
sexta-feira, novembro 28, 2008
Ahh...

3...
Ginja no Rossio, pastel em belém, bife na Portugália, salmonete em Setúbal.
No regresso...o mesmo peso, voilá!
Grande aposta aquela de não comer 6 pastéis.
Um anúncio na rádio deixa-me intrigado.
Não sei quem é a Popota, mas pelo nome está ganho. Aposto que é uma boa alma.
Agora, o Tony Carreira já ouvi falar.
O senhor "nunca-descobrirão-se-é-capachinho-ou-real" eu sei quem é.
Sabendo quem é o artista, conhecendo aquele timbre sofredor "depois de ti mais nada, haja sol ou pó na estrada" e toda uma obra capaz de encher umas quantas feiras (sim, eu sei que também enche o pavilhão atlântico, mas as vergonhas lusas não são para dizer em voz alta), tenho que te perguntar Popota:
a vida corria-te assim tão mal?
Dueto com o António?
E logo no natal?
O que se segue? O "noite feliz" cantado pelo duo Carlos Guilherme e Toy, com a batida a cargo do gordo dos Santa Maria?
Tende juízo irmãos.
domingo, novembro 23, 2008
Kit Kat

quinta-feira, novembro 20, 2008
Ok, já chega...
Em qualquer campo.
Contra qualquer adversário.
Cinco anos destruídos em cinco semanas.
É este o consulado dessa nulidade chamada Queiroz.
Uma equipa recheada de estrelas, que juntas e sob o comando desta ave rara, parecem a seleccão da Mauritânia.
Não correm, não se esforcam e acreditam tanto neles como eu.
Quantas calamidades mais precisam aqueles inquilinos do tacho da Praca da Alegria para perceber que o Queiroz é o maior erro da história?
Pormenor importante: desde que comecei a escrever, o Brasil já marcou mais dois. O comentador brasileiro diz: "Queróis não gánhôu dá Aubânia, vái ganhá dji quêim??"
Até um brasileiro percebe isso.
Queres um desenho Madaíl?
Portugal vs Brasil
O Kaká está quieto e o Bruno Alves por enquanto, sem nós para desatar.
Seja lá qual for o resultado, já ganhámos.
Em estilo entenda-se.
Eugénia Melo e Castro canta o nosso hino.
Zézé de Camargo canta o deles.
1-0 para já.
E sem intervencão do Queiroz. O que ajuda sempre...
terça-feira, novembro 18, 2008
Quantum mais não seja...

segunda-feira, novembro 17, 2008
Empurre e com forca sff

O espéctaculo proporcionado pelas manifestacões de alunos nos últimos dias, foi das coisas mais tristes que me lembro de ter assistido.
Nada contra o direito que qualquer um de nós tem de se manifestar. Absolutamente nada. Mas, quando vejo miúdos de 10 anos aos berros, a pergunta "mas eles sabem porque estão ali?" ocorre-me.
Não, não sabiam. E faz sentido que não saibam. Se soubessem, não teriam 10 anos...
Agora, os graúdos que os orientaram sabiam bem o que eles estavam a fazer. E não me refiro propriamente aos pais...
Os míudos foram usados como arma de arremesso contra o governo, numa altura em que os professores lutam contra o processo de avaliacão. Não há outra leitura possível. Se assim não fosse, porque reclamariam do estatuto do aluno 10 meses depois da sua aplicacão? Não faz sentido.
Centro-me por isso no busílis da questão. A avaliacão de professores, a Fenprof e o exemplo máximo do pobre sindicalismo português, Mário Nogueira.
Compreendo que os professores não queiram ser avaliados. Todos temos uma certa dificuldade em aceitar novas regras, é humano. Não compreender que essa regra é utilizada pelo resto do mundo há décadas, é que já não fica tão bem na fotografia. Progredir na carreira apenas porque a distância à data de nascimento vai aumentado é claramente mais fácil. Mas também é mais injusto. Espalha-se a mediocridade e não se premeia o esforco. Sou obrigado a concluir que é isto que a classe quer.
E porquê? Porque se assim não fosse, sugeriam uma alternativa e a única coisa que a Fenprof fez até agora (além de não cumprir contratos assinados) foi dizer que esta avaliacão não serve. É burocrática, limita o tempo para ensinar, etc. Tudo muito bem. Todos de acordo. Mas qual é a alternativa? Para a Fenprof é deixar como está. Para os professores que usam o escudo da Fenprof também. Para a oposicão, que à míngua de ideias apanha o que pode deste oásis político, também.
Ora, isto camaradas, é exactamente o que o Zé (Estaline, não o Sócrates) defendia: "o medíocre e o esforcado têm o mesmo pedaco de terra, o mesmo Lada, as mesmas calcas e a mesma racão de comida". E...adivinharam...foi por isso que não funcionou! Um estado socialista é um estado onde todos contribuem para um bem comum. Os mais ricos dão aos mais pobres, através da seguranca social (impostos) e providenciam uma rede que não deixa ninguém debaixo de uma ponte. Isso é o socialismo. Dar caminhos idênticos a quem passa pela vida a dormir ou para quem larga suor, não é justica social, é estupidez! É premiar a mediocridade e é o que a Fenprof faz há anos. Não quererá um professor trabalhador e esforcado, evoluir mais do que um colega que passa o ano a raspar-se na parede? Não é isso legítimo? Não defendo a competitividade do salve-se quem puder, mas deixar que os anos nos levem em igual progressão, apenas porque estamos mais velhos, parece-me extremamente redutor.
Quererá a classe dos professores, provavelmente a classe trabalhadora mais importante em qualquer sociedade, ser associada às palavras de Alberto Poncha João?
"Aqui nenhum professor será avaliado!! Todos foram no passado e com muito bom!!"
Uau. Tudo corrido com excelentes avaliacões. O gajo que se esforca e o outro que traz cafés. Se isto não é motivar um profissional, não sei o que será! Alberto João, esse visionário...
Claro que em última análise, embora ninguém se pareca preocupar com isso, quem vai pagar são os alunos e mais cedo ou mais tarde, a nossa sociedade. Professores pouco motivados significa pior ensino, pior ensino significa estudantes mal preparados. Estes serão profissionais menos produtivos (ou com menos "armas" para enfrentar um mercado global) e isso, traduzir-se-á (uma vez mais), num fraco desenvolvimento económico e social do país.
Pensem nisto. A Suécia (não quero dar uma de emigrante, mas de tão óbvio, tem que ser...), tem menos habitantes do que Portugal, uma área imensamente maior para administrar e conseguiu criar riqueza através de inúmeras multinacionais, ocupando hoje o top 5 de todos os rankings de desenvolvimento. Volvo, Saab, Ericsson, ABB, SKF, Tetra Pak, IKEA, Scania, são alguns dos exemplos. Qual é a principal diferenca para o caso português? A educacão.
A educacão é o pilar desta sociedade. Grátis, exigente, com qualidade. Estou aqui há 2 anos e ainda não encontrei uma pessoa que não falasse inglês melhor do que qualquer professora que eu tive no secundário. Todos. Do repositor no supermercado à senhora da cantina. A taxa de pessoas com cursos superiores é muito elevada. O espírito empreendedor é grande. O país cresce com gente assim. Nós temos todas as condicões para ter idêntico sucesso. A aposta é a mesma, a educacão. Distinguir os bons dos maus professores é apenas o primeiro passo.
quinta-feira, novembro 13, 2008
Bomb, James Bomb

terça-feira, novembro 11, 2008
1,2,3,4,5,6,bus






Um dos grandes problemas do regresso à realidade é esse mesmo: a realidade.
Se a realidade fosse algo fantástico, não teriam inventado a outra, a ilusão.
A ilusão é sempre perfeita. A realidade tem dias.
Gosto sempre de comecar à Freitas Lobo. Pareco que percebo disto.
Revejo as fotografias dos últimos dias. Sorrio.
Encho a alma e respiro um pouco mais do ser Luso. O espírito agradece cada momento e os ossos reclamam cada passo. A rambóia aos 30 já pesa mais. É uma das poucas verdades que ainda não apareceu num texto do Luis Delgado. E é uma pena.
O segundo encontro aconteceu, o terceiro está programado. Praga dizem eles.
No regresso ao trabalho um pouco mais do mesmo, mas em versão hard.
Olho em volta e o desânimo continua. Os despedimentos não acabam. O cerco aperta-se cada vez mais.
Amanhã, talvez amanhã pense nisso. Por enquanto tento combinar os passos, com os olhos abertos e aqui e ali, um toque de respiracão. Não está fácil.
Sento-me para analisar um documento. Tudo no ecrã me parece estranho. Abro um mail, fecho outro, leio coisas que não escrevi.
Levanto a cabeca e vejo a rapariga à minha frente de olhos muito abertos.
Lembro-me que à minha frente não se senta ninguém.
Descontraídamente, com a velocidade tartaruga do momento levanto-me, dizendo: "Sorry, this is not my computer" e arrasto-me duas mesas para o lado.
Acontece aos melhores.
Há qualquer coisa de magia ao ler um documento técnico com sono.
"Os sensores laterais devem ser responsáveis por...", já está…comeco a divagar. Passam minutos sobre minutos, sem que perceba onde estou.
Passeio pelo alentejo, vejo o meu oceano, lembro-me do último sorriso, aquele abraco e quando dou por mim, volto ao documento.
O relógio diz que passaram 10 minutos e estou na mesma frase.
Volto ao meu soninho.
O corpo vence a batalha.
Encosto a cabeca na alma.
Está cheia como um balão.
Sonhos lindos, adeus e até amanhã.
quinta-feira, novembro 06, 2008
E um café turco que passe a bola, não se arranja?
quarta-feira, novembro 05, 2008
This is Sparta!

Ontem foi um daqueles dias que poderia ser riscado do mapa.
A História agradecia e eu também.
Pela fresquinha, que é quando o frio castiga mais, os senhores que me providenciam o pão nosso de cada dia distribuiram uma comunicacão interna.
Ali dizia, que a Ford/Volvo ia despedir 300 camaradas da minha cor e em consequência, eles teriam que recambiar o mesmo número de pessoas para a rua.
Dizia um colega há duas semanas que a vantagem de ser consultor é que para seres despedido a ordem tem que chegar duas vezes. Ela aí está.
De 100 passámos para 300, de postos seguros passámos a negociacões com os sindicatos.
E rápido. Cinco semanas e está a obra feita.
Das 1200 pessoas do escritório de Gotemburgo, 300 estão a andar.
No mesmo dia, 3 sessões de esclarecimento. Na porta as estacões de televisão. Os jornais tinham a notícia estampada 1h depois de eu receber o mail.
Não era este o filme previsto.
A palavra "dramática" foi repetida até à exaustão. Ninguém foi capaz de prever esta bancarrota e a situacão nesta zona da Suécia é mesmo dramática. Basta explicar que Ford e GM são os maiores empregadores….
Comecam a correr listas e os nomes aparecem. A lei tem que ser cumprida e na Suécia, o primeiro a entrar é o último a sair. Podes ser o maior coca-saco, mas se cocares há muito, ficas no barco.
A única forma de ultrapassar a lei é seres insubstituível, um Einstein de qualquer coisa ou um génio da lâmpada mágica.
Comeca a competicão. Todos tentam mostrar o que têm de melhor.
Há que salvar a pele a qualquer custo. Cada um olha para o seu umbigo.
Não percebemos que foi exactamente o nosso umbigo que nos criou esta situacão.
Se não fosse a ganância individual de ter lucros monstruosos, sem que esse lucro tivesse correspondência em postos de trabalho, produtividade e riqueza gerada, não teríamos criado estas duas décadas de especulacão bolsista.
Sem essa especulacão não teríamos atribuído valor a coisas que não temos ou que não existem.
Sem esses valores não teríamos criado créditos mal parados.
Sem esses créditos não teríamos desequilibrado o sistema financeiro.
Sem esse desiquilíbrio não teríamos uma crise mundial.
Sem essa crise mundial, não teríamos pessoas sem casa ou emprego.
Eu não estaria também a escrever isto, nem os meus colegas estariam a contar quantos gajos entraram depois deles.
Foi o umbigo que nos trouxe mas tem que ser o conjunto a safar.
Especial atencão para as eleicões americanas. Qualquer um dos candidatos prometeu injectar dinheiro na GM e Ford, para salvar os milhões de americanos que estão na corda bamba. Hoje é por isso o primeiro dia de esperanca. Do it Obama!
Nunca tinha estado por dentro numa crise. Em Portugal, tudo me passava ao lado. Furacões, tsunamis e crises. Aqui, o impacto sente-se. E de que maneira.
O crescimento económico é um facto, mas o abalo da crise é real.
Directa ou indirectamente afectar-nos-á a todos.
Apesar da previsão de 2 a 3 anos de crise nesta zona da Suécia, há esperanca que os mercados emergentes possam compensar esta trapalhada.
A informacão escorre a conta-gotas, mas já se comeca a perceber o desenho.
Ainda não é desta que faco a trouxa e volto para o MacDonals da 2a circular.
De qualquer forma, à velocidade a que tudo muda, eu diria que prognósticos só mesmo no fim do jogo.
domingo, novembro 02, 2008
Assim como o Suazo








Nacionalizacões, onde é que já ouvi isto?

Aos 80 minutos de jogo...
Seria mais discreto do que este espectáculo que me oferece.
A esse propósito e depois do avancado do Guimarães jogar a bola com a mão perto da baliza do Quim, registo a frase do locutor da TSF: "Está bem que o Xistra está a dar umas baldas, mas volleyball ainda não passa!"
