quarta-feira, outubro 29, 2008

L-123 Ryanair: Gotemburgo - qualquer sítio


Os últimos dias têm passado a correr.
Mal tenho tempo para ler as notícias.
Sei que desse lado a crise estala devagar e que a Palin vai mandado bacoradas à razão de 10 por dia.
É pouco, muito pouco. Não as bacoradas. A informacão.
Farei o possível por me actualizar na próxima semana. Se entretanto o mundo acabar, digam qualquer coisa por favor para não perder tempo a ler coisas que já não interessam.
Entre saltos, é tempo de partir para ver o muro.
Qual muro? O das lamentacões?
Qual o interesse de chorar para um muro? Ele responde? Faz cafuné?
Não, o outro, aquele dos Pink Floyd.
Mas é um muro pá. Não tens muros perto de casa?
Tenho, mas sem rabiscos.
Ahh.
E não estão partidos.
Ahh.
Pelo meio, tempo para rever alguns amigos, entre os quais o rapazito que deu (sem saber) o nome a este blog. O único ser deste planeta que nasceu de facto na Sibéria.
Nada pode ter mais estilo do que nascer na Sibéria.
De onde vens?
Alcácer do Sal.
E tu?
Tomsk, Sibéria Oeste.
Causa logo impacto.
E nas férias?
Algarve, Armacão de Pêra, Delfins ao vivo. Um drama. Tu?
Kemerovo, pacote completo com caca ao tigre e estadia no Gulag Inn com demonstracões daquela danca de joelhos dobrados e bracos cruzados.
Ganhaste.
Um beijo e um abraco neste ponto de encontro.
Até para a semana e votem Obama.

terça-feira, outubro 28, 2008

Descoberta do dia




(com o sueco)
Tiago, sabes que aqui na cave há um estúdio de música?
Por baixo do escritório?
Sim.
E é de quem?
É nosso pá!
Nosso? Meu também?
Siiiim.
E podemos usar?
Siiiiim.
E o que é que temos que fazer?
Marcar no outlook.
E quanto custa?
Nada.
Então quem paga?
A empresa.
E nós?
Usaaaamos.
Assim? Sem mais nem ontem?
Siiiiim.
Tocas alguma coisa?
Campainhas.
Em Portugal não aprendem nenhum instrumento na escola?
Flauta.
Bom...deixa lá. Eu aprendi bateria e piano e podemos...
Na escola??
Sim.
Pública?
Siiiim.
(chegam os africanos)
Eu desenrasco no baixo!
Eu arranho na guitarra!
(o sueco)
Bom...já temos material.
Falta a cancão. Esta é muito popular por aqui.
Sabes a letra Tiago?
Deixa cá ver...
Tururutu...turututu.....Tururutu...turututu.....Tururutu...turututu.....Tururutu...turututu.....
Were leaving together,
But still its farewell
And maybe well come back,
To earth, who can tell?
I guess there is no one to blame
Were leaving ground
Will things ever be the same again?
It's the final countdown!
E depois fazem vocês o tururu que têm mais jeito.
1,2,3....tarola....accão!
(o resultado final foi a conclusão que se existisse metro em Gotemburgo, uma carreira de sonho esperava por nós. Sem metro, lá estaremos para a semana para um pouco mais de ruído)

domingo, outubro 26, 2008

O tempo corre e ela também



















Assim sem avisar.
Dois anos passaram a correr.
Repletos de energia, carinho, beleza e alegria.
Tudo é simples no mundo desta miúda.
Tudo funciona.
Brincas e ela ri.
Corres e ela corre.
Pedes um beijinho e ela dá.
Um xi-coracão e ela aperta.
Um passeio e ela vem.
Qualquer coisa embrulhada e ela quer.
E tudo com uns olhos que derretem.
Eu pelo menos abano um pouco.
Olhar para ti Mariana, faz-me lembrar como o globo é simples.
Gostas de alguém, abracas esse alguém, queres estar com esse alguém.
Fácil. Sem grandes pensamentos ou barreiras pelo meio.
A vida em estado puro.
O que fica no fim?
Alegria por te ver, saudade por partir.
Então e a próxima, está quase?
Tem que estar, tem que estar.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Porta 10 para Copenhaga e porta 11 para Berlim
















Sei que já vi esta malta.
Mas não sei onde.
Talvez numa novela da TVI...ou terá sido no carnaval de Loulé?
Mas o fato. Escorrega bem! Tem classe! Passado a ferro e tudo!
Tem bom aspecto esta rapaziada.
Ou sou eu a ver demais?
Momento "afinal-são-mortais"da manhã: "Xico, queres um café? Vou beber um que está na hora.", "Bem pensado Rui. Também vou."
Maior. O maior.
Até nos cafés, o maestro tem visão de jogo!
E o fato? Já disse? Limpo e passado! Que pinta!
Está ganho!

sexta-feira, outubro 17, 2008

CFA

Gosto muito de aeroportos.
Principalmente quando levo esfregas de 4h.
Da-me tempo para pensar e imaginar aquelas cronicas que a C.F. Alves escreve de 15 em 15 dias...
Eu acho os aerportos um pouco menos poeticos do que ela, mas deve ser por ter que ser eu a pagar as minhas viagens.
Ainda assim, sobra tempo para olhar em volta e ver quem por ca passa.
Ao meu redor encontro apenas executivos. Malta do portatil e daquelas coisas de meter no ouvido para vender pizzas. Usam fato. Deduzo que sao importantes.
Um jovem destoa. Apenas um.
Senta-se de perna aberta e aproveita o tempo para um cuidada limpeza ao nariz.
Por dentro.
Pelo que ja nao vejo do indicador, imagino que o cerebro tambem leve um toque.
Reparo tambem que o jovem ostenta orgulhosamente um gorro do sportem.
Ai, ai...se os viscondes te vissem agora.
Neste mundo nao existem coincidencias.
Surge a chamada.
"Jose Pancho Villa, favor dar corda as sapatos. Ultima chamada para o voo Spanair para Madrid"
Uiii Ze...deixa-te estar quieto...




PS - Lamento as gralhas...as teclas estao todas trocadas!

quinta-feira, outubro 16, 2008

Por motivos de ordem maior...


...e também para comer 5 destes, o estaminé encerra até à próxima semana.
Vemo-nos desse lado.
Ou então não.

quarta-feira, outubro 15, 2008

5 em 12 possíveis. Vamos agora arranjar um treinador ou brincamos mais um bocadinho?



Até me custa escrever.

Vou tentar resumir o que me vai na alma.

Uma seleccão de vedetas, joga contra a Albânia reduzida a 10 durante 1h, faz 200 cruzamentos, 500 remates e acerta na baliza 3 vezes?

Não terem marcado um golo não é azar, é uma consequência óbvia do que produziram.

Os jogadores mostraram a conviccão de um condenado no circo de Roma.

O talento está lá, eles são os mesmos que nos últimos anos nos levaram aos grandes palcos.

O que é que mudou?

Pois é...

Eles acreditam tanto no treinador como eu. É um conjunto de estrelas sem atitude aquela que veste as nossas cores.

Lamento, mas isto é trabalho do treinador. O Queiroz rebentou com todo o crédito adquirido nos últimos anos em apenas 4 jogos.

A culpa não é dele, é de quem o contratou quando estavam disponíveis vários treinadores que de facto percebem disto.
Os holandeses milagreiros que levaram a rússia às meias no europeu 08, a austrália ao mundial, a coreia do sul às meias em 2002, trinidade e tobago ao mundial de 2006, por aí fora...
Imagino o que faria esta gente com uma seleccão como a nossa...

Iniciar o jogo com essa potência que é a Albânia com 4 médios centro, mostra a abordagem ao jogo.

Ele faz o que sabe e como os últimos 15 anos provaram, sabe muito pouco.

Dizia Queiroz antes do jogo: "a Albânia não é favorita a ir ao mundial, mas é favorita a deixar alguém de fora do mundial !"

Vê lá se adivinhas quem é esse alguém ó génio?

Avanca pá, avanca!




O mesmo é dizer que passaste pelo estaminé, o que me enche de orgulho Manuela.

Agora que estabelecemos contacto, queria oferecer os meus préstimos.

Posso, a precos módicos, ser o teu consultor político.

Fazemos isto em regime de part-time...assim como assim, também não falas muito e 30 minutos por semana chegam para planear as intervencões da semana seguinte.

O laranja não me fica bem, mas pensemos no bem da nacão. Há que arranjar alguém para chatear o Sócrates e as minhas cores andam esbatidas com aquilo do paralelo 38.

Não tenho experiência na área e por isso posso trabalhar de borla.

Sim, como tu.

Sim e como os 17 consultores que tu tens.

Mas ao contrário deles, eu tenho mesmo um emprego. Daqueles com salário independente do orcamento de estado.

Só vantagens Manuela! Só vantagens.

Que te parece?

terça-feira, outubro 14, 2008

Lisboa - kamtchatka (só ida), 500 eur na Aeroflot


Os corredores da Volvo extendem-se por quilómetros.

Sabendo que trabalho entre o primeiro e o quarto andar e que passo metade do dia a subir e descer escadas, achei que a aposta no desodorizante deveria ser cuidada. Sanex laranja confirma os seus créditos.

Além das aulas de ginástica grátis, estes corredores oferecem-me algumas experiências para mais tarde recordar. Ou não.

Hoje, a muitos metros de distância vi um vulto grande. Quadrado, de bracos em posicão de sacar da pistola e pernas arqueadas, caminhava na minha direccão. Com o passar dos metros não percebia como é que aquela criatura se deslocava em frente, já que aos meus olhos, todos os movimentos eram feitos para os lados. Era como se um relógio de pêndulo andasse em frente.

Mais uns segundos e percebi que era uma mulher. Quando passou por mim tive ainda tempo de observar o palito religiosamente aconchegado no canto da boca, boca essa que por acaso ficava mesmo por baixo de um bigode cinzentinho.

Olhei para trás e lá continuava ela no seu movimento de pêndulo, pronta a sacar da Colt e com as pernas em parábola. Não a da língua, a outra da matemática.

Estou um bocado indeciso. Devo almocar ou não?

Para me recompôr do choque pensei: "vou ver como estão os meus camaradas do outro lado".

Vocês estão bem, vocês estão bem.

Mais uns milhões para os idosos, novas creches, os bancos portugueses com capitais fora dos EUA, as obras públicas continuam, o desemprego não cresce, o Sócrates vai inaugurando mais umas coisas, todos querem o Magalhães, a Ferreira Leite não fala e o Van Zeller quer o Estado a controlar a economia (mas só durante a crise)....enfim, tudo normal e até ver, com poucos estilhacos da bomba financeira.

Muito bem. Ainda bem que é assim.

Mas e há sempre um mas, os meus olhos param numa nova crise do PSD. Gosto particularmente de crises no PSD. No PP também, mas só dou atencão a partidos com mais do que um apoiante.

Marcelo critou Ferreira Leite.

Passos Coelho não criticou, mas também não apoiou. Fez aquele papel de "reparem-que-estou-aqui-e-também-tenho-opinião-quem-sabe-posso-ser-o-próximo-líder?"

Mas porque criticam eles a líder espiritual?

Porque F. Leite apoia Santana Lopes para a C.M. de Lisboa.

Ahn??

Nããããooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!

Manuela, não...vá lá Nela, não pá.

Já percebemos que gostas do Santana tanto quanto eu e que tentas "assassiná-lo" políticamente, mas Nela, olha a novidade: NÃO VALE A PENA TENTARES!

Sabes quantas vezes já repetiram essa estratégia? O Santana tem mais vidas do que um gato. Não é que ele seja um "animal político", mas pura e simplesmente, ele não sabe fazer mais nada. O Santana vive do tacho desde sempre. Não tem CV, não tem uma visão ou estratégia para além de viver à conta. Imagina este gajo no fundo de desemprego a fazer a entrevista.

"Fui presidente do SCP, depois saltei para a Figueira onde animei a praia e não construí esgotos nas aldeias, daí saltei para Lisboa onde renovei a frota de automóveis e esburaquei o Marquês e depois fui umas semanas para S. Bento até rebentar com a paciência do cenoura!"

Esquece isso Manuela. Deixa-o estar quieto lá num canto do parlamento e não lhe perguntem muita coisa. É melhor assim. Poupa-se algum. Confia em mim.

Outra sugestão, já que ele não sabe fazer nada e tem a utilidade de um par de cascos no gelo, seria atribuir-lhe uma reforma antecipada.

Um novo imposto, de 1 euro por português, seria suficiente para uma reforma dourada para o menino guerreiro.
Já se paga para tanta merda, esta seria mais uma, mas desta vez com aplicacão real. Quase que diria que com o Santana longe, é dinheiro em caixa.

Há uns resorts do outro lado da europa, com umas varandas muito porreiras e vista para o Japão, construídos pelo Estaline e com precos muito em conta. Têm até algumas actividades como partir pedra e cultivar a terra, para os turistas não se aborrecerem a olhar para Tóquio o dia todo. Ouvi dizer que os precos são muito em conta.

Manuela, pensa nisso.

Eu dou 5 euros. Não me agradecas.
É um investimento.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Sinto-me 3,5 % mais confiante depois desta lenga-lenga



Ver um noticiário ou ler um jornal, pode hoje em dia ser encarado como uma aula grátis de economia.
Mais de metade do tempo de antena ou das folhas de papel são destinados a explicar o crude, o brent, as sub-primes, o PSI20, o Nasdaq, os produtos tóxicos, as injeccões de capital, a especulacão, os bancos centrais, as taxas de juro e por aí fora.
Os líderes europeus papam mais uns jantares à conta e fazem um sem número de declaracões políticas com o intuito de restaurar a confianca.
Político aqui não é uma forca de expressão. É mesmo um facto. Falam sem dizer nada. Sarkozy e seus pares aparecem a dizer que vamos sair da crise, não há razão para ter medo. Há que ter confianca, gritam.
Nunca explicam como. Imagino que nem eles saibam e esse é que é o problema real. Quanto a passar confianca para o lado de cá, estamos conversados.
Há que notar também que só dos países mais ricos vêm declaracões. Já alguém ouviu o presidente do Togo dizer o que acha da crise financeira? Não. Então e o gajo do Senegal? Também não. E os demais miseráveis onde bolsa representa apenas um utensílio para levar ao ombro? Também não. O que é que lhes pode acontecer? Ficarem pobres? Foi o que eu pensei.
De entre as declaracões que ouvi, tive particular carinho pela que W. Bush proferiu.
Dizia ele: "A crise afecta o mundo inteiro. Nenhum país deve ficar contente com a desgraca alheia. Estamos nisto juntos e juntos saíremos daqui."
Ora eu acho isto maravilhoso.
De facto estamos juntos na crise.
Eu pelo menos olho em volta e vejo menos 100 colegas.
Não há dúvida que as consequências são globais.
Também se tornou claro que todos temos que pagar para sair da crise. Pelo menos os contribuintes americanos e europeus.
Ou seja, ele tem razão quando diz que juntos saíremos da crise.
Mas W., conta-me aqui um segredo?
Também arranjámos este berbicacho juntos?
Não me parece W., não me parece.
Parece-me que tu e os demais atrasados que quiseram encher os bolsos em poucos anos, criaram uma gigantesca bolha de especulacão que rebentou nas mãos de todos. Sem dinheiro para cobrir tanto capitalismo selvagem, o teu governo vê-se obrigado a chatear os que estão do lado de cá. Como a vossa falência implica falência (Ex. Islândia) ou sério abalo em alguns sectores da economia europeia (ex. Inglaterra que já está a nacionalizar bancos), acabamos por "estar juntos" nesta salganhada, para a qual nada contribuímos.
Estranha definicão esta de "estar junto".
Vocês estragam, nós arranjamos.
Trabalho de equipa.
Eu sei que neste momento isso é impossível e não passa de uma utopia, mas num mundo justo e parafraseando um senador republicano: "Os gajos de Wall Street que limpem a merda que fizeram".
E é isto Bush.
Mas num mundo justo tu também já estavas a bater com os costados em Haia, por isso, manda para cá a conta e vai lá descansar para o rancho do Texas.

domingo, outubro 12, 2008

Dancing queen



Queiroz, se olhares para os jornais de hoje, eles explicar-te-ão que o Elmander foi o sueco mais perigoso e que o Zlatan não confirmou créditos.

Fico ofendido contigo Queiroz.

Tens tanto tempo livre e não passas aqui pelo tasco.

Merecias um "eu avisei-te!", mas adiante.

Parei a contagem quando o Elmander fez o quinto remate à baliza do Quim.

Estávamos ainda na primeira parte...

O remate. Ora aí está a essência da coisa. Como te explicaria o Freitas Lobo naquelas crónicas do Expresso que ninguém percebe: "o remate é um momento divino, um detalhe, o ponto final numa construcão que comeca no miolo e que prende o expectador por milésimos, na ânsia de perceber se todo esse mecanisno aliado a suor se tranforma em alegria. Alegria é golo."

Seria algo deste género. Filosofia para dar um toque mais chique ao desporto do povo. De outra forma não poderia aparecer no Expresso como compreendes.

Mas já me estou a desviar...

Queiroz. Em linguagem do Cais do Sodré: "É chutar e marcar *********!!!!"

Andar 90 minutos a fugir da baliza e a jogar para o 0-0 já não fica bem a uma seleccão como a nossa. No fim dos jogos, são os adversários que vêm pedir as camisolas aos nossos jogadores e não o contrário.

E depois vir com conversas do árbitro, penalties e coisa e tal....cheira um pouco a mofo.

Com coragem (isto é, sem o autocarro à frente da baliza!) e com um meio campo de ataque (Danny de início) tínhamos levado os 3 pontos.

És pequeno Queiroz. Muito pequeno para esta seleccão.

sábado, outubro 11, 2008

Lyssna på mig Queiroz!



O programa é simples.

Visto a nossa farpela e vou para aqui.

Vejo o jogo no meio de vikings e no fim eles dizem: "De facto vocês mereceram ganhar!"

Eu volto para casa e durmo contente.

Agora, de que forma é que podes contribuir Queiroz?

Fácil.

Metes estes a jogar: Quim, o português do Congo, Bruno Alves (aproveita que o rapaz está inspirado, é uma vez na vida), o português de Ipanema e o Antunes. No meio-campo o Meireles ou o Meira para estragar (já que não convocaste o Petit, mete só um deles para não fazeres mais asneiras), o meia-leca e o português da Venezuela para construir.

Na frente o Nani, O Ronaldo (não é que ele esteja em forma, mas sempre assusta) e a princesa das pontas sedosas.

Mal o jogo comeca metes o ciganito e o Almeida no aquecimento.

Notas importantes: O Zlatan raramente joga alguma coisa de amarelo, a grande preocupacão é o Elmander (sim Queiroz, eu sei que tu não sabes quem é...) que corre até quando vai para o balneário.

Os restantes 9 são pouco mais do que um grupo de bons rapazes, que correm muito, mas não conseguem atar os atacadores sozinhos.

Estou a escrever isto 10h antes do jogo.

Depois não digas que não avisei Queiroz.

Faz o que te digo e não me lixes a noite.

Ps - Deixa-te de idiotices do género "Meira-no-meio-campo-para-ganhar-altura" porque os espanhóis tinham uma média de alturas de 1,50m e foram campeões europeus. Tantos anos com o Alex e continuas com a mentalidade Cajuda...

quarta-feira, outubro 08, 2008

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Já está desse lado??

Filme de terror a cores



No meio da década de 90 (sim, do século passado) tive uma professora de Física que para nos assustar dizia: "Não estudem não, que depois vão para gestores de empresas que não existem!".
Era a forma de ela nos alertar para os perigos da preguica. O seu nome era Odete, se a memória não me falha, mas todos a conheciam por Nakajima. Os seus gritos de espanto tinham algo de samurai e um aluno, cujo nome agora não me lembro mas sei que detestava cinemática, acabou por fazer o baptismo recorrendo a um piloto de fórmula 1 de então.
A Nakajima mostrava um certo desprezo pelos gestores. Para ela, quem não sabia/queria fazer nada, ia para gestão. Para nós, os alunos, ficava a sensacão que sem fazer nada podíamos mandar em qualquer coisa. A isso chamámos gestão. Mandar sem saber fazer.
Nós portugueses mandamos como ninguém. Também "amandamos", mas aí já são postas de pescada e outros seres vivos com guelras.
Pensava que a gerir não havia pai para os filhos de Viriato, mas agora percebo que há quem mande melhor do que nós, os americanos.
Desde que saí de Portugal trabalhei para duas companhias americanas. Não serão o espelho do país, mas a sua dimensão obriga-me a pensar que serão bons exemplos: GM e Ford.
O que é que vejo? Muito gestor, muita gente a mandar.
Eu reporto a um líder de projecto, que por sua vez reporta a uma líder de líderes de projecto, que por sua vez reporta a um chefe de grupo, que por sua vez reporta a um chefe de departamento, que por sua vez reporta a um chefe de àrea e a partir daí já não sei. Mas ainda demora uns quantos degraus até chegar ao olimpo.
Ora…e isto é a estrutura da empresa certo? Não meus amigos…isto é apenas a estrutura do centro de desenvolvimento de sistemas de airbag. Agora multipliquem por todas as pecas que um carro leva e por todos os carros que a marca faz.
É muita gente a mandar.
Então e pessoal para vergar a mola?
Índia, esse El Dorado.
Estratégia de gestão?
Não é muito diferente da usada na AIG e demais companhias em terras do Tio Sam.
A Volvo sempre teve lucros.
A Ford, companhia falida há séculos comprou-a e implementou o sistema de gestão americano.
Sugou tudo o que conseguiu e agora, com a Volvo seca, resolveu fazer uma limpeza.
E ao estilo cowboy.
Esta manhã, todos os departamento foram chamados para informar que 6000 cabecas vão rolar.
Dessas 6000, quase 4000 serão em Gotemburgo, o sítio de onde, por acaso, estou a escrever.
Durante essa reunião, por volta das 10h, apreciei o momento em que disseram "alguns empregados terão que sair antes de almoco".
Uau…Lucky Luke style!
Antes de almoco?
Camarada…na Suécia às 11 da manhã já se vai para a manjedoura. Nem 1h para arrumar tarecos e tirar as fotografias das patroas de cima da mesa?
Land of the dreams, home of the braves e mais não sei quantas coisas giras. Big Macs, vocês são os maiores a gerir.
Para já, o meu pescoco ficou no lugar e o sangue passou a raspar, mas imagino que seja uma questão de tempo.
Prevendo a situacão, os meus chefes já me tinham alocado a um novo projecto há mais de um mês. Fizeram o mesmo a outros colegas, minimizando assim as perdas com esta crise no maior cliente.
Com esta gestão, pergunto-me se a companhia terá algum futuro?
Duvido. A não ser que os chineses ou os russos do gás aparecem aí com umas notas no bolso.
Cada funcionário despedido na Volvo significará 4 perdas nos fornecedores. Assim, a costa oeste sueca enfrentará entre 16000 a 20000 pessoas no desemprego.
É dose.
A minha pergunta para os gestores americanos é simples: porque é que não estudaram um pouco mais no 12 ano?
Nakajima, tu é que a sabias toda.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Wizz me

Segundo reza a história, quando Adolfo disse: "É para meter no chão!" as SS levaram-no a sério e não deixarem os seus créditos por mãos alheias.
Varsóvia foi de tal forma arrasada (nem 15% da cidade ficou de pé) que no fim da II GG os polacos pensaram em mudar a capital para outra cidade.
Desistiram dessa ideia e acabaram a meter, tijolo por tijolo, tudo no sítio num esforco de reconstrução notável.
Varsóvia é por isso uma cidade de desiquilíbrios. No centro, a cidade velha, foi inteiramente recontruída, com base em desenhos e fotografias da época. A arquitectura imita séculos passados e para quem não sabe o que por ali se passou, dificilmente imagina que a "cidade velha" tem pouco mais de 40 anos. A beleza do local mereceu a chancela da Unesco. Fora deste espaco é o caos. Blocos a perder de vista construídos pelos russos. Feios, grandes, sem cor, sem vida. Aqui e ali salta um arranha-céus construído depois da abertura ao ocidente. De um lado os gulags de Estaline, do outro lado os símbolos do capitalismo. Ideologias à parte...é tudo feio.
Aliás...basta sair uns metros da parte velha e o cenário veste-se de cinzento.
Os bairros judeus que serviram de gueto, estão hoje recuperados. Recuperados significa: com paredes. Alguns prédios mais modernos, pintados e com bom aspecto, têm normalmente guardas à porta. Outros, a cair de maduros, nem 1L de tinta. Não há um plano urbanístico. Cada prédio (ou conjunto de moradores) fala por si. Passar por aquelas ruas deixa uma sensacão esquisita. Um dos maiores dramas da nossa história comecou ali e continuou no campos de concentracão. As placas de homenagem aparecem em cada esquina. E um restaurante judeu para almocar? Isso é que era! Corremos dois bairros para encontrar um. Mais de 1h a dar à sola. Hiii...malta tramada para comer fora de casa e gastar dinheiro! Do outro lado do rio Wisla está o mercado russo. Outrora o maior mercado da europa (onde se compravam entre outras coisas artigos militares) é hoje um conjunto de barracas onde asiáticos vendem tudo e mais alguma coisa. Uma espécie de feira de Carcavelos XXL, com o papel dos ciganos desempenhados por coreanos, chineses e vietnamitas.
Escapou-me a parte russa da coisa...
O objectivo da viagem era promover o convívio entre pessoas do mesmo departamento. Tal como no ano passado em Budapeste, "farra" era a parte histórica mais procurada. De qualquer forma, sobrou tempo para passear de máquina na mão. Sempre depois do almoco, claro.
Se na vertente de camaradagem todos os objectivos foram alcancados (e eles são importantes principalmente para quem não é de cá), no contexto turístico não posso dizer o mesmo. Varsóvia é a primeira capital que não me deixa vontade de regressar. Mas também é verdade que nunca fui a Astana.
No fim, para o regresso ao lado de cá do Báltico, estava reservada aquela componente tão interessante para mim que é o convívio com o avião.
Quando entro vou, em norma, descansado. Já enchi o cv de peripécias e imagino que não há muito mais que me possa acontecer. Engano-me.
Desta vez, ao fim de 10 minutos dentro do avião ouvi uma lenga-lenga do piloto em polaco. Só percebi "Chhhh dschhh kzxhh CTRL ALT DEL sxhh erxhhh dzschhh"
Oh lá...CTRL ALT DEL? Será que em polaco isto quer dizer o mesmo?
A mesma cantiga inglês confirma. "Vamos fazer um reset ao sistema, porque o sistema de navegacão não funciona", diz o piloto.
Reset? Epá....isto parece-me pouco científico...
Tudo se desliga no avião. Escuridão e silêncio.
Ao fim de 10 minutos, a voz da seguranca: "Queríamos informar que este pequeno truque não funcionou e..."
Truque?? Mas qual truque pá?? Não quero truques! Quero sistemas de teste, metódicos, científicos, aprovados pela ONU, pela NATO e pelo papa!
"...e então vamos introduzir os dados à mão."
À mão? E se te enganas numa coordenada?
Mais um reset e 15 minutos depois: "Infelizmente não resultou e vamos trocar o computador de bordo"
Trocar o computador de bordo? Bom...podia ser um motor...podia ser pior.
"Caros passageiros, é só mais um reset e 30 minutos."
O pânico comeca a instalar-se.
Estavam 150 engenheiros electrónicos a bordo. Todos tinham uma opinião. O avião passava a ter 150 problemas em vez de um.
Atrás de mim, um viking perguntava: "olha lá, tens o service pack 2 do windows??"
Outro dizia: "Para mim isto é 50-50%".
A malta divertia-se.
Uma colega comeca a ficar mais solta e vai para o cockpit interrogar o piloto. Aproveito a boleia e ouco as explicacões do piloto.
Pergunto-lhe com um ar pedagógico: "Sim senhor, a navegacão não mexe, mas os motores estão bem? Já fez aquele teste de potência que deu barraca em Madrid?"
Percebi que não causei boa impressão. Ele lancou-me um olhar de terror.
Estávamos no mesmo barco.
Vem a resposta finalmente: "O novo computador de bordo não funciona mas entretanto ligou um senhor da Airbus que percebe mais destes computadores e disse para fazermos o reset a um de cada vez"
Aí levantei-me.
Já que o gajo da Airbus não ia pilotar o avião, comecei a fazer contas à vida.
Pedi ao gajo do lado para recolher a minha mala em Gotemburgo e levantei-me.
Entretanto, o novo reset também não funcionou e toda a gente foi recambiada para o terminal.
Vi caras sorridentes a desembarcar pela segunda vez em Varsóvia.
A minha era uma delas.
O avião é novo, o que me leva a perguntar, o que é que vocês, malta da Airbus, andam a fazer no departamento de navegacão?
Compram isso aos chineses??












































































































































quinta-feira, outubro 02, 2008

90 minutos


Assim já me agrada.
Suor e dedicacão do princípio ao fim. Nada a dizer. Foram perfeitos.
O fim-de-semana comeca bem.
De sorriso aberto.
Amanhã aqui, para conhecer o gueto mais famoso da europa.
Até terca.

82 minutos

Bom, se o Nuno Gomes marcou, é porque há milagre.
Escusam os italianos de tentar mais.

75 minutos

Mas isto não acaba?

58 minutos

Assim está bem.

45 minutos

A táctica do Nápoles é defender 90 minutos.
Metade do tempo no chão e a outra metade a passar para o guarda-redes.
Não fosse alguém pensar que era uma equipa italiana...

Um Lello sem pistola


Tudo muito bem.
Enquanto representante da NATO faz o seu papel e critica os russos.
Nada a dizer. É o que se espera da NATO neste conflito.
Mas o que importa reter aqui é: até o José Lello já é presidente de qualquer coisa na NATO?
Tiro o meu chapéu a esta malta. A distribuicão de tachos já tem o seu espaco na agenda internacional.
O Lello.
Na NATO.
Uau.
Vocês que foram à escola e são educados, expliquem-me lá, como é que se entra na carreira de diplomata?
Falar com pessoas e passear pelo mundo também é o meu sonho. E ainda por cima parece que pagam um salário.
Para onde posso mandar um cv?

quarta-feira, outubro 01, 2008

Olho em terra de cego



Outubro de 2004, in DN

"Um grupo de trabalhadores da TAP acusa os pilotos da companhia aérea portuguesa de porem em causa a viabilização da empresa e pede que a tutela ponha «um travão na ambição desmedida» daquela classe «insaciável».Em causa estão alegadas negociações do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) com a empresa, para «reivindicar aumentos salariais e mais poder», conforme carta aberta ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, datada de dia 6 deste mês e a cujo texto o DN teve acesso.Os signatários, que se autodenominam «Grupo de Trabalhadores para Viabilização da TAP - Air Portugal», pedem ao ministro António Mexia que tome «as medidas correctivas que se impõem», relativamente a situações que consideram «graves e que podem pôr em causa todo o esforço realizado pelos trabalhadores» da empresa.Entre essas situações , afirmam ser o custo de um piloto «por vezes superior a 20 mil euros/mês», não incluindo a formação, «o que daria para pagar a cinco gestores profissionais, até mesmo porque não voando ganham como se o fizessem». Isto porque, alegadamente, «existem cerca de 50 pilotos que acumulam cargos de direcção em áreas nada relacionadas com o voo» e sem experiência de gestão, situação que classificam de «escandalosa». Apontam também o esforço de redução de pessoal noutras áreas, «enquanto as admissões de novos pilotos não param», mesmo se existem outros «que estão a voar poucas horas mensais e ganham uma compensação precisamente por não trabalharem».Consideram, por outro lado, «inadmissível» que o salário de um piloto recém-admitido tenha de ser «superior ao de qualquer outro operacional, mesmo que tenha 30 anos de serviço». E dizem que, além dos «chorudos ordenados e regalias principescas», os pilotos «guardaram só para si uma 'suculenta cereja no topo de um grande bolo' - a Jubilação», referindo-se a «um valor líquido, que ronda os 150 mil euros», a que um piloto em fim de carreira tem direito."

Julho de 2008 in Diario Económico

"Num esforço de contenção de custos, os administradores da TAP decidiram reduzir em 10% os seus salários, em 2008, independentemente dos resultados da empresa no final do exercício, segundo o 'Expresso Online'."

Hoje, in SIC Online

"Fernando Pinto aproveitou a apresentação de resultados para atribuir aos sindicatos dos trabalhadores da empresa alguma da responsabilidade na recuperação da TAP, afirmando que tem de haver compreensão em relação à actual situação, mas não recusou a possibilidade de aumentos salariais. "No inicio (das negociações com os sindicatos) nós dissemos que não aceitaríamos nem conversar sobre aumentos salariais, hoje colocamo-nos numa posição diferente e aceitamos desde que se consiga ter uma série de pontos importantes a serem negociados e eu diria que o mais importante é conseguirmos obter a compreensão para a situação real", defendeu. "E a situação real é clara. Mesmo que haja uma redução forte no preço do combustível, que nós esperamos que haja, este ano -em termos de resultados- é muito difícil ser salvo"

Vale a pena comentar.

A TAP deve ser um dos maiores exemplos de desprezo pelo dinheiro público. Sempre defendi que um bom gestor (ou seja, aquele que apresenta resultados) deve ter um bom salário. Parece-me também lógico que um piloto seja bem pago, já que exerce um cargo de enorme responsabilidade. Escapa-me é porque é que na nossa companhia de bandeira, um piloto voa menos e ganha mais do que noutras companhias de bandeira de países com um nível de vida superior. O planeta TAP é um mundo distante na galáxia portuguesa. Longe da realidade nacional, a empresa tornou-se totalmente refém dos seus trabalhadores, comecando pelo sindicato dos pilotos. E tudo feito à custa dos demais.

Comeco a não compreender que benefícios tem o país com esta companhia pública.

As hospedeiras, desculpem, assistentes de bordo, vêm logo a seguir na lista de regalias. Perdoem-me, mas aqui não entendo mesmo...

A ganância enche o dia-a-dia daquela gente e pouco mais existe para além do próprio umbigo. Não percebem que tudo desaparece de um dia para o outro, se o governo privatizar a companhia. Ideia esta que já me pareceu mais estúpida.

Vale a pena refletir no exemplo da Alitalia. Sem o dinheiro do estado e sem lucros, a administracão tentou um plano de viabilizacão que incluía despedimentos. Os sindicatos não aceitaram e assim, em vez de x% na rua, a companhia abriu falência.

Pergunto, seus gananciosos da Portela, o que farão se um dia a companhia depender exclusivamente dos seus lucros?

Dá cá um barril, leva lá um Magalhães


Que teclado pequeno Zé...
Parece-te. Tu é que tens umas talochas gordas Hugo.
Mas porquê Magalhães, Zé? Esse não é o gajo que foi chatear o nosso Bolívar?
Não Hugo. Esse que vos chateou era o irmão daquele meia-leca, o Bonaparte. Nessa altura já o nosso Magalhães fazia tijolo.
Ah. Assim está bem!
Menos 5h de programa na tua palestra de domingo e mais leitura, já não dizias essas calinadas Hugo.
Zé...cuidado com os elásticos. Olha que ainda não mandei vir os barris!
Calma camarada, ora vê aqui este vídeo! Poética a maneira como os mandaste lá. E logo 100 vezes pá!
Chega para lá Zé...daqui não vejo.
Não Hugo. Tens gordura de frango nos dedos. Sujas isto aos miúdos.
Eu limpo na gravata Zé.
Não Hugo. Fica sempre aquele brilho nas teclas. Os gajos da RTP topam.
Mas a televisão não é do governo Zé?
É.
E não és tu que escreves os noticiários?
Ainda não Hugo! Tenho sempre os gajos dos sindicatos à perna!
De onde?
Deixa lá!
Vá, faz lá uma cara inteligente para a fotografia e vamos andando. Tenho que ir inaugurar 3 call center antes de almoco.
Ó Zé, arranja-me mais um para enviar ao Fidel. Ele adora os meus vídeos!
Chiiuu...fala baixo! Nós não temos relacões com países corruptos onde ditaduras imperam!
Então e Angola??
Isso é diferente Hugo...é como a Venezuela, um povo irmão. Percebes?
Toma lá, leva para o Fidel e está calado na conferência de imprensa.
E despacha-te com os barris.
O resto aqui.