quarta-feira, julho 29, 2009

Tempo de zarpar

Corria o ano de 2006 e eu tinha chegado à Suécia há pouco mais de 3 meses.
Um colega de então, já mais avancado na idade, aproveitava cada pausa para café para me falar do Figo. Hoje e sempre a redondinha a ligar mundos.
Um dia, já perto do período de férias, relatava a sua mais recente descoberta: 5 semanas de descanso.
Dizia que habitualmente tirava 4 semanas mas que, no fim desse período e quando comecava verdadeiramente a desligar, estava na hora de regressar. Assim, passou a usar 5 semanas seguidas de férias garantindo dessa forma descanso absoluto.
Palavras dele.
Aquilo para mim não fazia qualquer sentido. Cheirava a balda por todo o lado.
Nunca na minha vida tinha tirado mais do que 2 ou 3 semanas (e sinceramente não me lembro de ter tirado 3, mas assumo que sim...) e ao ouvir aquele homem fiquei com a sensacão de que as férias é que tinham pausas para o trabalho e não o contrário.
Entretanto 3 anos passaram e acho que comeco agora a perceber as palavras do camarada.
A idade é afinal um posto.
Como as 5 semanas são uma patente dele resolvi inovar e subir a parada. Tenho para mim que ao fim das primeiras 4 ainda estou a habituar-me a trocar salmão por salmonete. Mais uma servirá eventualmente para reconhecer a t-shirt como indumentária oficial. Ao entrar na sexta semana já devo estar a caminho do descanso.
Assim seja.
Seis semanas perto de quem gosto e do que gosto. A partir de...agora.
O estaminé fecha para banhos e salvo qualquer acontecimento extraordinário como um golo do Nuno Gomes, uma asneira do Santana ou uma simples comichão nos dedos, reabre a meio de Setembro.
Vemo-nos desse lado.
Boas férias.

Fechado para almoco

Comeca o ataque cerrado à funcão pública.
Pode ser visto como uma forma de "amansar" quem mais contestou o actual governo. "Porque se queixam tanto se têm melhores condicões do que os restantes parceiros europeus?", pensará alguém num ministério. Pode ser que se traduza em votos. Talvez.
Os do privado comecarão a desfilar as habituais queixas dos direitos adquiridos, etc.
É certo que a nossa gigantesca funcão pública vive em 2009 como se o calendário tivesse parado em 1950. Mas essa não é a principal questão (gosto sempre de pincelar com uma frase do Pacheco Pereira).
Pouco importa se um funcionário público trabalha 35 horas ou se um privado trabalha 50. O que conta é a produtividade.
Os alemães têm uma filosofia que assenta no princípio: "se não consegues em 8h é porque és incompetente". Talvez seja um pouco radical, mas todos sabemos que a produtividade não é o nosso forte.
Quantos não passam 10h por dia no trabalho a vaguear pela net com pausas para café? Nada de sair antes das 19h porque o chefe fica chateado. O que importa é estar lá. Produzir não é verbo que se conjugue. De que vale então o horário cheio de horas? Nada.
Quem já trabalhou no sector privado sabe perfeitamente que horas e trabalho nem sempre estão no mesmo comprimento de onda (aqui já optei por uma pincelada mais técnica).
Não é de todo justo adjectivar os funcionários públicos, como um todo, de calões. E não é certamente por se trabalhar no privado que o suor escorre em bica. Conheco bons e maus exemplos de ambos os lados e não devo ser o único.
A chave aqui é a produtividade. No sector público tudo é feito em cima de dinheiro dos contribuintes por isso é natural que cada um de nós se sinta no direito de exigir. Já no sector privado, mesmo com as dezenas de casos de injeccão de dinheiro nosso, ninguém se queixa (sendo a Liscont o último e mais escandaloso exemplo).
Razões que a própria razão desconhece, como diz o poeta.
Mas voltando ao artigo do jornal.
É indiferente se os funcionários públicos trabalham 35h ou 40h desde que sejam produtivos e, já agora, simpáticos quando atendem ao público.
A equacão é relativamente simples. É necessário reduzir o quadro de funcionários públicos, acabar com esse conceito do emprego para a vida e estimular a produtividade com promocões por mérito em vez da aberracão da antiguidade. Tudo o resto são pequenas gotas no oceano.

terça-feira, julho 28, 2009

Quando a praia da rocha se transformou em copacabana


Afinal diz que sim.

Another brick in the wall

Eh lá!
Entre o Delgado e o Araújo Pereira?
Obrigado camarada!

48h

Eu bem tento concentrar-me mas já estou com a cabeca aí.
Como barco que chega a bom porto também eu vou desligando os motores que me ligam à realidade.
Se venho de bicicleta vejo ruas desertas e sento-me sozinho no cacilheiro que atravessa o rio. Se opto pelo carro não tenho grandes dificuldades a encontrar um lugar no parque.
"O que faco aqui? " é o pensamento dominante.
Constato agora que a última vez que passei por Portugal foi em Outubro passado. Muito tempo para uma distância tão curta.
Estes últimos dias parecem ter 40h. Os minutos passam devagar, quase que os sinto.
Quero ver família, amigos e o céu azul. Quero andar de t-shirt e sentir calor na pele.
Quero mar, peixe e acorda (com cedilha...).
Quero o Alentejo, o Chiado e a Arrábida.
48 horas e estou a caminho. Que eternidade.



segunda-feira, julho 27, 2009

Então e o nosso Colónia?

Desde que disse a mim próprio "nunca mais cá meto os pés", já contei duas vezes.
"Cá" é a Volvo e três o número de projectos que aqui fiz. Não é o meu sítio de sonho, pergunto-me até se o será de alguém, mas é um sítio. Isso é certo. Nesta altura do campeonato nada se recusa.
No projecto actual tenho que trabalhar com pessoas da Ford Europa que se sentam em Colónia.
Como é normal quando o assunto é software os problemas surgem como asneiras na boca do Santana. Hoje, a meio de uma sessão de testes com o meu contacto do outro lado do telefone, ouco uma interrupcão para um pergunta.
"Tiago, já agora, queria fazer-te uma pergunta fora do contexto profissional".
Fiquei a fazer contas de somar já que esta introducão não ajudava e afinal, ele é o cliente deste projecto. As regras mandam dizer que sim e assim fiz.
"Claro...forca."
"Achas que o Maniche é bom?"
Ahn?? O "levei-com-a-porta-no-nariz"?, pensei.
"Referes-te ao jogador de futebol?"
"Sim, como és português e deduzo que gostes de futebol queria saber a tua opinião sobre ele. É que ele veio para o Colónia e eu sou um grande fã!"
Bom...passámos a próxima hora a discutir o Petit, o Maniche, o Mourinho, a equipa B do Benfica onde estava o Maniche, o Podolski, o Wolfsburgo, o patrocínio da VW e por aí fora.
Enquanto isso o SW fritava calmamente.
Findo o assunto salto para o trabalho e antes que acabasse a frase ele interrompe: "Então e o Geromel?? Também veio este ano para aqui do campeonato português!"
Mais 30 minutos no Geromel, Vitória de Guimarães e por aí fora.
Quando finalmente chegámos ao assunto do estado miserável em que estava o SW dispensámos uns bons 2 minutos com o clássico "bom...temos que passar isto ao fornecedor".
Ora isto significa que, resumido ao que interessa, estou safo.
O fornecedor é americano e não deve distinguir a Bundesliga de uma sandes de atum.
Sempre quero ver como é que ele consegue um relatório de satisfacão do cliente com um "...além do mais conhece o Maniche!"
Nota para mim: "adicionar ao CV - expert em todos os campeonatos europeus de bola do Atlântico até aos Urais". Parece que ajuda.

sexta-feira, julho 24, 2009

E tu, quantas asneiras consegues dizer em 10 minutos?

A buzina é um tanto ou quanto irritante mas a informação está lá.

Serve, entre outras coisas, para provar que a política do menino guerreiro consiste em atirar canas para o ar. Onde elas caiem já não é problema dele.

Martin Pringle, o treinador

Há que dizer que comecámos bem.
Saviola e Shaffer parecem perceber do assunto.
Ramires também.
Patric parece mais fraquinho mas no posto de "só para o Maxi não adormecer" serve.
Gente importante como Cardozo, Aimar, DiMaria, Sidnei, Luisão, D.Luiz, M. Vitor, R. Amorim, entre outros ficaram no clube não existindo por isso necessidade de uma grande revolucão.
Reyes e Katsouranis foram as perdas (enormes na minha opinião), mas Ramires e um renovado Coentrão parecem segurar o barco.
Jorge Ribeiro e Balboa com guia de marcha. Bem.
Mas e depois?
Depois o pé comecou a fugir para o chinelo.
Weldon? Quem é esse gajo?
Marcel? Esse já conheco e preferia não conhecer.
Javi Garcia? 7 milhões? Por um desconhecido?
Julio César? Who??
De repente lembrei-me do Hassan, Paredão, Marcelo e Pringle entre outras maravilhas.
Para comprar nos saldos antes usar os juniores. Há sempre um Miguel Vitor ao virar da esquina.
Espero estar enganado.
Agora...a informacão que realmente conta mas que pode assustar os mais sensíveis.
Enquanto procurava uma foto do Pringle reparei que ele é treinador na Suécia. Se não me engano aqui em Gotemburgo. Deve ser um regalo ver o mestre a ensinar.

Alto e pára o baile....afinal há esperanca!


quinta-feira, julho 23, 2009

"Temos um sofá do IKEA, não vais estranhar. Se passares por Bora Bora apita!"



Eu sei que a internet é entre outras coisas um recanto de privacidade e anonimato.
Todos fazem o que querem, quando querem e como querem.
O maravilhoso mundo do séc.XXI ao alcance de um dedo.
Nada contra embora prefira sempre um nome.
Quando comecei a escrever neste blogue não tinha qualquer outro objectivo para além da escrita. Gosto de alinhar palavras. Somente isso.
Hoje como há 3 anos é essa a razão porque escrevo.
Poderia pensar no contacto com a língua mas nem isso faz sentido. Falo todos os dias em português e por isso não corro o risco de ir para a praia dizer "Diogo, kommer till pappa...imediatamente pá!!"
Contudo, com o passar do tempo vou pensando em quem está desse lado.
Li algo do género aqui e percebi que nao devo ser o único a ter esta curiosidade.
Eu conheco algumas pessoas que por aqui passam. Amigos e familiares essencialmente.
Outros vou vendo aqui e ali no espaco virtual com nomes reais.
Não me interpretem mal. Este é um espaco aberto e a escrita é a minha forma de falar quando não me apetece emitir um som. É bom saber que está alguém a ler.
A minha curiosidade aumenta no entanto com o passar dos textos.
Aparecem de Amsterdão, Paris, Neuchatel, Madrid, Sófia, Rio de Janeiro, Dublin, Frankfurt, Londres, Copenhaga, Bronx (o que eleva logo o estatuto do estaminé!) e de mais um série de sítios incluindo cidades portuguesas onde não conheco ninguém.
Será certamente o meu fascínio pela geografia a falar, mas aqui entre nós, quem são vocês?
De qualquer forma, com ou sem nome, obrigado pela visita.

Então e no Sudoeste, passa alguma coisa de jeito?

Desde que soube que os Linkin Park me iriam fazer o favor de visitar o rectângulo na mesma altura do que eu, passei a visitar regularmente a página da ticketline.
No entanto e por achar fruta a mais, resolvi também visitar a página da banda onde reparei que 3 dias antes do concerto português (Rock One) tocavam na Alemanha e 3 dias depois no Japão.
Esta do Japão com um saltinho a Portimão é que me custou mais a engolir e resolvi esperar por algo parecido com uma confirmacão.
Ao ler isto fico com a clara sensacão que já ganhei 50 euro. Por outro lado quero imaginar que é apenas um azar de última hora e não um golpe publicitário para afastar a concorrência feroz dos demais festivais.

Quando o Vitinho não resulta

Parecia que sim mas por acaso não.
Virava para aqui e para ali.
Queria falar mas como ainda não passou do "G" dizia "guuuuu", "guuuuuu".
Pernas para cima e para baixo.
Chucha para o chão a cada 10 segundos.
Então e dormir?
Nem por isso.
O relógio avancava e o plano de emergência foi activado.
Colo.
Com abanico.
O clássico.
Um grito aqui e outro ali. Não estava a resultar.
Imagens da minha infância traziam a minha avó a cantar.
Bom...se me calou, serve para calar toda a gente.
Comecei com algo próprio da idade: Dartacão e Vitinho. Lamento mas não sei o que é que os putos vêm hoje em dia.
Continuou a gritaria. Não pegou.
Mudei o disco para o Vitorino. Ó rama, ó que linda rama e a paisagem recheada de chaparros.
A tranquilidade do Alentejo e o galo do azeite também não resultaram.
Virei-me então para a artilharia pesada, sempre com o Alentejo em pano de fundo, e comecei a explicar-lhe que Grândola é uma vila morena.
Silêncio. Pela primeira vez silêncio.
Captei a sua atencão e percebi em que zona me teria que mexer. Muito bem. Ele é que escolheu.
Abri o livro do Zeca e continuei o recital. Venham mais cinco cancões que o embalaram.
Já o tinha na mão.
Larguei o poeta e chamei o menino do Huambo para o golpe de mesericórdia. Se abriu as portas da liberdade também pode servir para ilustrar novos sonhos.
E depois do adeus, finalmente, chegou o sono.
Por via das dúvidas e prevendo o futuro, vou rever a obra de Ary dos Santos. Cheira-me que vai dar jeito.

terça-feira, julho 21, 2009

Jogo de treino com a equipa do "e tu Manela, quanto é que ganhas?"

Treino geral entenda-se.
Para a equipa do Benfica (grande jogatana).
Para o GR do atlético e para aquele checo grande (pareciam dois bombeiros).
Para o público da Catedral (60000 para um jogo particular).
Para o Fábio Coentrão (está feito um homem!).
Para os árbitros portugueses no capítulo "como cavar um penalty por jogo".
Para mim que já estou irritado antes do campeonato comecar.

Sweet Home Alabama

Oito da manhã, casaco vestido e pedalada constante contra um vento infernal.
Em cima da ponte uma vista sobre a cidade. Escura, escurinha.
Até pode parecer que estamos em Julho, mas é desse lado. Por aqui parámos algures em Abril.
Se fosse sueco talvez seguisse a estratégia local: verão no báltico e em caso de barraca um last minute para a Tailândia. Como não sou, sigo a máxima da mala de cartão e vou ver o Tejo.
De qualquer forma e em tempos de crise uma nota para mim mesmo: lembrar-me de abrir uma companhia de charters para o sol. Vende mais do que courato em dias de bola.
Aquele anúncio do Suchard Express não me sai da cabeca. "Mais um esforco...". Só que não há forma de ver o copo de leite.
Tenho a sensacão que este ano de trabalho comecou em 1965. Nunca como agora fiquei tão contente com o período de férias.
O país parou e onde estavam milhares de pessoas sento-me apenas eu e mais meia-dúzia. Os enormes corredores da volvo fazem eco. As conversas reflectem a situacão do emprego. Parecem todos tristes. As perguntas são as do costume: "e tu, safas-te?". Já chega. Não quero saber. Quero ver gente a sorrir e despreocupada. Quero céu azul, calcões e o barulho das ondas. Aguento este projecto até ao fim e depois vou de licenca de paternidade. No regresso espero que a crise seja apenas um retrato nos livros. Se for mais do que isso, bom, será altura de tirar da gaveta o velho sonho de ser cacador de cachalotes no Pico.
Se tivesse essa capacidade desligaria do mundo. Sem jornais, notícias ou internet. Sem telefone, relógio ou horários. Parcialmente acho que me desligarei.
Este foi indiscutivelmente o ano mais difícil da experiência que se iniciou em 2006. Por tudo e por mais alguma coisa.
Os dias que se seguem são de verdadeiro martírio até ver o TAP do outro lado da manga.
Não penso muito no que fazer ou para onde ir mas aguardo com alguma ansiedade aquele momento de dar a volta no Cristo-Rei, ver a ponte debaixo do céu azul, o monsanto à esquerda e o prédio da avenida de Roma a raspar no trem de aterragem.
Aí estarei em casa.

Traz outro amigo também

As coisas não correm bem no reino do Cavaquistão. Devagar, muito devagar (como convém) segue a investigacão do BPN e de vez em quando lá aparece um ministro laranja com o rabo preso. Comeca a ficar curta a manta de seriedade que tapava aquela malta e que, entre outras coisas, motiva uma ex-ministra desse governo a falar hoje em dia na "política de verdade".
Já estou de barriga cheia com tanta verdade. Agora era só um pouco de honestidade e ficava mesmo satisfeito.
Posso ser só eu...mas quando um político corre para os bracos do Nabais é porque a coisa está ao nível do pescoco.

domingo, julho 19, 2009

Porto C

O jogo desta noite foi claramente o mais "real " e interessante da pré-época.
Por várias razões.
Para comecar, o facto do Olhanense ser uma espécie de Porto C. Meia-equipa é emprestada pelo FóCuPorto, o treinador vem da mesma escola do Domingos, Carvalhal e companhia e ao que parece, tal como metade das equipas da nossa liga, correm e espumam quando olham de frente para o vermelho escarlate. O árbitro marcou um penalti depois de um jogador do Benfica tocar com a mão na bola quando estava de costas (recordo-me de um jogo com o Nacional...). Todos os ingredientes no sítio, mas a brincar. Foi um bom ensaio porque é exactamente isto que nos espera a partir de Agosto.
Por outro lado, o FóCuPorto com a sua estratégia de jogar um campeonato a 3 (FCP, SLB e vários FCPzinhos) teve a possibilidade de ver o seu mais recente satélite.
Isto promete.

sexta-feira, julho 17, 2009

Obrigatório...

...ver e ouvir isto.
Se no fim dos 32 minutos ainda acharem que Santana Lopes é uma hipótese, facam-me um de dois favores:
1. Mudem-se para Viseu e votem no F. Ruas das rotundas
2. Pecam no natal um cartão de sócio daquele clube que fica a meio da Av. do Brasil

Areia com vidro

Não sei bem o que pensar de Mário Nogueira.
Por vezes leio a sua agenda política. É clara como o Índico. Há também alturas em que me pergunto se não será apenas um funcionário público extremamente incompetente. Chegam enfim os dias em que vejo o filme de alguém cuja sanidade mental comeco a duvidar.
Há um manifesto interesse de atrapalhar, atrasar, impedir, contrariar. Toda a qualquer medida que não seja "deixa como está" é recebida com pedras e gritos. A ver se compreendo:
. Antes de saber o que a ministra tinha para dizer (hoje) já um protesto estava marcado.
. Sabendo que a reunião era apenas para comunicar (e não negociar) achou que a sua alta patente não justificava presenca (por aqui também se vê o respeito aos colegas).
. Estando entre os convidados do ministério para uma reunião na próxima segunda-feira, com o intuito de ouvir PROPOSTAS dos sindicatos para a alteracão do sistema de avaliacão, pondera não estar presente e inventou mais uma série de justificacões para tal.
A pergunta para os professores é óbvia: acham mesmo que o Nogueira está minimamente interessado em defender a classe profissional?
Podem ser os meus olhos, mas parece-me que este homem conseguia impedir um sabonete de escorregar em mãos molhadas.

quinta-feira, julho 16, 2009

Albert John Garden

"Alberto João só pode falar em público quando estiver sóbrio."
Isto é que era uma entrada decente para meter na Constituicão.

Prince Caspian



Pode ser impressão minha, mas fico sempre com a sensacão que a queda de um Tupolev nunca tem, na imprensa, o mesmo destaque de idênticas tragédias com um Airbus ou um Boeing.
É como se todos achassem normal cair só porque "ah e tal, é um Tupolev".
Essa coisa da legislacão mundial está muito demorada ou é melhor usar o comboio sempre que viajar para lá de Berlim?

A Judite


Vi a grande entrevista do menino guerreiro.
Gosto quando chamam à entrevistadora "Judite". Fico sempre com aquela sensacão que se despedem com um "manda um abraco ao Nando e diz-lhe que calamares de fazem com lulas e não uuuas".
Imaginei um Santana de improviso e pronto a brilhar sem adversários. O costume. Mas não. Engasgou-se quando teve que falar de contas e até trouxe uns gráficos. Quase que parecia um político.
Qual foi a mensagem? Betão. Apenas e só.
Orgulha-se das obras feitas, tem mais não sei quantas obras para fazer e critica o actual executivo por não ter feito qualquer obra em 2 anos. Tudo espremido, é isto que o menino guerreiro tem como "projecto" para Lisboa. Mais cimento, mais dívida e mais uns quantos construtores civis encostados. Isto claro...se os lisboetas fizerem o favor de o eleger presidente. Para vereador já disse que não vai. Acorre ao "chamamento" da cidade mas só se a cidade o chamar para o sítio certo. Como é bela a devocão à causa pública.
António Costa e Helena Roseta (que tem o pelouro do urbanismo, é bom lembrar) uniram-se para evitar mais um assalto à CML. Não só não vejo qualquer escândalo nisto como acho bem que se faca tudo para evitar que Santana Lopes chegue ao poder. É uma questão de defesa do interesse público. Pena tenho que Ruben de Carvalho e o PCP não se juntem ao movimento. Divergências à parte, nada é mais importante do que impedir novo caos na cidade.

1X2

Vou tentar adivinhar a resposta da Fenprof.
É difícil...não estou certo...acho melhor pedir a ajuda do público ou usar a tripla.

terça-feira, julho 14, 2009

Pensse qué psitife



Esta rapaziada?

Ao vivo?

Em Agosto?

E no Algarve??

Epá...quero!

Quando o slogan diz tudo


"A escolha mantém-se entre «o rigor e a trapalhada, entre a competência e a aparência»"
A. Costa no Publico de hoje

16 days to go

O silêncio do mar.
A cumplicidade dos peixes.
Simples desejo matinal.
(se alguém conhecer, no rectângulo, um pedaco de água mais calmo e claro do que a arrábida ou aquelas praias desertas entre Lagos e Sagres, é favor deixar a dica aí nos comentários. A gerência agradece.)

segunda-feira, julho 13, 2009

Desemprego

Este relatório da OCDE divulgado hoje prova o que dizia sobre o desemprego. Embora a taxa seja elevada em Portugal, o salto dado desde o período anterior à crise é menor, do que por exemplo na Suécia. Isto significa que:
- A taxa de desemprego já era preocupante antes da crise
- O cenário só não é mais catastrófico devido à política de incentivos deste governo

Sim, por acaso está de chuva

Foi com algum desagrado que vi Sócrates apoiar a candidatura de Elisa Ferreira à C.M.P. Percebo que o faca. A asneira política foi colocá-la em duas listas (não imaginando o barulho que iria causar). Agora resta assumir o erro e esperar pelo melhor.
O significado político é bastante simples de interpretar. Dificilmente R. Rio perderia a C.M.P mas neste caso, atrevo-me a dizer, corre sozinho. Fico também com a sensacão que os portuenses não ficam a perder com a continuidade de Rui Rio.
Em Lisboa o cenário é bem diferente já que recentes sondagens colocam o "menino guerreiro" quase a vencer. Isto é o mais próximo do que me consigo lembrar de uma calamidade pública. Mais uma frota nova de carros, mais não sei quantos acessores, mais um túnel, mais bares e luzes, mais uns milhões para o P. Mayer. É este o programa de Santana Lopes. António Costa que tem andado a apagar fogos (e a fazer umas asneiras em nome próprio como a do porto de Lisboa) corre o risco de pagar também por erros do governo. Espero que não. Lisboa não pode ser mais massacrada.
Há uma possibilidade forte do PSD vencer as próximas eleicões e de procurar um aliado à direita para um governo de maioria. Portas já se disponibilizou. Para MFL ou para Sócrates. Tanto faz desde que chegue a ministro. As ideologias ficam para mais tarde.
O cenário que se avizinha não é muito diferente daquele que existia quando Durão fugiu para Bruxelas. A grande diferenca é que vivemos hoje um crise mundial.
Sim, é mesmo mundial apesar de Portas, Rangel e companhia culparem Sócrates pela mesma...
Imagino o nosso país e a sua capital, governados por gente como Ferreira Leite, Portas e Santana, no meio de uma devastadora crise que ainda não bateu com forca em Portugal. Sim, esta é que é a parte preocupante. O pior da crise ainda está para vir e Portugal tem usado uma almofada governamental que outros países não tiveram.
Um exemplo prático: há quem critique o endividamento do Estado. Sou o primeiro a concordar quando esse dinheiro é aplicado em estradas ou bancos "gestores de fortunas". Aqui pouco me interessa o risco de epidemia da banca. Não podem os contribuintes pagar asneiras privadas. Isso estou certo.
Mas, quando esse endividamento é feito para salvaguardar postos de trabalho, acho que é de louvar. Veja-se o caso da indústria automóvel em Portugal. O governo ofereceu um pacote de incentivos que incluiu pagamento de salários durante períodos sem producão. Esta indústria em Portugal não é apenas a autoeuropa, convém lembrar. Políticas como esta aumentam o endividamento do país. Certo. Mas seguram os postos de trabalho e permitem o consumo (circulacão de dinheiro) durante um período de crise. São medidas temporárias e que perdem efeito se a crise durar muito, mas algo está a ser feito. É bom também recordar que este endividamento coloca o défice um pouco acima daquele que Santana/Durão nos deixaram, o que não deixa de ser um espanto. A grande diferenca, e aqui digo-o com conhecimento de causa, é que em Portugal uma almofada segura alguns empregos (na esperanca que a crise desapareca) enquanto que na Suécia (entre outros membros da UE), o governo não corre a segurar empresas ou empregos. Os que não se aguentam sozinhos, são riscados do mapa. Atrevo-me a dizer que nesta região (costa oeste) há mais despedimentos do que no nosso país inteiro e isso acontece, essencialmente, porque o governo não protege qualquer empresa. É por isso que digo que o pior da crise está ainda por chegar a esse lado. O governo não poderá manter esta política muito mais tempo.
Imaginem contudo que as pessoas que conduziam os destinos da nacão eram os artistas já referidos. Estaríamos certamente pior. Lembro-me de ver MFL recuar numa política quando taxistas ameacaram bloquear Lisboa. Taxistas...
Lembro-me de ouvir Paulo Portas, a plenos pulmões no parlamento, dividir os 116 milhões de derrapagem da Expo pelos velhos e combatentes do Ultramar. O mesmo Portas que deixou um ministério com uma dívida enorme por causa de 2 inúteis submarinos que o país tem agora que pagar e com 24 milhões parados em bolso incerto. É gente que usa e abusa da demagogia na oposicão e falha sempre que tem o poder. Não estamos a falar de surpresas ou desconhecidos. Já foram governo e falharam. O que pode ser diferente agora?
Além desta súbita amnésia que parece afectar os portugueses, Sócrates (segundo Soares o político mais atacado na história da democracia portuguesa) tem ainda que lidar com a mais eficaz das oposicões: o poeta Alegre. Ainda Pinho estava quente e lá veio Alegre espetar mais umas farpas através do Expresso. Xico Loucã, em pré-campanha, aproveitou as palavras do camarada para mais umas patadas. Sócrates sorriu e disse que o PS é um espaco onde impera a liberdade de opinião. Certo. Com amigos destes...
Os reformistas criticam Sócrates por ter mexido pouco, os conservadores criticam por ter mexido qualquer coisa.
Mantenho a opinião. Erraram na banca, erraram nas estradas, erraram na justica.
Travaram uma luta inglória com os professores, completamente sozinhos e vendo a oposicão em peso apoiar um sindicato que se orgulha de fazer greve antes sequer de negociar. Não tiveram na Fenprof um parceiro social nem na oposicão uma voz de interesse nacional. Este caso vai custar-lhes pelo menos a maioria (se não for mais) e é a prova de que em Portugal todos os meios demagógicos servem para fazer oposicão. O interesse do país pouco importa.
A segunda metade da legislatura é feita de erros e confusões. Alguma desorientacão e preparacão de eleicões.
Foi aqui que comecaram os grandes erros deste governo. Foi também aqui que se viu pela primeira vez a oposicão. Não para propor alternativas mas sim para aproveitar a confusão, fosse qual fosse, e à boleia criticar o governo.
Diziam-me em pequeno: na dúvida de qual caminho seguir, escolhe primeiro aquele que tens a certeza de não quereres seguir.
Para as próximas eleicões o cenério é mais ou menos o mesmo. Não estou certo que Sócrates seja o melhor para o país, mas tenho a certeza que MFL e Paulo Portas não são.

domingo, julho 12, 2009

Toca a sofrer

Comeca a bola a rolar.
O mesmo é dizer que o tiro de partida para mais um ano de sofrimento já foi dado.
Ainda tentei fingir que "este ano não quero saber", mas não resultou.
Dei voltas e voltas na internet para descobrir um pirata amigo que transmitisse a Benfica TV e me permitisse ver o primeiro jogo da época contra o Sion. Um jogo de interesse nulo.
A doenca ainda não passou. Confirmo.
Confesso a minha reduzida expectativa para esta época. Há potencial por ali. Chegaram bons jogadores e ficaram outros importantes. Há apenas as saídas do Reyes e do Katsouranis a lamentar. Em teoria estão (novamente) reunidas as condicões para uma boa época.
Em teoria, apenas.
Bons jogadores não ganham um campeonato. Pelo menos o nosso.
LFV disse que o Benfica aposta num projecto desportivo ganhador. Primeiro erro: jogadores em vez de árbitros.
Segundo erro: bons jogadores para a equipa em vez de jogadores medianos para emprestar aos "adversários".
O nosso presidente é de aprendizagem lenta.
Jorge Jesus, na minha opinião um erro de casting, continua com as suas postas emblemáticas. De repente, 3 treinos diários passaram a ser um "toque de génio".
Como disse, algumas linhas atrás, tenho poucas expectativas. Se fizerem mais do que uma dúzia de jogos bons, já me dou por satisfeito.
Noto também a bondade do calendário competitivo ontem divulgado. A primeira jornada do campeonato acontece na Luz e logo numa semana em que, como todo o bom imigrante, estarei de volta ao rectângulo. Vou tentar não falhar o coirato.
E era isto.
Let the show begin.
Ahh...e o pirata está aqui.

quarta-feira, julho 08, 2009

De borla

Um amigo chegado, jornalista de profissão, pediu-me ajuda para pesquisar anúncios de emprego.
"Google + Jornalista " e dei com muito mais vagas do que imaginaria. Pensava que a profissão andava pelas ruas da amargura. Mas não. Há vagas um pouco por todo o lado. Jornais, revistas, rádios e até televisão (em Queluz de Baixo...qual será?). Comeco a passar os olhos e reparo que todas as vagas têm algo em comum, a palavra "grátis".
Azar dos azares, aplicada ao trabalho.
Uns pedem estagiários, outros dizem "part-time".
Alguns anunciam "contracto temporário", outros há que usam o termo "experiência".
Li nos requisitos "capacidade de desenrascanco" e "flexibilidade para turnos e trabalho sob pressão".
Há quem queira fluência em Inglês, Castelhano e Francês (assumem que Português é oferecido...) e outros mais originais acompanham com boa apresentacão e foto de corpo inteiro.
A única coisa que ninguém quer é pagar.
Li um que dizia "trabalho voluntário" e outro, mais dado às massas, "de borla".
Venham de lá esses jornalistas, redactores e editores dispostos a tudo. Até a trabalhar sem receber.
Como é que vocês pagam a renda pá?
Ou vivem todos com os pais?
O que dizer ao meu amigo?
"Ainda estás a tempo de estudar engenharia civil e participar na A89", é a minha aposta.

A diplomacia


Depois de vários meses a trabalhar com um computador preso por arames rendi-me às evidências (ou seja, ele já nem sequer ligava...) e passei no departamento de IT.
Escondido atrás de um monte de CDs, várias torres e 4 ou 5 monitores estava um gajo com óculos. O departamento de IT não é muito diferente de uma oficina. O calendário do ZX Spectrum substitui o de Cindy Boobs - Janeiro 1985 e pouco mais. Ah...e os mecânicos apresentam as unhas um pouco mais limpas. Fora isso é igual.
O camarada pergunta-me há quanto tempo o computador estava assim. "Há umas semanas", respondi.
O "porque não viste cá mais cedo?" saiu fulminante e comeco a perceber que o sofrimento da "máquina" (como lhe chamou) o afecta.
Mais meia-dúzia de banalidades e digo que o virus não era muito mau e que me deixava, ainda assim, trabalhar. Aí é que estraguei tudo.
Até pensei que tivesse ofendido a mãe do dito tal foi o salto que deu. Posso jurar que as 274 perguntas seguintes já foram feitas enquanto ele trepava uma das paredes. Nota para mim: nunca desprezar um virus em frente a um camarada dos IT. É um assunto sensível que lhes toca no coracão.
Deixo lá "a máquina" e vou trabalhar.
A meio do dia cruzo-me com o meu chefe que diz: "Tiago, ligaram do IT e é suposto puxar-te as orelhas".
Parecia estranho. Ouvir um gajo dos IT a queixar-se por limpar um virus fazia tanto sentido como ouvir uma camareira a reclamar com um hóspede por este ter dormido na cama. Mas talvez seja eu o esquisito.
"Podes comecar", disse ao meu chefe.
"Mas antes vamos fazer contas", continuei.
"50% do departamento foi despedido.
48% está de férias.
1% está recostado a beber chá e a ver tabelas excel com cores.
O restante 1% está com um ferro de soldar na mão e 3km de esquemas eléctricos para montar.
A não ser que te tenha invadido um estranha vontade de comecar a trabalhar, pensa na questão:
Queres mesmo chatear-me a cabeca?"

...(pausa para um ligeiro avermelhar de pele acompanhado de sorriso)

"Deixa-os falar Tiago, deixa-os falar!! Então o computador já está bom, é isso?"

segunda-feira, julho 06, 2009

Segunda-feira agreste



Eu compreendo que estejam chateados com o governo e blá, blá, blá a ladaínha do cartão amarelo.

Mas vamos meter um bocadinho os pés no chão.

Todos juntos.

É que até para a estupidez há limites.

sábado, julho 04, 2009

Jardinar



Não sendo propriamente uma novidade, o DN de hoje, destaca a situacão financeira do Jornal da Madeira.

Em qualquer parte do mundo civilizado isto seria um caso de polícia. Entre nós é apenas mais uma trafulhice de Alberto João, aceite e paga por todos.

sexta-feira, julho 03, 2009

3 anos de rebéubéu-pardais-ao-ninho



Só agora é que reparei que o albarcuel comecou há exactamente 3 anos.
E logo com o Alentejo...
1089 textos depois resta-me agradecer a quem o lê.

O pequeno génio

Dias Loureiro, à saída do DCIAP disse, alto e bom som, que só agora percebera todos os contornos do negócio de Porto Rico (Biometrics). Um negócio que resultou num prejuízo de milhões, convém não esquecer.
Imagino eu que seja um complemento para a frase "assinei sem ler".
Este homem não tem um advogado para falar por ele? Um amigo? Alguém que não se enterre até ao pescoco de cada vez que abre a boca?
Achará porventura que somos todos estúpidos?

No alentejo


A indumentária pouco passa da clássica t-shirt. A temperatura ronda os 30 graus (vá...20 e muitos) e andar na rua traduz-se em suor. A água está morna e os banhos sucedem-se até perto das 9 da noite. Há uma semana que Gotemburgo parece um recanto do Alentejo. Mas sem migas e bóinas.
Assim não custa nada. A mala de cartão fica bem mais leve.
Por ser um cenário anormal nota-se em cada pessoa a vontade de aproveitar todos os raio de sol. Todos sabem, ao segundo, em que momento a meteorologia nos explicará que estamos na escandinávia. Domingo dizem eles.
Até lá...muitos grelhadores cantarão!
Escusado será dizer que o Diogo fez o baptismo de água. Por enquanto de lago, o mar é já a seguir. E gostou. Como poderia não gostar?
Está no sangue.
Isso e pastéis de nata.

quinta-feira, julho 02, 2009

Man down



Com apenas 2 dedos M. Pinho precipitou a sua queda, manchou a imagem do governo e custou a derrota (algo raro nos debates da AR) no último debate da legislatura.

Sócrates deve estar capaz de lhe triturar cada osso...

Honestamente tenho pena que isto tenha acontecido. M. Pinho estava longe de ser um dos piores do executivo (apesar de não ser muito "polido" na fala) e não merecia este desfecho mas, tendo em conta que já estamos em pré-campanha, Sócrates não tinha outra hipótese.

Ferver em pouca água é humano, mas fazê-lo na AR e em final de mandato, é a morte do artista.

Regra dos 9


Para o caso do mais recente despedimento me ter deixado alguma duvida, 3 novissimas carrinhas volvo,audi e bmw interromperam a minha marcha em direcÇao ao ''cacilheiro''. Dentro de cada uma delas um chefe, sem ninguem para mandar, que tal como os demais segurou o respectivo posto. O despedimento anunciado como ''reduÇao de chefias'' acabou por cair em 100 daqueles que se sentam na base da piramide. Que surpresa...

Palminhas


Queres brincar aos mísseis? Pois brinca que ninguém te chateia.
Tivesses tu petróleo (e menos armas já agora...) e logo vias meio mundo preocupado com a falta de liberdade dos norte-coreanos.

O assalto



Este rapaz tem-se mexido bem para correr sozinho nas eleicões do Glorioso.

Imitou o Rangel do PSD e escreveu 25 pontos genéricos numa folha. Negociou um novo crédito com um banco espanhol e chama a isto, de 5 em 5 minutos: projecto.

É um admirador confesso de Pinto da Costa e dos seus métodos. Quer que o Porto seja o modelo a seguir.

Diz que não é um pato-bravo mas é, dos grandes.

Até acredito que não venha para roubar mas vem, tal marionete, seguir as ordens do mestre. Se este camarada chega à presidência, vai terminar a obra comecada por Damásio e Azevedo.

Espero que os sócios facam um boicote às eleicões e mostrem massivamente que este gajo não enganou ninguém.
Além do mais, pode um presidente do Benfica dizer "o máiór" ou "periodo máis niégrú"?
Pois. Também me parece que não.

quarta-feira, julho 01, 2009

Política de verdade

O PS ao revelar os documentos que implicam Manuela Ferreira Leite na venda da rede fixa da PT abriu um precedente perigoso.
O governo, envolvido em vários escândalos e encurralado pela oposicão, não com alternativas mas com suspeicões, resolveu partir para o ataque e jogar no campo do inimigo.
Não acho que seja a melhor estratégia esta de meter o pé na lama só porque o adversário já lá está, mas percebe-se. Há que arrasar com a fachada séria da actual lideranca do PSD. Convém dizer que é esta a única (suposta) oferta que o PSD tem para o país. Sem a máscara têm que comecar a discutir ideias e aí....uiiii....aí é que a coisa aperta.
MFL já se defendeu dizendo que assinou algo lancado pelo governo de Guterres. Sócrates também assinou algo lancado por Durão e Santana (TGV) e nem por isso ela cessa os ataques.
Eu fico sempre a pensar como é que alguém que se apresenta ao país debaixo da capa da seriedade, lanca Santana Lopes para a capital do país sem se rir.
Vou evitar aquela dos telhados de vidro.

Um milagre não chega


A recente catástrofe nas Comores levantou uma vez mais o problema da manutencão regular nos aviões. Apesar da justificacão que o temporal na aproximacão poderia dar, foram as revelacões do ministro francês (o avião em causa estava proibido de voar para Franca há 2 anos), sobre as falhas técnicas do airbus, que despoletaram a reaccão da comissão europeia sobre uma legislacão comum. Entenda-se, mundial e não apenas europeia.
Este medida (ou sugestão) de tão óbvia e necessária, peca na minha opinião apenas por ser tardia. Era mesmo preciso mais um acidente para se pensar no assunto?
A lista de companhias impedidas de voar para a UE é pública e está aqui.
Maior parte das companhias africanas, todas as indonésias e umas quantas dos Tupolevs estão proibidas de voar no espaco europeu. Aposto ainda em algumas companhias chinesas para engrossar a lista. Basta, no entanto, uma escala fora da europa para que seja legal usar um avião preso por arames. Foi o que aconteceu no Iémen.
Regulamentacão mundial não acabará com os acidentes mas levará o padrão europeu de seguranca para o resto do globo, o que me parece ser do interesse de todos.