sexta-feira, dezembro 21, 2007

Férias no estrangeiro



Olha lá, o natal não é na segunda-feira?
Acho que não. Não é só quando um homem quer? Epá não. É já na segunda!!
E o bacalhau pá?? O bacalhau??
Não sei. Bacalhau nestas águas da Noruega sabes que não tem muita saída...
É verdade. É melhor dar corda aos sapatos para Portugal. Lá há muito bacalhau.
Sim, é melhor apanhar a carreira 27 da Ryan Air. Hiiii....mas isso não vai para o Porto?
Vai.
Mas só custa uma sandes de torresmo e o choque cultural não é tão grande.
Ai sim?
Sim, falam todos estrangeiro.
Temos até Coimbra para afinar o sotaque. A partir daí falam a mesma língua que nós.
Hum...visto assim...
Além do mais podemos ver a maior, aliás a Máiór, árvore de natal da europa.
A do Terreiro do Paco?
Dos Aliados, este ano está nos Aliados.
Não podem ver nada que ficam logo com ciúmes.
Que pena...logo foram retirar esse marco cultural da capital. Que chatice...
Bom, vamos andando que eu estou doido para comecar a ronda das capelas olá-pai-bom-dia-olá-avó-boa-tarde-olá-mãe-boa-noite.
E o almoco?
Olha, já que vamos para o estrangeiro eu apostava numa francesinha.
Capa negra?
Porque não?
Imperial?
Fino.
Bica?
Cimbalino.
Serve.
Mariana, aguenta o sono sff. Estou a caminho.


quinta-feira, dezembro 20, 2007

O dia 20 deste mês


Há dias em que definitivamente o custo de ser emigrante é maior.

Ou pelo menos sente-se mais na pele.

Aqueles dias em que queremos mesmo estar com aquela pessoa e não é possível. Simplesmente não dá.

Nesses dias não me apetece fazer nada. Olho para dentro e espero que o tempo passe rapidamente.

Amanhã comeca de novo, penso.

Hoje é um desses dias.

O calendário marca o aniversário do meu pai. Bolas, do meu pai.

E eu aqui.

Acordei com a ideia do Sado na janela, mas não, foi o Göta que apareceu.

Estava na cidade errada.

Liguei para o ouvir.

Tudo mudou.

Bastou um sorriso. O primeiro.

Ouvir-te acompanhado daquela gargalhada tão própria marcou a diferenca no meu dia.

É quase um sinal que tudo roda para o lado certo aí desse lado. O lado que conta.

Tenho a sensacão que o sol apareceu. Posso jurar que o vi. Ou pelo menos o meu caminho passou a estar repleto de luz.

Vocês aí desse lado.

Tu soltas a gargalhada, a A. o suspiro, a C. o horário e a Mariana o grito.

Está tudo normal.

Como gosto da normalidade.

O texto comeca a deslizar nas paredes da cabeca.

Como diria a minha avó "já tênho na vontadiii".

É o que acontece. A felicidade traz-me vontade de escrever.

Podia apetecer-me saltar ou plantar um eucalipto, mas não, apetece-me escrever.

E por isso desligo a música no carro.

Palavras soltas acompanham-me no caminho de regresso.

Chego, junto-as e penso em ti.

Parabéns Pai.


Tiago



quarta-feira, dezembro 19, 2007

O oceanário



Há 11 anos atrás, um ficheiro excel com o título "orcamento" tinha na linha "total" o valor de 165 M de euro. Já era um valor que arrepiava.

Para que é que estou a dizer isto? Sei lá eu quantas notas de conto dão 165 Milhões de euro.

De qualquer forma, era para cima de 200 contos de certeza.

Água fora e água dentro, a obra terminou e parece que o ministro já deu uma voltinha.

A derrapagem - tenho que fazer aqui uma pausa para sugerir
à malta das obras que adicione uma coluna no excel que enviam para o ministério com o título "derrapagem". É tão clássico e tão galinha dos ovos de ouro que me parece justa a sua inclusão no orcamento inicial - levou a construcão deste pedaco da linha azul para uns valentes 299 Milhões de euro. Mais de 400 contos parece-me.

Ainda assim o pormenor do 299 cheira-me a esturro.

Eu acho que foram 300 mas por vergonha colocaram um 299 à "la Lidl".

Vamos deixar o dinheiro de lado.

Como diz o Mário Soares, o que o país precisa é de ideias, o dinheiro logo aparece.

Tal e qual Marocas.

Depois de 11 anos a partir pedra, ainda assim, não tiveram tempo de fazer uma vistoria em condicões. Falta de tempo. Há que cumprir prazos. Entende-se.

Pelo menos é o que diz o chefe dos bombeiros. A seguranca não está garantida.

Mas esta malta dos bombeiros quer é aparecer nas notícias.

Certo.

Deixa lá ver se entendo: 11 anos para fazer duas estacões de metro, o dobro do orcamento e dúvidas na seguranca ?

Três perguntas:

1 - Quantas casas novas comprou o presidente da Teixeira Duarte?

2 - O passe do metro traz barbatanas?

3 - Quanto tempo vai demorar o P. Portas a dizer que com os 134 M da derrapagem o estado poderia comprar uma placa nova e dois penicos de cerâmica para cada velho do país?

Que saudades do meu cantinho.

Ainda bem que é natal.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Os descobrimentos fora da cartilha


No séc.XVI os portugueses foram os primeiros europeus a descobrir Zanzibar.

Aí ficaram até a mouraria de Omã chegar e correr com eles a golpes de sabre, lá para o fim do séc.XVII.

Além de um ou dois fortes, ficaram da passagem portuguesa 3 palavras que entram hoje no léxico local: mesa, vinho e dinheiro.

Um dia destes temos que actualizar os manuais de história do ensino secundário.

Há meia dúzia de flores que se podem cortar na parte dos Descobrimentos.

O jingle e o bell


Quem quer quentes e boas?
Quentinhas.
Cantarolei nos recantos da alma esta parte da cancão algumas vezes durante o fim-de-semana.
Porquê?
Porque deslizei o corpo pelas ruas de Estocolmo com a temperatura a chegar aos -8 graus e não menos importante do que isso, porque não sei o resto da letra.
Apesar do frio (para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente,para a próxima levar roupa quente) atingir aquele limite do "quero ir a correr para casa arrancar a pele num duche a escaldar" fiquei novamente com a sensacão de que Estocolmo foi retirada de um quadro idílico.
Olhando numa volta completa (agora é que são os 360 Futre) respira-se beleza arquitectónica sem interrupcões.
Porque é que não fazem cidades destas na Costa Rica ou em países quentes sem furacões?
A dúvida que ensombra a Humanidade (sim João Pinto, leva "H").
De regresso ao plateau da labuta deparo com fotografias e mais fotografias. Na festa de natal da empresa os meus colegas fizeram o favor de se portarem como japoneses. Há um desencanto natural nas máquinas digitais.
Em tempo idos, outrora para os mais versados, o momento kodak era escolhido a dedo. O rolo de 24 ou 36 era poupado para "aquelas fotografias que valiam mesmo a pena e coiso e tal". Agora, como os cartões de 64874849 Gb possibilitam 263849404038202 fotografias, o momento kodak foi substituido pelo dia kodak.
Cada movimento é gravado. O sorriso branco, o sorriso com espargos nos caninos, o sorriso com restos de massa nos lábios, o sorriso com café nos molares e o sorriso digestivo com discussão filosófica.
Não há qualquer hipóteses da memória arquivar as suas próprias recordacões e construir o seu imaginário.
Está lá tudo.
Para mais tarde recordar.
Em 12637485 fotografias daquelas 3 horas.
Retira um pouco de encanto à coisa.
Além do mais, cada um dos vikings bebeu alguns 10 copos de schnapps (uma espécie de aguardente que vem numas garrafinhas miniatura). O que é que estes gajos querem recordar?
"Vamos a uma bagaceira Tiago!" diziam eles.
Não, não e não.
Com essa não me enganais ó jovem Viking.
Quero uma daquelas com cores e sabor a sumo.
A mim ninguém me engana.
E posso provar.
Em fotografia.
Ps - Alguém sabe porque é que não houve bola este fim-de-semana?
Ps1 - Sim, a palavra kodak foi utilizada algumas vezes, mas isso acontece por causa do contracto de publicidade que substitui o 13 mês que não recebo aqui.
Ps2 - Pumba. Mais uma!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Uma manhã no trabalho



Ou o primeiro post publicado a partir do telemóvel.
Esta malta das ciências fascina-me.

Porque é que a escolaridade obrigatória deve diminuir



Este Natal não estou particularmente no espírito.
Ainda aguardo calmamente que o verão chegue e já cá está o velhote dos Oh!Oh!Oh!
O centro comercial de Gotemburgo, o único que por cá existe, enche-se de malta até ao tecto para torrar as coroas que saltam de carteira em carteira.
Por ser o único espaco do género, concentram-se aí todas as tentativas de cravar dinheiro durante a época festiva.
Cartões de crédito, produtos naturais contra pele casca de laranja, liga dos amigos dos escaravelhos do sudoeste asiático e mais uma série de causas em tudo relacionadas com o Natal.
Ora, eu não estou no espírito.
Acho que já disse isto.
E apesar de todos os apelos para torrar a coroa, não sinto a mínima vontade de o fazer.
O subsídio de natal, essa imaculada invencão, é uma quase-exclusividade do rectângulo. O mesmo é dizer, que por muito solidário que eu queira ser com os escaravelhos que sofrem na Tailândia, o bolso está igual aos restantes meses.
Estabeleco por isso uma estratégia que me parece genial para não ser massacrado pelos 275 promotores que enchem os corredores do Nordstan (Colombo local). Ando rápido e aceno, sorrindo com um fabuloso "ursäkta, jag kan prata inte svenska" (desculpe, n falo sueco).
A resposta invariavelmente é: No problem sir! What about this credit card?

Na feira

Analisando as crónicas sobre o debate mensal no parlamento fico com a sensacão que pela primeira vez Sócrates patinou.
Até poderia ser natural, ou aceitável, a sua falta de preparacão, uma vez que tinha acabado de jogar monopoly com o Mugabe.
Ouvi o debate em directo.
Na altura, os jornalistas acusaram Sócrates de não conseguir responder a P. Portas.
O noticiário da RTP repetiu-o.
Para quem se limitou a ver o telejornal, ficou a sensacão de que Portas saiu por cima. O que é falso.
Portas perguntou a Sócrates quantos polícias existiam nos quadros das forcas de seguranca actualmente e quantas admissões estavam previstas.
Isto é o mesmo que perguntar a um astronauta quantos fragmentos encontrou a caminho da Lua. Ainda assim, mesmo admitindo a estupidez da pergunta, há ainda o "pequeno" detalhe de o debate se centrar no tema da educacão.
Paulinho das feiras fez uma pergunta demagógica, fora do tema em debate e foi iluminado pelos jornalistas como se tivesse descoberto a pólvora nas cadeiras da assembleia.
Nada mau para quem acusa o governo de controlar os noticiários, especialmente o da RTP.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

O Carvalho da Silva bem lhes disse: sindicalizem-se !


"... funcionários na CGTP estão a recibo verde e são desaconselhados a fazer greve."


in Expresso

O clube dos chorões

"Merecíamos estar a lutar pelo apuramento para a fase seguinte da Champions"

por Liedson, num pasquim qualquer




(É uma questão de tentarem jogar à bola em vez de passarem o tempo a chorar)

Hoje sim, amanhã não, depois quem sabe


O grande problema de ter um patrão americano, além do trabalho extra para explicar onde fica a Suécia, é não ter dois dias seguidos com a mesma estratégia.
"Money rules" dizem eles…



Jan 2007 - num escritório com vista em Detroit, daquela marca que fazia o carro da Makepeace (e se não sabem quem é a Makepeace é favor sairem do meu blog!!!)

"Quero um carro com asas e ventosas na chapa para acompanhar a Voyager XV na próxima viagem à Lua", diz o gordo chefe lambuzando os dedos com KFC.
"Mas isso é um bocado estúpido", diz o gordo mais leve enquanto tira o ketchup das orelhas.
"Não quero saber. Eu acho giro!"
"Mas estamos um pouco apertados de dinheiro e os lucros não são famosos. Isto para não dizer que NÃO existem!"
"Bom, mas quem é que manda afinal??"
"Tu gordo, tu é que és o boss!"
"Carro com asas e ventosas para 2010 sff!!!"
"Muito bem! E quem é que o faz??"
"Épá…podem ser aqueles gajos louros lá no Maine!"
"Maine? Não temos nenhum tasco no Maine."
"Então quem são os gajos do Norte?"
"Norte da Europa?"
"Da quê?"
"Já percebi. Os suecos."
"Isso, isso, os suecos do Maine. Toca a andar com o projecto."



Dez 2007 - no mesmo sítio mas com mais ketchup

"Gordo, gordo…não temos dinheiro para as asas!! Eu avisei-te que não tinhamos dinheiro!!"
"Epá…e agora??"
"Agora pergunto eu pá? Ou já não és o boss??"
"Cancela, cancela tudo!!"
"Mas já torrámos uns milhões nisto..."
"Que se lixe!! Os gajos do Maine que parem com tudo!!"
"Suécia."
"Isso."
"E o que fazemos com o mercado?? Já anunciámos o modelo com asas!!"
"Huuummm…deixa-me pensar…deixa-me soltar o génio….já sei, já sei…continuamos a vender o mesmo carro que temos hoje em dia e oferecemos um happy meal! Ninguém vai dar pela falta das asas!!"
"Brilhante gordo, brilhante!! É por isso que és o N 1 !!"
"Os gajos do Maine que voltem a cacar marmotas!!"
"Gordo, já agora, porque é que comprámos aquele tasco na Europa se não temos dinheiro para mandar cantar um cego?"
"Não sei, também disse que era mau negócio. Aquilo lá para o Alaska é muito frio. Passa-me o ketchup e limpa as orelhas sff."

terça-feira, dezembro 11, 2007

Choque de culturas II


Todas as segundas, o estaminé local oferece um pequeno-almoco para que o proletariado se junte em amena cavaqueira.
Recordava algumas memórias de infância enquanto regava o queijo com umas gotas de mel.
Um olhar incomodado acompanhou-me.
Na segunda fatia construída com igual detalhe artístico o mesmo olhar estupefacto acompanhou a queda do mel no pão.
"Sim? Queres um bocadinho?", pergunto ao dono do olhar.
"Mas vocês colocam mel no pão???", pergunta-me.
Antes que eu responda diz o inglês: "Claro, é a coisa mais normal do mundo!"
"Mel no pão??", insiste o sueco visivelmente incomodado.
"...e ainda no outro dia te vi colocar doce também!!", continua com cara de repulsa.
"Sim, comemos mel ou doce no pão. Mas talvez tenhas razão. É de facto um pouco estranho. Normal, normal, é comer pão com almôndegas, pepino e paprika como esse que tens aí".

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Na tenda com...

Gostava de saber o que se passa na cimeira UE-África, mas está complicado.
A comunicacão social portuguesa não colabora.
Na rádio tudo se resume a Mugabe.
Deve estar cá ou não, é o único ditador ou não, vai deixar o G. Brown amuado ou não, etc, etc.
Já ouvi um chefe da polícia (de Viseu) dizer que as camaratas para as forcas da seguranca cheiram mal e que só aguentou 5 minutos lá dentro.
Já ouvi um emigrante português em Harare dizer que as escolas são fantásticas, os espacos desportivos muito bons e que o único problema é a economia que "parece que não está tão boa" ("parece" que a inflaccão em julho rondava os 8000%...é capaz de ser um problema sim) .
Já ouvi alguém dizer que o Khadaffi montou um loja do cidadão à porta da tenda para empresários portugueses.
Tudo muito giro.
E lá dentro?
O que se passa?
Já estabeleceram parcerias, já discutiram os direitos humanos ou ainda estão a jogar à bisca?

A reforma é já ali

Se eu disser que 70% dos anúncios na rádio são sobre créditos e planos de poupanca e reforma, não me devo enganar por mais do que 0,0001%.
Um dos anúncios diz-me para comecar a pensar na reforma a partir dos 30 anos.
Olá...isto interessa-me.
Diz a voz do anúncio que afinal não falta assim tanto para parar de trabalhar.
É verdade. Já só faltam 2 horas.
Mas como é que ele sabe?

Sobe, sobe, balão sobe II


"É preciso aparecer para não que não se esquecam de enviar o salário" diz um filósofo que eu muito aprecio.
Confesso que esta máxima se aplica no momento, dada a quantidade de coisas a preparar neste mês. Há tanto para fazer, tantos detalhes importantes, que as 8h por dia aqui no estaminé não dão jeito nenhum.
Reparo agora que o conceito de "férias activas" se aplica também ao planeamento. Ainda não estamos lá e já estou cansado.
Garrafas que não congelem, botas com asas, casacos com 3 camadas, saco-cama versão sibéria, vacinas para 15 tipos de moscas diferentes, como dar grojas, como evitar ajudas desnecessárias, como beber água, como mictar sem acertar numa cobra, como respirar com pouco oxigénio, como evitar dentadas de leões, o que fazer caso um elefante peca um amendoim, como tomar banho sem água…
Mas não é só meter um pé à frente do outro e seguir?
Parece que não.
Pergunto-me se um africano que vem caminhar para o Alpes leva vacinas, esconde o dinheiro no sapato e usa pastilhas para meter na água?
Não é preciso responderem.
Perguntava-me uma pessoa cuja opinião é para mim muito importante: "Mas afinal, qual é a piada de subir e descer montanhas?"
Fiquei a pensar. Será a paisagem que se descobre a cada passo? Serão os diferentes tipos de vegetacão que nos envolvem consoante a altura? Será a descoberta de um novo limite físico? Será o atingir um ponto alto e dizer "consegui"?
Talvez seja o desafio. O simples desafio imposto.
Então e uma vez lá em cima?
Epá…observa-se a paisagem durante uns segundos porque o frio não permite mais e desce-se. É isso.
Para trás ficaram 5 dias de esforco. Tudo por aqueles 30 seg.
Sim, acho que é pelo desafio.
Se não fosse assim, não chegar ao topo não deixaria de ser uma frustracão. E para mim, não atingir o objectivo, será uma frustracão.
Mas depois alarguei o pensamento para o nosso dia-a-dia. O que é que não é um desafio?
Nada. Rigorosamente nada.
Até estar em casa a fazer zapping entre 40 canais da tv cabo é um desafio. Já tentaram ver um jogo de futebol, um filme e um noticiário ao mesmo tempo? Dá-me cabo da cabeca!
A senhora da agência já foi rebaptizada para Jó. Respondeu e continua a responder às minhas 37 perguntas diárias com uma paciência fantástica.
Apesar de alguns cuidados sérios que devemos ter, nada, rigorosamente nada, entre doencas, animais selvagens, montanha, frio, falta de oxigénio e por aí fora me preocupa.
Para aquilo que realmente devo olhar, passo despreocupadamente pelas brasas. É no acessório que, como de costume, centro os meus olhos: o avião.
Os vôos internos deveriam ser feitos numa companhia chamada Zanair. Uma rápida pesquisa no Google mostrou-me dois espalhancos este ano. Num deles a porta abriu-se em pleno voo, no outro não acertaram com a pista ao aterrar.
Isto é que me tira o sono.
Oxigénio e leões não me dizem nada.
Pedi para ir noutra companhia que também já tinha investigado: Precision Air.
Registo impecável nas bases de dados de acidentes e aviões bem catitas.
Até têm os horários em pdf.
Estou safo.


terça-feira, dezembro 04, 2007

Aiiiiiiii meu Paraguaiiiiii

Assim já é outra cowboyada !!



PS - O Luis Filipe em 10 minutos e 5 posses de bola conseguiu perdê-las todas. Janeiro está finalmente aí!