quinta-feira, julho 31, 2008

Talento para a prosa

"Segunda-feira parte um navio cheio de petróleo da Venezuela em direccão a Portugal. E não é o resultado de um saque como há 500 anos. Desta vez há um acordo assinado e uma parceria entre os dois países! "

Chavez na sua recente visita a Portugal (RTP)

AC DC, acid house




O grande problema do ar condicionado é não trazer aromas. Como o Epá.
Toda a gente sabe disso.
Embora o Epá seja até à data o melhor gelado da história.
O ar condicionado não faz milagres, limita-se a empurrar ar fresco e tentar renovar o que lá existe. As moléculas de odor entram no movimento em direccão a um filtro. Em teoria, o ar deve regressar fresco e limpo. Na prática sente-se mais frio e espalha-se o cheiro.
E porque é que isto poderá ser um problema numa terra onde o calor não é propriamente o busílis? Por isso mesmo.
A ausência de meses de calor, faz crescer uma certa ansiedade nos locais.
Mal o termómetro bate os 20 graus, aparecem os calcões, enchem as esplanadas, abrem a capota e ligam o ar condicionado (deduzo que nos carros de capota aberta não).
Há que aproveitar cada raio de sol e usar invencões originalmente pensadas para países tropicais. São aqueles 4 dias de loucura.
E o que tenho eu contra? Nada. Rigorosamente nada.
Há um ligeiro problema no odor. Mas é coisa pouca.
O banho por estes lados não é aquela coisa indispensável. Sim senhor, vão ao chuveirinho, mas se falhar um dia aqui ou um dia ali, ninguém se chateia.
O hábito de tirar o sarro foi introduzido pelas cortes francesas, na altura em que os impérios eram aliados e faziam intercâmbio de princesas para fortalecer os lacos.
Ou seja, aprenderam a tomar banho com os franceses.
Promete isto...
Luis XIV, amigo de Dartacão, era segundo Dumas uma jóia de moco, mas banhoca não era com ele. Luis XVI tinha ideias novas e Maria Antoniette já puxava mais para o limpo, mas o povo não perdoou a audácia e fez descer a lâmina. Bonaparte exigia a Josefina uma pele imaculadamente suja. Quando a água se esgotar no planeta, os franceses terão a consciência tranquila.
Honra lhes seja feita.
Mas e os suecos? Num país onde há água em abundância, a heranca francesa é respeitada.
Mais por uns do que por outros. Parece-me que os fiéis seguidores trabalham todos comigo.
Nestes dias de sol, é sempre agradavel entrar num carro e sentir o fresco do AC com aquele piquinho a refugado. Suam em barda e fazem questão de espalhar o odor num raio de 5m.
Ainda tento abrir a janela e cheirar um escape de camião, mas nem isso me vale porque "assim entra o calor pááá!!"
Já no escritório a conversa é outra. Sabendo de antemão quem são os fedorentos, é só passar ao largo de 10m das respectivas secretárias.
Querem marcar uma reunião?
Certo. Mas no jardim camaradas.
Ou então lavam-se.
Ou usam roll-on.
Ou ambos, quem sabe.
Por agora, limito-me a seguir o mapa de guerra.
É só pisar na área verde e estou safo.



Prioridades ( roubado do "Arrastão" do Daniel Oliveira )

"
Portugueses que vivem abaixo do limiar da pobreza: cerca de 2.000.000.

Beneficiários do Rendimento Social de Inserção: 311 mil (quase 40% são menores)

Despesas anuais com o Rendimento Social de Inserção: 371 milhões de euros.
O valor médio da prestação de RSI por beneficiário: 83 euros.

Lucro dos cinco maiores bancos portugueses em 2007: 8,7 milhões de euros por dia.
Perda anual de receita fiscal devido aos benefícios fiscais à banca: cerca de 700 milhões euros.

Agora comparem o tempo que se dedica a um assunto e a outro. "



Uma pequena achega.
Por muito "pequena" que seja a parcela social desta equacão, continuo a defender a atribuicão da mesma a quem de direito, ou seja, a quem aceita as regras de direitos e deveres previstos na nossa lei.
Quanto aos lucros da banca e perdas nas receitas do Estado por causa dos benefícios usarei a versão Euronews: No comments.

terça-feira, julho 29, 2008

Só 27?

Depois de ler isto, não sei o que é pior.
Se os valores proibidos pagos na administracão da Caixa Geral de Depósitos (sim, eu sei que tiveram um lucro recorde o ano passado...uau, ninguém diria....mas quanto é que ganha um daqueles gajos que desconta os cheques mesmo?)
Se os salários de sultão pagos a administradores de empresas com prejuizo de milhões ano após ano (RTP, CP, Metro de Lisboa e Porto).
Se a permanente injeccão de dinheiro na TAP (deve ser dos poucos sítios onde o gestor está refém) para sustentar aquele lobby de pilotos e hospedeiras (desculpem, assistentes de bordo).
Ou ainda, o facto de alguns destes gestores acumularem participacões em diferentes administracões.
Eu continuo a achar que o Estado deve ter participacões importantes em empresas estratégicas para o país, mas daí ao deboche actual vai um passo gigante.
A este ritmo, de pura distribuicão de tachos, a conclusão é simples: privatizar!

segunda-feira, julho 28, 2008

E para mim, não há nada??

30 fofinhos daqueles do risco ao lado, cara bolachuda e nomes como Martim, Salvador ou Bernardo Maria, resolveram sair da juventude centrista.
A juventude centrista, para quem não sabe, é aquela colectividade de balofos que serve para segurar bandeiras quando o Paulo Portas passa no Bolhão.
Não é que eles sirvam só para isto, eu é que não me lembro de mais nada.
Alegam, estes 30 desiludidos, que o grande mestre promove o "clientelismo" e por isso vão partir para outra praia.
A juventude centrista em causa é a de Setúbal. Pelas minhas contas, isso significa que deixa de existir JC em Setúbal.
E agora?
Não sei, não sei.
O choco nunca mais será o mesmo.
Agora a sério.
Compreendo que saiam.
Ideologia política há muito que não existe no Largo do Caldas, se já nem um emprego se arranja, o que ficam lá a fazer?
Talvez possam tentar o PSD.
Quem sabe aí a sorte da distribuicão de tachos, não seja tão madrasta.
A outra hipótese é arranjar um emprego.
...
Não, nada de dramas.
Tentem primeiro o PSD.

MST, expresso

Acho que vale sempre a pena ler o Miguel S. Tavares. Concorde-se ou não.
Esta semana vale a pena ler 3 vezes.
Pelo menos.





" A primeira vez que passei uns dias de Verão em Porto Covo, ainda o Rui Veloso não tinha imortalizado a aldeia e a sua ilha do Pessegueiro. Pouco mais havia do que aquela simpática praceta central, de onde irradiavam três ou quatro ruas para baixo, em direcção ao mar, e duas ou três para os lados. Tinha nascido uma pequena urbanização de casas de piso térreo, uma das quais me foi emprestada por um amigo para lá passar uns quinze dias. Havia a praia em frente, magnífica, e a angustiante dúvida de escolher, entre três restaurantes, em qual deles se iria comer peixe, ao jantar.
Nos dois anos seguintes, arrastado pela paixão pela caça submarina, aluguei uma parte de casa em Vila Nova de Milfontes, com casa de banho autónoma e duche no pátio interior, ao ar livre. Instalei-me com o meu material de mergulho e um pequeno barco de borracha, no qual ia naufragando quando o motor pifou e comecei a ser arrastado pela corrente do rio Mira em direcção aos vagalhões à saída da baía. Mas não era o sítio adequado para caça submarina e rapidamente troquei a incerteza da minha destreza pelo esplendor de uma tasquinha branca, de quatro mesas apenas, onde escolhia de manhã o peixe que iria comer à noite. Foram dias de deslumbramento, naquela que eu achava ser provavelmente a mais bonita terra do litoral português.
Mas foi Lagos, claro, a primordial e mais duradoura das minhas paixões. Tudo o que eu possa escrever sobre a fantástica beleza da cidade caiada de branco, com ruas habitadas por burros e polvos secando ao sol pregados aos muros, uma gente feita de dignidade e delicadeza, praias como nenhumas outras em lado algum do mundo, a terra vermelha, pintada de figueiras e alfarrobeiras, prolongando-se até às falésias que ficavam douradas ao pôr-do-sol, enquanto as traineiras passavam ao largo em direcção aos seus campos de pesca nocturnos, tudo isso parece hoje demasiadamente belo para que alguém possa simplesmente acreditar. Se eu contasse, diriam que menti - e eu próprio, olhando hoje Lagos, também acho que seguramente foi mentira.
A partir de Lagos, fui descobrindo todo o barlavento algarvio, cuja luz é tão suave que parece suspensa, como se não fizesse parte do próprio ar. Descobri a solidão agreste de Sagres, onde se ia aos percebes ou apenas olhar o mar do Cabo de S. Vicente, na fortaleza, que era rude como o vento e o mar de Sagres, e hoje é uma casamata de betão que, ao que parece, se destina a homenagear a moderna arquitectura portuguesa. Descobri o charme antiquado da Praia da Rocha, onde se ia à noite ver as meninas de Portimão, ou o "souk" em cascata de Albufeira, onde se ia ver as inglesas e dançar no Sete e Meio. E descobri outras terras de pescadores e veraneantes, como Armação de Pêra ou Carvoeiro, praias de areia grossa e mar transparente como eu gosto, cigarras gritando de calor nas arribas, polvos tentando amedrontar-me quando os olhava debaixo de água.
Não vale a pena contar. Quem teve a sorte de viver, sabe do que falo; quem não viveu, não consegue sequer imaginar. Porque esse Sul que chegava a parecer irreal de tão belo, esse litoral alentejano e algarvio, não é hoje mais do que uma paisagem vergonhosamente prostituída. Sim, sim, eu sei: o desenvolvimento, o turismo, a balança comercial, os legítimos anseios das populações locais, essa extraordinária conquista de Abril que é o poder local. Eu sei, escusam de me dizer outra vez, porque eu já conheço de cor todas as razões e justificações. Não impede: prostituíram tudo, sacrificaram tudo ao dinheiro, à ganância e à construção civil. E não era preciso tanto nem tão horrível.
Podiam, de facto, ter escolhido ter menos turistas em vez de quererem albergar todos os selvagens da Europa, que nem sequer justificam em receitas os danos que em seu nome foram causados. Podiam ter construído com regras e planeamento e um mínimo de bom gosto. Podiam ter percebido que a qualidade de vida e a beleza daquelas terras garantiam trezentos anos de prosperidade, em vez de trinta de lucros a qualquer preço.
E todos os anos, por esta altura, percorrendo estas terras que guardo na memória como a mais incurável das feridas, faço-me a mesma pergunta: Porquê? Porquê tanta devastação, tanto horror, tanta construção, tanta estupidez? Tanto prédio estilo-Brandoa, tanto guindaste, tanto barulho de obras eternas, tanta rotunda, tanta 'escultura' do primo do cunhado do presidente da câmara, e sempre as mesmas estradas, os mesmos (isto é, nenhuns) lugares de estacionamento, os mesmos (isto é, nenhuns) espaços verdes? Não, nem mesmo o mais incompetente dos autarcas pode olhar para aquilo e não entender a monumental obra de exaltação da estupidez humana que está à vista. Não, não é apenas incompetência, nem mau gosto levado ao extremo, nem simples estupidez. Em muitos e muitos casos a razão pela qual o litoral alentejano e o barlavento algarvio foram saqueados, sem pudor nem vergonha, tem apenas um nome: corrupção. Acuso essa exaltante conquista de Abril, que é o poder local, de ter destruído, por ganância dos seus eleitos, todo ou quase todo o litoral português. Acuso agora José Sócrates de não ter tido a coragem política de cumprir uma das promessas do seu programa eleitoral, que era a de progressivamente financiar as autarquias a partir do Orçamento do Estado, em exclusivo, deixando de lhes permitir financiarem-se também com as receitas locais do imobiliário - deste modo impedindo que quem mais construção autoriza, mais receitas tenha. Acuso o Governo de José Sócrates de ter feito pior ainda, inventando essa coisa nefasta dos projectos PIN (de interesse nacional!), ao abrigo dos quais é o Governo Central que vem autorizando megaconstruções que as próprias autarquias acham de mais. Acuso esta gente que só sabe governar para eleições, que não tem sequer amor algum à terra que os viu nascer, que enche a boca de palavrões tais como "preservação do ambiente" e "crescimento sustentado" e que não é mais do que baba nas suas bocas, de serem os piores inimigos que o país tem. Gente que não ama Portugal, que não respeita o que herdou, que não tem vergonha do que vai deixar.
Eu sei que não serve de nada. Ando a escrever isto há trinta anos, em batalhas sucessivamente perdidas - ontem por uma praia, hoje por um rio, amanhã por uma lagoa. E lembro-me sempre da frase recente de um autarca algarvio contemplando a beleza ainda preservada da Ria de Alvor e sonhando com a sua urbanização: "A natureza também tem de nos dar alguma coisa em troca!". Está tudo dito e não adiante dizer mais nada.
Acordo às oito da manhã destas férias algarvias, longamente suspiradas, com o ruído de chapas onduladas desabando, martelos industriais batendo no betão e um pequeno exército de romenos e ucranianos construindo mais um projecto PIN numa paisagem outrora oficialmente protegida. "É o progresso!", suspiro para mim mesmo, tentando em vão voltar a adormecer. Sim, o progresso cresce por todos os lados, sem tempo a perder, sem lugar para hesitações, como um susto. Tenho saudades, sim, dos sustos que os polvos me pregavam no silêncio do fundo do mar. E tenho saudades de muitas outras coisas, como o polvo do mar. Sim, eu sei: estou a ficar velho. "

Ainda assim, este verão vou tentar encontrar uns espacos pouco destruídos entre o alentejo e o algarve. Vá lá...nem tudo pode ser mau.

O início

Sim, eu sei.
Sim, também já ouvi essa.
Sim, são muito jogadores novos.
Sim, eles ainda não se conhecem e não têm "entrosamento".
Sim, maior parte dos titulares ainda estão a banhos.
Sim, já sei que é apenas o início.
Já conheco as rezas todas.
Agora...
O Ed Carlos e o Luis Filipe diviram 5 golos entre eles.
Na baliza do Quim e do Moreira, quero eu dizer.
Florindo, se isto não foi para o teu bloco de notas com um "= fora" à frente de cada nome, mais vale a pena voltares para os rodízios de paella.
Toca a ser prático e evitar erros de casting graves.
Agora ainda se desculpa, dentro de dois meses já não.
Mas eu repito.
Luis Filipe e Ed Carlos para fora!!
Longe, bem longe.
Menos que a Austrália considera-se "nas redondezas".

quinta-feira, julho 24, 2008

John, I have a mission for you


Primeiro a banda sonora.
Hummm...huummm...encontrei, aqui está ela.
Agora sim, posso comecar a escrever.
Sempre que me deito a sonhar gosto de ouvir esta música. Em "repeat" porque a música é pequena e os meus sonhos longos.
Significa isto que ouco o sr. Luis "dia sim, dia não". Poderia ser pior.
Uma colega disse-me há uns dias, que depois de ser mãe, repensou o sentido da vida e passou a valorizar aspectos, até então escondidos, nas 24h diárias.
Antes de meter terceiros nestas coisas, gostaria de pensar no sentido das 8h de trabalho.
Há 1000 (pelo menos) formas diferentes de contribuir para a sociedade. O básico, imagino eu, é apreciar o tempo de trabalho e conseguir ainda assim pagar as contas.
Não deve ser assim tão dificil.
É que bem vistas as coisas, são 40 anos (no mínimo) de enxada nas mãos. Convém encontrar algo com sentido, senão tudo se torna um inferno.
Durante o tempo que trabalhei em Portugal, vi mais papel do que electrões. Não era bem o que imaginava quando fazia exames com o osciloscópio ao lado.
De qualquer forma, o ambiente que por lá se vivia era do melhor que alguma vez vi e que dificilmente encontrarei noutras paragens.
Acho que isso compensava o papel.
Depois de alguns anos achei que devia fazer algo mais técnico, mais "mão na massa".
Os últimos 2,5 anos têm sido passados em ambiente de desenvolvimento e novas tecnologias.
Exactamente o que procurava.
Sinto-me "uau!" ?
Não. Nem por isso.
Por esta altura do campeonato (ou pelo menos dia sim, dia não) imagino que se algum dia trabalhar na NASA direi algo do género: "Sim, mandam os foguetes e controlam os satélites, tudo muito giro, mas a questão é....onde fica a cantina?"
Parece-me que o mundo da engenharia, com todo o seu fascínio, não tem aquela luz que eu imaginava.
Admiro escritores, jornalistas, políticos (poucos pá, poucos!). Engenheiros...huummm...não me lembro assim de nenhum que eu siga na sua especialidade (tirando amigos e familiares!).
Ahh...e o Sócrates não conta. Que eu saiba ele não se destacou a fazer pontes.
Este filosofar de verão, leva-me à profissão de sonho. Num mundo perfeito, essa profissão seria escrever os guias da Lonely Planet. Estou convencido disso. Hoje pelo menos.
De uma forma geral, acho que pagar a renda com aquilo que se escreve ou diz, deve ser um espectáculo. Jornalistas que não estão a recibos verdes: vocês são uns sortudos!
Ora, como toda e qualquer funcão que eu ache interessante me está vedada, o sonho de hoje aparece com a forma de: "Como criar as 8h por dia perfeitas?"
Creio que cheguei a uma conclusão.
Abrir uma agência de viagens de turismo alternativo.
A coisa está pensada e até parece lógica.
O mercado do "vá para Cancun 7 dias tostar dos 2 lados" está gasto.
Em Portugal a classe média está a desaparecer. Os mais pobres não têm dinheiro sequer para o Algarve e os mais ricos não vão para Varadero.
Abre-se um espaco para "férias activas".
Caminhadas nos Alpes, kayak no Adriático, dormir no deserto da Namíbia, encontrar ursos polares na ponta do globo, ver a Terra do Fogo, explorar rios em África.
Há uma série de possibilidades e pouca gente a fazê-lo a partir de Portugal. A Papa-Léguas domina sem rival.
Para tudo bater certo é preciso encontrar 4 pessoas não satisfeitas com o emprego.
Alguém simpático para falar com os clientes. Daquelas pessoas com paciência de Jó. Um financeiro para aguentar as contas e manter os pés do negócio no chão. Um guia de expedicão. Uma expécie de Rambo com gosto pela natureza (este já está!). Uma ou duas pessoas para reconhecer os percursos, estabelecer protocolos com os operadores locais e escrever os roteiros.
Um destes 5 camaradas tem que ser informático para fazer/actualizar a página na net (acho que pode ser o Rambo!).
E pronto...
Custou alguma coisa?
Ahhh...bolas...já me esquecia...o financiamento!
Apresenta-se um caderno bonito, quem sabe até um ppoint e as pessoas que distribuem o dinheiro do quadro comunitário de apoio não resistem. A fundo perdido, que eu também sou filho de Deus.
Está garantido!
Até já tenho o nome: "Sonho de uma noite de verão".
Mas admito mudá-lo para algo mais aventureiro como "passa-montanhas" ou "balaclava adventure agency". Neste último caso acho mesmo que o céu é o limite.
E agora fiquem com esta que eu vou digeri-la.
Ao almoco.
Sim, já são 11h.

terça-feira, julho 22, 2008

Stuff me!

Para ver.
Rever.
Respirar.
Pensar um pouco.
Ver de novo.
Pensar outra vez.
Passar em cada sala de aula depois do sumário.
Respirar.
Pensar mais um pouco.
Partir o cartão de crédito.
Respirar.
Ahh, e ver novamente.

A cela do Milosevic ainda está quente



Tenho uma certa admiracão pela profissão de advogado. A sério, tenho mesmo...

Imagino sempre um nobre cidadão que teve tempo para ler aquele calhamaco com as leis e usa esse conhecimento para defender os injusticados.

Despedidos sem justa causa, enganados por charlatões, fugas ao fisco, corruptos e mais uma série de causas com sentido.

Para mim, o advogado é o Robin dos Bosques sem collants.

Mas eu admito que tenho uns olhos simpáticos.

O advogado de hoje é o gajo que pensou "como é que posso fugir a matemática no 10 ano?" e a "evolucão" da justica, leva-o a procurar todos os buracos no tal calhamaco das leis para anular qualquer julgamento. Há uma cadeira em Direito que se chama "Como usar os buracos da lei em prime time". É o Nabais que a dá.

As escutas do "Apito" são o melhor exemplo. Eles disseram, eu ouvi, mas para o tribunal não vale. Elucidativo.

Pensava eu que os buracos da lei eram uma especialidade lusa, quando vejo isto.

O que se passa é o seguinte.

Karadzic, é acusado de:

"• Um crime de Genocídio (Srebrenica e outros locais da Bósnia)

• Um crime de cumplicidade em Genocídio (Srebrenica e outros locais da Bósnia)

• Um crime de exterminação, crime contra a humanidade

• Homicídio como crime contra a humanidade

• Homicídio em violação das leis e usos da Guerra

• Um crime de homicídio constituindo uma grave violação da Convenção de Genebra que regulam a conduta durante a guerra

• Perseguição

• Deportações e outros actos desumanos

• Infligir terror em civis

• Tomada de reféns. "

...

Nada mau para CV.

Se possível fosse destacar o horror entre horrores, o massacre de Srebrenica seria o momento.

8000 Bósnios triturados por balas naquele que foi o maior massacre humano que a Europa conheceu depois da II GG.

Claro que este animal não está sozinho no barco. Mladic foi o general que comandou o genocídio (e que continua em fuga) e os capacetes azuis da ONU também não ficaram bem na fotografia.

Contudo, a única coisa impossível de discutir é se ele é culpado ou não.

O que faz o zeloso advogado numa ocasião destas?

Eu diria para ficar em casa quieto ou pelo menos calado.

Sveta Vujacic, o defensor em causa, afirmou que Karadzic foi detido num autocarro na passada quinta-feira e mantido sob detenção até ter sido presente a tribunal na segunda-feira. Ao que parece, as autoridades apenas mostraram um distintivo antes de o encerrarem numa divisão.

"É absolutamente ilegal”, afirmou o jurista.

Sveta, com um CV destes, o que devias ter dito quando lá chegaste era:

"Ahh, não o cortaram às postas! Óptimo, óptimo. Que alívio! Vamos então preparar a sua defesa senhor Karadzic."

Tendências Outono/Inverno 2009

Canseiraaa...

sexta-feira, julho 18, 2008

Back to the Fountain Farm



Comeco por dizer que nada me move contra ciganos.

Bem pelo contrário.

Pretendo com isto evitar interpretacões racistas deste texto.

Quero escrever sobre uma questão de justica. Apenas.

E esta deve ser igual para todos. Ciganos, Angolanos, Ucranianos, Brasileiros, Chineses ou Portugueses.

Depois da salganhada que aconteceu na Quinta da Fonte, 200 ciganos acamparam na C.M.Loures exigindo um subsídio para procurar nova habitacão.

Têm medo de regressar às suas casas e acusam a comunidade Africana de os perseguir.

Até aqui tudo bem.

Quer dizer...tudo bem não. A situacão é triste e a reaccão de medo compreende-se.

Um advogado (daqueles que aparece sempre que cheira a horário nobre), que imagino eu, representava as famílias ciganas dizia que o presidente da câmara só tinha que "cumprir a palavra dada".

Ora, esta parte é que já me custa mais a perceber.

Pedir todos podemos, receber é que nem por isso.

Estas famílias já vivem em casas atribuídas pela ajuda social, é importante referir isso. O Estado Português já os ajuda, sem que eles facam qualquer contribuicão social.

O caso da comunidade cigana é particular. Por uma questão cultural um cigano nunca trabalha para outro alguém. Tudo bem.

Normalmente montam o seu negócio e vendem roupa.

Tudo bem.

Regra geral não pagam impostos (sim, eu sei que o Quaresma paga...) e não declaram qualquer actividade.

Já não me parece tão bem. E não consigo perceber como é que esta parte se encaixa no conceito cultural.

Chega-se pois a uma situacão peculiar.

Por uma lado, ou por uma questão cultural, determinada etnia recusa-se a integrar uma sociedade no que a deveres diz respeito, mas acha-se no total direito de recorrer a ela quando o assunto são os direitos.

Sejam ciganos, africanos ou nepaleses, não podem exigir sem contribuir, ainda por cima quando têm todos os meios para contribuir.

É esta a base de um estado social.

E o que se assiste é exactamente a destruicão desse estado, com injusticas claras.

Repetidas ainda por cima, já que as actuais casas também caíram do céu.

O que estas famílias podem e devem exigir é seguranca no seu bairro.

Essa é que é a obrigacão da C.M.Loures.

O resto, deve ser encarado como uma provocacão a quem trabalha e paga impostos.

quarta-feira, julho 16, 2008

domingo, julho 13, 2008

Bagdad

Assuntos resolvidos entre ciganos e africanos no meio da rua, ao tiro?
O que mais falta acontecer?
A política de gueto faz-nos o favor de explicar a cada dia que não funciona.
A integracão comeca com a mistura (com os demais) e com ajuda social.
Ajuda social não são subsídios. São bolsas para iniciar uma vida e são exigências de adaptacão ao mercado de trabalho. Ajuda em troca de responsabilidade.
Enfiar "rejeitados" num monte qualquer esquecido (como Salazar fez quando construiu a então distante Chelas) contribui apenas para o conflito e adia a integracão. Banalizar e generalizar o problema, é uma excelente ajuda para os movimentos nacionalistas.

sexta-feira, julho 11, 2008

1+1=3



Ai a saudosa D. Eduarda…
Por alguma estranha razão que desconheco lembrei-me dela hoje.
A D.Eduarda era a minha professora da 3a classe e posso hoje afirmar que foi a primeira mulher a deixar a sua marca na minha vida.
Mais detalhadamente na zona da palma da mão esquerda. Assim em jeito de trilho do eléctrico.
Também foi nessa altura que aprendi que a Molin fazia réguas rígidas e grossas. Quase inquebráveis.
"Tens sempre a resposta na ponta da língua" costumava dizer.
Sempre pensei que aquilo fosse um elogio, mas devia ter desconfiado quando as perguntas não incluíam a tabuada, verbos ou gramática.
Hoje em dia, prefiro imaginar que o que ela queria realmente dizer é que eu gosto de esgrimir argumentos, ou numa visão mais romântica, perceber a essência do Ser-Humano.
Invocando a sempre presente D.Eduarda, respondi à pergunta: "Almocamos cá dentro ou na esplanada?" com um rápido "Cá dentro!"
Surpreendido, o viking diz: "Mas Tiago, estamos em Julho pá!!" ao que me vi forcado a lembrar: "Sim, mas estão 14 graus camarada!"
"E então? É julho…não podemos estar dentro de paredes."
A bem da "integracão" e "novas experiências" acedi.
A esplanada estava cheia de gente com t-shirt, calcões e chinelos. Eu tinha um cobertor. Estava um frio de rachar!
Ainda pensando que aqueles personagens eram diferentes, vesti o meu casaco de chuva e pedalei para casa. No caminho, passando nas avenidas principais, vi centenas de pessoas de t-shirt, raparigas com saias um pouco acima do cinto, sapatos na mão e pés descalcos na calcada.
Claramente todos viviam um cenário de verão.
Sorriam e gesticulavam.
Pareciam alegres.
Havia movimento.
Um típico dia de verão.
Daqueles de Julho.
Mas estava frio.
O chão ainda espelhava a chuva recente.
As nuvens não deixavam passar o mais mísero raio de sol.
Julho com sabor a Novembro, isso já me parecia mais lógico.
Talvez seja eu o esquisito.
Ou será que estavam a filmar o novo James Bond e eu atravessei o set durante a parte das Caraíbas?
Talvez tenha sido isso.
A ver se o meu nome aparece no próximo genérico.

quinta-feira, julho 10, 2008

Nem tomaram o pequeno-almoco...


Não quero ser populista ou habitante de paragem de autocarro.

É óbvio que a fome em África não desaparece se a malta do G8 comer papas de Nestum.

Mas mesmo assim tenho que dizer isto...

Era mesmo necessário encher o bandulho com uma ementa de 24 pratos, caviar e trufas enquanto se discutiam os quilos de arroz a enviar para a Somália?
Levaram pelo menos tupperwares para trazer os restos?

Esta, custa um bocadinho a papar...

terça-feira, julho 08, 2008

Passas tu ou passas tu?


A nocão de espaco físico, pensava eu, é proporcional à dimensão física de quem o avalia.
Um lutador de sumo evita ruas estreitas, um etíope evita pradarias ventosas.
Esta era a lógica que imperava na minha mente.
Os meus bons camaradas Vikings fazem o favor de me explicar o contrário dia após dia.
Comeco por explicar que menos do que 1,85m é considerado "anão". Significa isto que o quotidiano é preenchido com postes de 2 metros, circulando de cá para lá.
Prova-se por A+B que, para cada um destes postes andantes, a necessidade de espaco é tanto menor, quanto maior for a distância do pescoco ao solo.
Há alguns exemplos clássicos. Comecemos com o da porta.
Se algum dia passarem por uma rua sueca a pé, facam a seguinte experiencia: não se desviem, não dêm passagem em portas e nunca segurem a mesma.
Inicialmente desviava-me, dava passagem e segurava portas.
São regras básicas (do mundo conhecido como "civilizado") e não tão raras quanto isso nas ruas de Lisboa.
Ao fim de algum tempo (meses...) achei que era altura de parar.
Para um sueco, alguém abrir uma porta e ele passar é a coisa mais natural do mundo. Agradecer nem por isso. Lembrar de deixar a outra pessoa passar é virtualmente impossível.
Muito bem.
Resolvi entrar no esquema.
Deixo cair a porta na cara das pessoas, nunca me desvio e passo à frente de todos os que consigo.
Acho que tenho algum talento.
Largo portas como poucos.
Tenho que me lembrar de tirar o modo "viking" do chip quando aterrar na portela, senão passo o dia a ouvir adjectivos para a minha mãe.
De vez em quando chocamos uns com uns outros, largamos um "förlåt" (desculpe) e cada um segue o seu caminho.
É como jogar hóquei no gelo em cada corredor do escritório.
O engracado é ver como mamutes de 120Kg tentam passar mal a porta se abre 20cm. Epá...não dá! Não percebem isso? Ainda se fosse um chinês...
Outra, também clássica, é a fila para pagar no supermercado. Tenho para mim que os Vikings deixam a panela ao lume e vão a correr comprar o arroz. Parecem sempre aflitos. Não conseguem estar mais do que 10cm afastados na fila. E atencão que isto é gente para calcar 47. Ainda estou a meter as compras na passadeira já tenho um par de skis a raspar nos calcanhares.
Esta manhã, na fila para pagar o almoco, estava um velho tão perto, tão perto, tão perto, que lhe conseguia sentir o hálito. Neste caso nem 10m me teriam safo...o velho tinha comido pele de búfalo com molho de cebola, logo pela fresquinha. Que bafo senhores...
Agora com a vossa licenca, vou vestir as cotoveleiras que tenho que ir às compras.

segunda-feira, julho 07, 2008

O Pomar



Pergunto-me quantas cestas de fruta terão Pinto da Costa e Valentim Loureiro distribuído ao longo de duas décadas.
Deve ser coisa para encher uns quantos pomares.
Porquê tanto medo? Existirão assim tantos entalados?
Há uns anos foi descoberto um cheque assinado por PC para que um árbitro fosse ao Brasil com uma agência de viagens de um dos patrocinadores do clube.
Pode parecer ingenuidade…mas cheirou-me a corrupcão na altura.
Quer dizer, eu também tenho bons amigos, mas no máximo oferecem-me uma imperial.
Alguns gritos e o caso foi abafado.
Passados uns anos aparecem escutas com tudo e mais qualquer coisa.
Entre saltos e cambalhotas, o facto de as escutas não serem válidas em tribunal passam a ser argumento de defesa.
Nunca se disse que eram falsas, montagens ou que não queriam dizer bem aquilo…não, apenas que não eram válidas em tribunal.
Isto é o mesmo do que abrir uma linha telefónica para o crime organizado. As provas, ali tão perto, ao abrigo da lei não servem de nada.
Mais umas gritarias e os comprados do costume arranjaram umas penas à medida de PC.
6 pontos e 2 anos sem ser dirigente. Uau…imagino a garrafa de chamapanhe na Areosa.
Chico-espertos como são, esqueceram-se que ao não recorrer admitiam a corrupcão. Não é que não fossem corruptos, esqueceram-se foi de continuar a mentir.
Ao ver a barraca com a UEFA, toca de comecar a mexer os fantoches locais, com Madaíl à cabeca.
Entretanto, junta-se uma malta no conselho de justica para decidir sobre os recursos de PC e do Boavista.
O presidente do mesmo é um jovem que nas horas vagas brinca aos vereadores com Valentim Loureiro na câmara de Gondomar.
No resto do tempo decide sobre recursos do Boavista.
Ahn?? Terei percebido bem??
Incompatibilidade é a primeira coisa que me ocorre.
A segunda é que este jovem tem uns belos pomares.
De qualquer forma, os demais conselheiros acordam e dizem ao jovem para se pôr ao fresco.
Elementar.
Levanta-se o circo e o fantoche comeca a gritar que os demais não podem decidir sem ele.
Ai, ai…o que dirão os teus padrinhos?
Madaíl volta à cena (hoje), para dizer uma mão cheia de nada. Um inquérito ao que se passou na referida reunião foi o grande anúncio.
"Quando não queres que algo aconteca, cria uma comissão", já dizia esse outro benemérito chamado Salazar.
Para qualquer lado o cheiro a corrupcão é por demais evidente.
São apenas dirigentes de futebol, como podem assustar tanta gente com responsabilidade?
É altura do Estado meter mão nisto.
Estado, ONU, Platini ou o exército de libertacão do Suriname.
Tanto faz.
Corram é com esta escória.


Ps - No que diz respeito a bola na relva, quantas páginas e dias mais têm os jornais reservados para a viagem de Rui Costa a Saragoca para contractar o Aimar? Rapaziada, são 900Km e o Maestro não vai de camelo pá! Já não dá para esticar! Mudem lá de assunto.

sábado, julho 05, 2008

Put da crim



Que este gajo queira esticar de toda e qualquer forma o estilo de vida "pagar-a-renda-sem-trabalhar" eu compreendo perfeitamente. Que a D.Quixote entre no jogo, já me parece mais perigoso. Só falta agora o "livro" ser um sucesso e os jornais dizerem "nasceu um escritor". Num país tão pequeno, a velocidade com que absorvemos e damos crédito a lixo, é impressionante. Para não dizer desesperante.

terça-feira, julho 01, 2008

Dressed for success (não me digas que não ouvias quando tinhas 14 anos??)




Um dos meus grandes sonhos é um dia ser o "gajo do laptop".
O "gajo do laptop" é aquele personagem que vai para as reuniões lideradas por outro alguém com um computador portátil, passando de imediato e em surdina a mensagem de que "não se pode desligar nem 10 minutos porque senão o mundo desaba".
Sempre quis ser um gajo destes.
Pelo menos os óculos já ca cantam.
Acho mesmo que basta entrar na sala e fazer um pouco de barulho com as teclas (enquanto os demais falam sobre o tema comum da reunião) para ganhar esse estatuto.
Repare-se. Não é apenas aquela cena do "sou muito ocupado", é também a tentativa de convencer os demais que se ouve (e percebe) um assunto com uma parte do cérebro, enquanto o resto da massa cinzenta dá ordens aos dedos para produzirem uma bela prosa ou aos olhos para lerem patacoadas.
Marcelo, essa ideia de que escrever com os dois bracos ao mesmo tempo te transformaria num prodígio, cai agora por terra, sim?
Aqui há atrasado (uma expressão "para lá do Mondego" dá sempre outra vida ), sentei-me ao lado do "gajo do laptop" mais conceituado aqui do tasco.
Sempre temi pela saúde dele. Marreco, parece carregar o peso do mundo nas costas. Um Karagounis de óculos e bigode não-sei-se-rapo-ou-deixo-crescer-para-parecer-ainda-mais-homenzinho.
Apesar de não ter computador, também não prestei atencão à reunião. A minha missão do dia estava definida e era perceber que decisões não podiam esperar 10 minutos.
Discretamente fixei-me no monitor do dito.
Aqui há que fazer um reparo, se há personagem que consegue ser discreta a olhar sou eu.
Bafejando na sua nuca, vejo-o de tempos a tempos a passar o dedo no rato para evitar o "screen saver". Este é o primeiro e importante passo. Estando qualquer coisa aberta, dá logo impressão de trabalho.
Sabendo que só isso não chegava e vendo que os demais já olhavam com desconfianca, avancou furioso para o teclado.
Vai redigir a mocão de censura da ONU para o Mugabe, pensei!!
Não, parece que não.
Abriu o "mail" e comecou a escrever para um alemão, que por acaso eu sabia quem era.
Diz-lhe em tom muito irritado (sim, um texto também tem tom!): "Olha lá Zé Fritz, ainda espero por aquele documento que disseste que enviavas há 5 minutos atrás!!"
Assim percebo.
Nem estou a ver como o mundo continuaria redondo sem este contributo.
Ainda bem que ele não esperou mais uns minutos e nos ofereceu aquela pianada "in loco".
Escrever isto 10 minutos antes ou depois, seria o mesmo. Melhor, seria tão importante como não escrever nada, já que a pessoa em questão é certa como um relógio suico. Mas o que é a eficiência comparada com o espectáculo?
Nada meus amigos. Nada.
Aposto que há uma lista de "mails" pensados para enviar em cada reunião e optimizar assim a técnica de encher chouricos.
Se os outros vêm o visor, saca-se do "mail" para fornecedores, se estão do outro lado da mesa, "mail" a reservar as férias. O importante é fazer cara de chateado e bater ardentemente nas teclas.
No mundo das multinacionais, onde a medíocridade é mais fácil de esconder, basta um portátil, um par de óculos e alguma "power point engineering" para se ser rei e senhor.
Apetece-me ir para o Alentejo ver o mar!