quarta-feira, setembro 30, 2009

Piii...piiii...Está sim? Olhe, é só para avisar que daqui a 5 dias vamos aí verificar os vossos computadores está bem?



Embora esta notícia, devido ao caso das escutas, tenha passado ontem quase em rodapé, não pude deixar de notar a coincidência dos factos.
Refiro-me aos submarinos do Portas.
Os escritórios de advogados envolvidos na compra foram vasculhados pelo ministério público. Ao que parece o juiz autorizou a busca na 5a feira passada e ordenou que esta se fizesse ontem. Segundo a notícia da SIC, alguma informacão já tinha desaparecido (ou não era possível de ser lida) de alguns computadores. Um dos escritórios não autorizou a busca ao início refugiando-se num estatuto da Ordem, acontecendo esta umas horas mais tarde (nesse período imagino o estado em que ficou a tecla DELETE).
Falaram novamente na conta da suica onde foi feito um depósito pela empresa vendedora dos submarinos. Material de pesquisa não falta mas não acredito que algo se venha a provar. Portas está sempre bem calcado nestas coisas. Um computador desaparecerá como desapareceram dossiers no passado do ministério público. Se isso falhar há sempre o clássico arquivamento.
O que também não posso deixar de notar é a altura em que retomam o caso, 2 dias depois das eleicões. Teria Portas os 2 dígitos se esta salsa aparecesse na segunda semana de campanha? Olhe que não, olhe que não. Há gente com sorte. Portas é um deles. Que coincidência maravilhosa só o chatearem com os submarinos depois das eleicões. Como ficaria aquela lágrima dos ex-combatentes no meio dos 24 milhões desaparecidos? Convenhamos, não combina.
Já Sócrates não teve a mesma sorte. Duas campanhas, duas suspeitas sobre o mesmo caso. Em 2005 e agora, na altura mais prejudicial para o PM, lá apareceu a encomenda do Freeport. Nunca provado mas com danos na imagem e credibilidade irreparáveis. Teria Sócrates perdido a maioria se o Freeport aparecesse 2 dias depois das eleicões? Olhe que não, olhe que não.

Com papas e bolos...


Cavaco fez ontem algo de extraordinário. Não concretizou uma única ideia, alimentou várias suspeitas e lancou a confusão, obrigando o partido do governo a responder na mesma moeda. Está aberta a guerra entre Belém e S. Bento, com uma indigitacão a acontecer daqui a dias. Carlos César disse: "Foi pior a emenda do que o soneto". Acho que ele tem razão.
Pontos a reter do discurso de Cavaco:
- nunca, em momento algum, a notícia do Público foi desmentida, o que significa que Cavaco suspeita mesmo que o governo o está a escutar
- Cavaco não vê qualquer problema em que um membro da casa civil, a título pessoal, tenha desconfiancas seja do que for (a pergunta aqui seria: e vê algum problema se esse mesmo acessor partilhar essa desconfianca com um jornalista e lhe entregar informacão sobre o assunto?)
- Cavaco disse que toda a informacão sobre escutas era uma manipulacão para desviar as atencões durante a campanha para as legislativas, mas pediu uma investigacão à vulnerabilidade do sistema informático de Belém (Em que ficamos? É manipulacão e nunca existiu ou está desconfiado que sim? E quem é que estava a tentar desviar atencões? Lanca aqui uma farpa ao PS.)
Cavaco ao não desmentir cabalmente toda esta trapalhada, alimentou a polémica e com aquela "interpretacão pessoal" dos factos lancou um manto de suspeita sobre o governo. Umas horas mais tarde, o PS através do ministro da presidência, foi obrigado a responder na mesma moeda e anulou, ponto por ponto, cada insinuacão resultante da "interpretacão pessoal" de Cavaco.
Um governo de maioria relativa depende também da accão presidencial. Ao lancar este ataque, Cavaco não só compremeteu a sua reeleicão como condicionou a accão de um governo já de si enfraquecido.
Perdem ambos e principalmente, perde o país.
Avizinham-se tempos difíceis.

terça-feira, setembro 29, 2009

Então e o famoso losango?


Sempre quis saber onde fica a linha que separa a meninice da idade adulta.
Primeiro pensei que fosse a idade legal. Os 18 anos, a entrada na universidade, as noites em claro a preparar o futuro, etc. Tudo muito adulto e tal. Mas não. Tirando o facto das fraldas darem lugar ao urinol, o resto continuava lá.
Talvez quando se comeca a viver sozinho sem os pais por perto para "coordenar" tudo. Huuumm…também não. Quando comecei a viver sozinho nem a barba fazia e metade das minhas refeicões levavam cerelac.
Então deve ser quando se entra no mundo profissional. Só pode ser isso. Camisa, cara de sério, reuniões, apresentacões, máquina de café, conversas sobre a bolsa de valores, discussões sobre nacionalizacões, lutas de classes, etc. Também não. No meu primeiro emprego, e agora estou a lembrar-me de algumas caras, havia mais rambóia do que no secundário.
Então quando?
Deve ser naquele momento solene em que se tem um filho. Um filho pá! Um bébé, alguém para assumir o papel juvenil deixado vago! Mas não…também não é aí.
Então? Quando é que se ultrapassa a linha que separa a meninice da idade adulta?
Descobri a resposta na semana passada enquanto olhava para um robot de cozinha numa prateleira do Media Markt.
Meus amigos…quando se compra um utensílio que não cabe em qualquer armário e "faz tudo na cozinha", sabemos que entrámos numa nova etapa, outra divisão, outro campeonato. Somos alguém que precisa de "fazer tudo na cozinha" e que sabe, para esse efeito, para que serve cada uma das 789 pecas que acompanham o robot. Somos adultos. Já não tiramos filmes do Pirate Bay. Trituramos carne, fazemos batidos de fruta.
Ponto prévio que julgo ser importante: nunca tinha lido um manual de algo que se ligasse à corrente eléctrica. Desta vez, nem depois de ler o manual consegui meter o robot a funcionar.
Isso deixou-me logo impressionado…bolas, isto é mesmo tecnologia de ponta. Percebo agora o preco e a importância!
Mais tarde, passada a fase da admiracão e enquanto via aquilo a mexer, comecei a pensar nas funcionalidades e naquele sem número de acessórios. Havia um mundo para descobrir. Olhei, apreciei e pensei.
Afinal, o que é um robot de cozinha?
É um faz tudo, um insubstituível, um inseparável, um imprescindível…é isso tudo. Mas o que faz?
Tem um motor que anda em círculos. É isto.
Um robot de cozinha é um motor que anda em círculos a 4 velocidades diferentes. É este o grande achado.
É isto que é vendido como o milagre da cozinha. A solucão para todos os teus problemas de avental. Um motor que anda em círculos.
Isto permite-nos, desde logo, concluir que para os fabricantes nada de verdadeiramente importante na cozinha se faz sem ser em círculo.
Não há utensílios de cozinha que executem qualquer coisa aos saltos, em quadrado ou sentido oblíquo. A máquina de lavar louca já espalhava água em circulos, o tambor com a roupa segue em circulos, os tacho e panelas têm fundos que são círculos e agora o robot corta, amassa, tritura e mexe em círculos.
Acho redutor. Não há vida culinária para lá do círculo. Parece-me que a geometria é largamente discriminada no espaco que separa o fogão do frigorífico. Onde ficam os cantos nesta história?

O assalto


Comecou ontem, oficialmente, a campanha eleitoral para as autárquicas.
Ponto de partida: o PSD fará tudo para camuflar a derrota nas Legislativas com a mais do que provável vitória nas Autárquicas. Duvido que isso aguente MFL por uma simples razão, nas Legislativas vota-se no partido e o papel do líder é decisivo, nas Autárquicas vota-se na pessoa, no nome que se conhece e o partido pelo qual ela concorre é secundário. Basta lembrar que alguns autarcas mudam de partido e continuam a conquistar a câmara. E quanto mais pequena for a autarquia, mais importante é o relacionamento entre o candidato e os eleitores, chegando ao nível familiar onde todos se conhecem. Ou seja, a vitória nas Autárquicas não se deverá a MFL enquanto que a derrota nas Legislativas tem a cara dela espalhada por todo o lado.
Será ainda assim interessante ver mais 15 dias de "arruadas" (quem é que inventou esta pá??) e espero eu, alguns debates. Tenho algumas curiosidades. Quão cilindrada será Elisa Ferreira no Porto? Irá Moita Flores sozinho ou com o PSD por trás depois de ele ter apoiado o PS nas Legislativas? Conseguirá Isaltino, condenado pelo tribunal, vencer em Oeiras? Continuarão as pessoas de Gondomar e de Felgueiras sem ler ou ouvir notícias? Será o povo de Lisboa irresponsável o suficiente para deixar Santana escavacar as contas uma vez mais?
Para o PS o objectivo é não perder por muito. A grande meta será aguentar Lisboa a todo o custo. A CDU deverá ter o papel de destaque do costume, embora ande a perder umas autarquias a sul para o PS. O CDS e o BE não costumam jogar neste campeonato. O PSD deverá manter o maior número de autarquias.
Para mim, curiosidades à parte, o grande interesse é Lisboa. Santana parte quase em pé de igualdade com António Costa (o que só por si já devia deixar os lisboetas de cabelos em pé) mas se tudo correr bem, e se a falta de preparacão se mantiver, conseguirá acumular gaffes e asneiras em número suficiente para oferecer a vitória a Costa e Roseta. Esta é pelo menos a minha esperanca. Nada mais do que isso. Não espero que Santana se reforme da política ou que assuma um lugar de vereador e esteja calado, não, nada disso. O homem já provou que não sabe fazer mais nada variadíssimas vezes. Contento-me se o assalto a Lisboa for travado.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Última que amanhã é dia de trabalho

1 - Sócrates deixou claro que o país enfrenta desafios e precisa de estabilidade. Estão abertas as portas para coligacões.

2 - Os deputados do PP chegam para a maioria absoluta com o PS. Medo!

3 - Portas, como bom pavão que é, teve a indelicadeza de discursar depois do vencedor das eleicões. Uma vénia para a TVI que lhe cortou o pio, interrompendo um discurso que ia longo e disperso por temas que nada tinham a ver com as legislativas. Mais um pouco e Paulinho das Feiras recitava os Lusíadas.

4 -Portas deixou claro que o tempo é de negociacão. Está, como se esperava, a bater-se a um governo de coligacão.

5 - A saída mais radical do BE, faz-me lamentar ainda mais que a soma de deputados da CDU e do PS não chegue para a maioria absoluta.

domingo, setembro 27, 2009

Terceira análise

1 - O BE sobe brutalmente, não resta qualquer dúvida. Loucã, ao contrário do que eu esperava, faz o pior discurso da noite (até ver...ainda falta o Portas que chora quando fala dos ex-combatentes). O aumento de deputados deu-lhe alguma arrogância, nunca vista até aqui, culminando com a suprema presuncão de se considerar a única esquerda no panorama político. Ou muito me engano ou o Xico Loucã do PSR está a comecar a sair da toca.

2 - A vitória do PS está a encolher e a distância para o PSD a diminuir, confirmando o que escrevi algures aí para baixo.

3 - O PSD patrocina a enorme subida do PP.

4 - Santos Silva, que será certamente um dos ministros a substituir, foi o pior que se podia arranjar para estar num painel de comentadores. Dizer que o caso das escutas não afecta as relacões entre S. Bento e Belém é o mesmo que levar uma facada e dizer que não dói.

Segunda análise

1 - MFL admitiu a derrota. Parece óbvio mas não é. Ouvindo Morais Sarmento na TVI, fico tentado a pensar que o PSD ganhou...

2 - Miguel Sousa Tavares fez o comentário mais acertado da noite. Tendo em conta as condicões em que o PS disputou as eleicões, é óbvio que consegue uma excelente vitoria.
É bom lembrar que os dois últimos anos foram preenchidos com greves constantes, classes profissionais aos gritos contra o governo, a eterna batalha com a Fenprof, o caso freeport que voltou a aparecer em tempo de campanha, etc. Foi um partido desgastado por 4,5 anos de governacão que venceu um PSD, que se não fosse a desastrosa campanha de MFL, teria todas as condicões para ganhar.

3 - A CDU na melhor das hipóteses terá mais um deputado. Ninguém assume que ficar atrás do PP foi uma derrota.

4 - Continuam, todos os partidos, a clamar louros pela perda da maioria absoluta.

Primeira análise

1 - Mais de 3 milhões de portugueses não se poderão queixar de nada nos próximos 4 anos uma vez que abdicaram do seu direito de voto.

2 - O PS ganha, sem qualquer margem para dúvidas, depois de ter partido para esta campanha completamente de gatas.

3 - Todos os partidos fazem da perda da maioria uma mini-vitória, como se fosse expectável uma maioria absoluta depois das reformas feitas.

4 - A CDU é a maior prejudicada com o voto útil à esquerda.

5 - A subida do PP é uma pequena catástrofe e tal como escrevi ali em baixo, é P. Portas um dos beneficiados com as asneiras de MFL (e não com votos que saíram do PS como ele quer fazer crer).

6 - Fico admirado como tantas pessoas se deixam enganar por um político como Paulo Portas, que apesar da sua inegável habilidade em campanha, tem um CV recheado de casos, desde a companhia de sondagens, à Moderna, aos processos arquivados pela ministra amiga, aos dossiers que desapareceram sem deixar rasto, aos submarinos que enterraram as contas públicas num negócio onde desapareceram 24 milhões. Como é que alguém consegue acreditar neste gajo?

O politólogo


Passado que está o período de reflexão - e o que eu reflecti enquanto o glorioso triturava o leixões - voltemos à campanha.
Estas duas semanas serviram, entre outras coisas, para descobrir novos valores do comentário político. Novos, é como quem diz.
O camarada da fotografia chama-se Joaquim Aguiar. Ao que parece é politólogo e segundo leio, conceituado. Confesso a minha ignorância. Nunca o tinha visto a fumar o cachimbo até há poucos dias atrás.
Ouvi-o pela primeira vez no dia do debate entre Sócrates e Manuela F. Leite. Percebi de imediato que estava na presenca de um artista. Analisou o debate, se bem me lembro na RTP1, e conseguiu arranjar forma de destacar MFL pela positiva e Sócrates pela negativa. Não o fez de forma particularmente inteligente ou elaborada. Foi mesmo à descarada. Na altura fiquei um pouco chocado, até com alguma revolta de o ouvir. Se há personagem que perdeu em toda a linha com os debates, essa personagem foi MFL. Não admira que ela tivesse recusado mais debates. Conseguiu até, proeza das proezas, meter os pés pelas mãos (IRS e IRC) no debate com Jerónimo de Sousa, o mais genuíno dos candidatos, mas também o mais fraco a debater. E eu não defendo que um político de sucesso tenha que ter somente o dom da palavra, mas defendo que se deve preparar para conhecer os assuntos em discussão. MFL, além de se atrapalhar com a lingua mãe, apresentou-se sempre muitíssimo mal preparada em todos os temas. No debate com Sócrates a coisa rocou o massacre. Por muito laranja que alguém seja, é impossível extrair algo de bom a MFL naquele debate. Mas...para minha surpresa, este camarada conseguiu esse feito. Numa análise medíocre, parcial e em directo no canal do estado. Fiquei com a sensacão que era um analista incompetente, adepto de MFL, não mais do que isso.
Há dois dias voltei a encontrá-lo no jornal da 2. Pediram-lhe que analisasse as duas semanas de campanha eleitoral e ele, sem qualquer tipo de vergonha, passou 20 minutos a falar de Sócrates e MFL. É bom lembrar que as legislativas são as eleicões para a AR (não para PM) e este ano concorrem 15 partidos. Tudo isto ficou de fora da análise deste "reputado politólogo".
O que se seguiu foi quase um escândalo. Frases como "o que se decide no domingo é muito simples, escolher uma mudanca ou continuar neste cenário de crise", "o que vimos foi Sócrates a falar em confianca, crescimento, etc sem nunca explicar como e MFL a resistir a todos os ataques de que foi alvo" ou "Sócrates não apresentou uma única proposta".
Foi enfim um destilar de ódio pela pessoa de José Sócrates. Uma vez mais na televisão pública e numa análise que, do ponto de vista político, vale zero.
Um analista imparcial e competente na sua profissão, tem que dizer que MFL foi quem mais perdeu com a campanha eleitoral. Pensemos um pouco:
Há 15 dias as sondagens indicavam um empate técnico. MFL concorria contra um PM desgastado e com o balão de oxigénio das europeias a favorecer o PSD. O que se viu depois foi uma sucessão de tiros no pé. Gaffes atrás de gaffes, desconhecimento dos temas em debate, contradicões constantes e o lema de verdade desmontado a cada dia. Portas foi um dos beneficiados (pelo menos nas sondagens) com as asneiras de MFL. Sócrates foi o outro. Os 2 milhões de indecisos decidirão esta eleicão mas mesmo que o PSD a ganhe, não o fica a dever a MFL.
Resolvi investigar um pouco para ver se percebia se este rapaz era só incompetente. Parece que nas horas vagas Joaquim Aguiar é também administrador no grupo Mello. Ora este é um dos grupos que mais investe na saúde em Portugal e que beneficiará largamente se o SNS perder "clientela" a favor dos hospitais privados e dos seguros de saúde (siestema americano). Apesar do grupo Mello já ter algumas administracões (atribuídas pelo governo de Sócrates), ficarão melhor servidos com MFL em S.Bento, já que o PSD apoia claramente mais saúde no sistema privado.
Pena é que este rapaz tenha tempo de antena no canal público para fazer pela vida de quem lhe paga.
Agora...coincidência, isso é que decididamente não existe.

Também vos parece que o Ramires faz o Lucky Luke parecer um pisa-ovos?

Este leixões já jogou melhor.
Na primeira parte distribuiram fruta por tudo o que mexeu. Inesperado para mim o anti-jogo demonstrado e, apesar de ouvir as criticas à arbitragem do José Mota, a verdade é que foram eles os beneficiados. O Ramires foi empurrado duas vezes na área e ficou por isso mesmo e, aos 20 minutos, já o Di Maria tinha levado para contar meia-dúzia de vezes. Acabarem com 9 foi um prémio.
A coisa correu bem e o jogo seguiu como faca quente em manteiga. Suave e eficaz.
Este início de época parece um pequeno sonho. Estou quase a ficar convencido com o Jesus.
Pena, mesmo pena, foi o facto de os calimeros não terem ajudado no dragão (o porto é o único adversário neste campeonato). Não servem para nada...
O primeiro objectivo do fim-de-semana está conseguido.
Espero agora pelas 20h locais para ver se o segundo também se cumpre.
A minha aposta: Sócrates vence com maioria relativa, mas com uma distância menor do que as sondagens indicam.
O meu desejo: que isso sirva para uma coligacão de governo com a CDU.
O que eu não gostava mesmo que acontecesse: que Portas tivesse votos suficientes para se bater a um ministério.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Man on the moon

Ouvi, e quase que consegui não rir, quando o presidente do sindicato dos pilotos disse, e cito de memória, "que a TAP era antigamente a companhia onde todos os pilotos sonhavam trabalhar e hoje é a 5a no ranking dos vencimentos entre companhias a operar em Portugal".
Foi pena nenhum jornalista ter feito a seguinte pergunta: "Quais são as outras 4 companhias de aviacão portuguesas, públicas e a operar em Portugal que pagam melhor aos PILOTOS do que a TAP?"
Tem mas é vergonha na cara e vai explicar às centenas de pessoas que estão a dormir na Portela, que a esfrega que estão a apanhar, é para tu teres um aumento de 1000 euro e passares para um salário médio mensal de 10 000 euro, pago por eles.

Ai a tola


Comeco a duvidar dos meus tracos de latino.
Em Portugal sempre fui pálido. O meu pai passou metade da minha infância a pensar que eu tinha anemia.
Aqui tudo mudou.
Ontem, enquanto esperava pela pizza, o turco perguntou-me: "Não vives ali na rua x?" ao que respondi: "Não, vivo aqui perto na rua y".
"Ahhh...mas não tens lá um irmão? Conheco uma pessoa lá que é a tua cara."
"Não, não...o meu irmão está em Portugal."
"Portugal? Engracado, pensava que vinhas ali dos meus lados!"
"Não, não...sou português."
E vim com a pizza debaixo do braco e a cabeca cheia de pensamentos.
Há uns meses atrás, uma rapariga numa aula de sueco jurou que se lembrava de mim dos tempos em que vivia em Teerão. Não foi fácil convencê-la que era europeu.
Já mais do que um colega, que sabe a minha nacionalidade, me perguntou se tinha problemas no dia-a-dia quando me confundiam com os iraquianos.
Há um bom par de anos, em casa de uma conhecida em Itália, ouvi a mãe dela perguntar: "Quem é o marroquino?"
É engracado...ninguém me confunde com um italiano, francês, grego ou até espanhol, que fosse...já ficava contente com isso.
Turco, marroquino, iraniano, iraquiano entre outros estilosos do turbante.
Será que qualquer camarada com cabelo ondulado e barba por fazer tem obrigatoriamente que se chamar Achmed ou Mahmoud? Entre louros sou obrigado a pensar que sim.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Da Marktest



PS: 40%

PSD: 31,6%

BE: 9,2%

CDS-PP: 8,2%

CDU: 7,2%

OBN: 3,8%
Algumas notas:
Não acredito numa vitória do PS tão folgada (continuo a achar que vai ser à tangente e só dá PS porque a MFL se tem mostrado extremamente incompetente para aproveitar a vantagem de concorrer contra um PM desgastado).
Não acredito que o PP fique à frente da CDU, embora acredite que Portas, entre peixeiras e agricultores tenha conseguido roubar muitos votos ao PSD.
Ps - o meu voto já vai a caminho. Para a CNE fica o reparo: se sugerem que o eleitor registe a carta onde segue o voto, que tal mandarem um envelope com porte pago? A 7,5eur o voto não se queixem se os imigrantes não votarem.

World record

Às 10.45h da manhã já estava sentado a almocar.
Sobre problemas de integracão acho que estamos conversados.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Comecam cedo este ano...

Quando vi o jogo, e apesar da clubite aguda, não tive qualquer dúvida no lance do penaltie. O defesa do Leiria entrou com os pés à cabeca do Aimar. Não cabe na cabeca de ninguém entrar a uma bola na área daquela forma, mas, para minha felicidade, o rapaz do Burkina Faso resolveu meter a pata na poca. Óptimo.Sinceramente não pensei que isto desse uma linha de texto.Mas enganei-me. Aqui e ali há comentadores a dizer que o Benfica foi ajudado. Dou de barato o que se escreveu no jornal do FêCêPiê (para esses a canela acaba perto das orelhas) e centro-me nas declaracões daquele programa da SIC onde o irmão da Manuela e o Mr. Tacho Dias Aguiar formam um coro de virgens ofendidas a falar do Benfica. O corrupto e o calimero acham que "foi o Aimar que tropecou". Ahn? Tropecou? O outro gajo foi estúpido o suficiente para entrar DENTRO DA ÁREA com os pés na cabeca do Aimar. Na luta greco-romana acho que vale um ponto. No futebol costuma dar falta. O calimero e o tacho afinam sempre pelo mesmo diapasão. Chega a ser comovente. Pensava eu que sofria de clubite aguda...sou um aprendiz.

Em St. Kitts a chapinhar com o puto é que eu estava bem!


Posso ser eu o azarado ou uma série de infelizes coincidências mas, por esta altura do campeonato, sou obrigado a concluir o seguinte: em Portugal, não responder ao e-mail torna uma pessoa mais importante.
Porque é que me lembrei de isto hoje?
Porque sim.
Porque escrevo sobre isso?
Porque me enerva.
E como é que cheguei a esta conclusão?
Bom…tudo comecou em 1923, a lei seca ditava regras e…
Não, estou a brincar.
Tudo comecou no início do século, mais ou menos quando comecei a vergar a mola e quando comecei a usar o e-mail para fins profissionais.
A primeira experiência foi durante o processo de enviar CVs. Em qualquer país da UE, por muito beira-de-esquina que seja uma empresa, tem sempre aquela resposta automática activada. Mal envias o CV, recebes aquela lenga-lenga do "recebemos o seu CV e vamos agora analisá-lo, se for o maior da sua rua contacta-lo-emos dentro de 2 semanas, se não for adeus e um queijo da serra". Pode ser standard a até a única resposta que recebemos, mas há qualquer coisa. Em Portugal é rara a empresa que acusa sequer a recepcão do CV. Há a hipótese de dizer qualquer coisa se o CV for interessante e existir a hipótese real de contratacão. Fora isso…é um silêncio absoluto.
Lembro-me de em 2007 (já aqui na Suécia), receber um telefonema da Vulcano (em aveiro) a perguntar se estava interessado numa vaga qualquer (já não me lembro qual). Fiquei um pouco espantado e perguntei à senhora: "Mas eu concorri a algum emprego aí?" ao que ela respondeu: "Sim, em 2002, não se lembra?"
Durante o meu processo de candidatura, enviei CVs para os quatro cantos do mundo. Acho que tirando Afeganistão e Iraque, corri tudo. Lembro-me de ter recebido uma carta, escrita à mão (mesmo com aquela letra da primária) proveniente de uma empresa numa ilha das Caraíbas, St. Kitts se não me engano, a responder à minha candidatura.
Recebi N cartas e e-mails dos pontos mais dispersos do mundo, só de Portugal é que a resposta era feita de silêncio.
Aliás…acho que é por isso que estou aqui. Mais depressa recebi respostas do estrangeiro (negativas ou positivas) do que de empresas que estavam a 5km da minha casa. Eu bem tentei...
Mais tarde, já no mundo do trabalho constatei o mesmo. Se enviasse um e-mail para o CEO de uma empresa alemã ele respondia, se enviasse um e-mail para um chefe de 4a linha de uma empresa de Vila do Conde, ele nem se dignava a responder. Parece que em Portugal as pessoas acham que responder a e-mails ou telefonemas não é um acto de competência mas sim um sinal de importância. Seguindo aquele raciocínio: chefe = muito ocupado = importante = sem tempo para ler mails ou atender telefones.
Tudo bem. Segui caminho.
Durante a minha estadia na Suécia tenho trabalhado essencialmente com americanos e alemães, para além dos locais, claro. Não há quem não devolva uma chamada ou não responda a um e-mail. Seja qual for a sua posicão hierárquica.
Ocasionalmente tenho que trabalhar com Portugal e lá volta tudo à estaca zero. Qualquer importantola que tenha uma secretária (não de madeira…uma pessoa mesmo) raramente devolve uma chamada.
Para além daquele pequeno detalhe de eu, enquanto português, ficar envergonhado perante os meus colegas, quando eles percebem que a forma típica de trabalhar em Portugal é o desprezo e o silêncio.
Repito, posso ser eu a ter muito azar ou a tropecar em coincidências infelizes, mas a licão está aprendida.

terça-feira, setembro 22, 2009

Podes comecar a bater com a língua no céu da boca



Cavaco não pode continuar calado.

Depois de correr com o assessor que, alegadamente, ajudou o jornal Público a montar o caso das escutas tem que dizer qualquer coisa.

Este silêncio, além de prejudicar o próprio Cavaco, cria mais uma suspeicão em torno da accão do governo. Em plena campanha eleitoral este será mais um caso que valerá votos.

Ganha forca a tese que defende que foi Cavaco a pedir que o mail fosse entregue ao Público. A ser verdade, podemos dizer que o PR acreditava mesmo que estava a ser escutado por São Bento. Se for mentira, caberá a Cavaco desfazê-la com algumas frases credíveis e fundamentadas. Ele que noutras ocasiões pediu clareza e verdade, não pode continuar no papel de múmia. A demissão de Fernando Lima tem uma só leitura: o mail publicado pelo DN é verdadeiro.

Não estarão vocês a gozar com quem paga impostos?

Já falei sobre este assunto 176456 vezes mas sinto necessidade de voltar ao tema.
A TAP e os seus donos: os pilotos. Alturas houve em que pensei que os donos da TAP eram os contribuintes mas há muito que percebi esse erro de análise.
Sobre a greve de 2 dias agendada para esta semana há algo a dizer. Comecemos pela exigência.
Os pilotos da TAP querem 6,5% de aumento. No ano da maior crise mundial da nossa vida, no ano em que a TAP tem perdas consideráveis, estes alarves querem 6,5%.
E porque é que exigem? Porque na TAP há sempre dinheiro seja qual for o balanco. São os contribuintes que pagam este verdadeiro el dorado de meia-dúzia de portugueses.
Vamos a factos. Saberão os pilotos da TAP que os pilotos da Ryan Air (uma companhia com mais aviões e rotas do que a TAP) aceitaram congelar os salários durante um ano? E olhem que a Ryan Air é uma companhia com lucro...
Segundo o jornal económico, os pilotos da TAP ganham em média 8600 euro por mês. Segundo outras fontes o salário médio de uma hospedeira ronda os 4500 euro. Volto a dizer que toda e qualquer profissão merece o meu respeito mas não será um exagero pagar 900 contos a uma pessoa que serve cafés só porque está a 11km do chão? Isto apenas acontece porque a TAP é uma empresa pública. Nenhum privado alinha num esquema destes.
Voltando aos pilotos. Dei-me ao trabalho de pesquisar e encontrei em vários jornais económicos informacões sobre a Lufthansa. Convém lembrar que a Lufthansa é a maior companhia de aviacão comercial do mundo. Um piloto entra para a Lufthansa com um salário aproximado de 3000 eur e no topo de carreira chega aos 8000. Aqui importa recordar que na TAP o salário médio é superior ao topo de carreira na maior companhia do mundo. Fora outras regalias como o prémio de reforma (20000 eur), etc.
Perante este cenário, pedir 6,5% de aumento quase que exige uma intervencão do governo. Estes gajos não têm a nocão do que é o mundo real do trabalho. A solucão para a TAP é só uma: a privatizacão dos aviões e a manutencão das oficinas como empresas públicas (convém deixar o dinheiro a correr pelo menos para garantir a correcta manutencão dos aviões).
Mas há mais. O facto dos pilotos agendarem 2 dias de greve terá um impacto negativo de 10 milhões de euro nas contas da companhia, eliminando qualquer hipótese de um saldo positivo no fim do ano.
Já chega desta vergonha. Foram ultrapassados todos os limites do razoável. Assiste-se neste momento a um roubo em praca pública do dinheiro dos contribuintes.
Espero que a administracão não ceda perante mais esta chantagem e espero que o governo tenha a lucidez de privatizar esse buraco sem fundo que é a TAP.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Como inverter a tendência de voto a poucos dias das eleicões?

Sócrates pior PM do que Santana e Cavaco melhor PR desde 1985?
Não sei qual delas me deixa mais incrédulo mas que cheira a encomenda, lá isso cheira.

O cacilheiro no Báltico


Desde que cheguei aqui ao estaminé, nos idos de 2007, que me habituei ao mimo da "viagem de outono" patrocinada pela empresa. Londres, Budapeste e Varsóvia foram os destinos escolhidos nos últimos 3 anos.
No presente ano todos assumiram que este bónus seria cancelado. Faz sentido. Centenas de despedimentos não combinam com viagens. Entretanto, algumas notícias menos próprias envolvem o CEO da companhia nos jornais locais. Compra de carros de luxo em nome da empresa e viagens para destinos longínquos em cacadas (com cedilha) com a administracão, deixam o colaborador, como direi...assim pró ******, se é que me percebem.
Por um lado corremos com 700, mas por outro lado vamos para África cacar (novamente com cedilha) elefantes. A indignacão espalhou-se pelos corredores e quanto a mim, lá se vai o mito do escandinavo honesto e tal...Há escória em todo o lado.
Não sei se foi para acalmar as hostes, mas o departamento resolveu organizar a viagem de outono. Algo mais modesto, substituindo o avião pelo barco e escolhendo uma capital mais próxima (Tallin), mas ainda assim, com alguma vontade. Ninguém esperava. O tempo é de vacas magras e por isso, nova regra, os custos são a rachar...o cacilheiro de Estocolmo a Tallin fica por nossa conta.
Tudo bem, tudo bem. Os tempos não estão para avarias, pelo menos para a ralé.
Venha de lá o cacilheiro e Tallin.
Quanto ao outro camarada, espero que seja chicoteado por uma tromba de elefante em fúria.

domingo, setembro 20, 2009

O gajo do Burkina como manilha de trunfo

JJ (como dizem os entendidos da matéria) teve esta noite mais sorte do que juízo. Comecando pelo 11 inicial (Keirrison valeu 60 minutos de avanco), passando pelas substituicões (com o jogo atafulhado no meio não meteu o único extremo que tinha no banco) e acabando na estratégia (ao fim de 10 minutos de jogo já se tinha percebido que o leiria jogava com um autocarro e 10 jogadores na faixa central e JJ, em vez de obrigar a equipa a jogar pelas alas, viu impávido e sereno 70 minutos de tabelas entre uma floresta de pernas adversárias).
Valeu, para salvar a honra do convento, aquele momento espectacular em que o defesa do Burkina Faso confundiu o Aimar com um saco de areia num treino de kung-fu.
Enfim...aquela ideia de que Jesus é um mago no banco e coisa e tal...um pouco menos está bem?
Como diz o poeta, há muita papa de maizena ainda para comer.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Porque é que não atiram um chanato à cabeca deste mentecapto?

Claro que sim. Claro que é um mito.
Os campos de concentracão e as câmara de gás que ainda hoje existem para visita, as valas comuns, as fotografias da altura, o Zyklon B, o decréscimo "repentino" da populacão judaica (6 milhões) e sobretudo os relatos dos sobreviventes, tudo isso é um mito.
Histórias que judeus subnutridos inventaram só para chatear gajos com turbantes.

From Belém with Love



Esta história das escutas ao Cavaco está a ficar interessante. Trocas de mails entre jornalistas aparecem na primeira página, servico alegadamente feito a partir de dentro, altas patentes do Estado envolvidaas e até os servicos secretos já estão ao barulho. Embora não perceba, numa primeira análise, porque é que alguém tem interesse em saber o que diz o Aníbal de Boliqueime, tenho que reconhecer que estão reunidos todos os ingredientes de um clássico de Ian Fleming. Só me falta descobrir quem é que faz de M.

A surpresa

Passo os olhos pela ementa e fico encravado no "peixe da semana".
O facto de ser da semana e não do dia já me deixa a pensar. Mas faz sentido. Na Suécia não existe variedade de peixe para que se coma um diferente a cada dia da semana. Ainda assim alimento a esperanca...o facto de não ter lá o nome deixa-me a atirar nomes para as nuvens.
Dourada, safio, pargo, robalo, espada e...bom, talvez seja melhor perguntar antes de babar o resto da camisola. Posso até ser surpreendido. Quem sabe...
"Bom dia, qual é o peixe da semana?"
"Salmão".
Olha, olha...salmãozito! Quem diria?

quinta-feira, setembro 17, 2009

Ah e tal vivo no Luxemburgo e queria ver o Glorioso e não sei quê...














Albarcuel a ligar a Diáspora!

Também vale 1 voto?



E se voltasses para a 4a classe?

Não sei como está a correr a campanha juntos dos imigrantes nos outros países. Imagino que os partidos mandem alguns panfletos para os eleitores espalhados nos destinos mais típicos de imigracão: Alemanha, Franca, Luxemburgo, Suica, EUA e Venezuela.
Aqui para trás do sol posto não chegou muita coisa. A comunidade é pequena (3000) e os partidos estão em poupanca. O único que fez o favor de me mandar um panfleto foi o PSD. E mais valia terem ficado quietos...
Medidas como "reforcar a importância do 25 de Abril e do dia das comunidades", "apoiar a comunicacão regional", "fortalecer os lacos com a Diáspora" ou "reactivar a rede de consulados" explicam duas coisas: a primeira é que o PSD pensa que os imigrantes portugueses no séc.XXI ainda são os mesmos que passavam a fronteira nos anos 60, sem formacão, dispostos a fazer qualquer tipo de trabalho e a passar uma vida de sacrifício até juntar o dinheiro para a vivenda na aldeia de origem. A segunda é um pouco mais grave, é não perceber que Portugal não pode ter um consulado em cada esquina, nomeadamente em Franca e na Alemanha. A rede de transportes hoje em dia permite um rápido acesso a todo o lado e Portugal não pode pagar essa rede de tachos que são os consulados.
Mas, a verdadeira emocão aconteceu quando recebi a carta com o boletim de voto. É a primeira vez que o vejo na caixa de correio e não numa assembleia de voto.
Fiquei um pouco mais surpreendido quando vi a morada do destinatário. A minha portanto.
Aparentemente, no Ministério da Administracão Interna, existe um camarada que acha que Gotemburgo é uma localidade dentro da cidade de Estocolmo. Isto seria o mesmo, na realidade nacional, que pensar que o Porto é um bairro de Lisboa. Palminhas para os correios suecos que ainda assim acertaram com a caixa.
Para o camarada que tão atenciosamente me escreveu deixo um segredo: Gotemburgo e Estocolmo são duas cidades diferentes. Para o MAI fica uma dica: ou oferecem o mapa da UE a esse camarada ou o metem a trabalhar só com carimbos e selos.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Portugal dos pequeninos


E já que falei em senegaleses, lembrei-me da última pérola televisiva, o prós e contras com os 10 partidos mais pequenos.
Eu sabia que havia ali potencial para o regabofe, mas as minhas expectativas foram largamente ultrapassadas.
Os temas discutidos foram os do costume: economia, tgv, educacão, seguranca, sns, etc.
Comeco pelos líderes do PTP (partido trabalhista português) e do PPM (Monárquicos que gostam de fado) por serem os que mais dificuldades apresentaram. E aqui refiro-me a dificuldades de Português. Nem o camarada do PTP (não me lembro do nome) nem o N. C. Pereira conseguiram responder a uma única pergunta usando uma frase com sentido. Até podia dar para rir se o líder do PPM não fosse um dos deputados que se sentam na AR (agradecam ao Santana) e de quem não se conhece uma intervencão.
Na lista dos "mas porque é que não ficaste em casa?" aparecem logo de seguida os líderes partidários que tinham uma única ideia e que a usaram para todos os temas. O Coelho do PNR usou os imigrantes, o representante do PPV (pró vida) usou o aborto, a histórica Carmelinda Pereira usou os desempregados e o ex-partido do táxi Manuel Monteiro usou o Minho.
Para Carmelinda a solucão para tudo seria proibir os despedimentos. Como? Ao fim de 30 anos só conseguiu esta ideia brilhante e tão séc.XXI?
Já para Manuel Monteiro tudo se resumia ao Minho (circulo pelo qual se candidata à AR). Fosse qual fosse a pergunta de Fátima Campos Ferreira, Monteiro iniciava a resposta com um "olhe, por exemplo no Minho...". Enfim, seguiu a sua agenda e talvez tenha sacado alguns votos.
O rapazito com cara de enjoado do PPV, beato como convém, conseguiu usar o aborto e "esses criminosos que acabam com vidas" como programa de governo. Propõe-se a ir para a AR uns bons anos com o intuito único de revogar a lei do aborto e patrocinar os queques com famílias de 15 filhos. Elucidativo.
O último nesta categoria foi o líder dos Nacionalistas que na sua primeira intervencão explicou que o PNR não é xenófobo. O pior veio depois. Em todos os temas conseguiu meter os imigrantes ao barulho. A meio pensei:"como é que ele se vai safar na pergunta do Servico Nacional de Saúde?". E não é que conseguiu meter imigrantes ao barulho? Fantástico programa de governo: correr com pretos, chineses e indianos.
Daqueles que desgracadamente ali se sentaram, só 4 conseguiram desenvolver um raciocínio com principio, meio e fim: Garcia Pereira (PCTP/MRPP), Pedro Quartim Graça (Frente Ecologista e Humanismo, Eduardo Correia (Movimento Mérito e Sociedade - MMS - embora fosse um pouco trapalhão) e Rui Marques, (Movimento Esperança Portugal - MEP).
Destes, aqueles que mais gostei de ouvir foram o líder do MEP (um programa parecido com o do PSD mas mais concreto) e o Garcia Pereira. Concorde-se ou não, ele consegue explicar o que pretende.
Algumas conclusões: há partidos/movimentos que existem tendo como base uma e uma só ideia e nunca poderão servir como alternativa aos que neste momento têm assento parlamentar. Os poucos que têm várias ideias para o país ou são muito radicais ou muito parecidos com os partidos do centrão. Daquelas dez cadeiras, apesar de tudo, não me parece que possa sair qualquer alternativa seja para o que for. Já se dois ou três deles juntassem os trapinhos e algumas ideias (como por exemplo aquela de Portugal se virar mais para o mar), poderíamos ter um novo Bloco, quicá mais moderado e menos utópico.

O menino do coro


Por principio não vejo grandes problemas na partilha de ficheiros áudio ou video em rede. No fundo, trata-se de algo tão simples como troca de informacão entre pessoas anónimas. Claro que há sempre a questão de saber como é que chega à rede a primeira cópia...
De qualquer forma, parece-me que o combate é inútil e as editoras e estúdios devem aprender a viver (e lucrar) com o fenómeno. Algumas bandas abandonam as editoras e comecam a disponibilizar os albuns na internet. O séc.XXI e os meios de comunicacão empurram para aí.
As autoridades comecaram um combate mais efectivo aqui na Suécia e também por isso, achei que era altura de parar com a "partilha de musica em rede" e resolvi passar na FNAC, essa catedral do consumo. Se é livre muito bem, se há perseguicão não estou com tempo disponível neste momento para uma estadia no Linhó cá do sítio.
Há uma clara vantagens em comprar originais. As capas, a suposta qualidade, aquele livrinho porreiro com as letras, quem sabe um dvd com extras e por aí fora.
Mas não. Parece que não.
Comprei um cd e a desilusão ficou estampada no meu rosto depois de rasgar o papel. Uma base de plástico segurava o disco e por cima uma mísera capa de papel tapava o dito.
Então e o resto? Um livrinho com umas coisas escritas, uma capa que não derreta com chuva, informacão sobre a banda...epá, qualquer coisa!
Nada. O cd original adquirido na FNAC tinha a classe de um comprado aos senegaleses que percorrem os restaurantes de Setúbal. Mas 4 vezes mais caro.
Um cd e uma capa de papel...
Distribuicão justa dos custos, sobrevivência das editoras, etc e tal?
Eu repito: 1 cd + 1 capa de papel.
shame on you if you fool me once ...e acho que já sabem o resto.

terça-feira, setembro 15, 2009

O contacto


O trem de aterragem...esse detalhe menor. Curiosamente num percurso para onde o trabalho me empurra várias vezes (na última das quais em 4 rodas por causa da chamada "vertigem").
A ver se não me esqueco do nome desta malta para não entrar lá por engano.

Como inverter o triângulo?

O regresso ao trabalho é sempre, em português corrente, um pincel.
Se dúvidas tivesse, bastaria olhar para os bracos. Não os vejo? Tenho um casaco em vez de t-shirt? Então é claro: o Tejo está longe.
E gosto particularmente de chegar e ver o que me espera. Nesta coisa de brincar aos projectos a posicão melhor é sempre a de gestor.
"E o que faz o gestor?", perguntam vocês.
O gestor é o camarada que conjuga o verbo "fazer" sem nunca passar pela 1a pessoa do singular. Engracado também é verificar a quantidade de pessoas que se associam a este projecto para evitar o despedimento.
O Zé está no mesmo projecto do Tiago. O Quim também. Olha...e o Tóino também.
E o que fazem? Apanham choques nos dedos? Não. Estão cá para gerir.
Então e quem "faz"? Isso é retórica camaradas.
E enquanto estou de férias e tudo se acumula, algum dos gestores suja as mãos? Uuuui...nem pensar. Adicionam mais uma linha no excel e escrevem "next week". A gestão está feita.
Gerir é a melhor invencão desde a roda. Senão reparem: eu sei que tenho que andar em frente. Não tenho dúvidas que é em frente. Nem esquerda. Nem direita. Isto, porque entre outras coisas não sou acéfalo, então, qual a necessidade de criar um posto de trabalho para alguém me dizer que tenho que andar em frente? Ainda por cima a mais do que uma voz.
Para isto é que era preciso um gestor. Para perceber que há gente apenas a pesar no orcamento e sem qualquer influência no resultado entregue ao cliente. Assim é que se faz um corte inteligente nas despesas.
Calma lá...esta ideia até pode ser vista como um ar de gestão!
Queres ver que ainda me vou candidatar a um lugar de gestor?
Compro umas calcinhas na Maconde, daquelas com vinco, um sapatinho de verniz e penteio o cabelo com gel para trás. Mando umas postas, e enquanto alguém queima os dedos, vou lendo o jornal até que o bónus, pelo excelente desempenho, apareca na conta.
É isto!

Eu sei que já todos viram mas nunca é demais ver o Portas entalado

domingo, setembro 13, 2009

Perdida na maresia


Bem...foi pior do que o pior dos pesadelos de Manuela. Ela tremia, trocava palavras e até falhava no portugues. Nao se preparou, foi apanhada em contradiÇao n vezes e nao convenceu em nenhum tema. Nem na educaÇao conseguiu encostar Socrates (como é que possivel?). Foi uma tareia das antigas. Tremo so de pensar que esta mulher pode chegar a PM. Esta tao preparada para o cargo como eu para caÇar tubaroes-martelo com linha e anzol.

sábado, setembro 12, 2009

Bandarilhas de ferro curto

A minha aposta para hoje:
uns bons 20 minutos a tourear até cansar o adversário.
Tempo suficiente para 2 ou 3 "gaffes" de Manuela.
Dar corda no TGV até ela trocar o "suspender" com "rever". Adicionar duas ou três pitadas da governacão Cavaquista. Aproveitar para lancar a falta de coragem para reformar e juntar algumas medidas puramente elitoralistas que estão no programa.
Com o adversário já com a lingua de fora, terminar em beleza com duas estocadas de ferro curto, usando o trocadilho "politica de verdade" e "lista de deputados com arguidos".
Vai ser um massacre.
E vai ser bonito de se ver.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Tu queres ver...


Depois de ver estes coxos da Hungria ( ate jogadores de divisoes inferiores tinham) e de os juntar aos mancos da Escandinavia, pergunto-me, como é que uma selecÇao com pepe, simao, carvalho, meireles, bosingwa, deco e ronaldo, pode estar fora dos lugares de acesso? Por mais que pense acabo sempre na incompetencia do Queiroz.

sábado, setembro 05, 2009


O artista

O Queiroz nestas coisas de falhar nao gosta de passar despercebido (quem nao se lembra daquela fantastica substituicao do lateral esquerdo nos 6-3).
Durante a primeira parte Portugal massacrou e os dinamarqueses marcaram no unico remate que foi a baliza. A exibicao estava, ainda assim, a ser a melhor desta qualificacao.
O que faz Queiroz ao intervalo? Muda o esquema de jogo.
Muda a unica coisa que nao podia mudar.
A segunda parte tem sido apenas o voltar a miseria que nos caracterizou durante esta qualificacao.
O comentador da TVI ja repetiu isto 254 vezes com uma azia do tamanho do mundo.
Sera que ainda vao aguentar esta nodoa??

Alvalade II

Ao intervalo o mesmo filme de alvalade.
Portugal a massacrar e a Dinamarca a marcar.
Segunda exibicao de gala da seleccao, curiosamente contra o mesmo adversario.
Que pena terem comecado a jogar quando a calculadora mandou...
Ficou impossivel, mesmo para quem acredita em milagres como eu.
E entao? Levanto-me e vou-me embora?
Nem por isso, nem por isso.

A insustentável leveza do ser


Aviso previo - este teclado nao tem acentos e toda a panoplia de coisas que dao jeito para escrever. A gerencia pede desculpa pelas gralhas que se seguem.


Antes que comece o jogo e independentemente do seu resultado, gostava de postar a minha opiniao sobre a chamada do levezinho.
E perguntam voces: "mas quem e que te encomendou sermao? "
Ninguem camaradas. Mas esta e uma das vantagens de Abril, posso dizer "o que tenho na vontade".
Voltando ao tema desta nossa tertulia.
A chamada de Liedson? Acho-a uma barbaridade.
E so acho uma barbaridade porque nao me ocorre adjectivo melhor.
O biafra e chamado para tentar desenrascar um golito nos proximos dois jogos. A convocatoria tem apenas uma razao: medo.
Queiroz, provou novamente para quem tinha duvidas, que nao passa de um incompetente a viver do mundial de juniores ad eternum.
Ele percebe tanto disto como eu de plantas tropicais. E olhem que eu ainda distingo um coqueiro de um sobreiro.
Ao longo dos meses tem destruido uma seleccao que estava no topo do ranking da FIFA e que vai descendo a uma velocidade alucinante. Destruiu o nucleo duro com a desculpa de "renovar" onde o unico criterio para a chamada passou a ser jogar no estrangeiro.
Ninguem conhece metade dos jogadores que vao a seleccao.
Agora, quando o medo aperta nos fundilhos, vira-se para o biafra (uma renovacao fantastica com 32 anos), chama o Manique, o Nuno Gomes e algo me diz que se o Pauleta nao estivesse a empacotar queijos Terra Nostra, tambem fazia uma perninha.
Nem a coragem de manter as mesmas opcoes tem. Tudo em nome do apuramento e dos milhoes para a federacao.
Se houver justica a Dinamarca vai seguir para o mundial. Fizeram ate aqui uma excelente campanha e foram regulares. Merecem.
Hoje, por muito que isso me custe, sera o fim do sonho. Espero que seja o suficiente para correrem com o Queiroz. E ja agora, no caminho para a saida, poderia levar o Madail.
Figo para presidente e coerencia nas escolhas de quem veste as quinas.
Por muito que gostasse de ver o Queiroz na rua, vou torcer para o Biafra confundir o guarda-redes da Dinamarca com o Quim.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Sim, sim, eu sei...mas não consigo evitar!

E agora interrompemos a emissão para algo verdadeiramente importante.
Aos 5 meses o Diogo resolveu sentar-se.
Não é aquele sentar de quem está e fica. É mais ao estilo pêndulo. Esquerda, direita, direita, esquerda e, aqui e ali, um pouco de chão. Mas o miudo tem talento para a coisa.
Sempre que me perco nos olhos do Diogo há um grito de alegria que ecoa por cada parede do meu corpo, que aquece cada osso e que desvenda a última peca do puzzle.
Respiro fundo e aprecio cada minuto.
Está mesmo a acontecer.
E tão rápido.
Aqui para nós, rápido demais.

quarta-feira, setembro 02, 2009

O demagogo

Portas interroga Sócrates:

"Sr. Primeiro Ministro, sabe quantos efectivos tem a esquadra da Damaia? "

...

Uma pessoa que faz uma pergunta destas nunca na vida poderá vencer um debate.
Ano após ano não aprende. Não muda, não evolui. Pura conversa de café.
A argumentacão de Portas não convence um pinguim a comer uma sardinha depois de 2 meses de jejum a segurar o ovo.

Nuts & Honey

Reza a lenda que a Fenprof, em mais um fantástico contributo para a carreira dos professores, apelou a um boicote a nova maioria absoluta do PS. Eu que pensava que a funcão de um sindicato era falar a uma só voz em defesa de uma classe, confesso-me um pouco surpreso.
Serei talvez ingénuo.
Quicá antiquado.
Certamente deslocado.
A Fenprof segue a agenda deliberada pelo PCP. Não é o único sindicato que o faz, mas é o que dá mais bandeira. Claro que este apelo surge depois da apresentacão do programa de governo do PSD. Coincidência imagino.
Manuela Ferreira Leite prometeu parar de imediato com a avaliacão dos professores e isso definiu logo o sentido de voto da Fenprof. Deixar tudo na mesma e impedir a progressão dos melhores é a única medida real que Mário Nogueira e seus pares defendem desde o início deste processo. As palavras de Ferreira Leite são verdadeiro mel para Nogueira. Mel e nozes...ficou um pouco ajavardado um texto que até parecia sério.
Voltando ao carril...
O PSD embalou no eleitoralismo fácil, o sindicalista mais inútil do país aproveitou e o Jerónimo vê a sua exigência na rua sem sujar as mãos.
Continuo sem perceber onde é que está a defesa dos professores.´
Mas devo ser só eu.

terça-feira, setembro 01, 2009

O rolo compressor


Não tenho muito para dizer aos camaradas do Vitórrria.
O que aconteceu ali em frente ao colombo foi uma das antigas.
Não percebi se o Glorioso jogou muito ou se os choquinhos eram mesmo muito fracos.
Pelo que li andaram a recrutar jogadores às divisões inferiores e a fazer captacões com 40 ao mesmo tempo.
É aqui que entra a minha curiosidade.
Para fazer aquelas figuras e espalhar o perfume do passe para o adversário, oferecia-me de bom grado ao Setúbal e acho que não fazia pior que o Diakité (não sei como se escreve mas soa-me a isto...).
Quaisquer 1000 contitos serviam e ainda regava a relva do Bonfim no fim dos treinos.
É a pensar no caso Azenha.