
Agora é que é!
Vou buscar Nestum a Estocolmo e volto já.
Bom fim de semana.
Porque é que fazer greve não altera nada?
Porque é que gritar bem alto "já chega!!" não serve de aviso?
Porque é que ter esperanca no nosso desenvolvimento é uma utopia?
Porque nós somos um país corrupto, de mentalidades fechadas e sem a MÍNIMA nocão do que é a justica, solidariedade social e respeito pelo próximo.
Não passamos de um conjunto de chicos-espertos onde cada um se tenta safar sem olhar para o lado, onde os detentores de cargos públicos com poder de decisão se limitam a alimentar uma rede de interesses, favores e enriquecimentos ilícitos.
Rui Rio, presidente da CMP acusa uma junta de freguesia do PS (Aldoar) de gestão danosa e faz queixa ao DIAP (no Público de hoje).
O que faz o PS local?
Nega as acusacões? Rebate os argumentos? Apresenta provas?
Não.
O PS local diz que se Rui Rio quer acusar a junta socialista, então também deve acusar algumas juntas "laranja" onde o dinheiros públicos vão parar a contas pessoais ou onde as dívidas se acumulam.
O PS não nega a sua desonestidade. Rebate apenas com a desonestidade do próximo.
Quando se imagina que por cada caso conhecido devem existir 100 esquemas encobertos, dá mesmo vontade de perguntar:
Acreditar em quem?
Como?
O nosso país é gerido de norte a sul como se de uma manta de retalhos de tratasse.
A corrupcão é de tal ordem que só um "reset" nos traria uma segunda oportunidade.
Ora vamos lá entao...
Todos para lá de Badajoz aprender durante 20 anos a deixar as mãos longe dos bolsos. Durante esse tempo deixamos o país a soldo da classe política e das empresas públicas.
Sem populacão pagante não há impostos para roubar e mais cedo ou mais tarde saiem dos cargos.
Umas décadas depois, já com outra mentalidade, o povo regressa a uma terra sem lei e comeca a construir uma nova sociedade.
Governantes governam, professores ensinam, alunos aprendem, jornalistas relatam, juizes aplicam leis e por aí fora. Cada um com o seu papel na sociedade. Cria-se uma nova classe devidamente sindicalizada a que se dá o nome, por exemplo, de "ladrões". Inserem-se nesta classe todos os indivíduos que não queiram respeitar as leis da "nova sociedade" e que tentem viver à margem dela. Criam-se resorts no Linhó para residência permanente e oferecem-se empregos na construccão da ferrovia Lisboa - Pequim.
1, 2, 3...diga lá outra vez.

...que o Nuno Gomes tinha levado factor 15 para as férias no bar do China.
...que o padeiro da rua do Simão tinha uma unha encravada.
...que o Scolari só gostava do leite com Cola Cao.
...que o Quaresma não gostava do Volare,Volare por a achar muito comercial.
Enfim, tinha conhecimento de uma vasta série de notícias que marcam de uma forma espectacular a vida desportiva do país ao mais alto nível e nesse conjunto de modalidades que se denominam por futebol.
Contudo, ainda não sabia que a Telma Monteiro se sagrou em Belgrado bi-campeã da Europa de judo.
Não é tão espectacular como aquela reportagem de 30 min em que o Ronaldo tenta tocar djambé e falar, mas vá lá, merecia uns minutinhos ou até quem sabe uma páginazita.
Já não digo uma reportagem com a família, os amigos e a porteira que lhe deu aquele raspanete no dia em que ela subiu a uma laranjeira e sujou o quimono.
Isso também era um abuso e retirava tempo às entrevistas com o Figo no Dubai. O que seria inconcebível.

Acordei e saltei para a tábua.


Factos são factos. Pouco há a dizer.
Tal como na maior parte das vezes nos últimos 20 anos o FêCêpiê ganhou o campeonato e com toda a justica diga-se.
Numa prova de regularidade quem anda no topo maior parte do tempo merece ganhar. O resto são cantigas. Eu (e mais alguns milhões imagino) ainda entrei de calculadora pensando que um milagre pudesse acontecer. Seria sorte a mais para algo que não se procurou todo o ano. Mais do que a azia de ver a festa dos outros é ouvir o Nando dizer que "não ganhámos nada mas a época não foi um fracasso". Voltamos aos tempos das vitórias morais.
É um fracasso e dos grandes. A nível interno não há desculpas para tantos pontos perdidos, para a miséria na taca e para o afastamento da Uefa perante um grupo de bons rapazes.
O Nando nasceu para perder e é manifestamente incompetente. Não espero que ele o assuma, mas esperava que alguém percebesse.
Há coisas que de facto são simples e nós é que as complicamos. O Fanã-estica-pescoco é de outro campeonato, não se pode sentar naqueles bancos de pele da Ferrari ao lado do Eusébio e do Chalana.
Para o ano há mais, no nosso caso do mesmo. Exactamente do mesmo.
Um sorriso pelo Vitória de Setúbal que deu mais uma cambalhota milagrosa. As tascas do choco agradecem a permanência.
Ah...e esse pormenor de a poucos minutos de se sagrarem campeões, os jogadores do Porto ouvirem no Dragão impropérios contra o terceiro classificado da Liga, que se estendaram durante os festejos na Invicta. O segundo classificado nem entrou nessas contas.
Visto dos Clérigos e por muitos anos que passem, "Máiór" será sempre um, o Glorioso e mais nenhum.
Estudos (Quais?) indicam que em 7 décadas Portugal e todo o sul da Europa atingirão um tipo de clima semelhante ao do Sahara. Praia o ano todo pensarão alguns. Para quem quer deixar algo de valor aos filhos, talvez seja altura de substituir as rendas da Nazaré e os servicos da Vista Alegre por accões da Samsung ou qualquer outro fabricante de aparelhos de ar condicionado.Manuel Monteiro avanca para a CML e tenta o lugar de vereador. Carmona parece ser o senhor que se segue e quer fazer frente aos partidos.
Falta ver quem é a fava que aparece do lado do PP. Até ver, parece que não há ninguém com emprego que esteja disposto a contribuir para a melhoria da autarquia.
A manhã comeca como um fado.
Triste.
Aguenta-te Lisboa.

Apresento-vos o Vasa.Afinal esta não era uma obra de ficção.
Estamos a ficar um bocadinhos excêntricos demais. Ligeiramente apenas.
E se fosses trabalhar pá?
"Dennis Hope diz ser dono de todo o sistema solar, excepto o Sol e a Terra
Os portugueses já podem adquirir um terreno na Lua, com direito a certificado de propriedade e até um mapa para não se enganarem na cratera. É o que garante o americano Dennis Hope, que esteve ontem em Lisboa na inauguração da primeira embaixada lunar neste país. E o negócio deste californiano, de 59 anos, parece ir de vento em popa. Desde que reivindicou a posse dos corpos celestes do sistema solar (com excepção da Terra e do Sol), há 27 anos, já amealhou nove milhões de dólares.
A ideia de vender pedaços de Lua surgiu após o divórcio. Sem dinheiro, a solução caiu do céu: reivindicar a posse dos planetas e suas luas. Para tal, baseou-se numa lei de 1862, que concede a propriedade de terras devolutas ao primeiro que as reclamar. "Senti-me como os europeus de partida para o Novo Mundo", disse Hope à imprensa no hotel Dom Pedro.
O autodenominado presidente do Governo Galáctico aproveitou uma lacuna no Tratado Espacial (1967), que proíbe os Governos de reclamarem território no espaço, mas é omisso quanto aos indivíduos. Registado como dono do sistema solar, comunicou o facto a Washington, Moscovo e à ONU. Não obtendo resposta, iniciou a venda de terrenos na Lua.
Desde então já vendeu 162 milhões de hectares - 4,5% da superfície da Lua. Um negócio que parece absurdo, mas que convenceu estrelas como Tom Cruise e Nicole Kid-man, bem como os ex-presidentes Jimmy Carter e Ronald Reagan. O próprio George W. Bush já tem um pedaço de Lua, para quando deixar a presidência dos Estados Unidos.
Mas quanto tempo falta para se poder viver na Lua? Hope responde prontamente: dentro de 50 a 75 anos, haverá "uma comunidade permanente". Até lá, o californiano promete andar pelo mundo e dar a conhecer o seu negócio. A procura de terrenos lunares, muito apreciados como presente de casamento, já justificou a abertura de embaixadas em países como Reino Unido e Austrália. E agora Portugal.
Quando lhe perguntam se é um vendedor de sonhos, Hope responde que apenas quer criar "uma sociedade sem os males da Terra". E para os criminosos já tem solução: uma prisão no lado não iluminado da Lua."
in DN
(http://dn.sapo.pt/2007/05/11/internacional/americano_ganha_nove_milhoes_a_vende.html)

Alberto João inaugura estradas, estacões de tratamento de águas, quiosques e bancas de algodão doce.
Um ano depois de desembarcar na aventura escandinava, chegou finalmente a oportunidade de conhecer a capital, Estocolmo.