
quarta-feira, outubro 29, 2008
L-123 Ryanair: Gotemburgo - qualquer sítio

terça-feira, outubro 28, 2008
Descoberta do dia
domingo, outubro 26, 2008
O tempo corre e ela também




A vida em estado puro.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Porta 10 para Copenhaga e porta 11 para Berlim
sexta-feira, outubro 17, 2008
CFA
Principalmente quando levo esfregas de 4h.
Da-me tempo para pensar e imaginar aquelas cronicas que a C.F. Alves escreve de 15 em 15 dias...
Eu acho os aerportos um pouco menos poeticos do que ela, mas deve ser por ter que ser eu a pagar as minhas viagens.
Ainda assim, sobra tempo para olhar em volta e ver quem por ca passa.
Ao meu redor encontro apenas executivos. Malta do portatil e daquelas coisas de meter no ouvido para vender pizzas. Usam fato. Deduzo que sao importantes.
Um jovem destoa. Apenas um.
Senta-se de perna aberta e aproveita o tempo para um cuidada limpeza ao nariz.
Por dentro.
Pelo que ja nao vejo do indicador, imagino que o cerebro tambem leve um toque.
Reparo tambem que o jovem ostenta orgulhosamente um gorro do sportem.
Ai, ai...se os viscondes te vissem agora.
Neste mundo nao existem coincidencias.
Surge a chamada.
"Jose Pancho Villa, favor dar corda as sapatos. Ultima chamada para o voo Spanair para Madrid"
Uiii Ze...deixa-te estar quieto...
PS - Lamento as gralhas...as teclas estao todas trocadas!
quinta-feira, outubro 16, 2008
Por motivos de ordem maior...
quarta-feira, outubro 15, 2008
5 em 12 possíveis. Vamos agora arranjar um treinador ou brincamos mais um bocadinho?

Avanca pá, avanca!

terça-feira, outubro 14, 2008
Lisboa - kamtchatka (só ida), 500 eur na Aeroflot

segunda-feira, outubro 13, 2008
Sinto-me 3,5 % mais confiante depois desta lenga-lenga

Ver um noticiário ou ler um jornal, pode hoje em dia ser encarado como uma aula grátis de economia.
Mais de metade do tempo de antena ou das folhas de papel são destinados a explicar o crude, o brent, as sub-primes, o PSI20, o Nasdaq, os produtos tóxicos, as injeccões de capital, a especulacão, os bancos centrais, as taxas de juro e por aí fora.
Os líderes europeus papam mais uns jantares à conta e fazem um sem número de declaracões políticas com o intuito de restaurar a confianca.
Político aqui não é uma forca de expressão. É mesmo um facto. Falam sem dizer nada. Sarkozy e seus pares aparecem a dizer que vamos sair da crise, não há razão para ter medo. Há que ter confianca, gritam.
Nunca explicam como. Imagino que nem eles saibam e esse é que é o problema real. Quanto a passar confianca para o lado de cá, estamos conversados.
Há que notar também que só dos países mais ricos vêm declaracões. Já alguém ouviu o presidente do Togo dizer o que acha da crise financeira? Não. Então e o gajo do Senegal? Também não. E os demais miseráveis onde bolsa representa apenas um utensílio para levar ao ombro? Também não. O que é que lhes pode acontecer? Ficarem pobres? Foi o que eu pensei.
De entre as declaracões que ouvi, tive particular carinho pela que W. Bush proferiu.
Dizia ele: "A crise afecta o mundo inteiro. Nenhum país deve ficar contente com a desgraca alheia. Estamos nisto juntos e juntos saíremos daqui."
Ora eu acho isto maravilhoso.
De facto estamos juntos na crise.
Eu pelo menos olho em volta e vejo menos 100 colegas.
Não há dúvida que as consequências são globais.
Também se tornou claro que todos temos que pagar para sair da crise. Pelo menos os contribuintes americanos e europeus.
Ou seja, ele tem razão quando diz que juntos saíremos da crise.
Mas W., conta-me aqui um segredo?
Também arranjámos este berbicacho juntos?
Não me parece W., não me parece.
Parece-me que tu e os demais atrasados que quiseram encher os bolsos em poucos anos, criaram uma gigantesca bolha de especulacão que rebentou nas mãos de todos. Sem dinheiro para cobrir tanto capitalismo selvagem, o teu governo vê-se obrigado a chatear os que estão do lado de cá. Como a vossa falência implica falência (Ex. Islândia) ou sério abalo em alguns sectores da economia europeia (ex. Inglaterra que já está a nacionalizar bancos), acabamos por "estar juntos" nesta salganhada, para a qual nada contribuímos.
Estranha definicão esta de "estar junto".
Vocês estragam, nós arranjamos.
Trabalho de equipa.
Eu sei que neste momento isso é impossível e não passa de uma utopia, mas num mundo justo e parafraseando um senador republicano: "Os gajos de Wall Street que limpem a merda que fizeram".
E é isto Bush.
Mas num mundo justo tu também já estavas a bater com os costados em Haia, por isso, manda para cá a conta e vai lá descansar para o rancho do Texas.
domingo, outubro 12, 2008
Dancing queen

Queiroz, se olhares para os jornais de hoje, eles explicar-te-ão que o Elmander foi o sueco mais perigoso e que o Zlatan não confirmou créditos.
Fico ofendido contigo Queiroz.
Tens tanto tempo livre e não passas aqui pelo tasco.
Merecias um "eu avisei-te!", mas adiante.
Parei a contagem quando o Elmander fez o quinto remate à baliza do Quim.
Estávamos ainda na primeira parte...
O remate. Ora aí está a essência da coisa. Como te explicaria o Freitas Lobo naquelas crónicas do Expresso que ninguém percebe: "o remate é um momento divino, um detalhe, o ponto final numa construcão que comeca no miolo e que prende o expectador por milésimos, na ânsia de perceber se todo esse mecanisno aliado a suor se tranforma em alegria. Alegria é golo."
Seria algo deste género. Filosofia para dar um toque mais chique ao desporto do povo. De outra forma não poderia aparecer no Expresso como compreendes.
Mas já me estou a desviar...
Queiroz. Em linguagem do Cais do Sodré: "É chutar e marcar *********!!!!"
Andar 90 minutos a fugir da baliza e a jogar para o 0-0 já não fica bem a uma seleccão como a nossa. No fim dos jogos, são os adversários que vêm pedir as camisolas aos nossos jogadores e não o contrário.
E depois vir com conversas do árbitro, penalties e coisa e tal....cheira um pouco a mofo.
Com coragem (isto é, sem o autocarro à frente da baliza!) e com um meio campo de ataque (Danny de início) tínhamos levado os 3 pontos.
És pequeno Queiroz. Muito pequeno para esta seleccão.
sábado, outubro 11, 2008
Lyssna på mig Queiroz!

O programa é simples.
Visto a nossa farpela e vou para aqui.
Vejo o jogo no meio de vikings e no fim eles dizem: "De facto vocês mereceram ganhar!"
Eu volto para casa e durmo contente.
Agora, de que forma é que podes contribuir Queiroz?
Fácil.
Metes estes a jogar: Quim, o português do Congo, Bruno Alves (aproveita que o rapaz está inspirado, é uma vez na vida), o português de Ipanema e o Antunes. No meio-campo o Meireles ou o Meira para estragar (já que não convocaste o Petit, mete só um deles para não fazeres mais asneiras), o meia-leca e o português da Venezuela para construir.
Na frente o Nani, O Ronaldo (não é que ele esteja em forma, mas sempre assusta) e a princesa das pontas sedosas.
Mal o jogo comeca metes o ciganito e o Almeida no aquecimento.
Notas importantes: O Zlatan raramente joga alguma coisa de amarelo, a grande preocupacão é o Elmander (sim Queiroz, eu sei que tu não sabes quem é...) que corre até quando vai para o balneário.
Os restantes 9 são pouco mais do que um grupo de bons rapazes, que correm muito, mas não conseguem atar os atacadores sozinhos.
Estou a escrever isto 10h antes do jogo.
Depois não digas que não avisei Queiroz.
Faz o que te digo e não me lixes a noite.
Ps - Deixa-te de idiotices do género "Meira-no-meio-campo-para-ganhar-altura" porque os espanhóis tinham uma média de alturas de 1,50m e foram campeões europeus. Tantos anos com o Alex e continuas com a mentalidade Cajuda...
quarta-feira, outubro 08, 2008
Filme de terror a cores

No meio da década de 90 (sim, do século passado) tive uma professora de Física que para nos assustar dizia: "Não estudem não, que depois vão para gestores de empresas que não existem!".
Era a forma de ela nos alertar para os perigos da preguica. O seu nome era Odete, se a memória não me falha, mas todos a conheciam por Nakajima. Os seus gritos de espanto tinham algo de samurai e um aluno, cujo nome agora não me lembro mas sei que detestava cinemática, acabou por fazer o baptismo recorrendo a um piloto de fórmula 1 de então.
A Nakajima mostrava um certo desprezo pelos gestores. Para ela, quem não sabia/queria fazer nada, ia para gestão. Para nós, os alunos, ficava a sensacão que sem fazer nada podíamos mandar em qualquer coisa. A isso chamámos gestão. Mandar sem saber fazer.
Nós portugueses mandamos como ninguém. Também "amandamos", mas aí já são postas de pescada e outros seres vivos com guelras.
Pensava que a gerir não havia pai para os filhos de Viriato, mas agora percebo que há quem mande melhor do que nós, os americanos.
Desde que saí de Portugal trabalhei para duas companhias americanas. Não serão o espelho do país, mas a sua dimensão obriga-me a pensar que serão bons exemplos: GM e Ford.
O que é que vejo? Muito gestor, muita gente a mandar.
Eu reporto a um líder de projecto, que por sua vez reporta a uma líder de líderes de projecto, que por sua vez reporta a um chefe de grupo, que por sua vez reporta a um chefe de departamento, que por sua vez reporta a um chefe de àrea e a partir daí já não sei. Mas ainda demora uns quantos degraus até chegar ao olimpo.
Ora…e isto é a estrutura da empresa certo? Não meus amigos…isto é apenas a estrutura do centro de desenvolvimento de sistemas de airbag. Agora multipliquem por todas as pecas que um carro leva e por todos os carros que a marca faz.
É muita gente a mandar.
Então e pessoal para vergar a mola?
Índia, esse El Dorado.
Estratégia de gestão?
Não é muito diferente da usada na AIG e demais companhias em terras do Tio Sam.
A Volvo sempre teve lucros.
A Ford, companhia falida há séculos comprou-a e implementou o sistema de gestão americano.
Sugou tudo o que conseguiu e agora, com a Volvo seca, resolveu fazer uma limpeza.
E ao estilo cowboy.
Esta manhã, todos os departamento foram chamados para informar que 6000 cabecas vão rolar.
Dessas 6000, quase 4000 serão em Gotemburgo, o sítio de onde, por acaso, estou a escrever.
Durante essa reunião, por volta das 10h, apreciei o momento em que disseram "alguns empregados terão que sair antes de almoco".
Uau…Lucky Luke style!
Antes de almoco?
Camarada…na Suécia às 11 da manhã já se vai para a manjedoura. Nem 1h para arrumar tarecos e tirar as fotografias das patroas de cima da mesa?
Land of the dreams, home of the braves e mais não sei quantas coisas giras. Big Macs, vocês são os maiores a gerir.
Para já, o meu pescoco ficou no lugar e o sangue passou a raspar, mas imagino que seja uma questão de tempo.
Prevendo a situacão, os meus chefes já me tinham alocado a um novo projecto há mais de um mês. Fizeram o mesmo a outros colegas, minimizando assim as perdas com esta crise no maior cliente.
Com esta gestão, pergunto-me se a companhia terá algum futuro?
Duvido. A não ser que os chineses ou os russos do gás aparecem aí com umas notas no bolso.
Cada funcionário despedido na Volvo significará 4 perdas nos fornecedores. Assim, a costa oeste sueca enfrentará entre 16000 a 20000 pessoas no desemprego.
É dose.
A minha pergunta para os gestores americanos é simples: porque é que não estudaram um pouco mais no 12 ano?
Nakajima, tu é que a sabias toda.
segunda-feira, outubro 06, 2008
Wizz me
Varsóvia foi de tal forma arrasada (nem 15% da cidade ficou de pé) que no fim da II GG os polacos pensaram em mudar a capital para outra cidade.
Desistiram dessa ideia e acabaram a meter, tijolo por tijolo, tudo no sítio num esforco de reconstrução notável.
Varsóvia é por isso uma cidade de desiquilíbrios. No centro, a cidade velha, foi inteiramente recontruída, com base em desenhos e fotografias da época. A arquitectura imita séculos passados e para quem não sabe o que por ali se passou, dificilmente imagina que a "cidade velha" tem pouco mais de 40 anos. A beleza do local mereceu a chancela da Unesco. Fora deste espaco é o caos. Blocos a perder de vista construídos pelos russos. Feios, grandes, sem cor, sem vida. Aqui e ali salta um arranha-céus construído depois da abertura ao ocidente. De um lado os gulags de Estaline, do outro lado os símbolos do capitalismo. Ideologias à parte...é tudo feio.
Aliás...basta sair uns metros da parte velha e o cenário veste-se de cinzento.
Os bairros judeus que serviram de gueto, estão hoje recuperados. Recuperados significa: com paredes. Alguns prédios mais modernos, pintados e com bom aspecto, têm normalmente guardas à porta. Outros, a cair de maduros, nem 1L de tinta. Não há um plano urbanístico. Cada prédio (ou conjunto de moradores) fala por si. Passar por aquelas ruas deixa uma sensacão esquisita. Um dos maiores dramas da nossa história comecou ali e continuou no campos de concentracão. As placas de homenagem aparecem em cada esquina. E um restaurante judeu para almocar? Isso é que era! Corremos dois bairros para encontrar um. Mais de 1h a dar à sola. Hiii...malta tramada para comer fora de casa e gastar dinheiro! Do outro lado do rio Wisla está o mercado russo. Outrora o maior mercado da europa (onde se compravam entre outras coisas artigos militares) é hoje um conjunto de barracas onde asiáticos vendem tudo e mais alguma coisa. Uma espécie de feira de Carcavelos XXL, com o papel dos ciganos desempenhados por coreanos, chineses e vietnamitas.
Escapou-me a parte russa da coisa...
O objectivo da viagem era promover o convívio entre pessoas do mesmo departamento. Tal como no ano passado em Budapeste, "farra" era a parte histórica mais procurada. De qualquer forma, sobrou tempo para passear de máquina na mão. Sempre depois do almoco, claro.
Se na vertente de camaradagem todos os objectivos foram alcancados (e eles são importantes principalmente para quem não é de cá), no contexto turístico não posso dizer o mesmo. Varsóvia é a primeira capital que não me deixa vontade de regressar. Mas também é verdade que nunca fui a Astana.
No fim, para o regresso ao lado de cá do Báltico, estava reservada aquela componente tão interessante para mim que é o convívio com o avião.
Quando entro vou, em norma, descansado. Já enchi o cv de peripécias e imagino que não há muito mais que me possa acontecer. Engano-me.
Desta vez, ao fim de 10 minutos dentro do avião ouvi uma lenga-lenga do piloto em polaco. Só percebi "Chhhh dschhh kzxhh CTRL ALT DEL sxhh erxhhh dzschhh"
Oh lá...CTRL ALT DEL? Será que em polaco isto quer dizer o mesmo?
A mesma cantiga inglês confirma. "Vamos fazer um reset ao sistema, porque o sistema de navegacão não funciona", diz o piloto.
Reset? Epá....isto parece-me pouco científico...
Tudo se desliga no avião. Escuridão e silêncio.
Ao fim de 10 minutos, a voz da seguranca: "Queríamos informar que este pequeno truque não funcionou e..."
Truque?? Mas qual truque pá?? Não quero truques! Quero sistemas de teste, metódicos, científicos, aprovados pela ONU, pela NATO e pelo papa!
"...e então vamos introduzir os dados à mão."
À mão? E se te enganas numa coordenada?
Mais um reset e 15 minutos depois: "Infelizmente não resultou e vamos trocar o computador de bordo"
Trocar o computador de bordo? Bom...podia ser um motor...podia ser pior.
"Caros passageiros, é só mais um reset e 30 minutos."
O pânico comeca a instalar-se.
Estavam 150 engenheiros electrónicos a bordo. Todos tinham uma opinião. O avião passava a ter 150 problemas em vez de um.
Atrás de mim, um viking perguntava: "olha lá, tens o service pack 2 do windows??"
Outro dizia: "Para mim isto é 50-50%".
A malta divertia-se.
Uma colega comeca a ficar mais solta e vai para o cockpit interrogar o piloto. Aproveito a boleia e ouco as explicacões do piloto.
Pergunto-lhe com um ar pedagógico: "Sim senhor, a navegacão não mexe, mas os motores estão bem? Já fez aquele teste de potência que deu barraca em Madrid?"
Percebi que não causei boa impressão. Ele lancou-me um olhar de terror.
Estávamos no mesmo barco.
Vem a resposta finalmente: "O novo computador de bordo não funciona mas entretanto ligou um senhor da Airbus que percebe mais destes computadores e disse para fazermos o reset a um de cada vez"
Aí levantei-me.
Já que o gajo da Airbus não ia pilotar o avião, comecei a fazer contas à vida.
Pedi ao gajo do lado para recolher a minha mala em Gotemburgo e levantei-me.
Entretanto, o novo reset também não funcionou e toda a gente foi recambiada para o terminal.
Vi caras sorridentes a desembarcar pela segunda vez em Varsóvia.
A minha era uma delas.
O avião é novo, o que me leva a perguntar, o que é que vocês, malta da Airbus, andam a fazer no departamento de navegacão?
Compram isso aos chineses??


quinta-feira, outubro 02, 2008
90 minutos
45 minutos
Metade do tempo no chão e a outra metade a passar para o guarda-redes.
Não fosse alguém pensar que era uma equipa italiana...
Um Lello sem pistola

quarta-feira, outubro 01, 2008
Olho em terra de cego

Outubro de 2004, in DN
"Um grupo de trabalhadores da TAP acusa os pilotos da companhia aérea portuguesa de porem em causa a viabilização da empresa e pede que a tutela ponha «um travão na ambição desmedida» daquela classe «insaciável».Em causa estão alegadas negociações do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) com a empresa, para «reivindicar aumentos salariais e mais poder», conforme carta aberta ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, datada de dia 6 deste mês e a cujo texto o DN teve acesso.Os signatários, que se autodenominam «Grupo de Trabalhadores para Viabilização da TAP - Air Portugal», pedem ao ministro António Mexia que tome «as medidas correctivas que se impõem», relativamente a situações que consideram «graves e que podem pôr em causa todo o esforço realizado pelos trabalhadores» da empresa.Entre essas situações , afirmam ser o custo de um piloto «por vezes superior a 20 mil euros/mês», não incluindo a formação, «o que daria para pagar a cinco gestores profissionais, até mesmo porque não voando ganham como se o fizessem». Isto porque, alegadamente, «existem cerca de 50 pilotos que acumulam cargos de direcção em áreas nada relacionadas com o voo» e sem experiência de gestão, situação que classificam de «escandalosa». Apontam também o esforço de redução de pessoal noutras áreas, «enquanto as admissões de novos pilotos não param», mesmo se existem outros «que estão a voar poucas horas mensais e ganham uma compensação precisamente por não trabalharem».Consideram, por outro lado, «inadmissível» que o salário de um piloto recém-admitido tenha de ser «superior ao de qualquer outro operacional, mesmo que tenha 30 anos de serviço». E dizem que, além dos «chorudos ordenados e regalias principescas», os pilotos «guardaram só para si uma 'suculenta cereja no topo de um grande bolo' - a Jubilação», referindo-se a «um valor líquido, que ronda os 150 mil euros», a que um piloto em fim de carreira tem direito."
Julho de 2008 in Diario Económico
"Num esforço de contenção de custos, os administradores da TAP decidiram reduzir em 10% os seus salários, em 2008, independentemente dos resultados da empresa no final do exercício, segundo o 'Expresso Online'."
Hoje, in SIC Online
"Fernando Pinto aproveitou a apresentação de resultados para atribuir aos sindicatos dos trabalhadores da empresa alguma da responsabilidade na recuperação da TAP, afirmando que tem de haver compreensão em relação à actual situação, mas não recusou a possibilidade de aumentos salariais. "No inicio (das negociações com os sindicatos) nós dissemos que não aceitaríamos nem conversar sobre aumentos salariais, hoje colocamo-nos numa posição diferente e aceitamos desde que se consiga ter uma série de pontos importantes a serem negociados e eu diria que o mais importante é conseguirmos obter a compreensão para a situação real", defendeu. "E a situação real é clara. Mesmo que haja uma redução forte no preço do combustível, que nós esperamos que haja, este ano -em termos de resultados- é muito difícil ser salvo"
Vale a pena comentar.
A TAP deve ser um dos maiores exemplos de desprezo pelo dinheiro público. Sempre defendi que um bom gestor (ou seja, aquele que apresenta resultados) deve ter um bom salário. Parece-me também lógico que um piloto seja bem pago, já que exerce um cargo de enorme responsabilidade. Escapa-me é porque é que na nossa companhia de bandeira, um piloto voa menos e ganha mais do que noutras companhias de bandeira de países com um nível de vida superior. O planeta TAP é um mundo distante na galáxia portuguesa. Longe da realidade nacional, a empresa tornou-se totalmente refém dos seus trabalhadores, comecando pelo sindicato dos pilotos. E tudo feito à custa dos demais.
Comeco a não compreender que benefícios tem o país com esta companhia pública.
As hospedeiras, desculpem, assistentes de bordo, vêm logo a seguir na lista de regalias. Perdoem-me, mas aqui não entendo mesmo...
A ganância enche o dia-a-dia daquela gente e pouco mais existe para além do próprio umbigo. Não percebem que tudo desaparece de um dia para o outro, se o governo privatizar a companhia. Ideia esta que já me pareceu mais estúpida.
Vale a pena refletir no exemplo da Alitalia. Sem o dinheiro do estado e sem lucros, a administracão tentou um plano de viabilizacão que incluía despedimentos. Os sindicatos não aceitaram e assim, em vez de x% na rua, a companhia abriu falência.
Pergunto, seus gananciosos da Portela, o que farão se um dia a companhia depender exclusivamente dos seus lucros?
Dá cá um barril, leva lá um Magalhães













