaco falou da importância do tratado. Os jornais relatam a epopeia.
E vocês? Estão contentes? Alguém sabe de que forma o tratado mudará a nossa vida? Eu nem por isso…mas podemos sempre perceber aqui.
Outra coisa que ainda não percebi é: "Para que serve o Durão Barroso e a sua comissão agora que criaram os cargos de ministros europeus?"
Ou seja, existindo alguém que fale pela europa em diversas pastas, para que serve uma comissão europeia?
Visto daqui parece apenas uma multiplicacão de tachos com Barroso a aceitar o papel de tira-cafés.
Por outro lado, quanto mais tempo ele estiver por lá, menor é a probabilidade de vir chatear dentro de portas e isso é sempre de assinalar.
Mas...virando totalmente o flanco ao jogo, mudarei de assunto como quem muda de faixa sem fazer pisca de modo a entalar o taxista. Acho que é tempo de dar mais atencão aos títulos do que por aqui escrevo.
Atentar no corpo do texto não vale a pena, não percam muito tempo com isso. Agora o título sim.
Sempre que possível virá de uma música ou de um filme.
Isso sim, é cultura em movimento, é accão e espectáculo, é entertenimento e cor.
Não...isso era o Big show Sic.
Mas é bom na mesma.

Vruumm


Comeca o corre-corre do Natal.
Confesso-me um entusiasta da data no que à reunião familiar diz respeito. Já fui mais também é verdade…
Hoje por hoje entretenho-me mais com as luzes do que com outra coisa qualquer.
O espírito de negociata que recheia a época tira um pouco a beleza da coisa.
Há 2 anos atrás, ou 3, já não me lembro, estava no Colombo a fazer as últimas compras. O calendário batia o dia 23 e tal como eu, centenas de pessoas, de passo aberto, enchiam os corredores.
Não se pode chegar à noite de 24 sem embrulhos não é? Eu sei disso, vocês sabem disso e os comerciantes também. Há uma obrigacão de comprar, mesmo que não se esteja para aí virado. Ninguém diz à meia-noite "epá, este ano não me apeteceu".
Para o comércio são os dias de encher o bandulho. As pessoas precisam mesmo de comprar, não há volta a dar. Dia 26 tudo se vende a metade do preco…
Ora aí está uma boa forma de reduzir o endividamento das famílias…comecem a comemorar o Natal a 27.
O que é que interessa em que dia o Baltazar lá chegou com a prenda?
Fora do espírito de troca de pacotes, existem duas prendas que realmente quero comprar. Mesmo que não fosse natal. Uma não convém dizer porque é para alguém que já sabe ler e a outra é para o Diogo. No natal ele terá 9 meses e o que me apetece mesmo comprar é uma pista de carros. Daquelas em 8. Ou 31. Tanto faz.
Eu sei que com noves meses ele ainda não conseguirá usar o brinquedo…talvez lá para os 5 anos. Mas entretanto eu poderia manter aquilo oleado e dar umas voltas de vem em quando só para tirar o pó.
Talvez não seja uma ideia tão brilhante como parece à primeira vista.
Por estes dias ele usa os brinquedos como coça-gengivas e parecendo que não, a pista sempre pode arranhar…
Talvez uma bola seja melhor. Mais dia menos dia ele está de pé e tem que dar pontapés em qualquer coisa para além dos móveis.
Mas…não consigo estar dentro do espírito por enquanto. Ainda ontem comia um salmonete e o sol brilhava alto e de repente...já é natal outra vez?
É impressão minha ou a vida corre muito?