quinta-feira, agosto 30, 2007

A fava...

Manchester United
Roma
Sportém
Dinamo Kiev

Liverpool
FócuPorto
Marselha
Besiktas

AC Milão
Glorioso
Celtic
S. Donetsk


...mas com tranquilidade.

2 anos


Bush junior visitou Nova Orleães e disse a quem vive em contentores há 2 anos que o governo não os esqueceu.
De facto não esqueceu. Hoje, tal como em 2005, o governo de W. sabe perfeitamente a quantidade de necessitados que por ali sobrevivem e o peso morto que representam na economia americana.
Hoje, tal como há 2 anos, há muito a fazer por aquela gente e os meios continuam disponíveis.
O problema é que passados 2 anos o interesse de "ajudar" é o mesmo.
Há quem defenda que em 2005, a administracão Bush sabendo perfeitamente (e com tempo) do impacto que teria o Katrina, deixou a populacão entregue a si mesmo numa espécie de seleccão natural, onde não foram os mais fortes a escapar mas sim os mais abastados. Não muito. O suficiente para terem um carro…
Perante Batista, Fidel disse numa das suas primeiras alucinacões: "A historia me absolverá".
Bush W. perante Bush "Dad" colocou a mesma frase, mas acrescentou-lhe um ponto de interrogacão.
Absolverá?
Katrina, Iraque, Afeganistão e muitos atentados depois, eu espero bem que não.

O ateu


Fim das aterragens em azinheiras.
(via Arrastão)

quarta-feira, agosto 29, 2007

Do sofá

+ A sorte continua a ser a melhor táctica

+ O Di Maria vai lá. É só perceber que há 10 gajos a quem pode passar a bola.

+ O Rui Costa não vai aos mesmos treinos que os outros. É o único que pára a bola num raio de 10cm.

+ O Katsouranis foi a melhor coisa que o Nando fez desde que nasceu

+ O Nélson finalmente acordou para a vida.

+ Scolari, reparaste como um guarda-redes pode sair nos cantos e acertar na bola?


- O Nuno Gomes vai ganhar uma bola. É uma questão de tempo.

- Jogar com o Luis Filipe ou com um espantalho não é a mesma coisa porque com um espantalho ainda se pode fazer o clássico 2-1 (passa-desmarca-recebe)

We will always have Paris

Vá lá, vá lá que não se lembraram daquela portuguesa do 2^3=12

segunda-feira, agosto 27, 2007

E porque é que a vida não é só bola?






Porque o Nelson Évora acabou de ganhar a medalha de ouro no triplo salto nos mundiais de Osaca.


Muitos parabéns!

O português, o sueco e o inglês

Sueco mastigando uma sandes com pimento: Este fim de semana fui ver os Transformers.
Inglês mastigando uma sandes com tomate: E que tal?
Sueco mastigando uma sandes com pimento: Giro. Mas não havia carros da Ford.
Inglês mastigando uma sandes com tomate: Parece que a GM é que patrocinou aquilo…o Ford não ficava bem na foto.
Português falando com a boca vazia depois de mastigar uma sandes com queijo: E tu? Viste algo?
Inglês mastigando uma sandes com tomate: o Nemo.
Português falando com a boca vazia depois de mastigar uma sandes com queijo: Humm…e gostaste?
Inglês mastigando uma sandes com tomate: Sim. Tem muita cor.
Sueco mastigando uma sandes com pimento: E tu?
Português falando com a boca vazia depois de mastigar uma sandes com queijo: Estou a aprender a língua com os filmes do Bergman.
Sueco mastigando uma sandes com pimento: Como? Eles passam 12h calados a olharem uns para os outros!
Inglês mastigando uma sandes com tomate: E no fim morrem todos. Deprimidos.
Sueco mastigando uma sandes com pimento ao mesmo tempo que dá um golinho no sumo de laranja: Vê antes o shrek dobrado. É mais eficaz.
Inglês mastigando uma sandes com tomate: E ninguém morre.

C-1 submarino ao fundo

Taxas de juros mais altas que as actualmente existentes e pagamento do empréstimo tenha ou não emprego o aluno, um ano após concluído o curso.
Lá se vai a minha teoria das boas intencões.
Vale a pena ler.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Load " "


Meus amigos, se isto não é servico público, não sei o que lhe chamar.

Glory days are back...e apenas com 48K de memória!!

quinta-feira, agosto 23, 2007

O bom petisco

Se eu fosse Peruano e visse o aproveitamento político que a oposicão tenta retirar de um terramoto, ficava de imediato contente com o governo.

Viva o Zé !!


O Governo prepara-se para aprovar uma lei que permitirá o financimento de cursos superiores a alunos sem recursos financeiros para tal. Crédito bonificado, ficando o estado como fiador e tendo o aluno que comecar a pagar o empréstimo 1 ano depois de concluído o curso.

As taxas de juros serão inversamente proporcionais às notas (médias de 16 para cima têm a taxa mais baixa).

De qualquer forma, esta é uma clara aproximacão ao sistema escandinavo de ensino e coloca os alunos em pé de igualdade.

Todos podem estudar, tenham ou não o dinheiro dos pais para tal.

Há que ter notas "apenas".

O relógio

Decididamente, nem sempre é bom saber.

(via Arrastão)

quarta-feira, agosto 22, 2007

O que passou na minha televisão

Vedetas a mais e pernas a menos.
Voltamos ao esquema táctico antigo: o da calculadora!

O balão

Os corredores da volvo foram feitos com a mesma régua dos campos de futebol.
Sempre que me desloco consigo trautear os 15 minutos do bolero de Ravel enquanto controlo a respiracão para não destruir o nivea "no white marks".
Quando estou bem disposto, o que segundo dados do INE acontece apenas em dias comecados por "S","T","Q" ou "D", gosto de trocar Ravel por uma boa melodia de festivais da cancão da era A.R.L.F.T.C.D.E.C (Antes de Rosa Lobato Faria To Cruz Dina E Companhia).
Simone, Tordo, Paulo de Carvalho e outros fazem questão de me acompanhar nestes corredores.
Hoje apareceu a Manuela Bravo queixando-se de que a vitória em 79 só lhe fugiu porque não a deixaram apresentar a letra original. O período era de nacionalismos e a defesa da lingua uma bandeira. Foi pena, porque diz quem estava lá e viu, que a consagracão mundial era o salto seguinte.
Tenho a sensacão que os criativos também não ajudaram…se bem que a garrafa de Porto puxada pelos pescadores representa todo um conceito.
Fora de portas e sem repressões, fiz questão de fazer a vontade à Manuela e trautear a sua melodia original.
Plena de poesia e totalmente diferente desta.



Bada bada bada bada badada
Bada bada bada bada badada

goes up, goes up, balloon goes up
goes up, goes up, balloon goes up


I live to dream,
Don't think bad about me
Better seems to be
Live my life this way?

In the wings of my dream,
it's good walk south hard,
I don't need a visa
nor a passport card

I don't have limits
Stop it's not my style
When my love says:

"wait for me sugar!"

To have that confirmation
is the light of my day
Go my golden balloon,

full of fantasy..

(all together com a malta que se cruza comigo no corredor)
Goes up, goes up ballon
Please ask to that star
If Can I live there and dreeeeeeam
I'll take my love with me
Because I know that I found
The perfect place to looooooove….

O lobby do cimento

Quer dizer que a Somague encheu os cofres do PSD para lá do que é permitido?
Huummm...é melhor devolverem o troco ao fisco.

terça-feira, agosto 21, 2007

800 Km : 2 = Norte e Sul (sem o P. Swayze)

" Os portuenses são uns trabalhadores natos, mas face aos dados de desemprego, qualquer dia passa a ter a cidade sem trabalho. Isto é mau para o Porto, mas porque é que não se vê aqui, o que se viu em Setúbal quando o desemprego andou por aquela zona? Isso mostra como as pessoas são diferentes. Quando, em Setúbal, fecharam algumas fábricas, as pessoas sentaram-se a um canto e só se levantaram para fazer manifestações e greves de fome. Ficaram à espera que o Estado resolvesse problema e ele resolveu, colocando lá empresas como a Ford. No Norte, as pessoas não fazem manifestações; arranjam biscates, emigram, vão seis meses para a Suíça juntar dinheiro, vão para o campo, não ficam paradas, nem têm tempo para actividades políticas. "

Manuel Serrão in JN




Estou certo que do Mondego para cima ninguém recebe subsídio de desemprego.
Estou também convencido que na Suiça não há ninguém de "Marrocos Oriental".
Aliás, parece que em Zurique há o melhor cimbalino do mundo.
Sempre que passo no interior Alentejano e vejo todas aquelas empresas penso sempre: "Ahhh...que pena o estado só apoiar esta malta quando há tão pouca indústria no norte".
Há várias entradas no dicionário da lingua Portuguesa que podem adjectivar o que M. Serrão tem no espaco reservado para o cérebro.
Tenho ideia que já referi uma delas num post qualquer.
Talvez nesse aí por baixo.
O do Kane.
Sim, isso.

O companheiro da Rosa

Li numa parede qualquer que "estes são os 100 filmes que você não pode morrer sem ver".
Apesar de ser optimista, não sou utópico e sei que quando tiver 120 anos vou ter alguma dificuldade em não adormecer com duas horas de filme. Além do mais, e fazendo da matemática uma muleta preciosa posso afirmar que por essa altura, em 2097, já terão saído mais 30 Bond's (a média é de 1 em cada 3 anos) que eu terei que ver pelo menos 10 vezes, sobrando-me poucas horas para outras películas. Sim, porque ainda há que arranjar espaco para os jogos do Benfica e mesmo admitindo que em 2097 o Mantorras terá 30 anos, é sempre algo que não pode faltar na minha agenda cultural. E não vamos novamente discutir de que forma camisolas vermelhas e um hino do Luis Picarra podem figurar no CCB.
Somando a isso as futeboladas com a malta e as churrascadas de bifinhos de frango (são melhores para a tensão alta), sobrar-me-á pouco tempo para a 7a arte e por isso resolvi arrepiar caminho.
Nunca percebi muito bem porque é que um arrepio pode ser equivalente a um atalho. Pobres no bolso, mas ricos na língua.
Atalhei e comecei pelo Citizen Kane, a obra prima de Orson Welles. Diz quem percebe de isco que é um dos melhores filmes de sempre. Há muitas votacões que o colocam como "o" melhor filme de sempre.
Confesso que fiquei desiludido. Isto claro para ser educado e não dizer "grande m*****!!"
Mas é isso que eu penso. Grande e valente M****!!!
Resumindo a coisa fica assim:
Um gajo muito, muito rico (Kane) morre e a última palavra que diz é "Rosebud". Jornalistas investigam (e durante esse período, que é o filme todo, vão falando com outras pessoas que conviveram com Kane e nós, espectadores, vamos vendo como foi a vida deste) a possível origem desse nome. Percebemos como ele ficou rico, que negócios tinha, como era a sua vida amorosa, etc, etc. No fim, os investigadores desistem de perceber e enquanto algum do seu espólio é queimado vemos um trenó, presente de natal de uma mocidade distante a arder. O trenó tinha um nome que o fogo vai comendo: "Rosebud".
No leito da morte, um ricalhaco deixa para a posteridade como última palavra o nome de um trenó dos seus tempos de inocência.
E pronto. É isto.
Estou certo que alguém me pode explicar onde está o "uaaahh" deste filme.
É que eu não o encontrei. E fartei-me de procurar.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Brisa do mar

O rodelas pá!
Ainda não acredito!
O rodelas!!

O selim



Olhei para o céu e não o vi.
É verdade, os óculos continuavam na mesa, mas ainda assim eu sabia que ele estava lá.
As nuvens também sabiam e resolveram escondê-lo com o carinho de um talibã por uma mulher.
"Segunda-feira" pensei. Não há nada de bom a esperar de uma segunda-feira.
Passei para outra janela. O céu era o mesmo. Quem diria…
Duche quente e cabelo penteado. Com as mãos. Que isso dos pentes é para meninos.
Roupa passada no sábado a desfilar no corpo. Sinto-me sempre outro com uma t-shirt sem vincos. Como se fosse o único a saber dos milagres que um ferro quente pode trazer a uma sociedade.
Calmamanente dirigi-me para o carro. Estava fresquinho sim, mas nem pensar em vestir um casaco. O meu relógio diz que o presente mês se chama Agosto e a minha t-shirt está impecávelmente esticada. Não, não e não. Casaco não entra neste cenário.
Coloco um pé em frente do outro e inicio aquilo que alguém em cinemática definiu como movimento rectilínio uniforme. A cabeca alinha pelo diapasão e olha apenas em frente. A paisagem está pintada com um carro decorado de ferrugem. É o meu. Lá dentro espera-me o Rodrigo Leão que ao som de "Cinema" me vai embalar até à Volvo. Sei que será assim.
No meio dos meus passos deixo a cabeca cair um pouco para a esquerda e contemplo o parque das bicicletas. Estão lá todas. Presas aos ferros. Umas velhas, outras nem por isso. Umas inteiras, outras nem tanto. Uma delas chama-me pelo olhar mais atento. Não tem banco.
"Curioso", penso. Ontem quando fiz este movimento em sentido contrário o banco estava lá. Foi roubado durante a noite. Azar do dono.
Pena ser eu.
Não fiquei chateado, afinal o mundo é feitos destes desiquilíbrios. Uns compram, outros roubam, outros misto. Tudo bem.
Ainda assim achei que Rodrigo Leão já não encaixava no cenário. Linkin Park ao vivo em Dallas já dava outro tom. A camisola continuava impecável. Nada a afectava.
Chego ao trabalho e sento-me com 8 suecos. Durante 3 horas discutimos documentos. Sendo o documento um pedaco de papel sem vida, torna-se quase impossível perceber como gera tanta discussão. O Excel é a grande invencão da gestão "vamos-distribuir-tarefas". Tudo bem.
Chego ao computador e ligo a TSF. "Portugueses presos em Yucatan por causa do furacão..." dizia o rapaz das notícias. Mas porque é que vão para Cancun penso eu? Ainda por cima quando os furacões se conseguem prever com tanta antecedência. Ahh…já sei, estavam a contar que a agência de viagens dissesse: "Parece que há vento…mas se quiserem ir….".
Passado o vendaval diz uma voz imperial "Nando já ganhou um par de patins!" (pareceu-me que ele disse isto...). Fiquei com o coracão aos saltos e de imediato pensei no "rodelas". Na segunda frase: "José António Camacho é o senhor que se segue!", nem queria acreditar, o Nando a andar e o Rodelas a regressar !
O dia até estava a correr bem, mas esta notícia puxou-me pela lágrima.
Eufórico corri e saltei pelos escritórios gritando: "Nando is history!!! Onion circles is back!!!"
A camisola essa, continuou imaculada.

domingo, agosto 19, 2007

A visão

Praia Formosa, SMA - Acores, foto de Ana Loura



Silêncio.

Recordacões de infância.

O sentir desta água na pele.

Agora sim, a música certa para a contemplar.




free music

Nasce outro herói


Udo Nwoko.
Nasceu na Nigéria e ao contrário de Obikwelu preferiu a bola.
Jogava no campeonato de Malta.
Não veio de Itália, Espanha ou Inglaterra.
Malta. Ele jogava há 3 anos em Malta. Maltaaaa.
Nuno Gomes disse no fim que a equipa precisa de tranquilidade e de um plantel equilibrado.
Só faltava dizer: "Sim, ou acham que gajos como o Luis Filipe cabem numa camisola destas? "
Em Malta. Em Malta...
Por favor. Por favor. Despecam o Nando. Por favor.
Descobri um site porreiro para ver os jogos...mas assim é o mesmo que dar chibatadas nas costas.
Aliás, chibatadas nas costas até devem doer menos.

sábado, agosto 18, 2007

the show must go on

Durante séculos a Humanidade alimentou, erradamente, o mito de que a frase "the show must go on" tinha sido inventada pelo lendário Freddy quando se despediu dos pais em Zanzibar e aterrou em Londres já com as collants vestidas.


Hoje há provas irrefutáveis sobre o criador dessa frase/conceito. "The show must go on" foi a frase que o presidente da câmara de Gotemburgo usou quando um vereador lhe perguntou: "O quê?? Um festival de cultura ao ar livre durante uma semana numa cidade onde chove dia sim dia não??"


Durante uma semana a cidade enche-se de gente para assistir um pouco por toda a parte a actividades culturais. Espectáculos de danca, poesia, teatro, música, cinema, etc, na sua esmagadora maioria passados ao ar livre.


Pergunta minha: "Mas como??"


A chuva por aqui é um elemento da natureza que podia perfeitamente encaixar numa refrão do Zeca: "Venha quem vier por bem".


Ninguém corre, foge ou arreda pé. Sempre foi assim e por eles, tudo bem.


Ontem, entre casacos assistimos à Sinfónica de Gotemburgo na principal avenida da cidade. Interpretavam Carmina Burana (Old Spice!!) e o S. Pedro jogava à bisca os destinos climatéricos. A meio do espectáculo pensou: "Já não aguento estes tambores!!" e largou um dilúvio bonito de se ver.


O que aconteceu?


Nada. Puxaram dos casacos. Abriram guarda-chuvas. E pronto.


Tuuuudo na mesma, como se não estivéssemos alagados.


Uma vida inteira disto dá-lhes prática.


Em Roma sê Romano e tirámos também os casaco. Tinha decidido não sair de lá sem ouvir a parte do tambor Old Spice!


O gajo que se sentou à minha frente tinha um chapéu de chuva que facilmente protegeria do Sol 5 pessoas na Fonte da Telha. Só faltava as riscas. Pelas extremidades jorravam abundantes cachoeiras que acariciavam os meus joelhos.


"Não, não e não!! Sem ver o Old Spice não saio daqui!!"


E o momento chegou. O som subiu aos céus e fez o S. Pedro encolher-se. Sem chuva foi só sentir a música.


E vi. E ouvi. E delirei.


Agora esse som não me sai da cabeca.


Tenho que o partilhar.


E já agora ver mais uma vez.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Acores, essa colónia ultramarina

"Pepe, anuncia o DN sport nesta edição, já é cidadão português. Pepe, ex-futebolista do FC Porto, hoje no Real Madrid, nasceu em Maceió, no estado de Alagoas, Brasil. Maceió tem uma igreja que é dedicada a São Gonçalo de Amarante. Boa razão para querer jogar pela selecção portuguesa, como quer Pepe. É de Maceió? É dos meus. Como aqueles, os da selecção nacional que jogou em Inglaterra, em 1961: Costa Pereira (moçambicano), Lino (açoreano) e Hilário (moçambicano), Pérides (sul-africano), Lúcio (brasileiro) e Vicente (moçambicano); Iaúca (angolano) Eusébio (moçambicano), Águas (angolano), Coluna (moçambicano) e Cavém. Dos onze, só este era do rectângulo. E de resvés: nascera em Vila Real de Santo António. Ah, e o seleccionador era Fernando Peyroteo, de Benguela. Atirámos três bolas ao poste e acabámos a perder por 2-0. Perdemos e brilhámos. Conhecem coisa mais portuguesa? Bem-vindo à casa-mãe, Pepe. "


O DN correu com o L. Delgado e recuperou o Ferreira Fernandes para um crónica diária.
A linha de pensamento ficou.
O que me leva à seguinte questão:
Porque é que o "Público" bloqueia os conteúdos online?

PIDE v.SécXXI

Isto dos IP's é cá uma chatice...

quinta-feira, agosto 16, 2007

O åskbollen

Corria célere o ano de 82...ou seria 83...bolas, com esta interrogacão interrompi um início de frase que prometia.
Acho que andava pelos 5 anos de vida...ou seriam 6?
Tenho que voltar aos comprimidos da memória.
Alguém me levou ao cinema, e alguém aqui não é um truque de anonimato, não me lembro mesmo da caridosa alma.
Mas recordo-me do protagonista na minha estreia na sétima arte: Bambi.
Acho que gostei. E não chorei.
Só voltei ao cinema já homem feito e com a barba a despontar. Em 84 para ser mais preciso.
Com sete anos e na companhia do meu primo mais velho lancei-me nos filmes de carácter político, daqueles que tracam o rumo da Humanidade e nos fazem pensar "Onde estou e para onde vou?". Adorei a cor da espada do Luke Skywalker. Não sei qual foi o filme que vi, mas estou certo que nessa altura pensava que era o II ou III e agora dizem que é o V ou VI. Fico confuso com isto. Mas aquela da espada ser de luz deixou-me a pensar no futuro. Comecou aí o meu fascinio por luzes. Lembro-me de pedir sempre no carnaval para me arranjarem uma espada de luz mas diziam-me que o Zorro é que era. Hoje percebo que o que eles não sabiam era onde arranjar o sabre de luz. A espada do Zorro era mais fácil e com um giz na ponta permitia-me escrever em qualquer parede com algum estilo. Depois do Skywalker o Zorro era o maior. Ninguém sabia quem era o Banderas e este perguntava em Madrid quem era o Almodovar. O mundo era mais simples.
Mas onde é que eu ia com esta história do cinema?
Ah...já sei.
Já adulto, entrei numa nova fase cinematográfica que me levou a uma troca de heróis. O Chewie e os seus gritos deixaram de me dizer algo.
Estávamos em 85...não, 86, assim é que é. Em 85 era um miúdo. Estávamos em 86 quando entrei num videoclube que por acaso ficava por baixo da minha casa. Nunca tinha visto um videoclube. Numa lojinha muito pequenina, um senhor de sorriso simpático e expressões que me divertiam, apresentava um conjunto pequeno de filmes. As K-7 vhs estavam espacadas umas das outras uns bons 5cm. A oferta não era grande. Reparei que no lado direito da loja, todo o canto superior direito estava cheio de vários filmes com o mesmo personagem. Perguntei ao "é-só-para-entregar?" quem era aquele senhor tão penteado que aparecia em 14 capas?
"Bond. James Bond."
Foi a primeira vez que ouvi e o arrepio ficou lá. Tinha atingido o topo.
Sim, o "Citizen Kane" já tinha sido feito, mas toda a gente sabia que o Orson Welles tinha complexos de inferioridade com a obra de Ian Fleming.
Escusado será dizer que o "é-só-para-entregar?" foi o meu primeiro-grande-melhor-amigo naquela semana em que vi todos os filmes feitos até então. Sequioso por mais perguntei: "Então e aquele em que ele anda com um tanque a perseguir o narigudo do vodka dentro de um daccia?". "Ainda não foi feito", disse-me num ar pesaroso.
Desde então converti-me ao Bondeísmo, discutindo taco-a-taco a riqueza de argumento com um Allen, Scorcese, Bergman, Coppola (nos tempos do padrinho) ou Lynch (isto se algum dia chegar a perceber um).
Claramente não há profundidade que se assemelhe a um Bond. Senão vejamos: no fim de cada filme do R.Moore há aquela cena típica em que o covil do mau é destruído e os marines aparecem para matar os soldados do vilão. Os marines vão sempre de azul e os bandidões têm sempre um fato de treino amarelo ou vermelho para não se confundirem na altura da castanhada. Meus amigos, se isto não é génio...
Poderia falar na banda sonora e naquele ta-ta-ran-ta-tan-ta-tan-ta-ra-ra...mas aí já acho que era humilhar. Não há paralelo no mundo.
Tornou-se imperativo arranjar a coleccão. E sem piratarias. Tudo limpinho e com caixas originais. A FNAC torturou-me durante 2 anos com aquela caixa a 70 cts. No iníco do verão um jornal sueco comecou a vender um filme por semana a 1000 paus. Do "Die another day" até ao "Dr. No". Já só faltam 4 para terminar a coleccão e fazê-la tem dado um jeito enorme porque alguns dos filmes ainda só tinha visto 10 vezes.
Agora, a grande questão que eu levanto é porque é que me lembrei do "é-só-para-entregar?" hoje?
Porquê? Será porque o "Thunderball" sai hoje?
Sim. Deve ser por isso.

terça-feira, agosto 14, 2007

Mas...

...porque é que eu insisto?
Porquê?
Porquêêêê?
4 médios centro a jogar de início.
Uma equipa que entra em campo já a perder mostrando que assimila bem a filosofia do treinador.
Fraldas molhadas perante bancadas repletas.
Jogadores que se atiram para o chão em vez de correrem.
Um preparador físico que veio do colosso Beira-Mar e que pelos vistos se dedicava ao fabrico de ovos moles.
Um departamento médico que encrava ainda mais qualquer um que lá entra. Parece que já nem o carteiro se aproxima com medo de se constipar...
Cambada de coxoooooooooooooooooos!!!

No fim, a pérola da conferência de imprensa chegou pelo homem do colarinho apertado: "Ando na alta roda do futebol há 8 anos com vários títulos conquistados, por isso nada me afecta!"

Qual alta roda pá?? Campeonato português e grego?
Um taca da Grécia e um campeonato jardel-50-golos? Até o setúbal ganha tacas!!

Fico com a sensacão que a longo prazo seria melhor ter perdido este jogo. Talvez assim tivessem despedido esta nulidade. O sofrimento arrastar-se-á.
Se não fosse o maestro, sempre queria ver quem é que carregava o piano.

Ah!

Afinal deus existe e está na net


O milagre da divisão

Depois da maior árvore de natal da europa e do maior logotipo humano do mundo, eis que batemos mais um recorde, desta vez no plano económico.
É no nosso cantinho que a distância entre pobres e ricos atingiu o máximo europeu (UE). Em média, um rico ganha 8 vezes mais do que um pobre. Gostava de saber em que escala termina o estatuto de pobre...
Confirma-se o crescimento económico do país de alguns.

Cordilheira de Lomonosov

Onde fica?
Nos Alpes?
Nos Andes?
Nos Pirinéus?
No Ártico.
E então? Fazem-se lá piqueniques e caminhadas?
Nem por isso.
Mas dizem uns quantos senhores de barba e cabelo no ar que se escondem reservas de petróleo, gás natural e diamantes.
Os russos correram a meter uma bandeira no fundo do mar (que original...), os canadianos preparam 8 navios patrulha, os dinamarqueses dizem que a cordilheira toca na Gronelândia e por isso é deles, os suecos dizem que parte do Ártico está no seu território e os noruegueses dizem que já lá pescavam bacalhau ainda os russos brincavam aos legos com gulags.
Ah...e os americanos ouviram falar em petróleo e mandaram logo submarinos para o golfo pérsico. Só a meio caminho é que atinaram com a rota para o Ártico.
Os próximos anos serão de disputa legal e quem sabe, de um ou outro tirito.
O objectivo é simples e passa por escavacar aquela zona remota do globo.
Parece que ninguém se lembrou da importância que o território tem no equilíbrio do planeta. Já não chegava o problema do aquecimento global...
E desta vez até governos responsáveis estão metidos nisto.
A como estará o T2 no centro de Marte?

segunda-feira, agosto 13, 2007

A minha dúvida...

...de qualquer sucesso desportivo este ano (para o Glorioso entenda-se), deixa de ter razão para existir quando a 24h da qualificacão para o pote dos milhões vai para o aeroporto o único jogador que correu na pré-época.
O problema é que os gajos do Everton também repararam nisso.
Este ano é que é! Igual.

A camaradagem



Nota para mim: Na próxima discussão salarial trocar um dia de férias por um teclado pessoal e intransmissível.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Não me digas que ias no cacilheiro?


A Flexiguranca

Perto de 1 milhão de Portugueses trabalham a recibos verdes.
1 milhão ! 20% da forca de trabalho !
É uma aberracão para um país que precisa de dar estabilidade às camadas mais jovens e inverter a tendência de envelhecimento da populacão.
O recibo verde é o santo graal da gestão sem visão.
A parte da "Flexi" já está.

O diferente

Ando com uma paranóia da praia "o meu sonho".
Quero ir a uma daquelas de postal com águas claras.
Se não me engano, e eu já perguntei a todos, sou o único português que nunca foi a um dos seguintes destinos: Cancun, Varadero, Rep. Dominicana, Porto Galinhas, Tenerife, Ilha do Sal ou ao climax do 12 ano, Benidorm.
Isto provoca em mim um certo desgosto. Acho que é chegada a altura de me banhar num pedaco de paraíso e comer em regime lontra.
Procurei, procurei, procurei e finalmente encontrei.
Como sou original e de porte requintado, exclui qualquer um dos nomes ali da linha de cima.
O mundo fica assim mais curto na escolha de oásis.
E agora?
Martinica? Bora-Bora? Phi-Phi? Tuvalu?
Como ser original? Como?
Google. Fiel amigo nas horas de aflicão: "My dream beach photo".
E apareceu…


























Galapinhos? Galápos?
Mas onde é que isto fica??
Onde pá?? Onde??
Quem é que voa para lá??
Agora é que o Google me lixou...

quinta-feira, agosto 09, 2007

O Zé que não faz falta

Zé, o Sócrates ligou para Zé, o Eduardo e disse-lhe:


"Zé, lembras-te daqueles 700 milhões de USD que me deves?"
"Lembro pá…mas os tempos estão maus e ainda agora fechei a marquise e..."
"Pronto, pronto, pronto…não se fala mais nisso. Em nome da Lusofonia, Portugal perdoa a dívida de Angola."
"Zé, Zé….deixa-me enviar-te 500 Kg the marfim embalados em paletes de diamantes, pá!!!"
"Não, não…deixa-te disso..ainda estou queimado com a história do curso. E o que fazia com tanto marfim?? Vendia ao Berardo??"
"Mas e uns diamantes?? Podias oferecer às tuas mulheres..."
"Mulher Zé, mulher. Nós só temos uma mulher! Não deixa estar…tinha que declarar os diamantes e depois de pagar os impostos ao estado, nem um brinco fazia."
"Zé…mas afinal quem manda aí?? Membros do governo a pagar impostos?? Tu não aprendes nada??"
"O que é que queres? Os gajos da UE apertam connosco. O Durão já não é maoísta e acho que embirra comigo! Schuiiff"
"Zé, Zé, Zé…como é que te posso ajudar?"
"Já foi bom desabafar. Obrigado camarada!"
"Estamos cá para isso. Quando passares em Luanda manda um sms para bebermos um conhaque."
"Sms? Pensava que Luanda não tinha rede móvel?"
"Luanda não."



Apanhei esta transcricão e fiquei contente pelo perdão da dívida. Há que ajudar os nossos parceiros do mundo lusófono e nestas coisas de dinheiro, nós somos uns mãos largas.
Eu, que também sou lusófono, resolvi contribuir alinhando umas ideias para Angola. Como aplicar agora o dinheiro que seria canalizado para a dívida ao longo dos anos? O que é que dá jeito? Mesmo, mesmo jeito?
Deixa cá ver….
Emprego. Transportes públicos. Vias de comunicacão (sem minas de preferência). Hospitais. Habitacões decentes. Universidades. Planeamento celular. Internet…olha, lembrei-me de uma gira…democracia. Já nem vou falar na ausência de corrupcão, porque isso era o mesmo que dizer que o filho da galinha é o pinto e eu não me chamo Delgado.
De que é que o Zé-enche-o-bolso-Eduardo se lembrou?
De uma nova capital.
Como ? Transferir o centro de decisões do país de Luanda para Benguela, Huambo ou Lubango?
Não. Construir uma capital nova a norte de Luanda.
Ahhhh…era o que eu ia dizer já a seguir. Depois daquela parte das minas.
E, como o Zé não faz as coisas por menos, quer uma nova capital 4 vezes maior do que Brasília. A obra deve demorar uns 16 anos e para o projecto foi sondado nem mais nem menos do que o "criador" de Brasília, o arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer.
Niemeyer tem 100 anos, mas o Zé mandou aprovar um decreto no parlamento angolano (sala de bilhar do palacete onde vive) que lhe atribui vida até aos 120.
Assim sim.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Gloriosa Transportadora

Há muito que abandonei a opcão TAP quando chega o momento de bater a asa.
Não é que não goste da transportadora nacional, nada disso. Até é a companhia em que confio mais, mas já percebi que a excelência técnica não é acompanhada nos servicos mais visiveis.
O site é de longe o menos optimizado (isto quando funciona!) das companhias de bandeira de referência. Os voos são sempre mais caros (ou na melhor das hipóteses ao mesmo preco) do que por exemplo a Lufthansa. No seu próprio hub (Portela) o acesso às mangas é uma miragem. Os atrasos são mais do que muitos (já cheguei a ver um quadro com 60 partidas onde o vôo da TAP era o ÚNICO atrasado). O tempo de espera no call center é de desesperar (então quando se liga de fora do país...) e a simpatia do pessoal é já lendária.
Os engenheiros de manutencão são óptimos e a equipa de gestão liderada pelo F. Pinto conseguiu dobrar o ano com lucros, mas ainda há muito a fazer.
Mas, e há sempre um mas, li por estes dias que o FóCuPorto nunca mais vai voar na TAP e isso muda tudo.
O perigo de apanhar caspa ou seborreia diminuiu drasticamente (e se pensar nos sítios onde o Reinaldo Teles os leva a passear também há mais uma ou outra coisita de que me posso safar).
Sempre achei o pessoal de cabine da TAP muito simpático.
Desde pequenino.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Alguém...

...quer enriquecer vendendo estes braseiros "usa e deita fora"
aí em Portugal?

Vantagens para quem é um aficionado dos piqueniques:
- barato
- não têm que carregar acendalhas, carvão e grelha
- não têm desculpas para sujar o meio ambiente porque traz um saco do lixo
- tem uma base de metal e não correm o risco de atear fogo à mata
- conseguem fazer um churrasco para 4 pessoas com maior facilidade

Então e eu? Bom, eu sou como o Berardo. Também só estou aqui para ajudar (50-50) !

O sal nos bracos

Há qualquer coisa de especial em chegar a casa com sal nos bracos.
Não é olhar para o elevador, ver que está avariado e ter que subir 7 andares com 15 sacos do Continente às costas, depois de um dia de trabalho com aquelas calcas mais justinhas porque "não deu para lavar as cool" e uma temperatura a rondar os 35 graus, e a meio da subida reparar que o pacote de sal está a cair e num esforco digno de qualquer empregado do Chen equilibrar os sacos num braco para apanhar o pacote de sal antes que ele caia no chão e atinja aquele estado de "já não serve".
Não. Não é a nada disto que me refiro.
"Chegar com sal nos bracos" é a forma poética que Camões utilizou para descrever "praia".
Dizia eu...há poucas sensacões como "chegar com sal nos bracos" (e continuarei sem mais explicacões de interpretacão) a casa. Toda a perspectiva do quotidiano se transforma.
Nunca foi assim. A praia sempre esteve ali. Podia ir a vezes que quisesse e nunca lhe dei o valor merecido.
Pensava eu que ia perder de todo esta sensacão quando embrulhei a mala de cartão. Mas não me preocupei. Alguns meses depois percebi que não seria bem assim...
A água está para um português como um relógio de tic-tac está para um talibã.
Felizmente água nunca faltou por aqui. Vejo o rio de casa, o lago está a pouco mais de 5 minutos e o mar não dista 20Km. É certo que tomar banho em lagos e praias de rocha tem sido uma experiência nova. É giro, mas sentia falta da praia como sempre a conheci.
Este fim de semana resolvemos explorar a costa sueca para sul de Gotemburgo, que segundo rezam os guias, é de areia até Malmö (+/- 300 km). Foi uma agradável supresa ver água muito transparente e colocar os pés em areia, tanto dentro como fora de água. Os lagos "é mais musgo" e as praias de rocha têm uma profundidade tal que nem se toca na areia. A descoberta desta Costa da Caparica, não muito longe de casa deixou-me de coracão quente. Só faltava o gajo das bolas de berlim e uma mãe a gritar com o "mái novo" para me sentir em casa.
Uma maravilha!
Entre bracadas observei o mundo aquático.
Era limpo, cristalino e calmo.
Ordenei os pensamentos enquanto vislumbrava o horizonte.
Aproximava-se lentamente. O horizonte.
Naquele movimento sem sentido que só os horizontes sabem fazer.
Era laranja e esponjoso.
Não era o meu tipo de horizonte. E acho que me queria morder.
Até alforrecas descobri.
Apelviken em Varberg. Home sweet home.

Tranquilo

Depois de 5 semanas de férias, o meu chefe aparece e diz:
"Esta semana vamos recomecar em ritmo lento. Para a semana que vem é que é ! "
Tranquilidade numa segunda de manhã. Muita tranquilidade.

sexta-feira, agosto 03, 2007

No acesso ao pote dos milhões...

...saiu-nos o vencedor do FC Copenhaga/Beitar Jerusalem. Uhuuuuu....o Nando já pingou a cuequinha ao saber que vai apanhar o colosso dinamarquês de novo.
Até os devoramos.
De cor-de-rosinha.


Ora deixa cá ver....www.quanto-custa-uma-viagem-a-copenhaga-de-comboio.com

O Cícero

Sá Fernandes, eleito pelo BE para a CML foi o único "esquerdista" a alinha com o novo preseidente António Costa. Há quem diga que ele (Fernandes) deixou cair alguns cavalos de batalha para assinar este acordo, há quem diga exactamente o contrário. Especula-se portanto.
Sá Fernandes assumiu-se ao longo da campanha como o grande responsável (por causa das denúncias de "negociatas" feitas ao longo de 2 anos) pela realizacão das intercalares. Até acho que ele merece esse crédito e por isso o benefício da dúvida neste acordo. Se obrigou António Costa a apertar com a Administracão do Porto de Lisboa e se daí se conseguir recuperar a zona ribeirinha para os lisboetas, já não será mau.
De esquema em esquema, comecei a pensar na nossa classe política e em como esta gente não tem a mínima hipótese de fazer algo pelo País.
Dizia A. Costa, sobre a polémica do seu n2 (Arquitecto Manuel Salgado), que não podemos exigir pessoas válidas na polítca e esperar que nunca tenham trabalhado na vida. Se nunca trabalharam como podem provar a sua mais valia para a causa pública?
Concordo com esta visão. Da mesma forma que defendo que um professor universitário deve trabalhar fora do mundo académico antes de leccionar, também acho normal que um economista, humanista, engenheiro, arquitecto, jurista, gestor e por aí fora, trabalhem e ganhem nocões de funcionamento do "mundo real" antes de poderem contribuir na melhoria do Estado. Assim sim, o Estado seríamos nós.
Agora, que mais valia traz um gestor que aos 20 anos se meteu numa JS ou JSD e que desde que acabou o curso universitário, escolheu um líder para bajular abrindo assim caminho para uma série de lugares? Como pode este gajo 10 anos depois gerir uma empresa de capitais públicos, se nunca passou por uma multinacional, se nunca teve objectivos claros para cumprir, se nunca correu riscos por falta de produtividade ou se não faz a mínima ideia do que fazer para estimular colaboradores? Um engenheiro que nunca assinou um projecto ou um economista que o mais perto que esteve da banca foi o dia em que pediu um crédito habitacão...que mais valia para a coisa pública representa esta gente?
É esse um dos grandes problemas do nosso país. A actual classe política faz carreira dentro do dinheiro público, sem que alguma vez tenham percebido como se pode viver fora dele. Não têm conhecimentos ou sabedoria que possam emprestar ao país. Aprendem o discurso político que se resume a florear para não dizer nada e são mestres na arte da argumentacão. Trabalho efectivo? Mais valia real? Zero.
Lembro-me de ver um ministro de Sócrates ( Economia ou Financas, já não sei...mas também não é relevante... que ao que parece era brilhante na sua área) admitir (depois de umas quantas engasgadelas na AR) que não era político de carreira. Era uma real mais valia, sabia do assunto, mas não soltava a língua como a maioria. Achou que estava no sítio errado e voltou para a sua profissão. Nos últimos anos, quantos governantes apareceram com provas dadas no mundo real? Guterres, Durão, Santana (que custo incluir este nome...) e Sócrates. Nenhum fez nada na vida além de seguir o líder certo, no momento certo. Sócrates tem pelo menos o dom de aprender durante o percurso e ao que parece mais depressa do que os outros. A política em Portugal não é uma arte ao servico da Nacão, mas sim um atalho para a reforma.

O lencol



Márcia Rodrigues, jornalista da RTP, vestiu-se como manda a página 73 do Corão e não ofendeu ninguém durante a entrevista que fez a um embaixador iraniano.

Estava em Teerão certo? Não, nem por isso.

Rua Alto Duque n 49. Parece fica em Lisboa.

Dirão os mais atentos que "dentro da embaixada está em território iraniano!". Certo, mas o embaixador não lhe exigiu sequer que levasse o lencol...

Respeitemos as tradicões dos outros povos, mas sobretudo respeitemo-nos.