sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Receita para hoje (todos do Cardozo!!)


The boat

Um avião da Turkish Airlines espalhou-se em Amsterdão.
Ninguém sabe as causas e a investigacão continua. Por enquanto sabe-se apenas que falhou a pista o que não deixa de ser estranho. O aeroporto de Amsterdão não é propriamente o de Vanuatu...
Contudo e porque esta companhia foi admitida na Star Alliance há relativamente pouco tempo, resolvi investigar um pouco.
Eu, que detesto voar, olho para a Star Alliance como "o clube dos que aterram". Quando a Turkish e a Egyptair foram admitidas fiquei de cabelos em pé. Nada contra esta malta mas o historial fala por si. Espalham-se demais para o meu gosto.
De modo que fui ao amigo google...


Depois fiz o mesmo para a Egyptair, SAS, LOT, United (nestes então era preferível que se dedicassem aos barcos...) , South African, Lufhtansa e TAP.

Mais valia ter ficado quieto.
A TAP é (de longe!) a companhia com melhor historial. Um único acidente em décadas.
Ora, sendo um dos meus sonhos dar a volta ao mundo, a pergunta que se impõe ao camarada Fernando Pinto: para quando mais 3000 rotas?
Uma de Gotemburgo para Lisboa, claro...
E nem quero ouvir falar em dinheiro Fanã. Pede ao Zé que ele anda um mãos largas.








Play it again Sam!


Leio algures que os clientes do BPP exigem (escudados nuns quantos advogados) maior intervencão do Estado na salvacão do banco. De certa forma pedem a mesma atencão que o governo deu ao BPN. O ministro das financas já garantiu todos os depósitos normais. Admitindo que no BPP existem depósitos normais...
Ainda assim, os referidos clientes (usemos os nomes Balsemão & Cia só para facilitar a visualizacão) acham que o governo tem que garantir todos os investimentos feitos.
Trocando por miudos...os investimentos de risco do género "dou 1 e recebo 10" devem agora ser cobertos pelo Estado ou pelo menos 100% do capital investido.
O ministro mandou-os pastar e disse que o BPP (que tinha gerado tais expectativas aos clientes) é que tinha que desatar o nó. Os clientes ficaram insatisfeitos porque a garantia do BPP por si só não vale nada.
Ora...não me parece que fosse essa a opinião há uns anos atrás quando brincavam ao monopólio dos ricos.
O ministro fez o que tinha a fazer. Nada a dizer. Para ser sincero até acho que fez demais...qualquer euro gasto no BPP é um crime. Já foi uma asneira dar uma garantia para os depósitos. Cobrir estes investimentos seria um escândalo.
O que me supreende (apesar de tudo) é a lata de quem vem exigir seja o que for ao governo depois de andar a usar e abusar da especulacão. O que é que nós, contribuintes e comuns mortais, temos a ver com os riscos assumidos de quem quer multiplicar dinheiro sem trabalhar?
Já não há um mínimo de vergonha?
Por acaso dividiram os lucros anteriores com quem está agora a tapar o buraco?
Sejam homenzinhos, tenham vergonha na cara e mastiguem lá o sapo sozinhos.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

A contar




3 semanas.
21 dias.
Mais coisa menos coisa.
Mais coisa diria.
Pelas minhas contas a pontualidade não lhe deve estar no sangue.

O ponto desfocado

A Courrier deste mês traz um cartoon de Madoff a falar com outro recluso. Diz ele: "Dá-me um cigarro e devolvo-te um maco". A lógica da especulacão bolsista que nos deixou na maior crise mundial dos últimos 70 anos.
Há uns anos atrás, um amigo economista perguntou-me se estaria interessado em investir na bolsa. Ele sabia que a empresa B ia comprar a empresa A e assim sendo, as accões de A subiriam bastante.
Eu, que sou um leigo na matéria perguntei: "Mas sobem porquê?"
Ele explicou a parte técnica: "Sobem porque sobem. É um fenómeno económico".
Apesar de não ser a minha horta confesso que fiquei desconfiado com tamanho fenómeno.
"Mas como é que se multiplica o dinheiro?", insisti.
"É assim. Um fenómemo. Está nos livros."
"Mas se é assim tão maravilhoso porque não deixam todos de trabalhar e vão antes multiplicar salários para a bolsa? De onde vem esse dinheiro multiplicado? Onde é que se gera a riqueza?"
Acabei por não investir nada. Todo aquele milagre da multiplicacão me pareceu muito artificial.
Escusado será dizer que dinheiro no bolso também não abundava, pelo que preferi não experimentar.
E assim fiquei até hoje.
Leigo e sem multiplicacão de pães.
Prova-se por A+B (gosto desta expressão...) que foi essa ganância sem limites, suportada numa multiplicacão artificial de dinheiro que nos deixou neste cenário de falência diária. Foi o capitalismo absolutamente selvagem que nos trouxe aqui.
Agora pensemos na solucão.
A classe média (a nível mundial) vai-se reduzindo à medida que o desemprego aumenta. Os que ficam com emprego continuam a pagar impostos e esse é o único dinheiro (juntamente com o aumento da dívida externa) que cada país terá para investir no combate contra o desemprego. O investimento público (como se está a fazer em Portugal) não é a melhor forma, mas é neste momento a única de criar alguns empregos, aumentar o consumo e meter o dinheiro a girar. Claro que essa situacão não é suportável eternamente mas cria durante um período (que se esperea curto) mais emprego, esperando que a retoma seja rápida.
Mas como é que isto é feito?
Com os impostos que todos pagamos.
E agora pergunto. Eu contribui 0% para o problema actual, nunca incentivei qualquer especulacão, nunca fugi a qualquer imposto. No meu bolso nunca entrou nada. Porque tem o mesmo bolso que estar na linha da frente para pagar? Porque tenho que estar preocupado diariamente com a crescente instabilidade de emprego para a qual nada contribuí?
Revoltante.
Como diz um amigo...fico um pouco f***** não é?
É altura de sermos solidários. Compreendo isso. Temos que puxar todos para o mesmo lado. Muito bem.
Espero contudo que no fim deste terramoto nada fique igual e que os reguladores apertem o cerco ao milagre da multiplicacão do oxigénio.
No meio desta merda toda ainda ouco economistas americanos a dizer que o estado ao investir dinheiro para segurar emprego e empresas, se está a transformar num estado socialista (que é como eles chamam aos comunistas) e que o país corre o risco de perder a liberdade.
É de bradar aos céus.
Qual é a solucão génio? Se ninguém compra, vende ou produz, como é que se mete a roda a girar de novo?
Quanto mais leio sobre o assunto mais preocupado fico. Não há sítio do mundo que não esteja a engrossar a fila de desempregados. Ninguém está a salvo desta crise. Quanto mais tempo ela durar maior será a possibilidade de sermos arrastados.
Aqui ao lado, na Noruega, o governo vai avancar com investimento público (nas linhas do comboio) para que o desemprego não ultrapasse os 5%.
Claro que há dias, como o de hoje, em que venho para o trabalho anestesiado pela música certa, com a vista do rio e com um céu azul que insiste em me acordar. Nessa altura a crise é apenas um ponto desfocado na fotografia. Em primeiro plano, com uma cara pintada pela minha imaginacão surge o meu filho.
Só faltam 3 semanas e a minha ansiedade comeca a atingir os níveis de "despacha-te puto!!".
Esqueco-me dos Madoffs deste mundo.
A vida é infinitamente bela.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Sesimbra, Loures ou até Rio de Janeiro...é a divertir minha gente!


Até prova em contrário acho tanta piada ao Carnaval como ao Liedson.
Deixam-me deprimido.
Ambos.
Sim, os dois.
A importacão de uma festa que não é nossa, comecando por essa aberracão de ver matrafonas em biquini no sul da europa em pleno inverno, não me parece ter qualquer sentido.
Aquela folia do "mamãe eu quero" entre pingas de chuva e casacos, não encontrando melhor adjectivo, direi apenas que é estúpida.
Já temos os santos populares, festa essa típicamente lusa que acontece na altura certa, com calor qb, com a bela sardinha e tinto do garrafão a regar os bailes da mouraria. Evitamos o ridículo do samba com chão molhado.
C-L-A-R-O que se me disserem "mas ó Tiago e no Rio de Janeiro?"
Aí já a música é outra.
Imagino que no Rio de Janeiro a folia esteja em harmonia com o tempo, com o ambiente, com a disposicão, com a tradicão.
Em suma...parece-me que fará sentido.
Até que num destes fevereiros da minha vida eu esteja no Rio de Janeiro rodeado de alegria genuina do Carnaval, continuarei a achar que a vida são muito mais do que 3 dias.
Mas claro, nunca fui ao carnaval de Loulé.
Ouvi dizer que também é de arromba.

sábado, fevereiro 21, 2009

Vergonha

Acabei de ver o clássico.
Para bem do meu coracão só vi a 2a parte.
Não me lembro de ver tamanha miséria desde que o Nelo, o King e o Tavares jogavam neste equipa.
Foi um massacre de bola tal que até acho o resultado porreiro.
Os calimeros não passaram a ser uma boa equipa esta noite. São a mesma merda de sempre. Nós é que resolvemos não aparecer em alvalade.
Uma equipa com N.Gomes, Cardozo, Suazo, Reyes, DiMaria, Aimar, Luisão, Katsouranis e Sidnei não se pode encolher perante Liedson+10. Simplesmente não pode.
Já agora...e tendo em conta que o biafra já nos espetou 10 golos, qual é o treinador que se vai dedicar a estudar formas de o marcar? Ou é preciso fazer um desenho?
Agora, o resultado prático disto.
O campeonato acabou e está entregue ao porto.
Como o povo diz (e com razão) não são estes jogos que decidem campeonatos, são os jogos com os pequenos. Este jogo só se tornou importante depois de uma volta inteira de gamanco culminado com essa cereja, no estádio do dragão.
Hoje o benfica jogou mal e perdeu. Ponto final.
Essa tem sido aliás a grande diferenca. O benfica quando joga mal perde ou empata. O porto jogue bem ou mal, vai ganhando com as ajudas que entretanto se tornaram escandalosamente descaradas. É isso que justifica a classificacão deste momento. O jogo de hoje é apenas um acidente. É (como de costume) o jogo do ano para os calimeros e aquele em que eles decidem o seu campeonato. O porto é que é o adversário.
Contudo e se bem conheco as tendências primavera/verão, hoje foi o fim. As roubalheiras anteriores ainda não tinham afectado muito a equipa porque esta se aguentava no topo da classificacão. Agora, depois de esta exibicão de merda e mesmo admitindo que os árbitros comecem a aligeirar (a obra já está feita), o moral já não deve dar para muito.
A época acabou.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Penalty n 576 para a mesa do fundo sff!

Quando uma equipa vai ao estádio da Luz e deixa a pele em campo e na semana seguinte, recebendo em sua casa "os donos do campeonato", faz umas trocas de bola giras, não acerta uma única vez na baliza (até estar a levar 2), remata o mais que pode do meio-campo e comete um penalty tão idiota quanto impossível, eu atrevo-me a perguntar: quantos quilos de fruta receberam?
Eu pensava que neste campeonato o Porto só jogava com 14.
Enganei-me.
São mais, bem mais.

Em roma sê romano

Quanto a vocês não sei.
Gostava de vos ajudar mas não consigo.
Acabo de descobrir a solucão para a crise mundial.
Chama-se: trenó.
Vocês continuam a trabalhar. E em crise está bem?
Para não se armarem em espertos com 18 graus.
Então até já.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Trollhättan, essa bela localidade



Há uma certa ansiedade na costa oeste Sueca.

Alguns milhares de empregos dependem de uma tomada de posicão que um gajo, lá longe e com a boca cheia de bigMac's, fará chegar à imprensa por volta da meia-noite local.

Uma pesquisa rápida e verifico que a proposta já saiu.

Agora é ver se o Obama a papa.

Contudo, lendo a parte que afecta directamente a Suécia (ou seja o destino da Saab), tudo fica claro:


"GM has conducted a strategic review of the global Saab business and has offered it for sale. Given the urgency of stemming sizeable cash demands associated with Saab operations, GM is requesting Swedish government support prior to any sale. The company has developed a specific proposal that would have the effect of capping GM's financial support, with Saab's operations effectively becoming an independent business entity Jan. 1, 2010. While GM hopes to reach agreement with the Swedish government, the Saab Automobile AB subsidiary could file for reorganization as early as this month."



Estão na merda. É o resumo técnico.

Segurem-se.

A tempestade por aqui ainda agora comecou.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Saudade


Comeco a ficar aborrecido com o frio.
Já chega.
Agora quero sentir a pele a derreter o perfume com os raios de sol.
Paciência tem limites. Inverno muito giro e tal mas venha lá o verão.
Pode ser amanhã.
Hoje ainda aguento.
E sinceramente...que gastromonia pode ter tal nome sem meter a palavra "grelha" no menú?
São muitos contras.
Desisti de encontrar um restaurante com grelhados.
Também me conformei com a proibicão legal de grelhar na varanda. Não quero que pensem que vim do Paquistão.
Agora...das brasas da lareira ninguém falou.
Será que temos aqui uma aberta?
Cheira-me que sim.
As últimas postas de bacalhau "gastas" na brasa e regadas com azeite e alho. Um mimo.
Duas notas importantes à navegacão: "últimas" significa que o próximo visitante nos fará o favor de trazer um norueguês fatiado e salgado na mala, "mimo" significa isso mesmo - estou em clara subida de forma na arte do domínio do tacho.
E, para além da barrigada, o que é que isto me trouxe?
Saudade.
Essa palavra tão cara.
Renova-se a pergunta: "quando voltas?"
Renovo a resposta: "não sei"
Renovo também o pensamento: "E quero?"
Que saudades.
Quanto mais tempo estou afastado mais saudades tenho do meu país, da minha cidade, daquelas pessoas.
Maior é o meu interesse.
Mais atentamente sigo a nossa realidade.
Com mais forca desejo ver indícios de evolucão, de subida ao primeiro mundo.
O que leio? O que ouco? O que vejo?
Um conselheiro de Estado que se "esquece" de contractos assinados em negócios de lavagem de dinheiro quando questionado no parlamento.

Quilómetros de fita com provas de corrupcão desportiva ignoradas e arquivadas porque o tipo de prova não é válida em tribunal.

Acordos assinados entre governos e concessionárias de estradas, sendo o ministro que assina aquele que mais tarde gere do lado privado.

Dinheiro dos contribuintes gasto sem qualquer pudor na construcão de estradas inúteis e no resgate de bancos com actividades ilegais.

Em pleno séc.XXI, Lisboa uma cidade cosmopolita, ainda manda 30% dos seus esgotos para o rio.

Um bloco central que usou e continua a usar 35 anos de democracia para distribuir e multiplicar cargos públicos por gente que nunca trabalhou na vida.

Um país (governo e populacão) que usou 17 anos de fundos da UE para crescer 0% e criar riqueza própria digna de um país como a Namíbia.

Um povo que insiste nas queixas e na dependência do Estado até à náusea.

Uma cultura de chico-espertice que parece querer reinar e onde trabalho e honestidade só dão acesso às filas de trânsito.

Um país destruído pelo cimento e pela corrupcão das autarquias.

Empresas onde o bom funcionário não é o que produz mas o que fica mais tempo.

Escolas que passam miúdos sem que estes tenham o mínimo de aproveitamento em nome das estatísticas, criando uma geracão que mal sabe falar e escrever.

Empregos onde uma geracão de académicos luta por salários que desaparecem na renda da casa.
....
Desespero a seguir o rumo de Portugal.
E sofro com isso como nunca sofri.
A saudade aperta.
Gostar verdadeiramente cria uma trama de desilusões.
Voltar?
Como?

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

A crise


Alguém disse:
"nesta altura não te queixes do teu emprego, sorri por teres um."
No chão. Acrescento eu.

É até eles dizerem que "sim", ou "não"...também serve


Chávez tem algumas qualidades.
Perceber como funciona uma democracia não é claramente uma delas.
Depois de terem vetado a alteracão pretendida à constituicão, Chávez voltou ao referendo.
Há que convencer o povo.
E parece que eles demoram algum tempo a perceber.
Desta vez Chávez resolveu não correr riscos.
Algumas máquinas das assembleias de voto assinalaram "SIM" a um voto "NÃO".
Acreditando em relatos perdidos.
Se isto for verdade, lá se vai a imagem do Bolívar do séx.XXI.
Mas...
Claro que ninguém vai verificar nada disto. Refiro-me a observadores internacionais.
Para a história ficará uma "escolha popular".

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

O charuto



Já falei neste assunto, mas volto à carga.

Segundo o site do governo regional dos Acores, foi assinado um acordo com a Bombardier para a renovacão da frota da Sata. A notícia já tem uns meses e não sei se o acordo foi ou vai ser cumprido.

Ainda assim...

Há poucos meses a SAS (Scandinavian Airlines) colocou todos os seus DASH no chão depois de vários incidentes e falhas atribuidas ao construtor. Um novo acordo foi feito e a Bombardier teve que se chegar à frente para lavar a cara. Nessa altura referi este exemplo para justificar o mau negócio que a Sata se preparava para fazer.

Hoje, sem saber se estes aviões já estão ou não nos Acores, volto a insistir na ideia. Esta noite espalhou-se outro destes aviões numa viagem entre NY e Buffalo. Na aviacão não existem coincidências. A taxa de acidentes é baixa e continua a ser o meio de transporte mais seguro (estatisticamente falando). Neste cenário (de poucos acidentes), quando os "azares" acontecem mais a uns do que a outros cria-se uma evidência matemática.

Tudo são números.

Números que devem ser apreciados na altura de decidir.

Uma vez no ar é só confiar na estatística.

Vá César, pensa lá nisso.

Continuo Out



Comeco a ficar preocupado.

Talvez seja altura de comprar a enciclopédia da federacão dos planetas.

Já não chega tentar perceber sueco. Tenho também que perceber dróide.

Tenho um colega que é normalmente bem humorado. Passa a vida a armadilhar tudo o que pode, fala como se não existisse amanhã, sabe do "diz que diz" todo e raramente pensa antes de falar. Filtros não existem.

Podia ser português. Tendo em conta que viveu no Algarve até aos 6 anos e vendo o personagem hoje em dia, acho que ficou qualquer coisa de luso naquela costela viking.

É em resumo boa gente, como se diz na minha terra.

Um destes dias chega ao pé de mim e diz: "Olha lá, o X disse que quando esteve contigo em Portugal conheceu uma amiga tua muito simpática."

"Ah sim, a Y ! É uma amiga de longa data e blá, blá..."

"Olha lá...ela é solteira??"

"Epá...sim...mas o que é que isso interessa??"

"Vá...sabes que eu estou à procura de namorada!!"

"Está bem...está bem....mas não devias tentar nesta cidade primeiro?"

"Epá...já tentei...somos só 500 000....não há muita escolha!"

Fiquei um pouco atónito, dada a frontalidade.

"Mas o que é que queres que eu faca?"

"Porque é que não me apresentas a tua amiga? Ela está no msn??"

"Sabes...na nossa cultura nós gostamos de nos conhecer, ter tempo para falar, procurar a outra metade...esse tipo de coisas. Ainda não estamos na fase de arranjar companhia pelo catálogo. Acho que não te posso ajudar aí camarada...

Se quiseres, vens comigo a Portugal no verão e logo fazes uma tour do amor...somos por natureza um povo simpático e comunicativo.

Comunicacão é o segredo da coisa. Deixa-te lá de pesquisas na net..."

"Mas o X disse-me que as miúdas em Portugal são todas do tamanho de R2D2. É verdade?"

"R2D2?? Quem é esse gajo pá?? Não me digas que também anda de licra com o Spock??"

"Não pá...é o do Luke!!"

"Lucky Luke?? Não era Jolly Jumper??"

"Luke Skywalker Tiago, Luke Skywalker..."

"E esse já era amigo do Spock?"

"Star Wars pá!! Passaste a infância numa caverna??"

"Não, passei-a na rua!!"

"Mas quem é esse R2D2 afinal??"

"Um robot de metro e meio"

"Ah...podias ter dito logo...sim, não há muitas portuguesas com 2 metros como tu. Porque não tentas na Noruega?? São mais o teu estilo. Assim para o poste."

"Não...têm uma língua esquisita..."

"Não vais sempre no verão para Espanha? Vê por lá..."

"Falam muito alto..."

"És difícil tu...assim não te safas...vem a Portugal comer um salmonete grelhado e verás a vida sob uma nova perspectiva"

"Na do R2D2?"

"Provavelmente.

Agora que te ajudei, esclarece aqui uma dúvida que me incomoda há uns bons 3 minutos."

"Diz."

"O planeta terra pertence à federacão dos planetas ou não nos misturamos?"

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

O segredo


Pensava eu que os miúdos de hoje perdiam muito tempo em frente ao duo dinâmico televisão/computador.
Continuo com a visão romântica de que "no meu tempo é que era".
Futeboladas na rua, joelhos esfolados e caca ao gambozino, esse ícone nacional.
Paragem em frente à TV só para o Dartacão e pouco mais.
Esta é a minha visão das décadas anteriores em oposicão à PS3, Hi5, Facebook, Msn e 500 canais por cabo actuais.
Se há altura certa para um puto crescer com óculos é agora.
Bom...
Estava nestes considerandos filosófico-saudosistas quando um camarada da manutencão vem mudar a fechadura do escritório. Ao que parece estou numa sala onde se desenvolve algo muito secreto. Aposto que um dia me explicarão o quê...quando tiverem tempo entre os cafés.
Perguntei a quem tinha encomendado a troca: "e agora, qual é o código para entrar?"
Ele, muito secretamente puxou-me para um canto e disse: "é o número de registo da Enterprise!"
Acho que vi aquele sorriso de glória no meu colega. Parecia estar a falar dos jardins suspensos da Babilónia.
"Registo da Enterprise?? O que é essa merda??", perguntei.
Os restantes camaradas olharam atónitos. "Não sabes qual é o registo??", perguntaram.
Sei o meu código MB, NIF, BI, BankID, cartão crédito, BI sueco, PIN TM, passwords de acesso ao mail, servidor da empresa e porta de entrada, código do Montepio Geral, código para entrar em casa, aniversários de familiares e amigos, telefones próximos e dos sítios onde vivi, números das camisolas encarnadas nos últimos 20 anos e a tabuada (que me dá jeito quando jogo ao BUS).
E números é um bocado isto...
Registo da Enterprise não estou a ver...
Já agora, o que é a Enterprise??
Aí sim...vi gente quase a chorar.
Lá me explicaram que era a cena do orelhas Spock (é assim que se escreve?) e que aquele código tinha sido escolhido porque era algo que todos tinham seguido (as 345 séries) na infância.
Era a versão deles de "o amor de Julieta é o Dartacão".
Gostava também de referir que sou o mais novo na sala o que me faz pensar que tamanha devocão pela Enterprise talvez seja...vá lá...ahhhh...ridícula.
É uma nave espacial!!
Da Federacão Unida dos Planetas!!
Federacão dos Planetas....pensemos um pouco nisto.
Era tudo a brincar camaradas. Produto da imaginacão de alguém.
Pronto, vou ser duro agora: Não existe!!
Ninguém tem um ar sério com um fato de licra e orelhas em bico!!
...
Vocês cansam-me.
A conclusão a tirar é óbvia. No que toca a geracões estamos um passo à frente!
Uuuuuiii...os 4 dígitos da Enterprise....big deal!!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

O milagre

Sejamos sinceros.
Para Portugal chegar ao mundial não precisa de golos, precisa de um milagre.
Mantenho a conviccão de que Queiroz não consegue motivar um gajo que atravessou o Sahara a beber um copo de água.
A equipa não tem alegria, garra ou confianca.
Experiências Queiroz?
Nesta fase da época?
Orlando Sá, Duda, Rolando...quem são esses gajos?
Pepe no meio-campo?
Meireles que não consegue correr mais do que 10 minutos e faz 80% dos passes para trás?
Bruno Alves que até contra a Finlândia consegue fazer penalties?
Ricardo Carvalho, Bosingwa, Nuno Gomes, Simão, Moutinho, Meira. Conheces?
Já não há mais tempo a perder. Queiroz rebentou em meses o prestígio acumulado em 5 anos. Desde os tempos em que tinha que ver Jorge Plácido, Rui Barros e Folha com a camisola da seleccão que não sofria tanto...
Não estaremos presentes no mundial. Ponto final.
A jogar desta forma até podemos considerar isso positivo.
A vergonha é menor...
Em marco, depois do jogo da Suécia, acabará o balão de oxigénio de Queiroz.
Quem sabe até de Madaíl.
E qual será o preco a pagar?
A qualificacão para um mundial com uma equipa de topo.
Podia ser pior.
...
Não pá!
Não podia nada!

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Cebola no tacho com azeite a ferver


































































A opcão foi relativamente simples este manhã.
Pé na rua e chão branco.
Calma. Devagar. Devagarinho.
O neurónio comunicou lá para baixo e na sala dos motores deixaram de meter lenha. Pé ante pé e mãos nos bolsos.
Vim em passo de turista para o trabalho.
Até tirei fotografias para não desfazer o cenário.
Perdi o eléctrico? Claro.
Mas porquê? Não corri para o apanhar?
Claro que não.
Mas, a questão que verdadeiramente importa: tenho ainda as duas pernas inteiras?
Certo. A direita do apoio e a esquerda para rematar.
Chegar atrasado ao trabalho acho razoável. Perder a futebolada é que não.
Gosto do caminho de cada manhã.
Normalmente faco-o a todo o vapor e nem tenho tempo de olhar para o lado.
Hoje aproveitei para apreciar cada passo.
Todos os dias passo pelo edifício da Ericsson antes de entrar naquele onde trabalho.
Todos os dias digo o mesmo: "Ainda não é hoje que entro neste!"
Mas tiro-lhe as medidas.
Olho lá para dentro e vejo os relógios com a hora de NY, Tóquio...
Janelas grandes.
Design qb.
Pelo menos na recepcão...
Agrada-me.
Há também a vantagem de a crise passar um pouco ao lado desta malta. Não sofrem tanto como a indústria bate-chapa.
De qualquer forma o plano está tracado e se for cumprido, dentro de 2 anos o meu caminho para o trabalho encurta alguns metros.
No fim da passeata entro na Semcon e é aqui que vem a primeira dor do dia.
O cheiro.
Sou um camarada fácil de agradar.
Não peco muito a quem trabalha comigo ou pelo menos a quem se senta nas redondezas.
Banhoca.
É só isso.
Um dos companheiros de labuta já esgotou todas as hipóteses que o meu bom senso tentou arranjar para justificar o cheiro.
De manhã, no fim do dia de trabalho, na festa de Natal vestido a rigor.
Em todas as situacões um denominador comum: o cheiro a refugado.
Não é discreto. Não é suave.
Empesta a sala.
E dói na alma quando se vem a respirar ar puro logo pela fresquinha.
Convenhamos...nós não corremos muito aqui no escritório.
Estamos sentados em frente a um computador.
É só isso.
Não fazemos a maratona.
Não carregamos baldes de massa.
Não esfregamos o chão.
Estamos sentados.
Quietos.
Na melhor das hipóteses mexemos o cérebro mas não há memória de isso ter ligacão directa à axila.
Um simples banho.
Um desodorizante barato.
Já está. Problema resolvido.
É só isso.
Vá lá...séc.XXI, norte da europa, fartura de água. Não há desculpa possível.
És simplesmente javardo.
E agora vou respirar lá para fora.
10.30h...está quase na hora do almoco!

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

domingo, fevereiro 08, 2009

O jogo

Confesso que nunca me sento com particular expectativa num Porto-Benfica.
A história não engana e nos últimos 15 anos apenas uma vitória para os que equipam bonito. Acho que é mais do que razão para não ver. Ainda assim, por muito que diga o contrário, não perco um...
Hoje, percebi claramente depois do intervalo que o golo do Yebda não estava no guião. O Pedrito comecou a distribuir alguns cartões e a intimidar os jogadores. O katsoraunis foi pisado num joelho, o Reyes levou uma joelhada nas costas. O que aconteceu? Nada. Business as usual. O Benfica defendia bem, tinha mais cantos, mais posse de bola.
Os jogadores do Porto podiam continuar a martelar mais 3h, nunca chegariam ao golo. Até que...
Até que Pedro percebeu que estava a ficar sem tempo e suspirou de alívio quando Lisandro mergulhou. Acho contudo que alguma discricão teria sido aconselhável. Lisandro Lopez estatelou-se por obra de Gasparzinho, o fantasma, a 2 metros do camarada Pedro, estando este de frente para o lance e sem ninguém a tapar. Foi mau de mais para disfarcar. E então? Então nada. Já não há qualquer vergonha neste campeonato. São 7 os jogos onde o Benfica perdeu pontos por causa dos árbitros. Este campeonato tem que ir para o Porto, custe o que custar. Hoje mais do que nunca isso ficou provado. O Benfica tem melhores jogadores e embora jogue normalmente pior (verdade seja dita), hoje foi a melhor equipa em campo. Nada disso interessa.
O Porto pode agradecer a Pedro Proenca este empate e consequente lideranca do campeonato.
Agora podem vir com a beca-beca do costume.
A verdade é só uma.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

O buraco


Alto e pára o baile.
Terei lido e ouvido bem?
A Teixeira Duarte enfrenta uma pequena embrulhada também conhecida como "falência técnica".
Sim, já sei que foram a correr dizer à CMVM que era só impressão. Pudera...
Mas, admitindo que de uma forma ou de outra este gigante do betão está em apuros, vejo-me obrigado a perguntar:
Então rapaziada?
O que se passou?
Contem ao amigo.
Entre metro, TGV, Alcochete e dezenas de estradas inúteis, não vos tocou nada?
E em Angola? Não foram no avião do Cavaco?
Camaradas...camaradas...estou com a ligeira impressão que apostaram no cavalo errado nas eleicões.
Não me digam que o cheque gordo foi para a campanha do Santana?
Como dizia um antigo professor "essa era de caras pá"! Estava-se mesmo a ver que era o Zé que ia papar aquilo depois da barraca do Santana com o Cenoura.
Bom...e agora?
Se não agarram uma das tetas da leiteira do costume (aquela alimentada a impostos) o que pensam fazer?
Podem concorrer no mercado global, que tal?
Já pensaram em falar com os chineses? Luanda é deles...
Vá. Pensem qualquer coisinha...eu sei que vocês conseguem.
Em desespero de causa podem fazer uma vaquinha aí no escritório para um novo cheque.
Estamos em ano de eleicões.
Mas desta vez acertem no cavalo pá!!!
E rapaziada, não é preciso ser um Einstein para perceber quem vai ganhar pois não?

O que fará aquele gajo no Bangladesh?

Diz a estatística que somos 5 milhões.
Mais coisa menos coisa.
Eu diria "mais coisa" porque nem todos estão legais e de entre os que estão legais, muitos não passam no consulado para dizer "e aí cara?".
Depois desta estimativa (2002), muitos mais embrulharam a trouxa. Espanha foi particularmente invadida.
Não é por isso de estranhar que os números subam na próxima análise.
Ainda assim, percebe-se a secular frase "há um português em cada canto do mundo".
O mundo até parece pequeno.
As razões para a emigracão no séc.XXI não são as mesmas da metade do séc.XX.
Hoje ninguém sai de Portugal para fugir à fome, a uma ditadura ou a uma guerra. A única ponte comum é a busca de uma vida melhor. Seja lá isso o que for.
Tirando a vontade de experimentar algo novo em passagens breves pelo estrangeiro, ninguém emigra (definitivamente) porque quer. É pelo menos a minha opinião.
É vida é mais fácil quando falamos a nossa língua, comemos a nossa comida e vemos os sorrisos que nos enchem a alma.
Acho que posso dizer por esta altura que "está cientificamente provado".
Sair então porquê?
Porque se constata que há objectivos de vida, padrões de qualidade ou desenvolvimento profissional que estão permanentemente vedados para a maioria.
Sobra uma minoria situada no grupo do "conhece A", "estava no sítio certo na hora B" ou "o meu esforco foi compensado" (estes verdadeiramente raros).
Uma coisa é certa: horários decentes de trabalho, salários competitivos, funcões interessantes, reconhecimento profissional, boas zonas de habitacão, tempo para actividades, dia-a-dia sem trânsito ou empurra-empurra no metro, condicões para criar uma família, saúde e educacão pública de qualidade são factores que dificilmente se interceptam numa mesma vida.
Acho eu que são estas as razões para a emigracão portuguesa do séc.XXI.
Já pensei nisto milhares de vezes, já o disse umas centenas e parece-me que já atinge a dezena, o número de vezes que o escrevi. Nós poderíamos ter tudo isto para o grosso da populacão em Portugal. É isso que mais custa, vendo daqui.
O nosso país é pequeno e por isso fácil de administrar. Tem uma diversidade cultural imensa, uma costa fantástica e uma gastronomia única. O turismo de qualidade deveria por isso estar garantido (não o de massas). Temos gente inteligente em cada canto do mundo desenvolvendo tecnologia de ponta. Porque não o fazem em Portugal criando médias empresas de referência internacional? Temos um clima fantástico (em 70% do ano vá...) e uma boa rede de transportes (se os condutores repeitarem a faixa do "bus"). Porque não usamos bicicletas, andamos a pé ou usamos os transportes públicos (é aqui que se deve exigir ao governo e não nas auto-estradas!) em vez do velho hábito de levar o carro até à sala de jantar? Temos uma oferta cultural (teatro, concertos e espectáculos em geral) que não nos envergonha perante qualquer capital europeia, pelo contrário. Porque passamos uma vida inteira a ver novelas da TVI em vez de sair de casa? Muitas destas actividades são de borla...
Quando acabou a IIGG Portugal era um dos poucos países com dinheiros nos cofres do Estado. Tal como a Suécia por acaso...
Porque não usámos esse dinheiro para desenvolver ("abrir") o país? Porque passámos 30 anos de democracia a criar uma dependência doentia do Estado? Porque nos deixámos envolver pela teia da corrupcão sem qualquer protesto civil?
...
Enfim, o que quero dizer é que não existe razão nenhuma (pelo menos natural) para sermos pobres e atrasados.
E essa é a realidade. Por muito que me custe dizê-lo.
Não fosse a ainda mais miserável Grécia e estaríamos no fundo da tabela em todos os parâmetros de desenvolvimento da UE.
Olhar para Portugal hoje em dia é como olhar para um diamante em bruto que ninguém quer lapidar.
Não me alegra vê-lo daqui. Só me entristece.
Tal como disse lá em cima, a vida é muito mais fácil quando sabemos para que lado o vento sopra.
Perceber que durante o nosso tempo de vida nada mudará, mais do que a constatacão de um facto, é um pequeno pesadelo.

Valeu a pena

- Ficar acordado até mais tarde
- Ir a dormir amanhã para o trabalho
- Ter visto esta miséria de jogo
- Continuar a pensar que o título não é uma utopia
- Ter escrito isto


Não jogam nada!!
Ahh!!

terça-feira, fevereiro 03, 2009

The dark side of the moon


Alerta vermelho, amarelo e porque não dizê-lo, púrpura.
É o que rezam os noticiários.
Centro e sul da Europa fustigados pela mãe natureza.
Reportagens em directo do local, uma das grandes especialidades dos jornalistas lusos, mostram-me profissionais da comunicacão de galochas e cabelos ao vento. Há que passar emocão para o ecrã. Quase que abro o chapéu em casa.
Também não será de rejeitar toda o leque de emocões oferecido a quem disfruta de uma boa fila de trânsito dentro do seu anfíbio.
Ouvido no rádio e "8 da manhã...a fila para a ponte 25 de Abril está na segunda ponte do Feijó e.."
Aqui acho que apanham todos os condutores da A2 de supresa. Com esta ninguém contava.
E ouvi-lo com as gotas de chuva a lascar no vidro deve ser aquele conforto.
Estarão os deuses loucos?
Não.
Colhemos apenas os frutos da nossa irresponsabilidade ambiental (em parte).
Bons velhos tempos com 4 estacões.
"Então e tu Tiago?", perguntam desse lado.
Eu estou a bater o dente.
Zero graus, como diria Laplace, são zero graus.
Mas não vejo chuva há semanas.
Vejo é o céu.
Azul.
E o sol.
Amarelo.
Por uma vez na vida parece que estou no lado certo da lua.
Ou então estão mesmo loucos.
Eles.
Os deuses.
ps - Obama escolheu um assessor que sabe que Madrid não é a capital de Portugal. Óptimo. Fico muito contente por ele. Mas não será altura de acabarmos com esta mania saloia de nos metermos em bicos dos pés sempre que conseguimos relacionar qualquer coisa com o nosso país? Fazer manchete com o novo cão português de Obama ou com um assessor que já foi aos pastéis de Belém, ao contrário do que parecem pensar grande parte dos editores, não nos coloca no mapa. Só nos diminui e ridiculariza. Não temos mais nada para mostrar ao mundo?? Irra...